Edição 1900 . 13 de abril de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"João Paulo II, o homem que espalhou a fé pelo mundo, soube também transmitir no final a força da esperança na vida!"
Ana Marisa de Oliveira Costa
Sidrolândia, MS

João Paulo II

A edição histórica de VEJA "João Paulo II 1920-2005" (abril de 2005) encheu meus olhos de lágrimas!
Darley Romão Pappi
Petrópolis, RJ

Ele benzeu a multidão com um sinal-da-cruz e as cortinas da janela se fecharam. Essa é a última imagem viva que levaremos do pastor que conseguiu resgatar seu rebanho, do peregrino que cativou o coração do mundo com seus gestos de bondade, humildade e perseverança. Descansa em paz, João de Deus, nosso povo te agradece, tu vieste em missão de paz e agora o céu te recebe com o mesmo amor que a nós dedicaste.
Ana Ludvina Muller
Joinville, SC

A humanidade está de luto. Partiu Karol Wojtyla, o papa do amor e da paz. O céu está em festa, soam as trombetas para saudar a chegada do peregrino da esperança.
Dulce Simon de Souza
Venâncio Aires, RS

Expressamos, em nome da comunidade parkinsoniana e no meu próprio, o mais profundo pesar pelo desaparecimento de nosso queridíssimo irmão de sofrimento, o papa João Paulo II, que durante toda a sua vida foi para todos nós um exemplo de coragem e dignidade. Que repouse na galeria dos grandes homens que contribuíram para o bem da humanidade.
Samuel Grossmann
Presidente da Associação Brasil Parkinson
São Paulo, SP

João Paulo II tem de ser reconhecido por todos nós como representante máximo da maior nação religiosa do mundo. Seus 26 anos de papado deixaram em nossa memória o exemplo de um homem de fé que até os últimos dias de sua vida rezou para Deus dar paz ao mundo inteiro.
Marlon Ciro Masson
Campinas, SP

O mundo chora e ora por um homem que passou para a humanidade a superioridade de um ser, respaldada pelo amor ao próximo, sentimento esse de que nós somos todos carentes.
Terezinha Penha
São Luís, MA

Tive a honra de integrar a equipe de treze batedores-motociclistas que escoltou o papa João Paulo II, em julho de 1980, durante sua estada de dois dias em Manaus (AM), e pude ver bem de perto seu sorriso e o incrível carisma com que contagiou a multidão que aguardava sua passagem pelas vias daquela cidade. Por isso, foi com tristeza que vi seu sofrimento estampado na capa de VEJA, edição de 6 de abril. Agora o sofrimento acabou. Descanse em paz, João Paulo II.
Benhur Luiz Maieron
Brasília, DF

Vi o papa João Paulo II em quatro ocasiões: em Roma e Loreto em 1995, durante uma Jornada Mundial de Jovens; em Paris, em 1997, pelo mesmo motivo; em Israel, no ano 2000, durante sua visita àquele país; e no Rio de Janeiro, no encontro das famílias. Observo hoje que é muito maior a comoção pela sua morte entre as pessoas que o viram e sentiram pessoalmente a presença santa desse homem.
Luquésio de Oliveira
Jundiaí, SP

Em 1991, o papa João Paulo II visitou São Luís do Maranhão. Na época, fui uma das escolhidas pela escola em que eu estudava, o Colégio Dom Bosco do Maranhão, para recepcionar Sua Santidade. A visita do papa é um momento inesquecível em minha vida. Jamais esquecerei o semblante tranqüilo, a face rosada de João Paulo II, a verdadeira expressão de paz.
Elane Cristina Bastos Martins
São Paulo, SP

Que Deus o receba como missionário na Terra e conselheiro no céu.
Curt Nees
Jaraguá do Sul, SC

Meus sinceros parabéns pela maravilhosa capa da edição especial alusiva ao grandioso João Paulo II. Ao recebê-la, experimentei a nítida sensação de estar vendo Cristo mais velho. O calvário de ambos é um bálsamo para a humanidade.
Paulo Roberto Cristo de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ

Quero parabenizá-los pela edição histórica sobre o papa João Paulo II. Além de chegar às bancas em tempo recorde, é uma preciosidade em termos de texto.
André Malinoski
Porto Alegre, RS

A matéria de capa da edição 1.899 realmente só poderia apresentar como tema João Paulo II. Consternada está a Arquidiocese de Curitiba com a imagem exposta na capa da revista. Os fiéis cristãos católicos sentem-se chocados com a exploração da imagem de dor e sofrimento do pontífice que contribuiu de maneira extraordinária para a transformação do mundo.
Dom Moacyr José Vitti
Arcebispo metropolitano de Curitiba
Curitiba, PR

Parabéns a VEJA pela escolha perfeita da capa da última edição. Conseguiu transmitir, numa única foto, toda a filosofia de vida, amor e sofrimento do mais alto representante do cristianismo da atualidade.
Célia Mattos
Resende, RJ

Com o fim da agonia de João Paulo II, o mundo volta-se para a eleição do novo papa, e no Brasil renovam-se a esperança e a torcida para que seja eleito um brasileiro. Confesso que também estou torcendo. Minha torcida, porém, é para que o eleito papa não seja brasileiro! A opinião de um papa brasileiro teria uma influência esmagadora sobre as decisões de nossos legisladores, e esses temas que são do interesse de toda a sociedade (e não apenas dos católicos) ficariam engavetados durante todo o seu pontificado. Espero que o novo papa contribua para a paz mundial e para a modernização da Igreja, mas que não seja brasileiro. Não precisamos disso.
Pablo Lopes
Ribeirão Preto, SP

 

Despesas de viagem

Em relação à reportagem "Um bilhão de reais pelos ares" (6 de abril), sobre o trecho que diz: "O site (da Câmara dos Deputados) também informa que, em outubro do ano passado, o deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) passou cinco dias no Rio de Janeiro (dois dos quais caíram em um fim de semana) com o propósito de prestigiar a 'Comemoração do Nascimento do Instituidor da Fundação Darcy Ribeiro'. Novamente, passagens e diárias foram pagas pela Câmara", gostaria de esclarecer que apenas 1,5 diária foi paga pela Câmara.
Gastão Vieira
Deputado federal (PMDB-MA)
Brasília, DF

Finalmente consigo entender o porquê de o Brasil ter uma das maiores cargas tributárias e a maior taxa de juros do mundo! Afinal, para financiar toda essa festa temos de ser os primeiros nesses itens. Obrigado pelos esclarecimentos.
Carlos Roberto Teixeira Netto
Rio de Janeiro, RJ

 

Holofote

Em relação à nota "Salvador na rota do turismo étnico", publicada na seção Holofote (6 de abril), gostaria de esclarecer que o convênio que viabilizou a chegada de vôos charter com afro-descendentes americanos a Salvador foi firmado entre a Avocet, companhia de turismo dos EUA que atua no segmento de afro-descendentes, e a Bahiatursa, órgão oficial de turismo do governo da Bahia.
Cláudio Taboada
Presidente da Bahiatursa
Por e-mail

 

Caso Terri Schiavo

Deixar morrer é um ato de amor e generosidade quando se atinge o limite do irreversível diante de um ente amado que "vegeta" artificial e inutilmente, e cujo sofrimento maior não está no doente, mas no egoísmo dos parentes que o assistem ("Terri morreu: as dúvidas continuam", 6 de abril).
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP

De tempos em tempos a humanidade depara com situações em que leis, instituídas pelos representantes do povo, entram em desacordo com a verdadeira vontade desse povo. O caso de Terri Schiavo é uma dessas. A população, a Igreja e o Estado estão envolvidos numa batalha que já dura séculos.
Kenny J. Gonçalves
Umuarama, PR

Mesmo sabendo que o caso Terri se mostrou infrutífero no que diz respeito a potenciais tentativas de fazê-la recuperar a consciência, já que seu córtex cerebral se encontrava seriamente comprometido, ficam idéias de possíveis linhas de pesquisa sobre aspectos neurológicos observados e atualmente inexplicáveis. Mas será que se poderá descobrir onde se processariam mecanismos que permitem à espécie humana pensar, memorizar, sentir? Ou será que isso seria oriundo de algo supracorpóreo, algo inerente em princípio à alma?
Cecília Lívia de Oliveira Martins
Goiana, PE

 

Gislaine Nunes

Costumam colocar os advogados como um mal aos clubes, mas são os clubes que não cumprem os contratos, ocasionando que os jogadores lesados em seus direitos recorram ao Poder Judiciário. O advogado é indispensável à administração da Justiça na sociedade, e isso inclui o futebol ("Terror dos cartolas", 6 de abril).
Doutora Milene Castilho, advogada desportiva
Vice-presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB/SP – Subsecção de Santo André (SP)

 

Jeffrey Sachs

Em tese, a proposta do economista Jeffrey Sachs (Amarelas, 6 de abril), sugerindo a aplicação de uma "economia clínica", apresenta-se muito interessante e capaz de minimizar a pobreza mundial. No entanto, antes de aplicá-la no Brasil, será necessário abolir a "política cínica" praticada por grande parte de nossos representantes.
Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE

Ensinar povos reféns do círculo vicioso da pobreza, ou melhor, convencer seus dirigentes cleptocratas a planejar os gastos sociais não passa de um sonho tecnocrático do senhor Jeffrey Sachs, que, afinal, não disse como e quem vai colocar o guizo no leão.
Carlos Christiano Krakhecke
Porto Alegre, RS

 

DSTs

Bastante oportuna a reportagem "Virgens, mas não santos" (6 de abril), ao abordar o tema papiloma vírus humano (HPV). Não são todos os tipos de HPV que originam o câncer de pênis e colo do útero. Além do HPV, outras infecções sexualmente transmissíveis, grande número de parceiros, fumo, álcool, drogas e outros fatores, além da falta de exames periódicos, podem originar o desenvolvimento de lesões tumorais.
Reinaldo Tovo Filho
Professor titular de dermatologia da Faculdade de Medicina da Unisa
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi cumpria o papel do intelectual lúcido e socialmente responsável como poucos o fizeram nas últimas décadas. Arrefeci na semana passada: estupefato, vejo alguém, sob o nome daquele cronista, dedicado a dissecar as entranhas de uma globete decadente e desinteressante e de seus anônimos e igualmente desinteressantes associados. Arrefeci um pouco mais ainda nesta semana: neoprestidigitador, o cronista garimpa um assunto que não domina e pretende fazer com ele humor negro. Chego então à única conclusão que faz sentido: Diogo Mainardi morreu e a revista tenta encobrir a morte dele lançando mão de um êmulo qualquer. Boa tentativa, mas não pegou. Com a convicção de perda pessoal e nacional irreparáveis, resta-me apresentar à equipe de VEJA e à família enlutada as minhas mais sentidas condolências.
Roosevelt R. Starling
São João del-Rei, MG

Pessoal! Não se apoquentem, será que vocês ainda não perceberam? A missão que ele se impôs foi a de criar polêmica, o que tem conseguido com relativo sucesso até aqui. Garoto esperto!
Marina de Paula Trindade
Maceió, AL

 

Fotografia

Belíssimo o trabalho assinado pelo fotógrafo canadense Gregory Colbert ("Retratos de família", 6 de abril). As fotos que ilustram aquela matéria revelam a possibilidade (esquecida) da convivência pacífica entre o homem e o animal. Que os primeiros se sensibilizem com a pureza explícita ali exposta.
Fatima Christiane Gomes de Oliveira
Natal, RN

 

 

"Não tenha medo"

Arte & Immagini/
Corbis/Stock Photos
O Cristo na cruz: a dor pública do filho de Deus foi uma lição. A de João Paulo II também


A imagem da capa de VEJA em que o papa João Paulo II é mostrado em sua última aparição pública com vida causou em muitos de nossos leitores um efeito negativo e absolutamente não desejado pelos editores da revista. "Chocou-me o fato de ver sua santidade, o papa João Paulo II, comprovadamente o arauto da fé, da paz, da alegria e do amor de nossos tempos, ser retratado na capa de VEJA de forma tão triste e pungente!", escreveu a leitora Araci Fernandes Ceolin, de Linhares, no Espírito Santo. VEJA não quis chocar ou ser sensacionalista. Ao escolher a foto em questão, a revista estava – e está – certa de agir com correção jornalística e, até, em concordância com a vontade do próprio papa.

O fotógrafo Pier Paolo Oto, da agência noticiosa AP, registrou o exato momento em que o papa se rendia à fragilidade de sua condição humana, exprimida em um esgar de dor e frustração por não ter conseguido dar a bênção à multidão sob sua janela no Vaticano. A foto foi estampada na capa de VEJA com a chamada: "Ao expor seu sofrimento terminal, o papa João Paulo II mostrou a coragem dos grandes pastores e o significado original do sacrifício cristão". Não foi um gesto fortuito do papa. Não foi uma foto feita às escondidas. O homem mais fotografado da história, João Paulo II decidiu expor na janela seu estado terminal. Manifestamente, o papa quis que aquele momento de dor se tornasse público. Embora silencioso, o gesto foi um dos mais eloqüentes de todo o pontificado de João Paulo II na reafirmação de uma de suas missões mais caras como vigário de Cristo e resumida em sua exortação predileta: "Não tenha medo".

Ao comparar o gesto do papa com o Cristo crucificado, a leitora Maria Bogéa Thomé, de Brasília, resumiu com sensibilidade as sensações que a capa de VEJA produziu: "A ilustração tão tocante de um santo homem, num momento de dor puramente humana, na capa de VEJA desta semana, causou-me um impacto devastador! Ao ler 'Um adeus com dor' (6 de abril), aos poucos fui assimilando o verdadeiro sentido daquele grito sem voz, tão avassalador, tal como a dor silenciosa do grande injustiçado e crucificado de 2 000 anos atrás. Valeu pela emoção e reflexão sobre a necessidade premente de uma reformulação no pensar e agir de cada um de nós".

 

Pulseiras filantrópicas


Juliana Moretti e outros dezenove leitores escreveram para saber onde adquirir as pulseiras criadas para defender causas humanitárias, citadas na matéria "Fé no punho" (6 de abril). Com o sucesso do acessório na cor amarela, lançado em 2004 para arrecadar fundos para a fundação do ciclista americano Lance Armstrong (www.laf.org), em prol do combate ao câncer, apareceram pulseiras com outras cores. Confira onde encontrá-las:

AZUL (combate ao câncer): com lançamento em 11 de abril pela Associação Brasileira do Câncer (www.abcancer.org.br), a pulseira poderá ser comprada em lojas do Grupo Pão de Açúcar (www.grupopaodeacucar.com.br). Pela mesma causa, o site www.choosehope.com dispõe de uma cor de pulseira para cada tipo de câncer.

PRETA E BRANCA (contra o racismo no futebol): adquirida em lojas na Europa que contêm produtos da Nike. No site www.standupspeakup.com é possível saber mais sobre o acessório contra o racismo.

VERDE (apoio às vítimas do tsunami): à venda em duas lojas da Reebok – em São Paulo, na Rua Oscar Freire; no Rio de Janeiro, no Shopping Fashion Mall. O site da campanha de apoio às vítimas do tsunami é www.counterpart.org.

 
 
 
 
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