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Edição 1 738 - 13 de fevereiro de 2002
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TELEVISÃO

Fotos divulgação

Jennifer Garner: arrasa-quarteirão


Alias
(quintas, às 21h, no AXN) – "Este é o único seriado que gosto de ver no momento", declarou o cineasta Quentin Tarantino a respeito de Alias. Apaixonado por cultura pop, o diretor de Pulp Fiction até aceitou fazer papel de vilão num episódio. De fato, não é difícil se deixar seduzir pelo thriller que estréia agora no Brasil. Ele tem ação, drama – e uma heroína arrasa-quarteirão. É Sydney Bristow, garota que se divide entre a rotina de estudante e o emprego de agente secreta. Certo dia, um incidente desencadeia uma tragédia em sua vida. Sydney perde o noivo, descobre que o pai também é espião e vê que os patrões não são bem quem ela imagina – o que a leva a acumular mais um emprego no "ramo". Saída de papéis apagados no filme Pearl Harbor e na série Felicity, Jennifer Garner, que vive a protagonista, faturou um Globo de Ouro por seu trabalho.




Gill: o porquê do declínio maia

Apocalipse da Antiguidade (domingo, dia 17, às 20h, no Discovery) – Produzida pela rede inglesa BBC, esta série é de encher os olhos dos amantes de história e arqueologia. Os quatro episódios investigam o papel dos cataclismos naturais no desaparecimento de algumas civilizações, valendo-se de teorias ousadas e de técnicas de computação gráfica. No documentário sobre os maias, que habitavam a América Central antes da chegada dos europeus à região, o cientista americano Richardson Gill sustenta que seu fim foi causado por uma seca. Outro programa mostra como os minóicos, da ilha de Creta, teriam sumido do mapa devido à erupção de um vulcão, por volta de 1600 a.C. Da mesma forma, um resfriamento pode ter provocado o crepúsculo do antigo império egípcio, 4.200 anos atrás, e um terremoto teria destruído Sodoma e Gomorra, cidades que têm sua ruína narrada na Bíblia.

 

LIVROS

O Nariz de Pasquale, de Michael Rips (tradução de Marta O'Shea; Objetiva; 174 páginas; 28 reais) – Neste seu primeiro livro, o americano Michael Rips segue os passos do inglês Peter Mayle, que ganhou fama com suas crônicas de viagem sobre a região francesa da Provença. Mas, além de se passar num país diferente – a Itália –, O Nariz de Pasquale revela um escritor com graça própria. O título se refere ao avantajado órgão olfativo de um sujeito que seria hipersensível ao odor dos pés das pessoas. Trata-se de um dos tipos excêntricos com que Rips cruza em Sutri, vila medieval de origem etrusca ao norte de Roma. "Caipira" do Estado de Nebraska, ele se sente um ET ao chegar ao local para uma temporada com a mulher e a filha. Aos poucos, o forasteiro se rende aos encantos da história e da culinária do lugarejo de 5.000 habitantes.

A Noite, de Elie Wiesel (tradução de Irene Ernest Dias; Ediouro; 160 páginas; 21,90 reais) – Publicado em 1958, este é um dos relatos mais contundentes sobre o extermínio dos judeus nos campos de concentração na II Guerra Mundial. Finalmente, a obra ganha uma bem-cuidada tradução para o português. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Elie Wiesel fala de sua própria experiência como criança prisioneira dos alemães. A seqüência dos fatos é tenebrosa. Ele é natural de Siguet, localidade no Leste Europeu em que a comunidade judaica permaneceu incólume até 1944, a poucos meses do fim do conflito. Quando se pensava que o pior havia passado, as tropas nazistas entram na cidade, encerram os judeus em guetos e mais tarde levam-nos para os campos de concentração. Embora tenha sobrevivido para dar seu testemunho, Wiesel perdeu boa parte da família na tragédia.

 

DISCOS

 
Kylie Minogue: ótima, e não só nas fotos  

Fever, Kylie Minogue (EMI) – Depois de alguns anos sumida, Kylie volta a oferecer o que tem de melhor. E não estamos falando apenas das fotos no encarte do disco. Australiana que mora na Inglaterra, a cantora vem fazendo música pop deliciosa e alto-astral desde o fim dos anos 80. São canções para tocar no rádio e para ouvir em festas, mas não pasteurizadas. Kylie sabe jogar com modismos, como no hit Can't Get You Out of My Head (que estreou em primeiro lugar na parada inglesa) ou nos vocais computadorizados de Give It to Me. Também é capaz de criar arranjos que não fariam feio em discos de bandas consideradas "sofisticadas". Ouça More More More, a primeira faixa de Fever. Esqueça Britney Spears e outras moçoilas do gênero. Aos 33 anos, Kylie Minogue está ótima.

Best of 82/87, Colourbox (Sum) – No Brasil, o Colourbox é conhecido quase que exclusivamente pelo hit bate-estaca Pump Up the Volume – que estourou nas paradas do mundo inteiro. Mas o grupo capitaneado pela dupla Martyn e Steven Young ainda serve como referência para muitos artistas. Em cinco anos de carreira, eles lançaram um disco e diversos singles, combinando R&B e reggae com trucagens tecno. Um bom exemplo é Baby I Love You So, sucesso jamaicano da década de 70 turbinado com efeitos de guitarra e os vocais delicados da inglesa Lorita Grahame. Hot Doggie, por seu turno, traz um balanço mais próximo do funk. Rodado no computador, o CD permite assistir ao clipe de Pump Up the Volume.

Ex:El, 808 State (Sum) – Nos tempos em que o grupo inglês 808 State começou a fazer música eletrônica dançante, lá pelo fim dos anos 80, o gênero ainda estava longe de ser tão difundido quanto é hoje. Mais que a trajetória precursora da banda, contudo, o que chama a atenção é que seu estilo, conhecido como "acid house", continua sendo uma pedida certeira nas pistas. Nesse sentido, este disco é um "clássico" absoluto. Lançado originalmente em 1991, ele influenciou muita gente com suas batidas hipnóticas e arranjos arrojados. Seu líder, Graham Massey, já produziu discos de nomes do pop, como UB40 e Björk. A artista islandesa, aliás, faz participação especial no CD, emprestando os vocais exóticos de sempre à faixa Ooops. Outra voz conhecida que soa em Ex:El é a de Bernard Sumner, do New Order. Ele canta Spanish Heart – que tem um belo toque flamenco.

 

DVD

MGM

Dr. Jivago: o filme envelheceu bem


Doutor Jivago
(Doctor Zhivago, Estados Unidos, 1965. Warner) – Depois de A Ponte do Rio Kwai e Lawrence da Arábia, a última coisa que o diretor inglês David Lean esperava era ouvir críticas. Pois foi o que ganhou com este épico romântico, que aos olhos da época pareceu ter um quê de novelesco. Doutor Jivago, contudo, envelheceu melhor do que se imaginava. Adaptado de um romance de Boris Pasternak, o filme acompanha os encontros e separações entre Jivago (Omar Sharif), sua mulher (Geraldine Chaplin) e sua amante, Lara (Julie Christie), todos à deriva no tumulto da Revolução Russa. O roteiro é um exemplo de solidez, a trilha é um clássico e não há fotograma que não seja de chorar de lindo. Nos extras, não perca a explicação de como Lean fez a Espanha "dublar" a Rússia nos cenários.

 

   
 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler.

 

   
 
   
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