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Diante disso, repita comigo: AS APARÊNCIAS
NÃO ENGANAM. |
DEZ NOHTAS
Mas, vejam só que coisa
o Banco, aquele!, administra bens e maus do Marcos Valério,
empresta dinheiro ao PT com recomendação dele, "avalista
e devedor solidário", enche malas com notas de 100, empresta
avião pro grande fazendeiro do segundo andar, e diretores
do banco acompanham Valério até Brasília, pra
conversar banalidades com Dirceu. NEM PARECE UM BANCO.
Afinal, nesse mar (de que mesmo,
mamita?), um salto de autocrítica e dignidade. Em Brasília,
deputado do PT saltou do décimo andar do edifício
em que morava. Saltou pra dentro, é verdade. Mas já
é um princípio ético.
Doutor, o mensalão Sedex
vai registrado?
Por que esse endeusamento da
ignorância? Se os doutos, os formados, não dão
jeito na coisa pública, não serão os imberbes
culturais (ignorantes) que darão. E tem mais louvar
ignorância, ô pá, é coisa de sub,
de terceiro mundo. Na Finlândia, na Suécia, na Holanda,
na Inglaterra, na França, nenhum "trabalhador" semi-educado
pode governar. É que, nesses países, todo mundo tem
escolaridade, os meios públicos de adquirir os conhecimentos
estão ao alcance de todos.
E você, que acha que todas
as falhas do nosso Supremo Mandatário são vistas com
preconceito só por sua falta de educação formal
(se é que tem outra), me diz aí: você operaria
sua cabeça com um neurocirurgião sem diploma? Você,
sentado em sua poltrona de avião de partida pra Europa, continuaria
sentado se o microfone anunciasse: "O comandante não pôde
comparecer, mas fiquem tranqüilos vamos ser pilotados
por um companheiro que aprendeu a pilotar maravilhosamente numa
metalúrgica de Santo André"?
Dirceu disse várias vezes
que ia botar os pingos nos I,s. Não botou. Agora todos
os companheiros estão botando I,s nos pingos dele.
O governo autocrático
detesta jornalistas e, ignorante, procura contê-los, com leis,
tentativas de enquadrá-los e "proteções" à
profissão. Tentou expulsar do país um jornalista americano
porque este citou três brasileiros, Brizola, Diogo Mainardi
e Cláudio Humberto, que achavam que o Supremo Mandatário
estava exagerando na uca. Brizola, dois dias depois da expulsão,
reiterou, no editorial que publicava nos jornais: "Nas minhas viagens
com Lula eu sempre lhe dizia 'Companheiro, não abuse
dos destilados'".
Exemplo de ignorância explícita
e agressiva? Aldo Rebelo fez lei nacionalista enquadrando o uso
de palavras estrangeiras. E me processou quando escrevi, na Folha
de S.Paulo, que aquilo era uma idioletice. O sábio
lingüista nunca tinha ouvido falar da palavra idioleto (a linguagem
individual). E quantificava a ação, exigindo indenização
de R$ 30 000,20. Reparem, já aí, a síndrome
dos R$ 30 000.
"O poder corrompe o próprio
poder" (lorde Acton). "E a falta de poder corrompe todos os que
não têm poder" (Eu).
O mal sempre foi, e continua
sendo, essa maldita liberdade de imprensa. A opinião pública
é aquilo que se publica.
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Enquanto isso, na ecologia...
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