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Jogo Jogo perigosoComissão do Senado aprova os cassinos
Na semana passada o lobby da jogatina obteve mais uma vitória no Congresso Nacional. Conseguiu aprovar na Comissão de Economia do Senado o projeto de lei que legaliza o funcionamento dos cassinos e do jogo do bicho no país, mesmo contra o parecer do relator, senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), que considerava que os cassinos atrairiam a criminalidade e incentivariam a sonegação fiscal. Depois de vencer na Comissão de Constituição e Justiça, os defensores dos cassinos conseguiram derrubar o parecer de Alcântara e aprovar uma outra versão, do senador Gilberto Miranda (PFL-AM), que defende a instalação de cassinos com o objetivo de atrair turistas à Amazônia. Pelo projeto, o governador de cada Estado poderá autorizar o funcionamento de casas de jogos nas cidades turísticas de sua região. O projeto vai agora à votação no plenário do Senado. Se aprovado, porém, deverá ser vetado pelo presidente da República. O veto será pedido pelo secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, e pelo presidente da Embratur, Caio de Carvalho. Maciel explica que o cassino se transformaria numa mina de ouro em potencial para os interessados em lavagem de dinheiro e fraude fiscal. "Este projeto beira a irresponsabilidade. Não há como controlar a contabilidade de um cassino que pode usar caixa dois e lavar dinheiro de origem escusa", argumentou o secretário. Ele lembra que, desde que a Receita passou a vigiar de perto os livros-caixa dos bingos, permitidos por lei há alguns anos, as irregularidades começaram a jorrar. O presidente da Embratur também está preocupado. No tocante ao turismo, Carvalho acha que a criação de cassinos não trará nenhuma vantagem. Um estudo da entidade diz que os turistas de alto poder aquisitivo continuarão jogando no exterior e os turistas estrangeiros não seriam atraídos ao Brasil.
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