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TELEVISÃO
Fotos divulgação

Jennifer
Garner: arrasa-quarteirão |
Alias (quintas, às 21h, no AXN) "Este é o
único seriado que gosto de ver no momento", declarou o cineasta
Quentin Tarantino a respeito de Alias. Apaixonado por cultura pop,
o diretor de Pulp Fiction até aceitou fazer papel de vilão
num episódio. De fato, não é difícil se deixar
seduzir pelo thriller que estréia agora no Brasil. Ele tem ação,
drama e uma heroína arrasa-quarteirão. É Sydney
Bristow, garota que se divide entre a rotina de estudante e o emprego
de agente secreta. Certo dia, um incidente desencadeia uma tragédia
em sua vida. Sydney perde o noivo, descobre que o pai também é
espião e vê que os patrões não são bem
quem ela imagina o que a leva a acumular mais um emprego no "ramo".
Saída de papéis apagados no filme Pearl Harbor e
na série Felicity, Jennifer Garner, que vive a protagonista,
faturou um Globo de Ouro por seu trabalho.

Gill:
o porquê do declínio maia |
Apocalipse
da Antiguidade (domingo, dia 17, às 20h, no Discovery)
Produzida pela rede inglesa BBC, esta série é de
encher os olhos dos amantes de história e arqueologia. Os quatro
episódios investigam o papel dos cataclismos naturais no desaparecimento
de algumas civilizações, valendo-se de teorias ousadas e
de técnicas de computação gráfica. No documentário
sobre os maias, que habitavam a América Central antes da chegada
dos europeus à região, o cientista americano Richardson
Gill sustenta que seu fim foi causado por uma seca. Outro programa mostra
como os minóicos, da ilha de Creta, teriam sumido do mapa devido
à erupção de um vulcão, por volta de 1600
a.C. Da mesma forma, um resfriamento pode ter provocado o crepúsculo
do antigo império egípcio, 4.200 anos atrás, e um
terremoto teria destruído Sodoma e Gomorra, cidades que têm
sua ruína narrada na Bíblia.
LIVROS
O
Nariz de Pasquale, de Michael Rips (tradução de
Marta O'Shea; Objetiva; 174 páginas; 28 reais) Neste seu
primeiro livro, o americano Michael Rips segue os passos do inglês
Peter Mayle, que ganhou fama com suas crônicas de viagem sobre a
região francesa da Provença. Mas, além de se passar
num país diferente a Itália , O Nariz de
Pasquale revela um escritor com graça própria. O título
se refere ao avantajado órgão olfativo de um sujeito que
seria hipersensível ao odor dos pés das pessoas. Trata-se
de um dos tipos excêntricos com que Rips cruza em Sutri, vila medieval
de origem etrusca ao norte de Roma. "Caipira" do Estado de Nebraska, ele
se sente um ET ao chegar ao local para uma temporada com a mulher e a
filha. Aos poucos, o forasteiro se rende aos encantos da história
e da culinária do lugarejo de 5.000 habitantes.
A
Noite, de Elie Wiesel (tradução de Irene Ernest
Dias; Ediouro; 160 páginas; 21,90 reais) Publicado em 1958,
este é um dos relatos mais contundentes sobre o extermínio
dos judeus nos campos de concentração na II Guerra Mundial.
Finalmente, a obra ganha uma bem-cuidada tradução para o
português. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Elie Wiesel fala
de sua própria experiência como criança prisioneira
dos alemães. A seqüência dos fatos é tenebrosa.
Ele é natural de Siguet, localidade no Leste Europeu em que a comunidade
judaica permaneceu incólume até 1944, a poucos meses do
fim do conflito. Quando se pensava que o pior havia passado, as tropas
nazistas entram na cidade, encerram os judeus em guetos e mais tarde levam-nos
para os campos de concentração. Embora tenha sobrevivido
para dar seu testemunho, Wiesel perdeu boa parte da família na
tragédia.
DISCOS
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| Kylie
Minogue: ótima, e não só nas fotos |
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Fever,
Kylie Minogue (EMI) Depois de alguns anos sumida, Kylie volta a
oferecer o que tem de melhor. E não estamos falando apenas das
fotos no encarte do disco. Australiana que mora na Inglaterra, a cantora
vem fazendo música pop deliciosa e alto-astral desde o fim dos
anos 80. São canções para tocar no rádio e
para ouvir em festas, mas não pasteurizadas. Kylie sabe jogar com
modismos, como no hit Can't Get You Out of My Head (que estreou
em primeiro lugar na parada inglesa) ou nos vocais computadorizados de
Give It to Me. Também é capaz de criar arranjos que
não fariam feio em discos de bandas consideradas "sofisticadas".
Ouça More
More More, a primeira faixa de Fever. Esqueça
Britney Spears e outras moçoilas do gênero. Aos 33 anos,
Kylie Minogue está ótima.
Best
of 82/87, Colourbox (Sum) No Brasil, o Colourbox é
conhecido quase que exclusivamente pelo hit bate-estaca Pump Up the
Volume que estourou nas paradas do mundo inteiro. Mas o grupo
capitaneado pela dupla Martyn e Steven Young ainda serve como referência
para muitos artistas. Em cinco anos de carreira, eles lançaram
um disco e diversos singles, combinando R&B e reggae com trucagens
tecno. Um bom exemplo é Baby I Love You So, sucesso jamaicano
da década de 70 turbinado com efeitos de guitarra e os vocais delicados
da inglesa Lorita Grahame. Hot Doggie, por seu turno, traz um balanço
mais próximo do funk. Rodado no computador, o CD permite assistir
ao clipe de Pump
Up the Volume.
Ex:El,
808 State (Sum) Nos tempos em que o grupo inglês 808 State
começou a fazer música eletrônica dançante,
lá pelo fim dos anos 80, o gênero ainda estava longe de ser
tão difundido quanto é hoje. Mais que a trajetória
precursora da banda, contudo, o que chama a atenção é
que seu estilo, conhecido como "acid house", continua sendo uma pedida
certeira nas pistas. Nesse sentido, este disco é um "clássico"
absoluto. Lançado originalmente em 1991, ele influenciou muita
gente com suas batidas hipnóticas e arranjos arrojados. Seu líder,
Graham Massey, já produziu discos de nomes do pop, como UB40 e
Björk. A artista islandesa, aliás, faz participação
especial no CD, emprestando os vocais exóticos de sempre à
faixa Ooops. Outra voz conhecida que soa em Ex:El é
a de Bernard Sumner, do New Order. Ele canta Spanish Heart
que tem um belo toque flamenco.
DVD
MGM

Dr.
Jivago: o filme envelheceu bem |
Doutor Jivago (Doctor Zhivago, Estados Unidos, 1965. Warner)
Depois de A Ponte do Rio Kwai e Lawrence da Arábia,
a última coisa que o diretor inglês David Lean esperava era
ouvir críticas. Pois foi o que ganhou com este épico romântico,
que aos olhos da época pareceu ter um quê de novelesco. Doutor
Jivago, contudo, envelheceu melhor do que se imaginava. Adaptado de
um romance de Boris Pasternak, o filme acompanha os encontros e separações
entre Jivago (Omar Sharif), sua mulher (Geraldine Chaplin) e sua amante,
Lara (Julie Christie), todos à deriva no tumulto da Revolução
Russa. O roteiro é um exemplo de solidez, a trilha é um
clássico e não há fotograma que não seja de
chorar de lindo. Nos extras, não perca a explicação
de como Lean fez a Espanha "dublar" a Rússia nos cenários.
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