Edição 1913 . 13 de julho de 2005

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VEJA Recomenda

 

CINEMA

 
Fotos divulgação
Lindsay (à esq.) e o fusca Herbie: nova aventura da Disney

Herbie, Meu Fusca Turbinado (Herbie, Fully Loaded, Estados Unidos, 2005. Em circuito nacional a partir desta sexta-feira) – Quase quarenta anos depois do sucesso de Se Meu Fusca Falasse (1968), a Disney retoma as aventuras de Herbie, o carro que tem vida própria. Neste quinto filme da série, o ultrapassado modelo Volkswagen é resgatado de um ferro-velho pela jovem Maggie Peyton (Lindsay Lohan, a ruiva de Meninas Malvadas). Reformado e pilotado pela nova dona, Herbie compete de igual para igual com outros carrões de corrida. Com muitas cenas de ação – como as das provas no deserto – e boas tiradas cômicas, essa fita despretensiosa é um ótimo programa para o público infanto-juvenil. Veja cenas.

 

DVD

Team America: até sexo de marionetes

Team America (Team America: World Police, Estados Unidos, 2004. Paramount) – Trey Parker e Matt Stone, os criadores do desenho South Park, têm mau gosto e irreverência ilimitados – e é isso que os torna ótimos. Nessa sua sátira aos filmes ufanistas na linha de Pearl Harbor, os supercombatentes do título arrasam toda a Paris histórica para caçar alguns míseros terroristas, envolvem-se num plano maligno da ditadura norte-coreana e expõem ao ridículo astros de Hollywood. Todos os personagens são marionetes que imitam as do velho seriado inglês Thunderbirds. A fita não é para o público infantil, que ficaria desconcertado com a longa e detalhada cena de sexo entre marionetes, que é um dos momentos antológicos de Team America. Veja cenas.

 

LIVROS

A Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Taylor Coleridge (tradução de Alípio Correia de Franca Neto; Ateliê Editorial; 232 páginas; 65 reais) – Publicado originalmente em Baladas Líricas, livro de 1798 que é um marco do romantismo inglês, A Balada do Velho Marinheiro é uma das mais belas criações de Coleridge (1772-1834). O poema narra, em 600 versos, a trágica história de um marinheiro cuja viagem é amaldiçoada depois que ele mata um albatroz, ave de bom agouro. Essa edição bilíngüe, além de contar com uma ótima tradução, traz vários bônus: outro poema do autor, intitulado Kubla Khan, ensaios do tradutor e dos críticos Alfredo Bosi e Harold Bloom – e as expressivas ilustrações de Gustave Doré para o poema. Leia trecho.

A Ocasião, de Juan José Saer (tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman; Companhia das Letras; 190 páginas; 35 reais) – Na geração de escritores argentinos que surgiu depois de Jorge Luis Borges, Saer – que morreu no mês passado, aos 67 anos, em Paris – é um dos nomes mais originais. Em A Ocasião, o autor narra a história de um ocultista que foge da França, em meados do século XIX, perseguido por uma conspiração de iluministas. Ele vai parar na Argentina, onde enriquece – e, aos poucos, vai perdendo seus dons paranormais. Com essa história curiosa, o argentino – que foi um exilado voluntário, radicando-se na França em 1968 – retratou com precisão e ironia a vida dos imigrantes e aventureiros europeus que se estabeleceram em seu país no século XIX. Leia trecho.

Sobre a Coerência do Mundo, de Eduardo Luft (Civilização Brasileira; 160 páginas; 24,90 reais) – Coordenador do curso de pós-graduação em filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Eduardo Luft – filho da escritora Lya Luft – defronta-se nesse ensaio com as questões primordiais da disciplina que ensina: a oposição entre essência e aparência, entre a unidade e a multiplicidade do mundo. Luft trata desses temas densos em uma prosa acessível, transformando a filosofia em um convite à observação da realidade. "Basta abrir a cortina de sua sala e vislumbrar o jardim por alguns minutos: você perceberá a dissolução constante de todos os seres, e seu contínuo renascimento", ensina o filósofo.

 

DISCOS

Orquestra Pixinguinha (Biscoito Fino) – Lançado originalmente em 1996 e há vários anos fora de catálogo, esse disco é uma homenagem caprichada a Pixinguinha (1898-1973), compositor, arranjador e instrumentista do primeiro time da MPB. Pixinguinha criou choros que fazem parte do repertório de qualquer grupo do gênero, como Carinhoso e Proezas do Solón, e também gozou de respeito entre os eruditos. Orquestra Pixinguinha traz dez arranjos originais das músicas do compositor e dois outros concebidos pelo autor do projeto, o músico carioca Henrique Cazes. Um deles é um pot-pourri das marchas de Carnaval de Braguinha, parceiro de Pixinguinha.

Murphy: da dance music ao punk  

LCD Soundsystem (EMI) – James Murphy, mentor do projeto LCD Soundsystem, é um veterano da cena alternativa de Nova York. Ele trabalhou em gravadoras independentes, produziu outros artistas e até foi convidado a escrever episódios do seriado Seinfeld – só recusou porque preferiu a carreira musical. As credenciais variadas de Murphy se refletem no disco de estréia do LCD Soundsystem. Cada faixa parece ser tocada por um artista diferente. Os estilos variam da dance music ao punk. Murphy honra seu currículo de DJ ao combinar referências sem que a mistura pareça esquizofrênica. Entre os destaques estão a dançante Daft Punk Is Playing at My House e Great Release, que emula a sonoridade espacial do produtor inglês Brian Eno.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Siciliano, Nobel, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Cultura; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva, Sodiler, Nobel, Fnac, Siciliano, Submarino.
 
 
 
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