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Carta
ao leitor
Momento de glória
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| O papa na edição histórica da semana passada
e em algumas das treze capas de VEJA a ele dedicadas |
Nenhuma das apoteóticas viagens do papa
João Paulo II se compara em devoção às
homenagens que ele recebeu em seu funeral. Em vida, saboreou imensa
popularidade. Na morte, atingiu a glória. Desde que foi escolhido
para substituir o italiano Albino Luciani, em outubro de 1978, João
Paulo II foi assunto de capa de VEJA treze vezes. Depois de dedicar
ao papa a capa da semana passada, que circulou simultaneamente com
uma edição histórica, VEJA volta ao tema em
profundidade. A presente edição tem 32 páginas
sobre os funerais, o conclave e as forças em jogo na discussão
sobre o futuro da Igreja Católica. Tanto nas edições
da semana passada quanto nesta, VEJA contou com o talento editorial
e o conhecimento especial de assuntos religiosos de Mario Sabino,
redator-chefe da revista. Sabino editou e escreveu a edição
histórica e fez o texto da reportagem de capa da semana passada.
Enquanto preparava sua viagem a Roma para
a cobertura do conclave que escolherá o sucessor de João
Paulo II, Sabino escrevia também um dos textos que integram
o conjunto de reportagens religiosas de VEJA desta semana. Em 1996,
Sabino esteve no Vaticano com a missão de fazer uma reportagem
sobre os primeiros sinais de fraqueza da saúde do papa e
as novas regras para sua sucessão. Voltou de lá com
a informação, restrita então a um grupo de
vaticanólogos, de que o papa admitia a hipótese de
renunciar. A Santa Sé nunca aceitou essa versão. A
leitura do testamento espiritual de João Paulo II feita na
semana passada confirmou, finalmente, a informação
dada por Sabino aos leitores de VEJA há nove anos.
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