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Edição 1 742 - 13 de março de 2002
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"Fazer plástica para
sentir-se melhor psicologicamente é
uma coisa. Usar a plástica como muleta
é uma doença como qualquer outra."

Jaime Luiz Leitão Rodrigues
Rio Claro, SP

 

Cirurgia plástica

VEJA mostrou com propriedade e a qualidade de sempre que tudo tem limite, até o culto à beleza. Revelou que brotam clínicas e cirurgiões em todo canto e nossas autoridades da área fecham os olhos. Mostrou ainda que astros e famosos no corredor de uma clínica não são, necessariamente, indício de bons serviços ("Corpos à venda", 6 de março).
Edna Maria Campana Moreira
São Paulo, SP

Tenho um filho de 4 anos que está sendo submetido a tratamento cirúrgico pelo professor doutor Cassio M. Raposo do Amaral. Ele já passou por várias cirurgias de descompressão do cérebro e dentro de aproximadamente dois anos fará a cirurgia de avanço da face, operação realizada por poucos cirurgiões no mundo. Os resultados obtidos até agora são espetaculares. Felizmente estamos em boas mãos.
Maurivan Pucci
Goiânia, GO

É muito importante as pessoas não radicalizarem com relação à aparência. A cada dia que a mídia lança um novo modelo de beleza lá vamos nós, mulheres, copiar. As pessoas parecem esquecer que, na profissão de alguns, beleza é essencial. Gosto quando VEJA aborda essas situações de exagero e nos dá um puxão de orelhas. Estou aliviada e me sentindo normal daqui do alto de meus 42 anos e sem a mínima pretensão de passar por sofrimentos e riscos para me tornar mais, mas mais o quê? Quando lançarem a cirurgia plástica cerebral, aí, sim, serei candidata a melhorar minha perspicácia, inteligência, rapidez de reflexos.
Silvânia Andrade Reis
Goiânia, GO

O culto ao corpo, que tem como bizarro exemplo a Feiticeira Joana Prado, necessita de um freio urgente antes que se torne caso perdido. Cirurgia plástica virou sinônimo de síndrome da Barbie: tudo pela silhueta perfeita. E a essência humana onde fica?
Gustavo Henrique de Brito A. Freire
Recife, PE

 

Dom Jayme Chemello

A entrevista com o presidente da CNBB, dom Jayme Chemello (Amarelas, 6 de março), confirma a hipocrisia da ala conservadora católica. Ao condenar o uso de preservativos, a Igreja pára no tempo, enquanto a Aids se alastra pelo mundo inteiro em proporções avassaladoras. É o "bem" em favor do "mal", sem dúvida alguma.
Adriana Antunes
Brasília, DF

É absolutamente criminosa a declaração do presidente da CNBB: "Não existe certeza de que o preservativo evite a transmissão do vírus da Aids". Uma coisa é pregar a posição da Igreja sobre o preservativo – o que em si já é assustador. Algo bem diferente é fazer falso terrorismo.
Tomás Amorim
Nova York, EUA

Fiquei chocado, pasmado, estarrecido com a afirmação de dom Jayme Chemello. Ao justificar a injustificável posição da Igreja Católica contra a utilização de preservativos, ele afirmou que "não existe certeza de que o preservativo evite a transmissão do vírus da Aids". Depois dessa declaração egoísta e irresponsável, voltada unicamente a defender dogmas do Vaticano, eu desisti de ser católico. Foi a gota d'água.
Luiz Alfeu Beluti
São Paulo, SP

Não é de admirar que não só a Igreja Católica como também outras igrejas venham perdendo seus fiéis para a ala dos "sem-religião". As opiniões arcaicas de seus líderes acabam afastando principalmente os jovens.
Adriana Vieira de Castro
Goiânia, GO

Parabéns, VEJA, pela belíssima entrevista com dom Jayme. Acho necessário resgatar esses valores que andam bastante esquecidos pelos cristãos. Achei interessantes as palavras de dom Jayme.
Maria das Graças Carvalho Gomes
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Lamentar o desserviço que a Igreja Católica tem prestado à orientação sexual dos casais, principalmente dos menos esclarecidos, é chover no molhado. Dom Jayme, em sua entrevista, poderia ter omitido suas opiniões sobre a camisinha, pelo menos em respeito ao brutal esforço das autoridades sanitárias, constituídas ou não, em prol do controle ou possível erradicação da Aids.
Otton José Bertolini
Campinas, SP

 

Claudio de Moura Castro

Gostaria de cumprimentar Claudio de Moura Castro por dizer em sua coluna tudo o que o Brasil precisava escutar sobre leitura e interpretação ("O Brasil lê mal", Ponto de vista, 6 de março). A cada dia, as pessoas perdem o hábito da leitura. Com isso, logicamente, a interpretação de um texto ou artigo será extremamente prejudicada. Apesar da necessidade de informações no mundo contemporâneo, a leitura está nos dias atuais em segundo plano para a maioria dos jovens. Concordo que esse buraco cultural seja causado pelo ensino fraco e obsoleto praticado em nossas escolas. Só com uma mudança radical poderemos ter no futuro pessoas mais bem preparadas para enfrentar os problemas do dia-a-dia.
João Paulo Moura Sodré
Belo Horizonte, MG

Sou fonoaudióloga com especialidade em linguagem e, depois de tantos anos de sofrimento pessoal, cheguei à conclusão de que a maior dificuldade em todas as disciplinas, em todos os graus, é mesmo a interpretação de texto. Tenho três filhos em escola particular, a melhor da cidade, e venho observando que se eles lessem e tentassem entender por partes certamente compreenderiam o que lêem e, melhor ainda, saberiam explicar o que estão lendo. A reabilitação cognitiva funciona desta forma: usam-se estratégias para que áreas debilitadas do cérebro passem a ter mais ajuda de outras não afetadas. As escolas já deveriam trabalhar com esse tipo de processo e fazer com que os indivíduos percebam as dificuldades e as estratégias para superar cada dificuldade.
Regina Lucia Fernandes Magário
Santos, SP

 

Eleições

O episódio no escritório da Lunus Serviços e Participações ("O inimigo de cada um...", 6 de março) mostra que no Brasil de hoje todos estão sujeitos às ações da lei e da Justiça. No entanto, os donos tradicionais do poder, como a família Sarney, ainda acham que elas são só para os inimigos.
Guiomar Passos
Teresina, PI

Causa espécie a tamanha indignação da governadora Roseana Sarney ao se ver vítima de uma investigação. Talvez ela não saiba, porque no Maranhão as coisas não são assim, mas é sempre bom avisar que os Sarney não pairam acima da Justiça. O que ela quer é fazer-se de coitada e usar politicamente a ação da Polícia Federal para angariar a simpatia do povo, acobertada pelo PFL e até – que espanto! – por Ciro Gomes. Talvez todos esses entendam que a governadora é vítima. A seguir nessa linha, Jader Barbalho, os anões do orçamento e os usineiros de Pernambuco também o são. Pobres coitados!
Cláudia Baldassari Guardiano Dias
Leme, SP

Diz o velho ditado popular: "Quem não deve não teme". Aí está a maior oportunidade para o clã Sarney mostrar para o Brasil sua lisura. Abram os cofres, demonstrem que a miséria do Maranhão não tem nada a ver com os Sarney. Se provarem, Roseana já está eleita presidente.
Carlos Viola
Uberlândia, MG

 

Sérgio Abranches

Muito oportuno e inteligente o artigo de Sérgio Abranches ("O avesso da reforma", Em foco, 6 de março). A decisão do TSE só fez tumultuar o que poderia ser a primeira troca regular de presidentes desde JK. O argumento usado foi o de fortalecer o caráter nacional dos partidos, mas é fácil perceber que tal decisão, a sete meses do pleito, trará apenas distorções e efeitos negativos para a futura conjunção política do país. Só a reforma política feita pelo Legislativo pode criar partidos mais fortes e livres do fisiologismo habitual.
Régis Marra Batista Franco
Abadia dos Dourados, MG

 

Aliança eleitoral

Ao contrário do que foi publicado em "A bomba 55" (6 de março), eu não aprovei a recente decisão do TSE nem disse que a verticalização das coligações "pode ter sido o primeiro passo em direção à reforma partidária". Manifestei-me desde o primeiro dia contra essa medida, que a meu ver é uma intervenção equivocada e truculenta no processo político-eleitoral.
Bolívar Lamounier
bolivar@uol.com.br

 

Televisão

É triste e lamentável ver uma pessoa inteligente se confundir de maneira a não saber o que está escrito na bandeira de seu país ("Perdemos tudo, Jair", 6 de março).
Jarbas Ricardo Dei Ricardi
Blumenau, SC

Sinceramente, não acredito num erro do professor aposentado que perdeu 1 milhão de reais no programa Show do Milhão. Isso me parece muito mais um acordo entre programa e participante para manter a expectativa da premiação e, por óbvio interesse, levar outros espectadores a acreditar que, no lugar daquele "azarado" professor, poderiam ter levado o tão esperado prêmio.
José A. Temporão Neto
Curitiba, PR

 

Livros

Fiquei perplexa ao ver que a escritora Patrícia Melo estava listada na reportagem "Os sem-estilo" (6 de março). Como uma escritora é tão admirada fora de nosso país e considerada "sem-estilo" dentro dele? Deve ser porque os brasileiros já estão habituados a valorizar o estrangeiro e criticar o nacional. Onde aprendemos que o valor das frases está em seu tamanho? Será que um bom leitor não conhece o uso nem o significado de onomatopéias? Ou será que precisamos de frases longas para entender o conteúdo?
Carolina Sawaia
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Estou sempre na expectativa de receber a revista para saber quem é a próxima vítima de Diogo Mainardi. Com muito humor e sarcasmo, ele critica tudo e todos. Achei muito interessante a coluna "O torneio Rio-São Paulo" (6 de março). Realmente há uma disputa acirrada para saber qual a "melhor" no ranking da violência, falta de estrutura urbana, poluição e muitos outros fatores que, se enumerados, não caberiam neste humilde espaço.
Natália de Vargas Godoes
Cachoeiro de Itapemirim, ES

É público e notório que o senhor Diogo Mainardi tem como característica provocar discussões e polêmicas através de seu texto inteligente e ácido. No entanto, o que me chamou a atenção no artigo "O torneio Rio-São Paulo" foi sua falta de informação sobre a situação das cidades brasileiras. Na tentativa de comparar (e ridicularizar) as duas principais metrópoles brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, sobrou para a cidade de Taubaté, mencionada pelo colunista de forma jocosa e preconceituosa. É bom ressaltar que Taubaté ostenta os melhores índices de qualidade de vida do Brasil, figurando em excelente posição em diversas classificações que avaliam itens como educação, saúde, saneamento básico, urbanização, segurança pública e desenvolvimento econômico. Portanto, é verdade, sim, que Taubaté pode ser comparada a São Paulo, Rio de Janeiro e aos mais de 5.500 municípios brasileiros, pois na imensa maioria dos casos vai ganhar de lavada.
Manoel Carlos de Carvalho Júnior
Taubaté, SP

Sobre "O torneio Rio-São Paulo", de Diogo Mainardi, tenho uma solução muito simples. Transfira-se para o "Campeonato do Nordeste", praias limpas, com favelas em que a polícia pode entrar, sem o ar impuro respirado pelo paulistano e sem a boçalidade carioca.
Francisco Dourado
Teixeira de Freitas, BA

 

Cidades

Na muito interessante reportagem "A nova biblioteca de Alexandria" (27 de fevereiro), uma importante informação foi omitida. O design da biblioteca foi concebido pela renomada empresa norueguesa de arquitetura Snohetta. Creio que tal informação seja interessante para os leitores de VEJA.
Liv A. Kerr
Embaixadora da Noruega
Brasília, DF

 

Cirurgia plástica II

Muito pertinente a reportagem "Corpos à venda" (6 de março), a respeito dos problemas ocasionados pelos excessos, pelas cirurgias mal indicadas, pelo abuso da publicidade que apresenta inverdades e falsas promessas, por parte de pessoas que se dizem especialistas mas não o são e que causam problemas para uma sociedade que é extremamente séria e prejuízos para uma população que está à procura de soluções para seus problemas físicos e emocionais. Cumprimento a redação de VEJA pela forma objetiva e consciente como apresentou a reportagem, que, com certeza, contribuirá para que aqueles que necessitam de um cirurgião plástico venham a procurar um profissional devidamente consciente e qualificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
José Carlos de Miranda
Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Paraná
j.miranda@uol.com.br

 

Cirurgia de olhos

Muito me orgulho do doutor Paulo Ferrara. Graças à sua técnica já recuperei 70% da visão esquerda. Como é bom conseguir ler placas de carro, outdoors nas ruas e muitas outras letras que antes se embaralhavam ("Anel mágico", 6 de março).
Clóvis Barboza dos Santos Júnior
Porto Alegre, RS

Acho de extrema importância pesquisas como essas, principalmente sendo feitas no Brasil. Isso mostra a grande qualidade de médicos e pesquisadores brasileiros, como Ferrara, que orgulham o país com descobertas como essas. Será que nem assim as autoridades darão apoio a esses bravos?
Guilherme Augusto da Silva Ferreira
Brasília, DF

Em relação à reportagem, vale lembrar que o procedimento não cura a ceratocone, apenas tenta corrigir a irregularidade produzida pela ectasia da córnea. Além disso, o procedimento é considerado experimental pelo Conselho Federal de Medicina, não sendo permitido ao médico auferir lucros com o procedimento. O uso de anel intra-estromal pode também acarretar complicações, como o crescimento epitelial no túnel de inserção e a imprevisibilidade do resultado visual.
Paulo Elias C. Dantas
Professor assistente do setor de córnea e doenças externas do
departamento de oftalmologia da Santa Casa de São Paulo
São Paulo, SP

 

Comportamento

Na reportagem "O casamento vira um negócio virtual" (6 de março), o que ficou entendido sobre minha pessoa não é verdade. Gostaria de deixar claro que não freqüento o grupo da agência LadoaLado e que fui só a uma festa do site com a intenção de apoiar um colega.
Ornella Colameo
São Paulo, SP

 

Para usar

Excelente o artigo "Para enfrentar o mosquito" (Para usar, 6 de março). Foram abordados aspectos importantes da doença, sua prevenção e tratamento, o mosquito transmissor, o vírus e também aspectos sobre a dengue hemorrágica. Parabéns!
Cláudio Rótolo de Moraes
Florianópolis, SC

 

CORREÇÕES: A foto do Autódromo de Magny-Cours está invertida, na reportagem "Férias a 300 km/h" (20 de fevereiro). O crédito correto da foto publicada no quadro "O que você vai consumir no futuro" ("A guru do marketing", 13 de fevereiro) é de Carlos Zaith. O explorador espanhol Francisco de Orellana desceu, e não subiu, o Rio Amazonas, em 1541, como foi publicado na reportagem "A vida vai de barco" (6 de março). A fábrica de bijuterias Argolla não fica no município de Mirandópolis, e sim no bairro de mesmo nome, na capital paulista (Radar, 6 de março).

 

NÃO É O JUMBO

Divulgação/Boeing

Quando o assunto é aviação, não há deslize que passe despercebido dos leitores. Por um erro de digitação, a nota "Rio Sul devolve jatos para a Embraer" (Radar, 6 de março) informou erroneamente que a companhia aérea renovaria sua frota com modelos 747 da Boeing. "Quando a Rio Sul começar a operar seus novos Boeing 747, por favor, me avise. Quero assistir ao primeiro pouso de um desses aviões em Congonhas, em Curitiba ou em Florianópolis. Vai ser emocionante!", escreveu Wilson Vieira da Silva, de São Bernardo do Campo. Santiago Jorge Oliver, editor-chefe da Avião Revue, explicou: "Os aviões que a Rio Sul deverá adquirir são os Boeing 737-700, aeronaves de última geração, de tamanho semelhante, porém mais modernas que os três Boeing 737-300 que a companhia já possui. Os Boeing 747, conhecidos como Jumbo, são aviões com mais que o triplo da capacidade dos 737". Modelos 737 e 747 da Boeing estão ilustrados nas fotos acima.

 

UMA AJUDA PARA OS ESTUDANTES

VEJA encontrou uma forma de facilitar a vida dos estudantes que procuram reportagens para fazer trabalhos escolares. Selecionou os assuntos mais solicitados, organizou-os em ordem alfabética para agilizar a busca e colocou tudo no site da revista, na internet. Os estudantes só precisam acessar o endereço www.vejaeducacao.com.br e escolher o tema desejado. Outra dica: freqüentemente, o atendimento ao leitor recebe pedidos para localizar uma reportagem de 1994 sobre "obras-primas da literatura brasileira". Ela também está disponível em VEJA Educação, no mesmo endereço.

 

COLUNA PARA USAR AJUDA LEITORA

Em 1989, o administrador de empresas Mauro Tasso viajava com a família de São Paulo para o Rio Grande do Sul quando uma carreta bateu em seu carro. Mauro ficou tetraplégico, e hoje sua mulher, Vanias, e três filhas vivem com a pensão de oito salários mínimos que ele recebe do INSS. No início de fevereiro, treze anos após o acidente, Vanias leu na seção Para usar (Guia, 13 de fevereiro) uma nota sobre como requerer a indenização do seguro obrigatório. Ela não havia exercido esse direito, que só prescreve depois de vinte anos. Graças à nota, redigida pelo repórter Diogo Schelp, da sucursal de VEJA em Porto Alegre, a família vai receber dentro de noventa dias uma indenização de aproximadamente 6.000 reais. "Tem um pouco de burocracia, já que o acidente foi em outro Estado. Mas o dinheiro virá em boa hora", conta Vanias, que mora no bairro da Freguesia do Ó, na capital paulista.



 
 
   
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