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NOS TÍTULOS PARA LER AS
VEJA mostrou
com propriedade e a qualidade de sempre que tudo tem limite, até
o culto à beleza. Revelou que brotam clínicas e cirurgiões
em todo canto e nossas autoridades da área fecham os olhos. Mostrou
ainda que astros e famosos no corredor de uma clínica não
são, necessariamente, indício de bons serviços ("Corpos
à venda", 6 de março). Tenho um
filho de 4 anos que está sendo submetido a tratamento cirúrgico
pelo professor doutor Cassio M. Raposo do Amaral. Ele já passou
por várias cirurgias de descompressão do cérebro
e dentro de aproximadamente dois anos fará a cirurgia de avanço
da face, operação realizada por poucos cirurgiões
no mundo. Os resultados obtidos até agora são espetaculares.
Felizmente estamos em boas mãos. É
muito importante as pessoas não radicalizarem com relação
à aparência. A cada dia que a mídia lança um
novo modelo de beleza lá vamos nós, mulheres, copiar. As
pessoas parecem esquecer que, na profissão de alguns, beleza é
essencial. Gosto quando VEJA aborda essas situações de exagero
e nos dá um puxão de orelhas. Estou aliviada e me sentindo
normal daqui do alto de meus 42 anos e sem a mínima pretensão
de passar por sofrimentos e riscos para me tornar mais, mas mais o quê?
Quando lançarem a cirurgia plástica cerebral, aí,
sim, serei candidata a melhorar minha perspicácia, inteligência,
rapidez de reflexos. O culto ao
corpo, que tem como bizarro exemplo a Feiticeira Joana Prado, necessita
de um freio urgente antes que se torne caso perdido. Cirurgia plástica
virou sinônimo de síndrome da Barbie: tudo pela silhueta
perfeita. E a essência humana onde fica?
A entrevista
com o presidente da CNBB, dom Jayme Chemello (Amarelas, 6 de março),
confirma a hipocrisia da ala conservadora católica. Ao condenar
o uso de preservativos, a Igreja pára no tempo, enquanto a Aids
se alastra pelo mundo inteiro em proporções avassaladoras.
É o "bem" em favor do "mal", sem dúvida alguma. É
absolutamente criminosa a declaração do presidente da CNBB:
"Não existe certeza de que o preservativo evite a transmissão
do vírus da Aids". Uma coisa é pregar a posição
da Igreja sobre o preservativo o que em si já é assustador.
Algo bem diferente é fazer falso terrorismo. Fiquei chocado,
pasmado, estarrecido com a afirmação de dom Jayme Chemello.
Ao justificar a injustificável posição da Igreja
Católica contra a utilização de preservativos, ele
afirmou que "não existe certeza de que o preservativo evite a transmissão
do vírus da Aids". Depois dessa declaração egoísta
e irresponsável, voltada unicamente a defender dogmas do Vaticano,
eu desisti de ser católico. Foi a gota d'água. Não
é de admirar que não só a Igreja Católica
como também outras igrejas venham perdendo seus fiéis para
a ala dos "sem-religião". As opiniões arcaicas de seus líderes
acabam afastando principalmente os jovens. Parabéns,
VEJA, pela belíssima entrevista com dom Jayme. Acho necessário
resgatar esses valores que andam bastante esquecidos pelos cristãos.
Achei interessantes as palavras de dom Jayme. Lamentar
o desserviço que a Igreja Católica tem prestado à
orientação sexual dos casais, principalmente dos menos esclarecidos,
é chover no molhado. Dom Jayme, em sua entrevista, poderia ter
omitido suas opiniões sobre a camisinha, pelo menos em respeito
ao brutal esforço das autoridades sanitárias, constituídas
ou não, em prol do controle ou possível erradicação
da Aids.
Gostaria
de cumprimentar Claudio de Moura Castro por dizer em sua coluna tudo o
que o Brasil precisava escutar sobre leitura e interpretação
("O Brasil lê mal", Ponto de vista, 6 de março). A cada dia,
as pessoas perdem o hábito da leitura. Com isso, logicamente, a
interpretação de um texto ou artigo será extremamente
prejudicada. Apesar da necessidade de informações no mundo
contemporâneo, a leitura está nos dias atuais em segundo
plano para a maioria dos jovens. Concordo que esse buraco cultural seja
causado pelo ensino fraco e obsoleto praticado em nossas escolas. Só
com uma mudança radical poderemos ter no futuro pessoas mais bem
preparadas para enfrentar os problemas do dia-a-dia. Sou fonoaudióloga
com especialidade em linguagem e, depois de tantos anos de sofrimento
pessoal, cheguei à conclusão de que a maior dificuldade
em todas as disciplinas, em todos os graus, é mesmo a interpretação
de texto. Tenho três filhos em escola particular, a melhor da cidade,
e venho observando que se eles lessem e tentassem entender por partes
certamente compreenderiam o que lêem e, melhor ainda, saberiam explicar
o que estão lendo. A reabilitação cognitiva funciona
desta forma: usam-se estratégias para que áreas debilitadas
do cérebro passem a ter mais ajuda de outras não afetadas.
As escolas já deveriam trabalhar com esse tipo de processo e fazer
com que os indivíduos percebam as dificuldades e as estratégias
para superar cada dificuldade.
O episódio
no escritório da Lunus Serviços e Participações
("O inimigo de cada um...", 6 de março) mostra que no Brasil de
hoje todos estão sujeitos às ações da lei
e da Justiça. No entanto, os donos tradicionais do poder, como
a família Sarney, ainda acham que elas são só para
os inimigos. Causa espécie
a tamanha indignação da governadora Roseana Sarney ao se
ver vítima de uma investigação. Talvez ela não
saiba, porque no Maranhão as coisas não são assim,
mas é sempre bom avisar que os Sarney não pairam acima da
Justiça. O que ela quer é fazer-se de coitada e usar politicamente
a ação da Polícia Federal para angariar a simpatia
do povo, acobertada pelo PFL e até que espanto! por
Ciro Gomes. Talvez todos esses entendam que a governadora é vítima.
A seguir nessa linha, Jader Barbalho, os anões do orçamento
e os usineiros de Pernambuco também o são. Pobres coitados!
Diz o velho
ditado popular: "Quem não deve não teme". Aí está
a maior oportunidade para o clã Sarney mostrar para o Brasil sua
lisura. Abram os cofres, demonstrem que a miséria do Maranhão
não tem nada a ver com os Sarney. Se provarem, Roseana já
está eleita presidente.
Muito oportuno
e inteligente o artigo de Sérgio Abranches ("O avesso da reforma",
Em foco, 6 de março). A decisão do TSE só fez tumultuar
o que poderia ser a primeira troca regular de presidentes desde JK. O
argumento usado foi o de fortalecer o caráter nacional dos partidos,
mas é fácil perceber que tal decisão, a sete meses
do pleito, trará apenas distorções e efeitos negativos
para a futura conjunção política do país.
Só a reforma política feita pelo Legislativo pode criar
partidos mais fortes e livres do fisiologismo habitual.
Ao contrário
do que foi publicado em "A bomba 55" (6 de março), eu não
aprovei a recente decisão do TSE nem disse que a verticalização
das coligações "pode ter sido o primeiro passo em direção
à reforma partidária". Manifestei-me desde o primeiro dia
contra essa medida, que a meu ver é uma intervenção
equivocada e truculenta no processo político-eleitoral.
É
triste e lamentável ver uma pessoa inteligente se confundir de
maneira a não saber o que está escrito na bandeira de seu
país ("Perdemos tudo, Jair", 6 de março). Sinceramente,
não acredito num erro do professor aposentado que perdeu 1 milhão
de reais no programa Show do Milhão. Isso me parece muito
mais um acordo entre programa e participante para manter a expectativa
da premiação e, por óbvio interesse, levar outros
espectadores a acreditar que, no lugar daquele "azarado" professor, poderiam
ter levado o tão esperado prêmio.
Fiquei perplexa
ao ver que a escritora Patrícia Melo estava listada na reportagem
"Os sem-estilo" (6 de março). Como uma escritora é tão
admirada fora de nosso país e considerada "sem-estilo" dentro dele?
Deve ser porque os brasileiros já estão habituados a valorizar
o estrangeiro e criticar o nacional. Onde aprendemos que o valor das frases
está em seu tamanho? Será que um bom leitor não conhece
o uso nem o significado de onomatopéias? Ou será que precisamos
de frases longas para entender o conteúdo?
Estou sempre
na expectativa de receber a revista para saber quem é a próxima
vítima de Diogo Mainardi. Com muito humor e sarcasmo, ele critica
tudo e todos. Achei muito interessante a coluna "O torneio Rio-São
Paulo" (6 de março). Realmente há uma disputa acirrada para
saber qual a "melhor" no ranking da violência, falta de estrutura
urbana, poluição e muitos outros fatores que, se enumerados,
não caberiam neste humilde espaço. É
público e notório que o senhor Diogo Mainardi tem como característica
provocar discussões e polêmicas através de seu texto
inteligente e ácido. No entanto, o que me chamou a atenção
no artigo "O torneio Rio-São Paulo" foi sua falta de informação
sobre a situação das cidades brasileiras. Na tentativa de
comparar (e ridicularizar) as duas principais metrópoles brasileiras,
São Paulo e Rio de Janeiro, sobrou para a cidade de Taubaté,
mencionada pelo colunista de forma jocosa e preconceituosa. É bom
ressaltar que Taubaté ostenta os melhores índices de qualidade
de vida do Brasil, figurando em excelente posição em diversas
classificações que avaliam itens como educação,
saúde, saneamento básico, urbanização, segurança
pública e desenvolvimento econômico. Portanto, é verdade,
sim, que Taubaté pode ser comparada a São Paulo, Rio de
Janeiro e aos mais de 5.500 municípios
brasileiros, pois na imensa maioria dos casos vai ganhar de lavada. Sobre "O
torneio Rio-São Paulo", de Diogo Mainardi, tenho uma solução
muito simples. Transfira-se para o "Campeonato do Nordeste", praias limpas,
com favelas em que a polícia pode entrar, sem o ar impuro respirado
pelo paulistano e sem a boçalidade carioca.
Na muito
interessante reportagem "A nova biblioteca de Alexandria" (27 de fevereiro),
uma importante informação foi omitida. O design da biblioteca
foi concebido pela renomada empresa norueguesa de arquitetura Snohetta.
Creio que tal informação seja interessante para os leitores
de VEJA.
Muito pertinente
a reportagem "Corpos à venda" (6 de março), a respeito dos
problemas ocasionados pelos excessos, pelas cirurgias mal indicadas, pelo
abuso da publicidade que apresenta inverdades e falsas promessas, por
parte de pessoas que se dizem especialistas mas não o são
e que causam problemas para uma sociedade que é extremamente séria
e prejuízos para uma população que está à
procura de soluções para seus problemas físicos e
emocionais. Cumprimento a redação de VEJA pela forma objetiva
e consciente como apresentou a reportagem, que, com certeza, contribuirá
para que aqueles que necessitam de um cirurgião plástico
venham a procurar um profissional devidamente consciente e qualificado
pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Muito me
orgulho do doutor Paulo Ferrara. Graças à sua técnica
já recuperei 70% da visão esquerda. Como é bom conseguir
ler placas de carro, outdoors nas ruas e muitas outras letras que antes
se embaralhavam ("Anel mágico", 6 de março). Acho de extrema
importância pesquisas como essas, principalmente sendo feitas no
Brasil. Isso mostra a grande qualidade de médicos e pesquisadores
brasileiros, como Ferrara, que orgulham o país com descobertas
como essas. Será que nem assim as autoridades darão apoio
a esses bravos? Em relação
à reportagem, vale lembrar que o procedimento não cura a
ceratocone, apenas tenta corrigir a irregularidade produzida pela ectasia
da córnea. Além disso, o procedimento é considerado
experimental pelo Conselho Federal de Medicina, não sendo permitido
ao médico auferir lucros com o procedimento. O uso de anel intra-estromal
pode também acarretar complicações, como o crescimento
epitelial no túnel de inserção e a imprevisibilidade
do resultado visual.
Na reportagem
"O casamento vira um negócio virtual" (6 de março), o que
ficou entendido sobre minha pessoa não é verdade. Gostaria
de deixar claro que não freqüento o grupo da agência
LadoaLado e que fui só a uma festa do site com a intenção
de apoiar um colega.
Excelente
o artigo "Para enfrentar o mosquito" (Para usar, 6 de março). Foram
abordados aspectos importantes da doença, sua prevenção
e tratamento, o mosquito transmissor, o vírus e também aspectos
sobre a dengue hemorrágica. Parabéns!
CORREÇÕES:
A foto do Autódromo de Magny-Cours está invertida, na
reportagem "Férias
a 300 km/h" (20 de fevereiro).
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