BUSCA

Revistas
Notícias
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2047

13 de fevereiro de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
Gustavo Ioschpe
J.R. Guzzo
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Gente

Elas são um espetáculo

Em algum lugar, deve existir um laboratório aperfeiçoando métodos secretos para incrementar a beleza de mulheres já espetaculares. Quando chega o Carnaval, elas ressurgem todas ao mesmo tempo, num espetáculo estonteante. Bem, com exceção da bizarra dieta de clara de ovo e batata de Adriana Bombom (nem pense em imitar isso em casa), talvez alguns métodos não sejam tão secretos assim. A seleção das espécies separa para os desfiles aquelas dotadas de atributos naturais excepcionais. Em cima desse material, aplicam-se dietas, exercícios, massagens, intervenções plásticas, maquiagem, saltos estratosféricos, brilhos e plumas na maior profusão possível. "As penas funcionam como uma espécie de moldura e dão volume. Sem elas, parece que a mulher está careca", ensina o requisitado estilista de fantasias Carlinhos Barzellai, 59 anos, que nos outros dez meses do ano faz vestidos de noiva. Barzellai cobra entre 18 000 e 32 000 reais ("Às vezes elas pagam; às vezes é a escola; às vezes é o marido") e atribui à própria pessoa os biquínis ligeiramente menos minúsculos vistos neste ano. Numa prova nua e crua de que a sensualidade não exige exposição total, a mulher mais despida dos desfiles no Rio, Viviane Castro (profissão declarada: modelo; o que mais poderia ser?), levou uma saraivada de críticas dos dirigentes de sua agremiação, a São Clemente, que perdeu uma fração de pontos (entre muitas outras falhas – a escola foi rebaixada) por mostrar coisas demais até pelo paradigma momesco. Da mesma forma que os generais de poltrona ganham batalhas em guerras que só conhecem teoricamente, os carnavalescos de sofá também deram opiniões acaloradas sobre as campeãs de beleza. Vale reavivar o debate.

 

Sabrina Sato, 27

Seios: siliconados (175 mililitros – "Meu peito é das antigas, pequeno")

Exposição corporal: alta ("Dei dois passos, levantei os braços e o sutiã explodiu")

Preparação: ginástica habitual e alto-astral ("Antes de entrar, eu bebo, dou uma paqueradinha, aproveito tudo")

Diferencial: exemplo de integração nipo-brasileira nos 100 anos da imigração japonesa

Yuri Mine/Fama News

Sergio Moraes/Reuters

Natália Guimarães, 22

Seios: naturais

Exposição corporal: baixa

Preparação: aulas de samba (falta algo de evolução, mas quem se importa?)

Diferencial: simpática e querida por todo mundo, principalmente um certo admirador secreto


Juliana Paes, 28

Seios: naturais

Exposição corporal: média (fala o estilista: "O noivo não gosta que o derrière dela fique todo de fora")

Preparação: dieta e ginástica

Diferencial: a aliança na mão direita

Carlo Wrede/AG/ Dia/AE

Antonio Scorza/AFP

Luiza Brunet, 45

Seios: siliconados (150 mililitros)

Exposição corporal: baixa

Preparação: dieta, ginástica e drenagem linfática ("Lipo, não!")

Diferencial: o conjunto e a conservação da obra. Que mulher acima dos 40 não queria estar igualzinha?


Rayssa Oliveira, 17

Seios: naturais

Exposição corporal: baixa

Preparação: macarrão, água-de-coco e um bombom antes de entrar na avenida

Diferencial: do alto de seu 1,56 metro, domina a função de rainha de bateria, que exerce desde os 13 anos, período em que a Beija-Flor foi três vezes campeã

Tasso Marcelo/AE

Guilherme Pinto/Ag. Globo

Ângela Bismarchi, 36

Seios: siliconados (400 mililitros)

Exposição corporal: alta

Preparação: dieta e cirurgias plásticas intensivas

Diferencial: olhinhos puxados a fio de ouro ("A repercussão foi internacional"), para combinar com a temática japonesa. Estão em processo de reversão


Adriane Galisteu, 34

Seios: naturais

Exposição corporal: alta ("O biquíni era de látex e não tinha o menor risco de cair. Mas deu uma certa insegurança")

Preparação: a de sempre – exercícios aeróbicos

Diferencial: a fantasia mitologicamente híbrida, com orelha de elfo, chifre de fauno e cajado ("Com esta fantasia, não podia só sambar. Tive de fazer algo meio bicho")

Sergio Moraes/Reuters

Marcos d`Paula/AE

Grazielli Massafera, 24

Seios: siliconados (250 mililitros)

Exposição corporal: média (fala o estilista: "Ela não gosta de mostrar os seios")

Preparação: dieta e musculação

Diferencial: não precisava, mas emagreceu. Os ossinhos dos quadris apareciam e usou salto 8, em vez do 13 de praxe, "para não parecer perna-de-pau"


Adriana Bombom, 33

Seios: siliconados (270 mililitros)

Exposição corporal: média (fala o estilista: "Ela gosta de mostrar, mas este ano pus a barriga em off, porque achei muito malhada")

Preparação: malhação pesada; clara de ovo e batata, cozidas e sem sal, por três meses

Diferencial: lentes de contato verdes – a primeira coisa que os homens notaram, evidentemente

Jose Patricio/AE

Vanderlei Almeida/AFP

Viviane Castro, 25

Seios: siliconados (250 mililitros)

Exposição corporal: extrema

Preparação: "uma dietinha" e exercícios aeróbicos

Diferencial: o menor tapa-sexo jamais visto (alguém viu?) e uma desculpa idem – "Vim caracterizada de índia e por isso pintei da cor da pele. Ficou tão original que acharam que não tinha nada"

 

 

Editado por Lizia Bydlowski
Colaboraram Marcelo Bortoloti, Sandra Brasil e Suzana Villaverde

 

Publicidade

 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |