Edição 1900 . 13 de abril de 2005

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Carta ao leitor
Momento de glória


O papa na edição histórica da semana passada e em algumas das treze capas de VEJA a ele dedicadas

Nenhuma das apoteóticas viagens do papa João Paulo II se compara em devoção às homenagens que ele recebeu em seu funeral. Em vida, saboreou imensa popularidade. Na morte, atingiu a glória. Desde que foi escolhido para substituir o italiano Albino Luciani, em outubro de 1978, João Paulo II foi assunto de capa de VEJA treze vezes. Depois de dedicar ao papa a capa da semana passada, que circulou simultaneamente com uma edição histórica, VEJA volta ao tema em profundidade. A presente edição tem 32 páginas sobre os funerais, o conclave e as forças em jogo na discussão sobre o futuro da Igreja Católica. Tanto nas edições da semana passada quanto nesta, VEJA contou com o talento editorial e o conhecimento especial de assuntos religiosos de Mario Sabino, redator-chefe da revista. Sabino editou e escreveu a edição histórica e fez o texto da reportagem de capa da semana passada.

Enquanto preparava sua viagem a Roma para a cobertura do conclave que escolherá o sucessor de João Paulo II, Sabino escrevia também um dos textos que integram o conjunto de reportagens religiosas de VEJA desta semana. Em 1996, Sabino esteve no Vaticano com a missão de fazer uma reportagem sobre os primeiros sinais de fraqueza da saúde do papa e as novas regras para sua sucessão. Voltou de lá com a informação, restrita então a um grupo de vaticanólogos, de que o papa admitia a hipótese de renunciar. A Santa Sé nunca aceitou essa versão. A leitura do testamento espiritual de João Paulo II feita na semana passada confirmou, finalmente, a informação dada por Sabino aos leitores de VEJA há nove anos.

 
 
 
 
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