Edição 1913 . 13 de julho de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"O golpe não é da direita ou das elites contra o governo, mas do PT contra a democracia, a ética e o povo."
Dalton Normando Cabral
Manaus, AM

Corrupção

As pessoas envolvidas nesse mar de corrupção, apesar do cargo que ocupam, das roupas que vestem, do dinheiro que possuem e da boa formação que têm, não passam de um bando de ladrões e, como tal, em vez de ser tratadas de "sua excelência", deveriam ser levadas de camburão para a cadeia, como acontece com o desempregado que rouba 1 quilo de arroz para alimentar a família. ("E eles querem levar junto os tucanos...", 6 de julho).
Ricardo Lobo de Macedo
Joinville, SC

Hoje, ao ler minha revista, lembrei-me de uma jovem de 15 anos, ainda sem direito ao título de eleitor com que tanto sonhava, que driblou a mãe e foi escondida ao comício de Lula na Candelária, em dezembro de 1989. Ela ficou de castigo pela desobediência, mas feliz por estar defendendo as idéias em que acreditava. Passados dezesseis anos, essa jovem cresceu, viu com satisfação a esperança vencer o medo e hoje chorou ao ler VEJA. O que era esperança virou decepção. O que era luta virou vergonha. E o cheque em branco nas mãos de Roberto Jefferson? A sensação que tenho é que fui eu quem o entregou.
Luciana Saker
Rio de Janeiro, RJ

VEJA nos mostra o que faltava para a consolidação da decadência petista e a confirmação de que quem sempre bradou por ética hoje se ressente de falta dela. Deplorável.
João Márden
Belo Horizonte, MG

Agora entendo por que o PT tentou restringir a liberdade de imprensa no Brasil. Seria muito mais fácil roubar o dinheiro público se revistas de excelente nível como VEJA pudessem ser impedidas de dizer o que sabem ("Lula à sombra da crise", 6 de julho)
Pietro Poli
Montevidéu, Uruguai

Votei no Lula pensando que era necessário passar por uma administração petista, para avaliar sua prometida "honestidade" e seus princípios diferenciados em relação aos demais. Hoje dou razão ao meu irmão que dizia haver três coisas que você só faz uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT.
Ademir Tonolli
Colatina, ES

É incrível que, por muito menos, por não se alinharem com a posição do PT em votações no Congresso, alguns parlamentares petistas tenham sido expulsos do partido. Apesar de serem os únicos a manter a coerência com as idéias originais do PT. E, mesmo estando claramente envolvidos em corrupção grave, os integrantes da cúpula do PT não pensam em deixar o partido. O PT nem sequer cogita a expulsão deles.
João Adauto de Souza Neto
Recife, PE

Talvez seja esta uma oportunidade histórica para promover uma redução drástica na quantidade de cargos de confiança e assim, quem sabe, iniciar a moralização do Estado.
Luís Henrique de Freitas da Fonseca
Brasília, DF

Em três anos de governo, o PT do Partido dos Trabalhadores se transformou no Partido das Trapaças, jogando no lixo o que tinha de mais importante: o patrimônio ético e moral dos seus 25 anos de história. O tão esperado novo jeito de governar do PT se revelou, na prática, tão velho e ultrapassado como o de seus antecessores. Novo mesmo é o estelionato político a que o povo brasileiro mais uma vez se vê submetido.
Ernesto Peres de Mendonça
Santos, SP

Como proprietários da Oregon Administradora e Corretora de Seguros Ltda, declaramos e comprovamos, através das cópias do contrato social e respectivas alterações enviadas via fax, não haver nenhuma vinculação entre a corretora e o secretário do Turismo de Minas Gerais, senhor Herculano Anghinetti, como consta na reportagem "E eles querem levar junto os tucanos...". O senhor Herculano Anghinetti fez parte da Oregon até 31 de janeiro de 1995, quando se retirou da sociedade, e sua esposa, Isabel Cristina Barbosa Anghinetti, desligou-se em 3 de julho de 1995. O único vínculo foi de 30 de novembro de 2000 a 6 de junho de 2003, através de parcelamento na Receita Federal, período em que o senhor Herculano Anghinetti quitou dívida gerada por impostos pendentes durante sua gestão. A Oregon Administradora e Corretora de Seguros Ltda é empresa de pequeno porte, com atuação limitada a um nicho de mercado específico, e não presta serviços a órgãos públicos nem mantém relacionamentos na área política.
Zilmar Reis Lopes Barbosa e Marta Maria Angélica Barbosa
Oregon Administradora e Corretora de Seguros Ltda
Belo Horizonte, MG

VEJA mais uma vez realizou um trabalho excepcional com o fôlder sobre os cargos mais cobiçados do governo federal. Acredito que tal peça seria muito mais extensa caso não tivessem ocorrido as privatizações no governo anterior, tão cegamente combatidas pelo PT. Será que o PT vai entender, finalmente, que as privatizações não são importantes para arrecadar recursos, mas, principalmente, para evitar o desvio, por anos a fio, dos recursos públicos por meio dos incontroláveis cargos de confiança?
João F.N. Trad
Santana de Parnaíba, SP

A reportagem "O elo se fechou" explicou com "simplicidade" e clareza os passos dessa malandragem arquitetada e executada pelo PT. Essa, creio, é a reportagem-símbolo que no futuro deverá ser lembrada sempre como a bandeira da verdade dos cidadãos honestos deste país versus os malandros que usavam a máscara revolucionária para esconder suas caras de gatunos.
Denizard Borba
Recife, PE

Obrigado pela revista desta semana. A reportagem do aval é definitiva. Não bastasse, porém, a revelação dos ínclitos avalistas, VEJA nos brindou com o fôlder dos cinqüenta cargos objetos de desejo. Agora, pelo valor envolvido, entendo melhor por que nosso ilustre Severino deseja ardentemente a diretoria que "fura poço"!
João Carlos Colucci
Por e-mail

 

Carta ao leitor

Eu não poderia deixar de manifestar a forte emoção que senti ao ler a Carta ao leitor "Publicidade e democracia". Como ex-presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda por quatro anos e presidente do Grupo Ogilvy nos últimos dez anos, agradeço em nome dos 500 publicitários de nossa empresa a grande alegria que VEJA nos deu com esse exemplo de profundo respeito pelo verdadeiro mercado publicitário.
Sérgio Amado
Grupo Ogilvy
São Paulo, SP

 

Foi pelo respeito e pela postura de líderes da imprensa como o grupo Abril que a publicidade se tornou uma profissão digna neste país. E é com gestos como a Carta ao leitor da revista VEJA desta semana que os publicitários sérios podem manter sua dignidade e, agora, resgatar o respeito profissional. Muito obrigado, pelo respeito e pela postura, de sempre e de agora.
Washington Olivetto
São Paulo, SP

Mesmo fora do setor que procurei honrar por mais de trinta anos, fico revoltado com a sórdida tentativa de denegrir e nivelar por baixo, por causa das atividades condenáveis de um só personagem que nada tem a ver com a história da publicidade brasileira, uma atividade empresarial tão necessária à democracia e à economia de mercado. Parabéns pelo texto, que me lava a alma e que honra a tradição da Editora Abril.
Flavio Antonio Correa
São Paulo, SP

Gostaria de aplaudir VEJA pelo editorial "Publicidade e democracia" (Carta ao leitor, 6 de julho), que veio reparar uma injustiça cometida contra toda uma categoria profissional por aqueles que insistem em se referir ao senhor Marcos Valério como "publicitário". Ao que me consta, não há nada no currículo acadêmico ou profissional do referido senhor que o credencie como publicitário. O fato de uma pessoa adquirir o controle de uma agência de publicidade não a transforma automaticamente em profissional dessa área, da mesma forma que um investidor que compra uma clínica médica não faz automaticamente jus ao título de médico.
Paulo Levi
Publicitário
São Paulo, SP

 

Desarmamento

Equilibrada a posição de VEJA em relação ao desarmamento civil ("Uma lei de eficácia duvidosa", Contexto, 6 de julho). Nossa opinião sobre o assunto é de total repúdio. Nos últimos dias vimos uma acentuada onda de manifestação na mídia a favor do desarmamento. São outdoors e faixas com mensagens tentando convencer o cidadão de bem – pai de família e trabalhador – a se desarmar. Essa retomada agressiva na mídia é sinal de que o povo é contra o desarmamento. Esse mesmo povo entendeu que a campanha é uma mentira e já o questionamento é inevitável: a quem interessa desarmar a população? Um Estado democrático de direito não pode negar a seus cidadãos o direito à legítima defesa, principalmente se esse mesmo Estado não tem condições de garantir a vida de seus cidadãos, que são assaltados, seqüestrados, mortos e expostos à violência. Em contrapartida, aqueles que tomam as decisões por nós estão confortavelmente protegidos pela segurança do Estado, circulando em carros blindados, tudo pago pelo nosso dinheiro.
Luiz Carlos Nogueira
Coronel da Polícia Militar
São Paulo, SP

A foto que a mídia hipócrita, juntamente com algumas ONGs, gosta de alardear (em vídeo também) mostra claramente que apenas sucata é que foi entregue na campanha. Quantos traficantes e assaltantes de banco entregaram seus fuzis, metralhadoras e outras armas pesadas? Como mencionado no texto de VEJA, o que abastece a marginalidade com armas são o contrabando e o próprio crime. No dia 28 de junho, no Estadão, no caderno Cidades, foram divulgadas estatísticas pela Unesco para alicerçar a pressão das ONGs sobre os deputados para votarem o referendo. Nunca essa organização participou de nada a respeito do assunto e de repente se traveste de entidade portadora de credibilidade para divulgar estatísticas. Segundo afirmam, 107 brasileiros morrem por dia vítimas de arma de fogo. Eu já tinha ouvido falar em manipulação de estatísticas, mas agora não só ouvi como também a vi. Fico com a estatística de VEJA! Respeitável, imparcial e honesto órgão de imprensa do meu Brasil, do qual me orgulho de há muitos anos ser assinante.
José Carlos Scalambrini Carneiro
Procurador de Justiça
Fernandópolis, SP

 

Diogo Mainardi

Como poderíamos ter esquecido que este é o Ano do Brasil na França? Concordo com Diogo em gênero, número e grau. Agora, imaginem quantas pessoas envolvidas no esquema do mensalão já estão fazendo as malas com destino a Paris. Afinal, lá a moeda é o euro e o mensalão triplicará! Viva, é o Brasil na França ("Um país detestável", 6 de julho)!
Renato Felipazzi Moreno
São Bernardo do Campo, SP

O Brasil pode algumas vezes ser considerado detestável. Mas, se observarmos o que possuímos de bom, veremos que somos muito mais um maravilhoso país, verdade que ainda subdesenvolvido, mormente pela falta de vontade política e de incentivos internacionais. Defeitos temos muitos. Porém não há motivos para um estrangeiro fazer classificações como a que fez. Chegar a dizer que o Brasil é "um país detestável" é usar pouco o tirocínio; é analisar as circunstâncias observando unicamente aspectos negativos; é esquecer, isso se souber, os diversos pontos positivos que nosso país possui. Afirmar que nosso país é "povoado de brutos fanáticos por futebol e por corridas de automóvel" é exagero. Bruto é quem fez essas afirmações, mas nesse caso a situação é pior, pois se verifica, pelo que foi dito, brutalidade mental, truculência intelectual e muita falta de informação e pesquisa.
Marcelo C.F. de Negreiros
Natal, RN

 

Alexandre Kalache

Grato pela entrevista com o médico gerontologista Alexandre Kalache (Amarelas, 6 de julho), em nome de todos os "coroas" da humanidade! Foi resumida, em três páginas, toda a história da humanidade com relação ao tratamento dos idosos. Tenho 61 anos, sou muito ativo e "brigão". Não sei até quando, mas, enquanto tiver forças, quero ser assim.
Carlos Barreto
Rio de Janeiro, RJ

Brilhante e oportuna a entrevista do doutor Kalache, que coloca a questão do envelhecimento individual e populacional na posição de destaque que merece. Mais que isso, confirma que as soluções devem decorrer de instituições e profissionais especializados nesses temas. Há que dar um basta no oportunismo dos pessoalmente interessados nessas ações. Para tal, as posições científicas e acadêmicas devem ser respeitadas e valorizadas antes de cada decisão.
Wilson Jacob Filho
Professor associado da disciplina de geriatria da FMUSP
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

Creio que Claudio de Moura Castro tenha se esquecido de um importante ponto em sua teoria ("O desafio da complexidade", 6 de julho). O que leva uma sociedade a lidar melhor com a complexidade é a exposição a problemas naturais (neve, terremotos, frio etc.). Isso explica, por exemplo, por que nossos índios eram mais atrasados do que os incas. Quem tem tudo de graça não evolui. Enquanto todos se perguntam por que o Brasil não evolui mesmo sendo abençoado pela natureza, a resposta está na própria pergunta, fomos "abençoados" pela natureza...
Igor Ignácio Torres de Oliveira
Coronel Fabriciano, MG

As sociedades que colonizaram a América Latina não eram tecnologicamente atrasadas. Pelo contrário, Portugal pôde, durante um bom tempo, vangloriar-se de possuir em seu território os maiores cientistas do mundo. Suas descobertas tecnológicas, mormente no ramo da indústria naval, colocaram-no na vanguarda do mundo. A Espanha não ficou muito atrás. As facilidades obtidas por esses países, entretanto, após iniciarem a colonização das terras conquistadas, fizeram com que descuidassem de suas indústrias, acreditando que as tetas da "vaca leiteira" nunca iriam secar. Nossos amigos do norte, ao contrário, nunca encontraram muitas facilidades em seu território, o que os obrigou a labutar mais intensamente e, conseqüentemente, atingir um grau maior de especialização. Ou seja, o homem é fruto do meio. Enquanto os recursos por aqui forem abundantes, não teremos essa complexidade tão necessária e almejada. Infelizmente!
Steven Meier
São José dos Campos, SP

Claudio de Moura Castro sempre escreve aquilo que todos pensam. Mas hoje ele se baseou em um estereótipo vigente há muito tempo neste país. Não foi "politicamente correto", utilizando-se o modismo em voga. Sugiro à redação que indique a leitura de Vianna Moog em Bandeirantes e Pioneiros e Celso Furtado em Formação Econômica do Brasil, publicados há mais de quarenta anos, que explicam muito bem as causas das diferenças entre a colonização nas Américas inglesa e latina.
Erasmo Gagliardi
Brasília, DF

 

Roque Júnior

Sobre a matéria "Ganhamos na Alemanha, mas nossa defesa é um queijo suíço" (6 de julho), peço alguns reparos. A seleção brasileira teve a defesa menos vazada da competição. Sofreu seis gols em cinco jogos. A finalista Argentina sofreu dez gols. A Alemanha, onze, e o México também seis gols em cinco jogos. Dos seis gols sofridos pelo Brasil, dois foram contra o Japão. Eu não joguei. Um foi contra o México, na derrota por 1 a 0. Na cobrança de escanteio, eu marcava Borgetti, que correu na direção de dois mexicanos, que fizeram uma "barreira/me bloquearam". Típica jogada ensaiada. Contra a Alemanha, a vitória foi de 3 a 2. No primeiro gol, não era eu quem estava na marcação de Podolski, que fez o gol. No segundo gol, não foi pênalti. O juiz marcou, mas não disse quem fez a falta. Se fosse eu, teria de ser expulso, pois já tinha cartão amarelo. Foi Huth quem me agarrou primeiro, e depois ele caiu. Na final contra a Argentina, eu estava marcando o Sorín quando a bola foi cruzada para o Aimar, que não tinha ninguém marcando. Sobre os três gols sofridos contra a Argentina em Buenos Aires pelas eliminatórias: no primeiro, Cafu deu condição de jogada, quando toda a defesa saiu; no segundo gol, Riquelme recebeu sem marcação. Saí de minha posição, ele girou e bateu de fora da área. O terceiro gol, sim, foi comigo na marcação. Crespo se antecipou e fez de cabeça. Portanto, não fui o único e exclusivo responsável por todos os gols que a seleção sofreu. Para finalizar, sobre o fato de segurar o adversário nos escanteios, quem acompanha futebol sabe que, em todos os escanteios, os jogadores tentam e se agarram simultaneamente. Não somente os zagueiros, mas também os atacantes, para simular o pênalti. Estou na seleção há seis anos e jogo no futebol europeu há cinco. Fui titular com todos os técnicos da seleção desde 1999.
Roque Júnior
São Paulo, SP

Acho impossível que no Brasil, com sua dimensão territorial e futebolística, não existam zagueiros melhores que Roque Júnior. Anderson Polga, Sandro, Juan, Luisão, Cris são muito melhores. Só o Parreira para achar que Roque Júnior joga alguma coisa. Aliás, para fazer o que ele faz em campo, eu faço por um preço bem mais em conta.
Vicente Henrique Carneiro
Petrópolis, RJ

 

A BELA ANNA NETREBKO

Hermann Knippertz/AP
Anna Netrebko: beleza e talento


Para Cristiano Dartsch, de Porto Alegre, na reportagem "Beleza russa, tipo exportação" (29 de junho), só faltou falar da soprano russa Anna Netrebko. Na opinião do leitor, Anna poderia ser lembrada pelos "atributos físicos e qualidades vocais que a colocaram na condição de a soprano com a voz mais bela do mundo". Para Cristiano, a russa "personifica o sonho de Cinderela, pois foi descoberta lavando o assoalho de um teatro em Moscou". No site http://www.annanetrebko.com/ há mais informações sobre a jovem cantora.

 

LITERATURA DIPLOMÁTICA


A obra Kicking Away the Ladder, do coreano Ha-Joon Chang, citada na nota "Mais um livro na escolinha" (Radar, 29 de junho) como a mais recente leitura exigida no Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD), mantido pelo Instituto Rio Branco, tem uma versão em português editada pela Editora Unesp (www.editoraunesp.com.br), sob o título Chutando a Escada – A Estratégia do Desenvolvimento em Perspectiva Histórica. A página http://www2.mre.gov.br/irbr/CACD/ CACD2004/leituraobrigatoria.htm apresenta, entre outras informações sobre o CAD, a bibliografia obrigatória para o curso que interessa a leitores como Alexandre Braga Moreira, de Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

O KOCH É OUTRO


Diogo Mainardi, em sua coluna da semana passada, fez uma referência à empresa Koch Tavares: "O Banco do Brasil, quase sempre em sociedade com a Koch Tavares, financia praticamente sozinho todo o tênis nacional". Thomas Koch, um dos maiores tenistas brasileiros de todos os tempos, ligou para esclarecer que não tem mais nada a ver com a empresa, da qual se desligou há trinta anos. Desde então, Thomas tenta inutilmente que seu ex-sócio Luiz Felipe Tavares retire o Koch do nome da empresa. Como esse nome tem força e respeitabilidade no meio esportivo, notadamente entre os amantes do tênis, Tavares teria descoberto uma forma de mantê-lo. Segundo Thomas, o ex-sócio arrumou "na lista telefônica" um cidadão de sobrenome Koch e entregou-lhe uma minúscula participação societária em troca do uso do nome.

 

NOTA DA REDAÇÃO

Esta seção de VEJA, além de cartas de leitores, publica respostas de pessoas ou empresas que, citadas nas reportagens da revista, tenham se sentido injustiçadas. A carta da Kroll, assinada pelo senhor Andres Antonius, publicada na edição passada, insere-se nesse contexto. VEJA abriu espaço para a empresa se defender de afirmações publicadas na reportagem "O pagador do mensalão". As informações contidas na reportagem tomaram por base os relatórios da Polícia Federal sobre as investigações oficiais e os documentos apreendidos nos escritórios da Kroll. A reportagem também faz referência à estratégia de defesa do lobista Marcos Valério. Ao se manifestar por carta, a empresa se defende daquilo que, embora sob investigação, ainda não resultou em condenação na Justiça. Mas, ao fazê-lo, mentiu pelo menos num ponto. Não é verdadeira a informação de que o jornalista Felipe Patury teria se servido da Kroll como fonte para a publicação de reportagens exclusivas em VEJA.

 

 

 

 
 
 
 
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