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Edição 1 738 - 13 de fevereiro de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]

TELECOMUNICAÇÕES

O quebra-cabeça de ACM

Sem alarde, ACM depôs no fim de janeiro no processo que investiga supostas falcatruas na privatização do sistema Telebrás, em 1998. No ano passado, ACM acusou o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de ter embolsado 90 milhões de reais para montar o consórcio Telemar. No depoimento dado à Polícia Federal, ACM revelou, em linguagem cifrada, quem o teria informado sobre as supostas irregularidades: "Dois dirigentes da hoje Telemar, um deles não fazia parte do quadro societário daquela empresa na ocasião". A esta altura, o Ministério Público, que investiga o caso, deve estar montando o quebra-cabeça.

 

POLÍTICA

O candidato dos evangélicos

Garotinho é tido como o candidato dos evangélicos – que ele lidera, é fato. Mas sem muita folga. Pelos números do Ibope, 28% dos evangélicos declaram apoio a ele, enquanto 24% abençoam Lula com seu voto.

 

SEGURANÇA

FHC ajuda Alckmin

Nos bastidores, o governo federal começou a dar uma mãozinha a Geraldo Alckmin para tentar melhorar a péssima imagem do governo paulista na questão da segurança pública. Entre várias outras ações, está reunindo recursos para uma campanha publicitária que relatará as vitórias da polícia de Alckmin sobre o crime – pelas últimas estatísticas, não devem ser muitas, mas sempre se acha algo... A idéia é que os comerciais mostrem a polícia prendendo bandidos e que sejam transmitidos nos intervalos dos programas mundo cão das TVs.

Seguro morreu de velho

Esta é para os ricaços: saiam despreocupados pelas ruas das grandes cidades brasileiras com seu relógio Montblanc. Para tentar espantar o fantasma da insegurança, quem comprar um relógio da grife de artigos de alto luxo receberá junto um seguro contra furto ou roubo. Mas atenção: a oferta só vale para os relógios de mais de 4.000 reais – ou seja, 85 modelos, o mais caro deles custando a ninharia de 90.000 reais.

 

Ele e ela marcaram uma conversa

Ciro Gomes e Roseana Sarney marcaram um encontro para logo depois do Carnaval. É a primeira reunião entre presidenciáveis desta temporada pré-eleitoral. Não se espera que nada de bombástico seja anunciado após a conversa, é claro. Ou seja, ninguém vai retirar ali sua candidatura em favor do outro. Ficará, porém, acertado que os dois não deverão agredir-se durante a campanha. Não é pouco. E se também ficar a imagem de políticos civilizados, com capacidade de aglutinação, será um resultado do encontro que agradará bastante a ambos.

 

ECONOMIA

Será que agora baixa?

Cresce no mercado financeiro a aposta de que o BC vai, finalmente, baixar os juros na reunião que será marcada para a semana seguinte ao Carnaval.

O bloco da reciclagem faz a festa

Nem tudo está perdido. As quatro indústrias de reciclagem de latas de alumínio do país estarão trabalhando normalmente neste Carnaval. Não deve ser à toa que o Brasil é o segundo maior reciclador de latas do mundo.

A estrela sobe

Está nas alturas na Vale do Rio Doce a cotação do discretíssimo executivo Samir Szraick, ex-representante do megainvestidor George Soros no conselho da empresa. Virou o braço direito do presidente da Vale, Roger Agnelli, e o executivo que dá a palavra decisiva em todos os negócios importantes da ex-estatal. E negócio grande na Vale é sempre na casa do bilhão de reais.

 

TABACO

Brasil na linha de frente

José Serra terá um colega de governo com notável poder de fogo para acompanhá-lo em sua cruzada contra o cigarro. Foi para o espaço a última barreira para que o embaixador em Genebra, Seixas Corrêa, seja eleito no início de março presidente da instituição ligada à Organização Mundial de Saúde que estabelecerá regras para o controle do uso do tabaco no mundo. A África do Sul, que também disputava a indicação, abriu mão da pretensão na semana passada.

 

GENTE

Giuliani no Brasil

O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani selou sua vinda ao Brasil. Mas não é para agora. Dono de uma agenda abarrotada, só desembarcará por aqui no início de 2003. E, claro, não virá a passeio. Fechou com a consultoria Ernst & Young um contrato para oferecer às prefeituras brasileiras planos de melhoria na segurança pública e na qualidade de vida.

 

TELEVISÃO

A febre continua

A Fox está fechando uma negociação com o SBT para a exibição no segundo semestre da versão brasileira do Temptation Island – uma espécie de Casa dos Artistas passado numa ilha e com um tempero sexual mais forte. A produção será toda feita pelos americanos, com elenco nacional.

 Astro de média grandeza

Tom Cavalcante renovou, finalmente, seu contrato com a Globo. Nada no documento garante ao humorista um programa próprio.

 

FUTEBOL

A roda da fortuna

Romário ainda não sabe se vai para a seleção brasileira. Mas a Copa já lhe rendeu uns trocados. A Coca-Cola está pagando 350.000 reais para ele ser o garoto-propaganda da atual promoção da empresa ligada ao campeonato mundial de futebol.

 

O samba da TransBrasil doida

Raul Junior

Cipriani: tentando sair de fininho


Na terça-feira passada, a empresa enviou ao DAC a ata de uma reunião em que o controlador, Celso Cipriani, renunciava à presidência do conselho de administração da companhia. Informava também que o novo presidente executivo era Michel Ness. Bem, só que, na véspera, o DAC recebera um fax de Ness comunicando que ele não se meteria mais nessa confusão aérea. O DAC, porém, será duro com a baderna: para o órgão, a renúncia de Cipriani não tem validade. Ele continuará responsável pela dívida de quase 1 bilhão de reais da empresa. Aliás, onde foram parar os 700 milhões de dólares da indenização que a TransBrasil ganhou do governo em 1998 e que a deixaram, à época, saneada?

 

Colaboraram: Lucila Soares e Bel Moherdaui

 

 
 

 

   
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