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A devoradora
das sete
Alessandra Negrini é um vulcão como
Selma, em Desejos de Mulher. Na vida
real também não deixa a desejar
Ricardo Valladares
Oscar Cabral
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| Alessandra:
ela queria ser intelectual |

Veja também |
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A televisão brasileira está cheia de atores que interpretam
o papel de galã dentro e fora da tela. Bem mais raro é o
caso da atriz sedutora em tempo integral, aquele tipo de mulher que assume
de frente o poder avassalador da beleza aliada à sensualidade.
Felizmente Alessandra Negrini está aí para preencher a lacuna.
Aos 31 anos, olhar desafiador, lábios permanentemente inflados
num biquinho petulante, pernas de parar o trânsito, Alessandra é
um vulcão. "Não vejo atriz mais provocante que ela nessa
faixa de idade", elogia o autor de novelas Euclydes Marinho, que a escalou
para o papel da vilã Selma no atual folhetim das sete da Rede Globo,
Desejos de Mulher. Selma tem protagonizado os momentos mais escaldantes
da trama, em trajes íntimos, na cama com o amante casado. Na semana
passada, foi finalmente flagrada pela estilista Andrea Vargas (Regina
Duarte) que é sua chefe e, surpresa, sua irmã. Segundo
Marinho, a participação de Alessandra tende a crescer daqui
para a frente embora o final, pela lógica imutável
das novelas, reserve o castigo destinado a todos os vilões. A emissora
avalia que o desempenho de Alessandra ajudou Desejos de Mulher a
melhorar a audiência, que patinava nos 27 pontos desde a estréia
e agora pulou para a média de 31. Sem medo de escancarar a sensualidade
na frente das câmaras, longe delas a atriz tem em comum com a amoral
Selma a postura de loba, devoradora, estraçalhadora. Tudo confirmado
por um currículo de amores de matar de inveja a mais serena das
mulheres (veja
quadro).
Dele constam nomes como o de Murilo Benício, com quem ela tem um
filho de 5 anos, Antônio, e o de André Gonçalves
o atual queridinho de Casa dos Artistas 2. Há quatro meses
ela namora o cantor pernambucano Otto. "Essa mulher merece tudo", diz
o músico, que tatuou uma rosa com a inscrição Alê
no braço esquerdo.
Mulher do tipo que fica gravado na pele, Alessandra é a filha mais
velha de uma família paulistana de classe média, pai engenheiro,
mãe pedagoga. Ela costuma dizer que, na adolescência, sua
ambição era "ser intelectual". Chegou a cursar as faculdades
de jornalismo e ciências sociais. Graças aos deuses do teatro,
no começo dos anos 90 ela largou a vida acadêmica, matriculou-se
no Instituto de Arte e Ciência (Indac), de São Paulo, e começou
a freqüentar os palcos alternativos da cidade. Depois, participou
do grupo do diretor Antunes Filho. "O problema é que o Antunes
não acreditava em mim", diz Alessandra, que não guarda boas
lembranças do estilo messiânico do diretor.
Em 1995, irrompeu na televisão, incorporando com força mediúnica
o personagem-título da minissérie Engraçadinha,
baseada na peça célebre do dramaturgo Nelson Rodrigues,
na Rede Globo. Engraçadinha seduz e leva quase às
raias da loucura um contingente respeitável dos personagens
da peça. Alessandra aproveitou para deixar alucinados também
os marmanjos que assistiam à série. Na época, precisou
emagrecer 4 quilos para encarar as cenas de nudez. "Hoje eu me cuido,
não tem perigo de ser pega desprevenida", brinca ela. Alessandra
tem 1,63 metro de altura e 52 quilos, muito bem torneados em três
sessões semanais de ginástica com um personal trainer. Ganha
16.000 reais por mês além de um bônus de 40%
quando está no ar, como agora. Trocou definitivamente São
Paulo pelo Rio de Janeiro e mora num dúplex no Leblon, onde acaba
de abrir espaço para um piano. Faz análise e fala com encantadora
naturalidade de suas conquistas. Com uma única exceção.
Assim como o técnico da Seleção Brasileira de Futebol,
Luiz Felipe Scolari, Alessandra não confirma se o jogador Romário
faz parte de sua seleção. "Somos bons amigos", diz ela.
Ruborizada.
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A
SELEÇÃO DE ALESSANDRA
Rafael Campos
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Divulgação
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Divulgação/Rede Globo
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Murilo
Benício:
"Foi
um equívoco"
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André
Gonçalves:
"Ele é um amor"
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Marcos
Palmeira:
"Bom enquanto durou"
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Eduardo Monteiro
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Divulgação
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Romário:
o trivial "bons amigos"
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Otto:
ele tatuou
o nome dela no braço |
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