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VEJA
Edição 2047

13 de fevereiro de 2008
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NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
Gustavo Ioschpe
J.R. Guzzo
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
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Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
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Cartas

"A saúde, o prazer e o equilíbrio são
fundamentais para viver bem, dependendo
apenas da prática de hábitos saudáveis,
sem excessos."

Cleci Barbieri Menegat
Marau, RS

Exercício em excesso

Oportuna e instrutiva a reportagem "Quanto mais exercício melhor?" (6 de fevereiro). Fui maratonista e, mesmo tendo ganho algumas provas internacionais, não valeu a pena. Hoje, amargo uma fasceíte plantar crônica, o que me impede até de calçar sapatos. Mas, para um atleta de competição, não tem como treinar dentro de limites, pois o objetivo é a quebra deles. Para os demais, quaisquer que sejam os objetivos, o limite deve ser ditado pelo bom senso.
João Carolino Ramos
Santo André, SP

Muito oportuna a reportagem acerca da compulsão por exercícios. É lamentável que a vigorexia, ou "síndrome de Adônis", uma anomalia que requer tratamento psiquiátrico, seja estimulada na verdade por pessoas que deveriam combatê-la, como certos nutricionistas e professores de educação física. Por ignorância ou burlando o que deveriam ter aprendido na faculdade, falam abertamente de sua compulsão por exercícios como se fosse uma virtude, e não uma disfunção.
José Luciano Tavares da Silva
Médico
Londrina, PR

A prática esportiva é essencial para a saúde física e mental. Porém, o excesso é muito prejudicial, podendo levar a graves lesões de articulações. Tudo na vida tem de ter medida, para que não se transforme em transtorno.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Médico
Campos dos Goytacazes, RJ

Às 6 e meia da manhã, diariamente, meu treinador está me esperando na academia. Faço um treino intenso de uma hora, deixo a aeróbica para o fim de semana, pois trabalho o dia inteiro e não daria tempo. A liberação de endorfina é nítida e me dá mais disposição para o resto do dia. É vício? Não nego, mas um vício saudável!
Maria Izabel de Ugalde M. da Rocha
Santa Maria, RS

O problema do excesso de exercício é irrelevante do ponto de vista epidemiológico. Ocorre em uma minoria da população e seu impacto em saúde pública é mínimo. Por outro lado, o sedentarismo é um problema de grande relevância, presente em 60% da população brasileira, contribuindo para a obesidade, a hipertensão, o diabetes, a dislipidemia e o surgimento de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. 
Luís Cláudio Lemos Correia
Médico
Por e-mail

 

Cartão corporativo

É lamentável ver membros do governo usando de maneira inconveniente os cartões de crédito oficiais ("A farra do cartão de crédito", 6 de fevereiro). Isso compromete ainda mais a imagem dos brasileiros, do país e do governo. Até quando vamos assistir de camarote a toda essa mordomia?
Carla Geralda Leite Moreira
Belo Horizonte, MG

Parece que no Brasil, quando assume um cargo público, a maioria das pessoas já chega arquitetando maneiras de roubar o dinheiro que nós, brasileiros, pagamos com tanta dificuldade na forma de impostos. Chega de farra com o dinheiro público!
Antonio Almeida
Boa Vista, RR

Tanto faz gastar 8 reais para comprar uma tapioca como 126.000 reais para alugar carros. Na nossa legislação, a pena, se houver, é a mesma. Quando é que este governo vai moralizar a sua administração?
Leonir Angelo Lunardi
Jacareí, SP

Em governos anteriores, o PT pregava a moralidade diante de qualquer indício de corrupção. Quando chegou ao poder, liberou geral. Esses cartões corporativos não passam de um assalto aos cofres públicos de maneira legalizada. Se tivéssemos uma oposição, como a do PT no tempo de FHC, esse governo teria mais indícios de corrupção do que dias de governo. Já ouvi dizer que o governo rouba, mas faz, e este não faz porque o roubo não deixa.
Sérgio Rezende
Cacoal, RO

Minha carreira profissional de sessenta anos de trabalho foi construída em empresas privadas. Embora tenha exercido cargos relevantes, sempre tive de comprovar as minhas despesas, centavo por centavo. Nada mais correto e honesto. Se alguém cometesse algum deslize, era demitido por justa causa. No governo, não, porque basta apertar o botão arrecadação que tudo está resolvido. Agora estão falando em cartão corporativo para a segurança? Tem para aposentado?
Adib Miguel Eid
São Paulo, SP

O povo brasileiro leva mais um tapa na cara: 11 510 cartões corporativos sem limite. É desanimador, mas a popularidade do governo continua alta.
Carlos Vinícius Tibães
Londrina, PR

A farra com o dinheiro público no governo Lula não tem fim. Até quando seremos agraciados com mais "escândalos" envolvendo autoridades nomeadas pelo "companheiro"? Senhor ministro dos Esportes, nem que sua tapioca tivesse custado 8 centavos. É dinheiro público. Tenha vergonha na cara. Pagamos uma carga tributária altíssima para quê? Cadê saúde, educação, moradia, transporte etc.?
Mariana Rivero
Vila Velha, ES

 

Assassinos de João Hélio

Como pai, rezo por meus filhos e rezei muito pelo menino João Hélio. Tinha medo de que ele fosse esquecido neste país de cartões corporativos. A lucidez da juíza Marcela Assad Caram me devolveu, ainda que por um breve momento, a fé na Justiça ("Barbárie punida", 6 de fevereiro).
Miguel Aranega
Rio de Janeiro, RJ

Vamos torcer agora para que esses criminosos (monstros) não sejam "agraciados" com a possibilidade de, por bom comportamento, ser liberados antes do cumprimento da pena.
Wagner Lanfredi
Ribeirão Preto, SP

 

Rio de Janeiro

Parabéns ao governador Sérgio Cabral e ao seu secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, pela forma como foi tratada a "revolta" dos oficiais da PM. É sabido que os policias precisam ser remunerados de forma justa, mas são inadmissíveis atos de insubordinação, principalmente por parte das mais altas patentes. A palavra convence, o exemplo arrasta ("Vitória da ordem", 6 de fevereiro).
Max Ernesto Hammerschmidt
Brasília, DF

A crise da PM vai continuar enquanto a questão salarial não for solucionada. O que não pode haver é a quebra de hierarquia, a indisciplina e a ameaça de motim, protagonizadas por oficiais superiores, que deveriam ser exemplos para seus subordinados.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ

 

Lya Luft

Corajoso o artigo de Lya Luft sobre as cotas nas universidades (Ponto de vista, 6 de fevereiro). Ela aborda com propriedade aspectos do tema que são sistematicamente empurrados para debaixo do tapete pelos entusiastas da idéia. Se não bastassem os argumentos da articulista, pergunta-se ainda, como já perguntou VEJA: cotas para quê? Pesquisas realizadas em várias universidades públicas demonstram claramente que na maior parte dos cursos de graduação predominam alunos provenientes de escolas de ensino médio públicas. As exceções são óbvias: apenas cursos de grande demanda no vestibular têm maioria de alunos provenientes de escolas privadas, a exemplo de medicina, direito, odontologia, computação e poucos mais.
Harley Paiva Martins
João Pessoa, PB

Como mãe de três filhos, abri mão de muitas coisas para proporcionar-lhes uma boa educação. Vale ressaltar que, colocando meus filhos em escolas particulares, tirei a responsabilidade do governo de nos oferecer as vagas nas escolas públicas, mesmo tendo direito a elas. Neste ano, um dos meus filhos fez 74 pontos no vestibular e não conseguiu entrar na universidade, enquanto a maior pontuação alcançada pelo aluno que entrou por sistema de cotas foi de 52 pontos. Não precisamos oficializar mais discriminações do que a que a renda proporciona em nosso país. Não é uma questão de raça ou econômica que impede o acesso à educação. É uma questão de pouca-vergonha dos governos que sempre buscam resolver os problemas tratando seus efeitos e não suas causas.
Lys Suyêne Barco Hernandes Seraphim
Cuiabá, MT

Venho de família humilde, com pai que estudou somente até a 4ª série primária e mãe até a 8ª série ginasial. Mas eles trabalharam duro, meu pai como caminhoneiro e minha mãe como costureira, e sempre nos incentivavam e cobravam nosso desempenho nos estudos. Eu e minha irmã estudamos em escolas públicas, sem ajuda de cota nenhuma, e mesmo assim conseguimos entrar na universidade e nos formar. Estou terminando meu MBA e minha irmã pretende fazer um também. Portanto, fica muito claro que o sistema de cotas é extremamente injusto com as pessoas que trabalham e lutam para conseguir algo através do esforço, da dedicação e do empenho.
Marcio Maestri
Jaraguá do Sul, SC

Sou negro, servidor público, universitário e nunca tive privilégio algum em minha carreira profissional ou estudantil. Mas sou completamente favorável às cotas. A única forma de nos igualarmos às classes média e alta do Brasil é através das cotas universitárias e dos concursos públicos. Somos tão capazes quanto pessoas de qualquer etnia, mas temos quase 120 anos de pura exclusão.
Márcio José Corrêa
Blumenau, SC

Sou negro e sou contra as cotas em universidades públicas para negros, mas sou a favor das cotas para alunos que vieram do ensino público. No meu entender, não são necessárias cotas para negros, visto que boa parte dos alunos de escola pública é de negros. Essas cotas causam mal-estar, tanto para os brancos quanto para os negros. Não somos menos inteligentes que ninguém. Quando nos é dada uma chance, sabemos muito bem aproveitá-la, e, mesmo quando não nos dão essa chance, corremos atrás de nosso desenvolvimento.
Evaldo José Luis
São Paulo, SP

 

André Petry

Excelente o artigo "Adão deixa o Carnaval" (6 de fevereiro). A prefeitura do Recife deveria apenas acrescentar ao seu "bolsa-sexo" uma garrafa de cachaça, aquela pilulazinha azul e um vale-motel. Fornecendo camisinhas masculina e feminina, mais a pílula do dia seguinte, dará aos Adãos e às Evas de plantão a possibilidade de transar até com o ET de Varginha sem o mínimo risco de contrair doenças altamente contagiosas, tais como "filhos", aids, sífilis.
Ilton Marçal de Menezes
Presidente Prudente, SP

Desta vez, tenho de discordar de André Petry, que critica a decisão da Arquidiocese de Olinda e Recife de condenar a distribuição da pílula do dia seguinte no Carnaval. Todos sabemos as reais intenções de quem gosta dessa folia, não adianta ficar com hipocrisia. E a distribuição dessa pílula, ao contrário do que diz o articulista, contribui, e muito, para o sexo irresponsável. Basta fazer uma pesquisa nas farmácias, na véspera de festas do tipo, para constatar o aumento absurdo das vendas.
André Luís Fontes
Lavras, MG

Também não vou ao Carnaval do Recife. Não carece. Eva acha que se quiser fazer sexo não precisa esperar pela orgia (proclamada) do Carnaval para utilizar a pílula do dia seguinte ou a camisinha. Eu e Eva usamos a cabeça, antes do sexo, ao menos. Eva pensa como eu, que pensa como você e Adão. E quanto ao Carnaval de Olinda? Eva dispensa. Eu também. Um bom livro é uma saudável "orgia" para o tempo que sobra.
Helena Bastos
Por e-mail

Pesquisas mais avançadas na Europa têm comprovado que a pílula do dia seguinte, além de ser prejudicial à saúde dos adolescentes, é, em muitos casos, abortiva. Há poucos anos a ministra da Saúde da França quis instituir a distribuição da pílula do dia seguinte nos colégios públicos para jovens adolescentes. A associação médica daquele país, movida por questões puramente científicas, veio a público condenar essa prática, pois estaria colocando em risco a saúde dos jovens.
Elias Gedeon
São Paulo, SP

O grande desafio deste século é impedir que um guia de viagem escrito na idade do bronze (Bíblia) nos conduza direto ao século XII.
Alan Pires Ferreira
Belo Horizonte, MG

 

Luiz Paulo Kowalski

Fiquei embevecida com a "tomada de consciência" do doutor Luiz Paulo Kowalski (Auto-retrato, 6 de fevereiro), ao passar para o lado do paciente. Tenho uma pessoa muito querida na família que vive um momento delicado, com câncer de esôfago, e o relato do doutor Kowalski é real. A melhor coisa nessas circunstâncias é encontrar um médico que fale a nossa linguagem, seja amoroso, paciente, compreenda a nossa dor e a respeite.
Tais Fittipaldi Bergstein
Psicóloga
Curitiba, PR

Sou médico oncologista e mastologista e vivi algo semelhante ao relatado pelo doutor Luiz Paulo Kowalski. Foi em março de 2007, ao completar 35 anos, no melhor de minha capacidade profissional e com uma filha de apenas poucos meses. Recebi o diagnóstico de um tumor maligno na cabeça do pâncreas e tive de ser submetido a uma duodenopancreatectomia, que é uma das maiores cirurgias que conhecemos. Felizmente o tumor era de uma linhagem muito rara e com chance de cura próximo a 100%. Mas a experiência do médico como paciente desnuda toda a nossa fragilidade humana. Infelizmente, muitos médicos hoje estão mais interessados na tecnologia do que no doente.
Cícero de Andrade Urban
Professor de bioética e metodologia científica
Curitiba, PR

 

Millôr

O deputado Aldo Rebelo ocupa o Parlamento com a tola idéia de fazer com que o "mouse do PC" seja grafado como "camundongo do CP". Depois ocupa a Justiça para processar um jornalista que usa o seu rico vocabulário para criticar essa pobre idéia. Ou o deputado se assume como homem público e se expõe às críticas próprias e salutares à democracia ou exerce atividades de caráter privado, sem ocupar as instituições com tolices ("Idioletice. Hoje e sempre", 6 de fevereiro).
Eduardo Roberto da Silva
Natal, RN

A aula do Millôr sobre o idioleto e a idioletice foi magistral. Restaram pequenas dúvidas: quem falar o idioma expurgado previsto em lei estará falando um idioleto? Quem pratica um idioleto é um idiolético? E quem elabora lei geradora de idioleto? Com esses esclarecimentos adicionais estarei mais tranqüilo na preparação para as intensas comemorações nacionais do dia do Saci.
Harley Paiva Martins
João Pessoa, PB

 

Saúde

Como tenho 73 anos, pude constatar a veracidade da reportagem "As idades da depressão" (6 de fevereiro). Sim, nós podemos ser muito felizes com 70 anos ou mais. Para isso, porém, é necessário preencher três indispensáveis requisitos: gozar de boa saúde, ter independência financeira e dispor de liberdade e autonomia até para morar sozinho, em caso de viuvez. Se também estivermos abertos ao conhecimento e não cultivarmos medos nem arrependimentos inúteis, a vida poderá ser muito boa, incluindo a aceitação da morte como conseqüência de uma vida bem vivida. Parabéns a VEJA por tantas informações e boas reportagens.
Jacyra Vargas Superti
Chapada, RS

 

Transplante

Sou fisioterapeuta e acabo de concluir o aprimoramento em fisioterapia cardiorrespiratória do Incor. Lá, tive a oportunidade de acompanhar tanto o drama de quem aguarda por um órgão com a doença agravada quanto a alegria de quem o conseguiu e se recupera da cirurgia. Pude perceber como é importante a ação da mídia para sensibilizar as pessoas para a doação. Depois que a Globo exibiu uma série de matérias sobre transplante de órgãos no Jornal Nacional, as doações aumentaram consideravelmente na instituição ("A espera por um transplante", Contexto, 6 de fevereiro).
Ligia Gomes Rodrigues
São Paulo, SP

 

História

Parabéns a VEJA pela significativa e reveladora reportagem "Hipocrisia oficial" (6 de fevereiro), que retrata a verdade do anti-semitismo no governo Dutra, por meio de um excelente trabalho de pesquisa da historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro. Considero fundamental que uma prestigiada revista de circulação nacional possa, por meio de um contínuo e sério trabalho jornalístico, divulgar informações como a retratada na reportagem.
Clemente Pavia
São Paulo, SP

 

Turismo

Sou paulistano, moro em Natal desde 2001, tenho uma construtora e acompanho a saudável invasão de estrangeiros no Rio Grande do Norte. Há também grande migração de pessoas com bom poder aquisitivo, principalmente do Sul e do Sudeste brasileiros, em busca da melhoria da qualidade de vida e de novas opções de negócios ("Rio Grande dos nórdicos", (6 de fevereiro).
Hilton Morbin
Natal, RN

 

Carro velho

A vistoria veicular pode começar com um único teste: emissão de poluentes. Veículos como o da fotografia (caminhões e ônibus incluídos) existem aos milhares pelas nossas ruas. Se o proprietário chegou ao extremo de andar com um carro "queimando óleo", é porque seus demais componentes de segurança estão comprometidos. Seria uma medida barata e retiraria das ruas muitos automóveis em precário estado de conservação ("Uma frota de latas velhas", 6 de fevereiro).
Eduardo Sabedotti Breda
Curitiba, PR

 

Veja essa

Saiba, senador Garibaldi Alves, presidente do Senado, que é alentador ler que vossa excelência aprova a punição, e até a demissão, daqueles que fizeram uso abusivo do cartão corporativo (Veja essa, 6 de fevereiro). Porém, estou convicto de que sua posição não representa a da maioria de seus pares do Senado, o que é uma pena, para não dizer uma vergonha.
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

 

Guia

Cumprimento VEJA, e essa grande jornalista Mônica Weinberg, pela reportagem "Bem guardados, eles vão durar mais" (Guia, 6 de fevereiro), com dicas simples, porém tão necessárias. Aprendemos um pouco mais a cuidar de nossos objetos pessoais. Exemplifica muito bem esse artigo o bibliógrafo José Mindlin, que deu uma lição de vida e cidadania no cuidado com o seu patrimônio cultural. Vivendo e aprendendo.
Anaíde Lemes de Carvalho
Uberlândia, MG

 

Ambiente

A discussão sobre a disponibilidade e o aproveitamento dos recursos hídricos é importantíssima, e a conscientização da população é imprescindível para o uso consciente da água. Na reportagem "Cai do céu, mas pode faltar" (30 de janeiro), a agricultura irrigada aparece como sendo a grande consumidora de água doce do planeta, fato que carece de melhor análise. A agricultura não consome água, usa água – uma diferença sutil, mas enorme. A imensa maioria da água utilizada pela agricultura retorna ao ciclo hidrológico em pouco tempo, e tão pura (ou até mais pura) como quando foi retirada.
Marcelo Borges Lopes
Uberaba, MG

 

Marta Lagos

Perguntada se Lula é o presidente mais bem avaliado pelos latino-americanos, Marta Lagos disse que não e emendou que quando FHC era presidente "o Brasil lhe tomava todo o tempo". Marta Lagos acabou de arrumar um inimigo (Amarelas, 6 de fevereiro).
Izabel Avallone
Alto da Boa Vista, SP

 

Radar

Esclarecemos que o que houve entre a Fórmula Academia e a academia "A!BodyTech", do empresário Alexandre Acciolly, foi o estabelecimento de um protocolo de intenções definindo alguns critérios para a continuidade de negociações ("O rei do fitness", Radar, 30 de janeiro).
Manoel Carrano
Diretor administrativo da Fórmula Academia
São Paulo, SP

 

Embalagens de lata

Com referência à carta do presidente da Abiove (Cartas, 23 de janeiro), sobre a embalagem de óleo comestível, achamos que o preço foi o fator decisivo que levou as indústrias de óleo a substituir a lata pela garrafa plástica PET, a partir do fim de 2004, quando se registrou forte aumento internacional do preço do aço. Naquela ocasião, os fabricantes da resina plástica, de forma inteligente, provocaram a integração vertical dos fabricantes de óleo ao fornecer o equipamento para a produção das garrafas plásticas. Assim, as fábricas de óleo passaram a adquirir a resina e a produzir os próprios frascos. A afirmativa de que o consumidor não prefere a lata de aço não é consistente. Basta verificar que os azeites finos de oliva, a maioria deles importada da Espanha e de Portugal, permanecem em latas de aço sem nenhuma rejeição por parte do consumidor. Ao contrário, temos registro de muitas reclamações de consumidores que não encontram alternativa nos supermercados e, por isso, são obrigados a adquirir o óleo comestível em garrafa PET, ainda que prefiram o óleo na lata de aço.
Antonio Carlos Teixeira Álvares
Presidente do Siniem
São Paulo, SP

 

2008 começou

Atenção, autoridades brasileiras! Estamos no início de fevereiro de 2008. O Carnaval acabou. Não se esqueçam de que a nação tem muitos problemas a ser resolvidos e pede, encarecidamente, aos responsáveis por ela que se apresentem nos respectivos postos de trabalho e cumpram seus deveres trabalhistas. O povo agradece.
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ

 

 

Lya Luft e as cotas

O artigo "Cotas: o justo e o injusto", de Lya Luft (Ponto de vista, 6 de fevereiro), garantiu à colunista o segundo lugar na relação das matérias mais comentadas nas cartas dos leitores. A maioria concordou com as idéias de Lya: "Brancos, amarelos ou negros podem ter variáveis graus de deficiência de aprendizado, e o sistema de cotas encobre tal limitação, interferindo na seleção vigente", escreveu o gaúcho Dante Diesel, um dos sessenta leitores que se manifestaram para apoiar Lya. Grande parte desses leitores fez uma sugestão: "A solução seria o estado melhorar o ensino público básico, fundamental e médio para que todos os alunos tivessem igualdade de condições para disputar uma vaga nas universidades", escreveu Jorge Ferreira Freitas, de Ribeirão Preto. Dezoito leitores criticaram o artigo: "Entendo como racista a idéia de cotas, mas elas são um mal necessário para curar tantas distorções sociais", escreveu o paulistano Paulo Rogério Martins. Um grupo menor de leitores se mostrou contrário às cotas raciais, mas defendeu a reserva de vagas para alunos oriundos da rede pública de ensino. É o caso de Evaldo José Luis, de São Paulo, que escreveu: "Sou negro e sou contra as cotas em universidades públicas para negros, mas sou a favor de cotas para alunos que vieram do ensino público. Essas cotas para negros causam mal-estar tanto para os brancos quanto para os negros".

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