Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 742 - 13 de março de 2002
Guia Conforto

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
  Os prós e os contras de ter uma academia em casa
Novo método para o sucesso da atividade em equipe
O que estou lendo
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Malhação com mordomia

Montar uma academia em casa é uma
tentação, mas sai caro e funciona
apenas para os muito disciplinados

Adriana Negreiros

 
Fernando Vivas

A empresária Lia Ferreira, exercitando as pernas em sua academia com vista para o mar

Para quem gosta de malhar, não existe nada melhor que montar uma academia em casa. Podem-se aproveitar as horas de folga para fazer exercícios, a chuva e o trânsito não atrapalham a programação e ainda é possível reunir parentes ou amigos para trocar idéias durante a ginástica. E nunca é preciso esperar a vez para ter acesso ao aparelho. Talvez a única coisa mais indicada que isso seja não ter em casa todos aqueles equipamentos que ocupam espaço, custam caro e ainda por cima ficam obsoletos em pouco tempo. No quadro abaixo, os equipamentos básicos para uma academia doméstica batem em quase 4.000 reais – mais que suficientes para pagar um ano de uma ótima academia, com supervisão de especialistas e renovação dos aparelhos.

Já desistiu da idéia? Calma. Fazer ginástica em casa pode ser uma boa opção para os muito disciplinados, os ocupadíssimos, os fanáticos por exercícios ou, ao contrário, aqueles que tremem de constrangimento diante da perspectiva de exibir a barriga proeminente perto de bíceps esculpidos. Quem detesta jogar dinheiro fora também pode ser um bom candidato: a consciência culpada exercerá forte pressão diante de todos aqueles equipamentos parados. Trabalhar os músculos no recesso do lar certamente custa mais que freqüentar uma academia. É preciso saber que uma esteira no quarto não deixa ninguém em forma – no máximo, melhora o condicionamento físico e queima algumas calorias –, além de haver grande chance de ela virar cabide. Para ficar com a musculatura definida e não correr o risco de sofrer seqüelas de exercícios malfeitos é preciso contar com o serviço de um preparador físico – um gasto que aumenta bastante o preço final da malhação doméstica – e dispor de uma mínima variedade de equipamentos. Não basta seguir as instruções dos manuais dos aparelhos, mas sim fazer os exercícios com a freqüência e a carga ideais para os objetivos que se quer atingir. "O professor de educação física vai dizer quais são esses exercícios e a hora certa de mudá-los, além de acompanhar a freqüência cardíaca", diz o preparador físico Paulo Meyra, que já teve entre seus clientes a cantora Ivete Sangalo. "Sem acompanhamento profissional, a malhação pode não ter resultados", acrescenta. Outro cuidado é adotar critérios na escolha do treinador. Com a moda do personal trainer, alguns se lançam no mercado sem preparação para dar aulas. É melhor procurar um professor por meio de indicações confiáveis.

A academia doméstica não precisa ocupar uma área grande, mas é importante que seja arejada e iluminada. "Oito metros quadrados são suficientes, de preferência com paredes pintadas em cores vibrantes, para espantar a monotonia", aconselha a decoradora Celeste Leão. A monotonia, aliás, é uma grande inimiga dos ginastas caseiros. Uma opção é encontrar alguém disposto a participar dos exercícios. Às vezes, porém, nem a presença do preparador físico é estímulo suficiente. "Já passei dois meses sem olhar para os aparelhos", diz a empresária Lia Ferreira, que faz ginástica há quatro anos no próprio apartamento, com a ajuda de um personal trainer. O atendimento personalizado custa 500 reais por mês – o equivalente a cinco mensalidades de uma academia de médio porte de Salvador, onde mora. "Pago o preço de quem não tem a menor paciência de ficar em fila, à espera de um aparelho", diz Lia, que desfruta ainda a vista deslumbrante de sua academia doméstica, montada na sacada do apartamento de frente para o mar.

Freqüentar uma academia pode ser bom exatamente pelo que parece, inicialmente, ser desvantajoso – o excesso de gente. Nesses locais é fácil fazer amizades e conversar sobre amenidades, atividades que acabam ajudando a relaxar quem sai estressado do trabalho. Outra vantagem são a quantidade e a variedade de aparelhos. Até a falta de tempo, desculpa mais comum de quem foge da malhação, pode ser driblada com as academias 24 horas existentes nos grandes centros – aí, de novo, entra o poder da disciplina. Algumas oferecem pacotes em que, além de musculação, o aluno pode fazer aulas de dança, lutas e natação. "Não vejo razão para alguém gastar dinheiro com uma academia em casa", diz o professor de educação física Carlos Pimentel. Ele faz uma ressalva: os idosos que se sintam deslocados em ambiente tão juvenil devem contratar um preparador físico para malhar em casa, mas não há necessidade de aparelhos. "Um par de halteres basta. No lugar da esteira, é melhor um lugar ao ar livre para caminhar", recomenda. E, melhor ainda, não custa nada.

 
Foto divulgação



 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS