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O celular vai à
guerra
Na mão
de guerrilheiros e soldados,
telefone vira arma no conflito da
Macedônia
AFP
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| Guerrilheiro
albanęs com lanįa-granadas e celular: livre para conversar |
Celular já foi símbolo de status, quando poucos tinham acesso
a ele. Agora está em toda parte mas o campo de batalha é
uma novidade. Na Macedônia, a bola da vez na eterna guerra civil
nos Bálcãs, o apare- lho é tão indispensável
e popular que todos os lados do conflito o usam. Desde o Exército
até os guerrilheiros albaneses, que lutam pela anexação
de parte do país à Albânia, passando pelos diplomatas
estrangeiros que conseguem, por meio do aparelho, apressar ajuda humanitária
e negociar com maior rapidez. O telefone móvel é muitas
vezes a única ligação com o mundo que resta aos civis,
obrigados a se refugiar em porões para escapar do tiroteio. Os
rebeldes albaneses penavam com walkie-talkies e rádios, que tinham
a freqüência facilmente monitorada pelo Exército, e
hoje estão falando à toa com o celular. Mesmo sem estarem
livres da bisbilhotice do inimigo, ficou muito mais complicado monitorar
cada um dos 140.000 aparelhos habilitados no
pequeno país de 2 milhões de habitantes o governo
ainda não sabe estimar quantos estão em uso nos campos de
batalha.
Depois de
começar do zero, após a destruição da infra-estrutura
de telefonia na Guerra de Kosovo, província vizinha à Macedônia,
os celulares têm cobertura em boa parte do país e se tornaram
febre entre os macedônios. Em dois anos, o número de assinantes
cresceu 200% (eram apenas 47.000 em 1999).
Por pouco mais de 100 dólares é possível comprar
um aparelho do tipo pré-pago. Com isso, foi-se o tempo em que para
transmitir informações do campo de batalha eram necessários
quilos e mais quilos de equipamentos. Mas é preciso cuidado. Algumas
vezes, o celular pode atrapalhar mais do que ajudar. Em 1996, o serviço
secreto israelense matou o terrorista palestino Yehiye Ayash detonando
por controle remoto explosivos plantados dentro de seu telefone. Poucos
meses depois, o Exército russo rastreou as ligações
feitas por Djokar Dudaiev, líder rebelde checheno, e o matou com
mísseis disparados de avião. O celular realmente chegou
para ficar, mas ainda pode ser perigoso no campo de batalha.
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Comunicações
em combate
O
celular é o mais novo capítulo na busca por um modo
eficiente de comunicação sob tiroteio. Na I Guerra,
os fios dos telefones e telégrafos eram constantemente cortados
pelas bombas. A comunicação era tão ruim que
em determinado momento foi substituída por assobios e fogueiras.
A II Guerra viveu a chegada do rádio aos campos de batalha,
tecnologia aprimorada na Guerra do Vietnã.
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