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Cartas
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"O golpe não é da direita ou das elites
contra o governo, mas do PT contra a democracia, a ética e o
povo."
Dalton Normando Cabral
Manaus, AM |
Corrupção
As pessoas envolvidas nesse mar de corrupção,
apesar do cargo que ocupam, das roupas que vestem, do dinheiro que
possuem e da boa formação que têm, não
passam de um bando de ladrões e, como tal, em vez de ser
tratadas de "sua excelência", deveriam ser levadas de camburão
para a cadeia, como acontece com o desempregado que rouba 1 quilo
de arroz para alimentar a família. ("E eles querem levar
junto os tucanos...", 6 de julho).
Ricardo Lobo de Macedo
Joinville, SC
Hoje, ao ler minha revista, lembrei-me de
uma jovem de 15 anos, ainda sem direito ao título de eleitor
com que tanto sonhava, que driblou a mãe e foi escondida
ao comício de Lula na Candelária, em dezembro de 1989.
Ela ficou de castigo pela desobediência, mas feliz por estar
defendendo as idéias em que acreditava. Passados dezesseis
anos, essa jovem cresceu, viu com satisfação a esperança
vencer o medo e hoje chorou ao ler VEJA. O que era esperança
virou decepção. O que era luta virou vergonha. E o
cheque em branco nas mãos de Roberto Jefferson? A sensação
que tenho é que fui eu quem o entregou.
Luciana Saker
Rio de Janeiro, RJ
VEJA nos mostra o que faltava para a consolidação
da decadência petista e a confirmação de que
quem sempre bradou por ética hoje se ressente de falta dela.
Deplorável.
João Márden
Belo Horizonte, MG
Agora entendo por que o PT tentou restringir
a liberdade de imprensa no Brasil. Seria muito mais fácil
roubar o dinheiro público se revistas de excelente nível
como VEJA pudessem ser impedidas de dizer o que sabem ("Lula à
sombra da crise", 6 de julho)
Pietro Poli
Montevidéu, Uruguai
Votei no Lula pensando que era necessário
passar por uma administração petista, para avaliar
sua prometida "honestidade" e seus princípios diferenciados
em relação aos demais. Hoje dou razão ao meu
irmão que dizia haver três coisas que você só
faz uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT.
Ademir Tonolli
Colatina, ES
É incrível que, por muito menos,
por não se alinharem com a posição do PT em
votações no Congresso, alguns parlamentares petistas
tenham sido expulsos do partido. Apesar de serem os únicos
a manter a coerência com as idéias originais do PT.
E, mesmo estando claramente envolvidos em corrupção
grave, os integrantes da cúpula do PT não pensam em
deixar o partido. O PT nem sequer cogita a expulsão deles.
João Adauto de Souza Neto
Recife, PE
Talvez seja esta uma oportunidade histórica
para promover uma redução drástica na quantidade
de cargos de confiança e assim, quem sabe, iniciar a moralização
do Estado.
Luís Henrique de Freitas da Fonseca
Brasília, DF
Em três anos de governo, o PT do Partido
dos Trabalhadores se transformou no Partido das Trapaças,
jogando no lixo o que tinha de mais importante: o patrimônio
ético e moral dos seus 25 anos de história. O tão
esperado novo jeito de governar do PT se revelou, na prática,
tão velho e ultrapassado como o de seus antecessores. Novo
mesmo é o estelionato político a que o povo brasileiro
mais uma vez se vê submetido.
Ernesto Peres de Mendonça
Santos, SP
Como proprietários da Oregon Administradora
e Corretora de Seguros Ltda, declaramos e comprovamos, através
das cópias do contrato social e respectivas alterações
enviadas via fax, não haver nenhuma vinculação
entre a corretora e o secretário do Turismo de Minas Gerais,
senhor Herculano Anghinetti, como consta na reportagem "E eles querem
levar junto os tucanos...". O senhor Herculano Anghinetti fez parte
da Oregon até 31 de janeiro de 1995, quando se retirou da
sociedade, e sua esposa, Isabel Cristina Barbosa Anghinetti, desligou-se
em 3 de julho de 1995. O único vínculo foi de 30 de
novembro de 2000 a 6 de junho de 2003, através de parcelamento
na Receita Federal, período em que o senhor Herculano Anghinetti
quitou dívida gerada por impostos pendentes durante sua gestão.
A Oregon Administradora e Corretora de Seguros Ltda é empresa
de pequeno porte, com atuação limitada a um nicho
de mercado específico, e não presta serviços
a órgãos públicos nem mantém relacionamentos
na área política.
Zilmar Reis Lopes Barbosa e Marta Maria Angélica
Barbosa
Oregon Administradora e Corretora de Seguros Ltda
Belo Horizonte, MG
VEJA mais uma vez realizou um trabalho excepcional
com o fôlder sobre os cargos mais cobiçados do governo
federal. Acredito que tal peça seria muito mais extensa caso
não tivessem ocorrido as privatizações no governo
anterior, tão cegamente combatidas pelo PT. Será que
o PT vai entender, finalmente, que as privatizações
não são importantes para arrecadar recursos, mas,
principalmente, para evitar o desvio, por anos a fio, dos recursos
públicos por meio dos incontroláveis cargos de confiança?
João F.N. Trad
Santana de Parnaíba, SP
A reportagem "O elo se fechou" explicou com
"simplicidade" e clareza os passos dessa malandragem arquitetada
e executada pelo PT. Essa, creio, é a reportagem-símbolo
que no futuro deverá ser lembrada sempre como a bandeira
da verdade dos cidadãos honestos deste país versus
os malandros que usavam a máscara revolucionária para
esconder suas caras de gatunos.
Denizard Borba
Recife, PE
Obrigado pela revista desta semana. A reportagem
do aval é definitiva. Não bastasse, porém,
a revelação dos ínclitos avalistas, VEJA nos
brindou com o fôlder dos cinqüenta cargos objetos de
desejo. Agora, pelo valor envolvido, entendo melhor por que nosso
ilustre Severino deseja ardentemente a diretoria que "fura poço"!
João Carlos Colucci
Por e-mail
Carta ao leitor
Eu não poderia deixar de manifestar
a forte emoção que senti ao ler a Carta ao leitor
"Publicidade e democracia". Como ex-presidente da Associação
Brasileira de Agências de Propaganda por quatro anos e presidente
do Grupo Ogilvy nos últimos dez anos, agradeço em
nome dos 500 publicitários de nossa empresa a grande alegria
que VEJA nos deu com esse exemplo de profundo respeito pelo verdadeiro
mercado publicitário.
Sérgio Amado
Grupo Ogilvy
São Paulo, SP
Foi pelo respeito e pela postura de líderes
da imprensa como o grupo Abril que a publicidade se tornou uma profissão
digna neste país. E é com gestos como a Carta ao leitor
da revista VEJA desta semana que os publicitários sérios
podem manter sua dignidade e, agora, resgatar o respeito profissional.
Muito obrigado, pelo respeito e pela postura, de sempre e de agora.
Washington Olivetto
São Paulo, SP
Mesmo fora do setor que procurei honrar por
mais de trinta anos, fico revoltado com a sórdida tentativa
de denegrir e nivelar por baixo, por causa das atividades condenáveis
de um só personagem que nada tem a ver com a história
da publicidade brasileira, uma atividade empresarial tão
necessária à democracia e à economia de mercado.
Parabéns pelo texto, que me lava a alma e que honra a tradição
da Editora Abril.
Flavio Antonio Correa
São Paulo, SP
Gostaria de aplaudir VEJA pelo editorial "Publicidade
e democracia" (Carta ao leitor, 6 de julho), que veio reparar uma
injustiça cometida contra toda uma categoria profissional
por aqueles que insistem em se referir ao senhor Marcos Valério
como "publicitário". Ao que me consta, não há
nada no currículo acadêmico ou profissional do referido
senhor que o credencie como publicitário. O fato de uma pessoa
adquirir o controle de uma agência de publicidade não
a transforma automaticamente em profissional dessa área,
da mesma forma que um investidor que compra uma clínica médica
não faz automaticamente jus ao título de médico.
Paulo Levi
Publicitário
São Paulo, SP
Desarmamento
Equilibrada a posição de VEJA
em relação ao desarmamento civil ("Uma lei de eficácia
duvidosa", Contexto, 6 de julho). Nossa opinião sobre o assunto
é de total repúdio. Nos últimos dias vimos
uma acentuada onda de manifestação na mídia
a favor do desarmamento. São outdoors e faixas com mensagens
tentando convencer o cidadão de bem pai de família
e trabalhador a se desarmar. Essa retomada agressiva na mídia
é sinal de que o povo é contra o desarmamento. Esse
mesmo povo entendeu que a campanha é uma mentira e já
o questionamento é inevitável: a quem interessa desarmar
a população? Um Estado democrático de direito
não pode negar a seus cidadãos o direito à
legítima defesa, principalmente se esse mesmo Estado não
tem condições de garantir a vida de seus cidadãos,
que são assaltados, seqüestrados, mortos e expostos
à violência. Em contrapartida, aqueles que tomam as
decisões por nós estão confortavelmente protegidos
pela segurança do Estado, circulando em carros blindados,
tudo pago pelo nosso dinheiro.
Luiz Carlos Nogueira
Coronel da Polícia Militar
São Paulo, SP
A foto que a mídia hipócrita,
juntamente com algumas ONGs, gosta de alardear (em vídeo
também) mostra claramente que apenas sucata é que
foi entregue na campanha. Quantos traficantes e assaltantes de banco
entregaram seus fuzis, metralhadoras e outras armas pesadas? Como
mencionado no texto de VEJA, o que abastece a marginalidade com
armas são o contrabando e o próprio crime. No dia
28 de junho, no Estadão, no caderno Cidades, foram
divulgadas estatísticas pela Unesco para alicerçar
a pressão das ONGs sobre os deputados para votarem o referendo.
Nunca essa organização participou de nada a respeito
do assunto e de repente se traveste de entidade portadora de credibilidade
para divulgar estatísticas. Segundo afirmam, 107 brasileiros
morrem por dia vítimas de arma de fogo. Eu já tinha
ouvido falar em manipulação de estatísticas,
mas agora não só ouvi como também a vi. Fico
com a estatística de VEJA! Respeitável, imparcial
e honesto órgão de imprensa do meu Brasil, do qual
me orgulho de há muitos anos ser assinante.
José Carlos Scalambrini Carneiro
Procurador de Justiça
Fernandópolis, SP
Diogo Mainardi
Como poderíamos ter esquecido que este
é o Ano do Brasil na França? Concordo com Diogo em
gênero, número e grau. Agora, imaginem quantas pessoas
envolvidas no esquema do mensalão já estão
fazendo as malas com destino a Paris. Afinal, lá a moeda
é o euro e o mensalão triplicará! Viva, é
o Brasil na França ("Um país detestável", 6
de julho)!
Renato Felipazzi Moreno
São Bernardo do Campo, SP
O Brasil pode algumas vezes ser considerado
detestável. Mas, se observarmos o que possuímos de
bom, veremos que somos muito mais um maravilhoso país, verdade
que ainda subdesenvolvido, mormente pela falta de vontade política
e de incentivos internacionais. Defeitos temos muitos. Porém
não há motivos para um estrangeiro fazer classificações
como a que fez. Chegar a dizer que o Brasil é "um país
detestável" é usar pouco o tirocínio; é
analisar as circunstâncias observando unicamente aspectos
negativos; é esquecer, isso se souber, os diversos pontos
positivos que nosso país possui. Afirmar que nosso país
é "povoado de brutos fanáticos por futebol e por corridas
de automóvel" é exagero. Bruto é quem fez essas
afirmações, mas nesse caso a situação
é pior, pois se verifica, pelo que foi dito, brutalidade
mental, truculência intelectual e muita falta de informação
e pesquisa.
Marcelo C.F. de Negreiros
Natal, RN
Alexandre Kalache
Grato pela entrevista com o médico
gerontologista Alexandre Kalache (Amarelas, 6 de julho), em nome
de todos os "coroas" da humanidade! Foi resumida, em três
páginas, toda a história da humanidade com relação
ao tratamento dos idosos. Tenho 61 anos, sou muito ativo e "brigão".
Não sei até quando, mas, enquanto tiver forças,
quero ser assim.
Carlos Barreto
Rio de Janeiro, RJ
Brilhante e oportuna a entrevista do doutor
Kalache, que coloca a questão do envelhecimento individual
e populacional na posição de destaque que merece.
Mais que isso, confirma que as soluções devem decorrer
de instituições e profissionais especializados nesses
temas. Há que dar um basta no oportunismo dos pessoalmente
interessados nessas ações. Para tal, as posições
científicas e acadêmicas devem ser respeitadas e valorizadas
antes de cada decisão.
Wilson Jacob Filho
Professor associado da disciplina de geriatria da FMUSP
São Paulo, SP
Claudio de Moura Castro
Creio que Claudio de Moura Castro tenha se
esquecido de um importante ponto em sua teoria ("O desafio da complexidade",
6 de julho). O que leva uma sociedade a lidar melhor com a complexidade
é a exposição a problemas naturais (neve, terremotos,
frio etc.). Isso explica, por exemplo, por que nossos índios
eram mais atrasados do que os incas. Quem tem tudo de graça
não evolui. Enquanto todos se perguntam por que o Brasil
não evolui mesmo sendo abençoado pela natureza, a
resposta está na própria pergunta, fomos "abençoados"
pela natureza...
Igor Ignácio Torres de Oliveira
Coronel Fabriciano, MG
As sociedades que colonizaram a América
Latina não eram tecnologicamente atrasadas. Pelo contrário,
Portugal pôde, durante um bom tempo, vangloriar-se de possuir
em seu território os maiores cientistas do mundo. Suas descobertas
tecnológicas, mormente no ramo da indústria naval,
colocaram-no na vanguarda do mundo. A Espanha não ficou muito
atrás. As facilidades obtidas por esses países, entretanto,
após iniciarem a colonização das terras conquistadas,
fizeram com que descuidassem de suas indústrias, acreditando
que as tetas da "vaca leiteira" nunca iriam secar. Nossos amigos
do norte, ao contrário, nunca encontraram muitas facilidades
em seu território, o que os obrigou a labutar mais intensamente
e, conseqüentemente, atingir um grau maior de especialização.
Ou seja, o homem é fruto do meio. Enquanto os recursos por
aqui forem abundantes, não teremos essa complexidade tão
necessária e almejada. Infelizmente!
Steven Meier
São José dos Campos, SP
Claudio de Moura Castro sempre escreve aquilo
que todos pensam. Mas hoje ele se baseou em um estereótipo
vigente há muito tempo neste país. Não foi
"politicamente correto", utilizando-se o modismo em voga. Sugiro
à redação que indique a leitura de Vianna Moog
em Bandeirantes e Pioneiros e Celso Furtado em Formação
Econômica do Brasil, publicados há mais de quarenta
anos, que explicam muito bem as causas das diferenças entre
a colonização nas Américas inglesa e latina.
Erasmo Gagliardi
Brasília, DF
Roque Júnior
Sobre a matéria "Ganhamos na Alemanha,
mas nossa defesa é um queijo suíço" (6 de julho),
peço alguns reparos. A seleção brasileira teve
a defesa menos vazada da competição. Sofreu seis gols
em cinco jogos. A finalista Argentina sofreu dez gols. A Alemanha,
onze, e o México também seis gols em cinco jogos.
Dos seis gols sofridos pelo Brasil, dois foram contra o Japão.
Eu não joguei. Um foi contra o México, na derrota
por 1 a 0. Na cobrança de escanteio, eu marcava Borgetti,
que correu na direção de dois mexicanos, que fizeram
uma "barreira/me bloquearam". Típica jogada ensaiada. Contra
a Alemanha, a vitória foi de 3 a 2. No primeiro gol, não
era eu quem estava na marcação de Podolski, que fez
o gol. No segundo gol, não foi pênalti. O juiz marcou,
mas não disse quem fez a falta. Se fosse eu, teria de ser
expulso, pois já tinha cartão amarelo. Foi Huth quem
me agarrou primeiro, e depois ele caiu. Na final contra a Argentina,
eu estava marcando o Sorín quando a bola foi cruzada para
o Aimar, que não tinha ninguém marcando. Sobre os
três gols sofridos contra a Argentina em Buenos Aires pelas
eliminatórias: no primeiro, Cafu deu condição
de jogada, quando toda a defesa saiu; no segundo gol, Riquelme recebeu
sem marcação. Saí de minha posição,
ele girou e bateu de fora da área. O terceiro gol, sim, foi
comigo na marcação. Crespo se antecipou e fez de cabeça.
Portanto, não fui o único e exclusivo responsável
por todos os gols que a seleção sofreu. Para finalizar,
sobre o fato de segurar o adversário nos escanteios, quem
acompanha futebol sabe que, em todos os escanteios, os jogadores
tentam e se agarram simultaneamente. Não somente os zagueiros,
mas também os atacantes, para simular o pênalti. Estou
na seleção há seis anos e jogo no futebol europeu
há cinco. Fui titular com todos os técnicos da seleção
desde 1999.
Roque Júnior
São Paulo, SP
Acho impossível que no Brasil, com
sua dimensão territorial e futebolística, não
existam zagueiros melhores que Roque Júnior. Anderson Polga,
Sandro, Juan, Luisão, Cris são muito melhores. Só
o Parreira para achar que Roque Júnior joga alguma coisa.
Aliás, para fazer o que ele faz em campo, eu faço
por um preço bem mais em conta.
Vicente Henrique Carneiro
Petrópolis, RJ
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A BELA ANNA NETREBKO
Hermann Knippertz/AP
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| Anna Netrebko: beleza e talento
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Para Cristiano Dartsch, de Porto Alegre, na reportagem
"Beleza russa, tipo exportação" (29 de
junho), só faltou falar da soprano russa Anna
Netrebko. Na opinião do leitor, Anna poderia
ser lembrada pelos "atributos físicos e qualidades
vocais que a colocaram na condição de
a soprano com a voz mais bela do mundo". Para Cristiano,
a russa "personifica o sonho de Cinderela, pois foi
descoberta lavando o assoalho de um teatro em Moscou".
No site http://www.annanetrebko.com/
há mais informações sobre a jovem
cantora.
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LITERATURA
DIPLOMÁTICA
A
obra Kicking Away the Ladder, do coreano Ha-Joon
Chang, citada na nota "Mais um livro na escolinha" (Radar,
29 de junho) como a mais recente leitura exigida no
Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD),
mantido pelo Instituto Rio Branco, tem uma versão
em português editada pela Editora Unesp (www.editoraunesp.com.br),
sob o título Chutando a Escada A Estratégia
do Desenvolvimento em Perspectiva Histórica.
A página http://www2.mre.gov.br/irbr/CACD/
CACD2004/leituraobrigatoria.htm apresenta, entre
outras informações sobre o CAD, a bibliografia
obrigatória para o curso que interessa a leitores
como Alexandre Braga Moreira, de Belo Horizonte, Minas
Gerais.
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O KOCH É OUTRO
Diogo Mainardi, em sua coluna
da semana passada, fez uma referência à
empresa Koch Tavares: "O Banco do Brasil, quase sempre
em sociedade com a Koch Tavares, financia praticamente
sozinho todo o tênis nacional". Thomas Koch, um
dos maiores tenistas brasileiros de todos os tempos,
ligou para esclarecer que não tem mais nada a
ver com a empresa, da qual se desligou há trinta
anos. Desde então, Thomas tenta inutilmente que
seu ex-sócio Luiz Felipe Tavares retire o Koch
do nome da empresa. Como esse nome tem força
e respeitabilidade no meio esportivo, notadamente entre
os amantes do tênis, Tavares teria descoberto
uma forma de mantê-lo. Segundo Thomas, o ex-sócio
arrumou "na lista telefônica" um cidadão
de sobrenome Koch e entregou-lhe uma minúscula
participação societária em troca
do uso do nome.
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NOTA DA REDAÇÃO
Esta seção de VEJA, além
de cartas de leitores, publica respostas de pessoas
ou empresas que, citadas nas reportagens da revista,
tenham se sentido injustiçadas. A carta da Kroll,
assinada pelo senhor Andres Antonius, publicada na edição
passada, insere-se nesse contexto. VEJA abriu espaço
para a empresa se defender de afirmações
publicadas na reportagem "O pagador do mensalão".
As informações contidas na reportagem
tomaram por base os relatórios da Polícia
Federal sobre as investigações oficiais
e os documentos apreendidos nos escritórios da
Kroll. A reportagem também faz referência
à estratégia de defesa do lobista Marcos
Valério. Ao se manifestar por carta, a empresa
se defende daquilo que, embora sob investigação,
ainda não resultou em condenação
na Justiça. Mas, ao fazê-lo, mentiu pelo
menos num ponto. Não é verdadeira a informação
de que o jornalista Felipe Patury teria se servido da
Kroll como fonte para a publicação de
reportagens exclusivas em VEJA.
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