
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Vamos tentar outra
vez
Mais
um método para dar fôlego
novo ao velho trabalho em grupo
A capacidade
de trabalhar em equipe é sempre citada como virtude obrigatória
para o sucesso de qualquer profissional, mas quem está habituado
a participar de projetos em grupo sabe quanto de retórica vazia
existe nessa louvação e como é difícil
conciliar diversas visões e estilos em torno de um objetivo comum
nos ambientes empresariais da vida real. "Equipes que realmente funcionam
são raridade nas corporações brasileiras", analisa
o consultor Idalberto Chiavenato, autor de mais de trinta livros sobre
administração e recursos humanos. Boa parte dos problemas
deriva da hierarquia tradicionalmente aplicada às equipes, baseada
na existência do líder único, o todo-poderoso que
distribui tarefas, toma decisões e cobra resultados. Com um protagonista
tão óbvio, os demais componentes do grupo dificilmente conseguem
escapar do papel de meros coadjuvantes, já que a criatividade e
a iniciativa, qualidades tão desejáveis na teoria, são
tolhidas em nome do cumprimento de um plano preconcebido. A lista de equívocos
cometidos no meio do caminho é vasta vai da incapacidade
de manter a motivação individual até a imposição
de objetivos fora da realidade (veja
fichário).
"O novo
modelo de equipe precisa de gente que consiga trabalhar com grande integração
sem abrir mão da autonomia individual", descreve a gerente de treinamento
da consultoria Dow Right, Gisela Ferreira. Não é nada fácil
mudar comportamentos, mas o consultor americano Jon Katzenbach, autor
de dois livros recém-lançados no Brasil sobre o tema (Equipes
de Alta Performance, pela Editora Campus, e Desempenho Máximo,
pela Negócio), propõe um método chamado "disciplina
de equipe" para quem se arrisca a tentar de novo. Segundo esse sistema,
o líder formal continua existindo, mas as metas e os critérios
para mensurar os resultados e ratificá-los são definidos
pelo grupo. A responsabilidade deixa de ser individual e passa a ser compartilhada.
Cada decisão é tomada pelo componente reconhecido pelos
demais como o mais preparado para aquela situação específica.
Levam-se em conta a formação e a experiência no assunto,
e não apenas o peso do cargo. "Como os ambientes organizacionais
costumam ser baseados em obrigações individuais, as pessoas
têm grande dificuldade para absorver a noção de obrigações
mútuas", disse Katzenbach em entrevista a VEJA. "Mas quando a empresa
chega a esse patamar os resultados são sempre compensadores."
|
Os
sete pecados do trabalho em equipe
|
|
Montar
times vencedores é um desafio em qualquer empresa. Confira
os erros mais comuns
Metas superdimensionadas
Objetivos e prazos devem ser realistas, para que o trabalho
não se transforme em uma sucessão de derrotas e o
desânimo não contamine a equipe
Composição equivocada
Equipes exigem habilidades complementares. Ter profissionais
com perfil parecido ajuda pouco e pode até gerar competição
entre eles
Liderança ditatorial
Quem comanda uma equipe tem a incumbência principal de
tomar decisões, mas isso não significa que as opiniões
do grupo devam ser ignoradas
Falta de motivação
O mero cumprimento de tarefas estabelecidas por outros não
motiva um profissional. É preciso envolvê-lo com o
objetivo do trabalho
Reuniões improdutivas
Quando não há metas claras ou agenda, as reuniões
tendem a perder o rumo. Mas o excesso de rigor também leva
a resultados frustrantes
Subjetividade na avaliação
Os resultados do trabalho precisam ser medidos de forma clara,
com base em uma metodologia e em critérios conhecidos por
toda a equipe
Sensação de injustiça
As cobranças devem ser uniformes entre os componentes
da equipe. Se alguém trabalha visivelmente menos que os outros,
é problema certo à vista
|
|
|
 |