Edição 1912 . 6 de julho de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

O loteamento continua 1
No toma-lá-dá-cá da distribuição de cargos, ficou com o senador Renan Calheiros a atribuição de indicar o novo presidente da Eletrobrás...

O loteamento continua 2
...E a José Sarney caberá fazer o futuro presidente da Eletronorte.  

Degola na estatal
Além do presidente José Eduardo Dutra, o plano de Lula é trocar três diretores da Petrobras. Um dos que devem sair é Renato Duque, diretor de serviços, bastante ligado a Silvinho Pereira, ex-secretário-geral do PT.  

Ele atrapalhava?
À revelação de que a ex-empresa de Luiz Gushiken cresceu 600% no governo Lula, o ministro reagiu dizendo que não há nenhum favorecimento aos seus antigos colaboradores. Bem, das duas uma: se não houve, fica patente que Gushiken era um péssimo empresário – foi só ele deixar a empresa para que ela prosperasse.  

Desinfetando a Presidência
A Presidência da República está comprando vasta quantidade de "material de limpeza e higienização". Gastará 65.000 reais, mas em compensação terá na despensa 300 litros de desinfetante, 760 litros de inseticida e 230 vassouras, entre outros 39 itens. Eis aí uma compra cuja utilidade ninguém pode questionar.  

Ninguém é de ferro
Ah! A Presidência está comprando também 150 litros de essência de eucalipto para sauna.

Blindagem no Congresso
Silenciosamente alguns deputados e senadores estão formando um grupo para sustentar os pilares da política econômica caso a descoberta de escândalos não cesse. ACM Neto é um dos articuladores de uma idéia que irá incluir o PT. A idéia é separar a economia, que está andando, da lama que envolve o resto.

 

• CPI

Vazamento high tech
Um deputado tucano foi flagrado fotografando com um celular alguns documentos sigilosos da CPI dos Correios na semana passada.  

 

BB suspende publicidade e eventos

Sergio Lima/Folha Imagem
Pizzolato: estava em Londres quando a decisão foi tomada


Sem alarde, o Banco do Brasil suspendeu na quinta-feira passada toda a veiculação de campanhas publicitárias na mídia e toda a programação de eventos que patrocina. Não é coisa pouca: em 2004, por exemplo, o BB teve 238 milhões de reais para investir em propaganda e outros tantos milhões de reais para a realização de eventos. Esse freio de arrumação foi determinado pela presidência do banco no delicado setor comandado pelo diretor de marketing, Henrique Pizzolato. Originalmente ligado ao ministro Luiz Gushiken, Pizzolato se afastou dele nos últimos tempos.

 

• ECONOMIA

Crise? Que crise?
A indústria de eletroeletrônicos está vendo a crise política de camarote: teve um excelente mês de junho.

Alô, alô
Os fabricantes de aparelhos celulares também não têm do que se queixar. No primeiro semestre, as exportações de celulares cresceram 124% em relação ao mesmo período de 2004. Foi esse desempenho que levou as exportações do Amazonas a dar um salto de 130%.

O DF avança
Aliás, as exportações do Distrito Federal também surpreenderam no primeiro semestre: foram 82% maiores que no mesmo período do ano passado. Sim, não é só o mensalão que o DF exporta. Os principais itens da pauta de exportação da capital federal são a carne de frango e o grão de soja.

Sinal amarelo
Sinais de preocupação acenderam-se desde a semana passada no setor bancário: os grandes bancos diminuíram a concessão de crédito às empresas.

Mudanças no Makro
Nos próximos dias, o Makro, o maior atacadista do país, terá um novo presidente na empresa. Está praticamente batido o martelo sobre Luiz Antônio Vianna. Além de ex-presidente da NET e da BR Distribuidora, Vianna foi um dos artífices da reviravolta do Pão de Açúcar no início dos anos 90.

 

• AVIAÇÃO

A Varig se mexe
A Varig fechou com a Lufthansa um contrato para a reestrutração técnico-operacional da empresa. E nos próximos dias anunciará o banco que fará a reestruturação financeira. Caberá à instituição escolhida realizar o aporte de 50 milhões a 100 milhões de dólares na combalida Varig.

A TAP não desiste
Engana-se quem pensa que morreu o interesse da TAP pela Varig. Os portugueses acabam de contratar o JP Morgan para avaliar como investir na enrolada empresa brasileira.

 

• INTERNET

Poder on-line
Uma pesquisa inédita feita pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico revelou que, para cada transação efetivamente realizada de forma eletrônica, a internet é diretamente responsável por no mínimo quatro outros negócios fechados no comércio tradicional. Como? Pelo uso das ferramentas de busca, pesquisa e comparação de preços via internet. Nos EUA, essa relação é de nove para um. E não se está falando de pouca coisa. O varejo on-line de bens de consumo deve movimentar 3,5 bilhões de reais neste ano no Brasil.

 

Os fãs dispensam a tradução de Harry Potter

Divulgação
Potter: mesmo em inglês, estaria entre os mais vendidos


Para onde quer que se olhe, Harry Potter continua um fenômeno. No dia 16, o sexto livro da série será lançado em todo o mundo – em inglês, pois a tradução brasileira sai somente em novembro. Aqui, o livro importado desembarca nas livrarias no mesmo dia. Até aí, nada de mais – trata-se apenas de uma questão de logística. O impressionante são os números. Numa primeira leva, estão sendo trazidos 18 000 exemplares, o que já o colocaria na lista dos mais vendidos. Até novembro, quando sai a tradução brasileira, a previsão é a comercialização de 40 000 cópias, quase vinte vezes a tiragem média de um livro no Brasil. Apenas para efeito de comparação: Dan Brown vendeu aqui cerca de 5 000 cópias de O Código Da Vinci em inglês, e Sidney Sheldon não costuma passar de 300 exemplares.

 

 

 

 
 
 
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