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Guia Beleza
O que fazer para não errar Exagerar
na dose de um creme para espinhas, entupir o cabelo de condicionador e passar
horas num banho cujas temperaturas se assemelham às do Saara são
alguns dos erros mais comuns no cotidiano dos brasileiros quando se trata
de cuidados com a aparência.
 Monica
Weinberg 
Eles
fazem parte de uma lista de enganos bem maior, segundo um grupo de especialistas
consultado por VEJA. Amparados em pesquisas (e na própria experiência),
dermatologistas e profissionais do mercado da beleza no Brasil reuniram seis dos
erros mais freqüentes nesse campo. Ao desvendá-los, eles oferecem
alternativas mais eficazes e ainda dão sugestões específicas
de como lidar com cada um desses assuntos ao longo do inverno. Os
termômetros em baixa, afinal, têm impacto no manual da beleza
é justamente quando a pele fica até 50% mais seca. Os especialistas
contemplaram essa e outras características típicas do frio para
produzir uma cartilha cuja finalidade é reduzir o risco de erros na frente
do espelho (ou no banho). Eis o resultado:
1 HORA DO BANHO
Erro
comum: colocar a temperatura nas alturas. Ficar muito tempo sob uma ducha
d'água a mais de 38 graus Celsius tem como efeitos (indesejáveis)
uma exagerada dilatação dos poros e o desaparecimento da camada
de gordura que protege a pele. O resultado é que ela passa a absorver mais
sabão e água e por essa razão está mais propensa
a ressecar. Sem a proteção natural, a pele se torna também
mais suscetível a doenças O
que dizem os especialistas: se não conseguir enfrentar um banho morno,
evite permanecer por mais de quinze minutos debaixo de água tão
quente Sugestão para o inverno:
depois de uma ducha pelando, não deixe de passar um poderoso creme
hidratante no rosto e no corpo
2 COMBATE
ÀS ESPINHAS Erro
comum: abusar na quantidade de cremes que prometem secar a espinha. Mal o
creme é absorvido pela pele, já se põe nova camada sobre
o ponto inflamado. A ansiedade só atrapalha: como a maioria desses produtos
é rica em ácidos, o excesso pode irritar a pele e piorar
a situação O que dizem os especialistas: siga com disciplina
as instruções da bula. Cremes desse tipo pedem, em geral, duas aplicações
ao dia Sugestão para o inverno:
caso o problema persista, avente, junto com o dermatologista, a possibilidade
de submeter-se a um tratamento mais invasivo, como a fototerapia (para eliminar
a bactéria que causa acne). Trata-se da melhor fase do ano para isso, uma
vez que a pele costuma ficar menos exposta ao sol
3
O PESCOÇO Erro
comum: deixar o pescoço de lado quando passar cremes no rosto e no
corpo O que dizem os especialistas: a pele do pescoço é
tão sensível quanto a do rosto, portanto é também
alvo de pintas, manchas e flacidez aplique nela o mesmo arsenal de cremes
que já usa no rosto Sugestão
para o inverno: como a pele está mais ressecada, nunca deixe o pescoço
sem uma camada de hidratante
4 A TÉCNICA
DO PERFUME Erro
comum: passar perfume depois de vestir a roupa. O contato com o tecido pode
produzir dois efeitos desagradáveis: alterações na fragrância
e manchas na roupa O que dizem os especialistas: seja cirúrgico
ao aplicar perfumes. Basta pingar algumas gotas nas regiões do corpo menos
expostas ao sol, como orelhas, nuca e pulsos. A maioria das fórmulas se
vale da essência de bergamota (tipo de pêra) fixadora da fragrância
na pele, ela pode também manchá-la no contato com o sol. Um detalhe:
é bom evitar esfregar os pulsos para espalhar o líquido garantem
os peritos que esse movimento leva à quebra das moléculas do perfume
e pode distorcer suas "notas aromáticas" Sugestão
para o inverno: como se transpira menos, é um bom momento para aromas
mais adocicados e densos. Mesclados ao suor típico do verão, eles
definitivamente perdem a graça
5 CABELOS LAVADOS
Erro
comum: começar a lavar os cabelos pela raiz. O método favorece
o acúmulo de resíduos de xampu e condicionador no couro cabeludo
o que pode levar ao aumento da oleosidade e ao aparecimento de caspas O
que dizem os especialistas: a aplicação do xampu e do creme
precisa concentrar-se naquela metade dos fios mais distante do couro cabeludo
até as pontas. Só então, mais diluídos, os
produtos em questão devem tomar contato com a raiz. A única exceção
a essa lógica vale para cabelos excessivamente secos e danificados, que
pedem dose extra de xampu e condicionador Sugestão
para o inverno: como o cabelo fica mais oleoso nesta estação
do ano, é bom caprichar no enxágüe e eventualmente optar
por um xampu capaz de reduzir a oleosidade dos fios
6 BOLSAS NOS
OLHOS Erro
comum: aplicar, no entorno dos olhos, hidratantes ou cremes antienvelhecimento
específicos para essa região do rosto, na tentativa de suavizar
as bolsas. Só piora o problema. A hidratação faz aumentar
o suprimento de água na área dos olhos e as bolsas crescem
O que dizem os especialistas: use apenas cremes especializados no combate
às bolsas. Ou recorra a receitas caseiras de bom resultado, como algodão
embebido em chá de camomila gelado. Basta repousá-lo por dez minutos
sobre os olhos para atenuar as bolsas Sugestão
para o inverno: nos meses mais frios do ano, a região dos olhos fica
ainda mais seca do que já é normalmente vale a pena investir
num creme com alto poder hidratante FONTES
CONSULTADAS POR VEJA: Adriana Vilarinho (dermatologista); Andréa
Serra (dermatologista); Carlos Jamayka (do Salão
Up Hair); Gisele Torok (dermatologista); Leandra Silva
(cabeleireira); Ricardo Cosenza (da Dior no Brasil); Silvia
Marcondes (dermatologista
e diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo) |