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O PC radical
Teste
prova ser possível criar computador quântico
Está em marcha nos
laboratórios dos Estados Unidos uma pesquisa cujos
resultados podem ser o primeiro passo para uma grande
revolução tecnológica mundial. Num experimento com
átomos de hidrogênio e cloro, cientistas da
Universidade de Oxford, do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT), da Universidade da Califórnia e da
IBM conseguiram mover partículas em estado quântico,
algo que até então só era previsto em teoria.
Aperfeiçoando o processo, seria possível construir
computadores milhões de vezes mais rápidos do que os
atuais. Para chegar a esse computador, os cientistas
estimam que serão necessários cerca de trinta anos de
trabalho. No meio científico, contudo, o sucesso da
experiência foi bombástico. "O que era utopia
agora pode ser uma solução real", diz o professor
de mecânica quântica do Instituto de Física da
Universidade de São Paulo José Fernando Perez.
"Com a aplicação da teoria quântica, será
possível realizar coisas que hoje parecem
impossíveis."
Num computador
normal, a informação é transmitida por meio da
descarga e da interrupção do fluxo de elétrons como
num interruptor de luz ligado e desligado sucessivas
vezes. As diferentes combinações desse liga-desliga
criam informações complexas, mas sempre em sentido
único e previsível, como o movimento de um carro em uma
avenida. Num computador quântico, o processo é mais
complicado. Levados ao estado quântico pela ação da
luz e do calor, os átomos ficam em grande agitação.
Com isso, é possível emitir vários sinais ao mesmo
tempo, o que aumenta de forma exponencial a velocidade da
informação. É como se vários carros pudessem
movimentar-se simultaneamente na mesma pista de uma
avenida e em direções diferentes. O futuro parece estar
cada vez mais perto. Um novo computador, fotônico, que
terá circuitos ópticos no lugar de fios, produzido nos
laboratórios da Bell nos Estados Unidos, deve estar
pronto em três anos. "Ele é milhares de vezes mais
rápido do que o atual", diz o professor de
eletrônica da USP João Antonio Zuffo.

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