Edição 1900 . 13 de abril de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
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VEJA Recomenda

TELEVISÃO

Fotos divulgação
House: calafrios para os hipocondríacos


House
(Quintas, às 23h, no Universal Channel) – O seriado americano House perscruta os bastidores da medicina por um ângulo de causar calafrios nos hipocondríacos. Seu protagonista, o doutor Gregory House (Hugh Laurie), é especialista em decifrar casos complexos. Trata-se, no entanto, de um herói com defeitos: ele é avesso ao contato com pacientes e contrata subordinados por critérios como a beleza. Além disso, ostenta ele próprio a seqüela de um erro de diagnóstico. A série faz da investigação das doenças um exercício detetivesco. Também mostra que a medicina tem mistérios com os quais às vezes nem um bom profissional sabe como lidar. No primeiro episódio, uma professora com suspeita de tumor cerebral é tratada na base da tentativa e erro.

 
DA INTERNET
Entrevistas em vídeo
Leslie Hope
Brian Singer
Hugh Laurie

 

DVD

Tom Hanks em Apollo 13: desafio tremendo

Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo (Apollo 13, Estados Unidos, 1995. Universal) – Aquele computador que qualquer um tem na escrivaninha hoje (e vive querendo trocar por um mais novo) é milhares de vezes mais potente que o processador usado pela Nasa para pôr seus astronautas na Lua entre o final dos anos 60 e o início dos 70. É essa perspectiva, a da corrida espacial como um desafio humano tão tremendo quanto aquele dos navegadores do século XVI, que torna o filme do diretor Ron Howard resistente ao tempo, e essa edição com um disco só de extras tão oportuna. Howard, é verdade, é um diretor meio quadrado – mas nem por isso menos competente, ou menos sagaz na escolha de seu elenco, que aqui inclui, em excelente forma, Tom Hanks, Gary Sinise e Ed Harris.

 

LIVRO

Dissolução, de C.J. Sansom (tradução de Domingos Demasi; Record; 432 páginas; 46,90 reais) – Nesse livro de estréia, o inglês Sansom mistura ficção histórica e policial, na linha de O Nome da Rosa. Tal como no livro de Umberto Eco, Dissolução trata de um crime num monastério. A história transcorre na Inglaterra do século XVI, durante o reinado de Henrique VIII. Thomas Cromwell, braço-direito do rei, está implantando a reforma religiosa no país, dissolvendo as instituições ligadas à Igreja Católica. Quando um emissário seu é morto, Cromwell chama o advogado Matthew Shardlake para investigar o caso. O herói da história é uma figura curiosa: nas primeiras páginas do livro, é definido como "o corcunda mais esperto dos tribunais da Inglaterra". Leia trecho.

 

EXPOSIÇÃO

Moore: mestre da escultura modernista

Henry Moore – Uma Retrospectiva (A partir desta terça, na Pinacoteca do Estado de São Paulo) – O inglês Henry Moore (1898­1986) foi um dos maiores expoentes da escultura modernista. Inspirado por vanguardas como o cubismo e o surrealismo, ele teve papel precursor na desconstrução das formas clássicas nessa modalidade artística. Com 240 esculturas, desenhos e gravuras, a mostra é uma panorâmica de sua trajetória. Moore mesclou a tradição européia e influências como a cerâmica suméria e a arte pré-colombiana. Em peças de pedra, madeira e bronze, explorou a figura humana e as formas orgânicas de conchas e ossos. Foi ainda um mestre da abstração. Depois da temporada paulistana, a exposição passa pelo Rio de Janeiro e por Brasília. Veja fotos.

 

DISCOS

 

Beck: colagens perfeitas  

Guero, Beck (Universal) – O americano Beck foi uma das boas novidades do pop nos anos 90. Cantor, compositor e arranjador de primeira, ele criou um estilo que é uma espécie de colagem perfeita de influências. Bebe do rock retrô, do country e de ritmos modernos como o hip hop. Depois de atingir seu auge no disco Odelay (1996), Beck lançou três trabalhos simpáticos, mas que ficavam aquém dos anteriores. Com o lançamento de Guero, ele volta à melhor forma. Em parceria com os produtores Dust Brothers (os mesmos de Odelay), Beck faz outro cruzamento surpreendente de estilos, com direito a alusões irônicas a clássicos do pop. Scarecrow, por exemplo, tem a mesma batida de Billie Jean, de Michael Jackson.

 

Arnaldo Torres
Palavra Cantada: música infantil de qualidade  

Pé com Pé, Palavra Cantada (Independente) – Sandra Peres e Paulo Tatit, os artistas que formam a dupla Palavra Cantada, são referência de música infantil de qualidade. Eles produzem canções que divertem as crianças, ao mesmo tempo que ostentam letras acima da média e uma consistência musical de dar inveja a artistas voltados ao público adulto. Pé com Pé, seu novo trabalho, é um CD duplo. No primeiro disco, encontram-se as versões cantadas das músicas. São faixas influenciadas por estilos brasileiros garimpados por Sandra e Tatit – Bolacha de Água e Sal, por exemplo, é um cacuriá, ritmo típico do Maranhão. O outro disco traz as versões instrumentais, com percussão reforçada para fazer as crianças dançar.

 

Os ingleses do Doves: não falta energia  

Some Cities, Doves (EMI) – Surgido na cidade de Manchester no final dos anos 90, o grupo Doves esbanja uma das principais qualidades da tradição roqueira da Inglaterra: a riqueza melódica. Suas músicas têm o clima etéreo de bandas como Radiohead e Coldplay, além de ecoar a influência de grupos da cena punk britânica dos anos 70, como os Stranglers. A soma dessas influências resulta em canções pungentes, cujas letras refletem a melancolia de sua cinzenta terra natal. Nem por isso os Doves são carentes de energia: hoje, são uma das poucas bandas de seu país que fazem sucesso nos Estados Unidos, justamente porque produzem um rock vibrante. Some Cities é o terceiro disco do grupo – e também aquele em que suas composições se revelam mais inspiradas.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Siciliano, Nobel, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler , Siciliano, Travessa; Porto Alegre: Saraiva , Siciliano, Livraria Porto Alegre, Cultura, Livrarias Porto; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano,Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva, Sodiler, Nobel, Fnac, Siciliano, Submarino.
 
 
 
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