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Edição 1 738 - 13 de fevereiro de 2002
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"Há anos convivo com dores generalizadas pelo corpo todo. VEJA trouxe-me um alívio que não sentia havia tempos."
Gilvânia B. de Lima
Blumenau, SC

 

Dor

Fico feliz em ver um mal que todos nós, médicos, enfrentamos ser tratado de forma simples, para o entendimento dos leigos, mas ao mesmo tempo com seriedade e qualidade técnica impecáveis. O combate à dor crônica, sempre com auxílio médico, é fundamental para a qualidade de vida dos pacientes ("É hora de atacar o sofrimento", 6 de fevereiro).
Ricardo Cobucci
Porto Alegre, RS

Sofro de enxaqueca desde que me conheço por gente – tenho 43 anos. Analgésico diariamente? Perdi a conta. Já fui parar em pronto-socorro no auge do desespero. Não adianta combater a dor quando ela chega ou avisa que vai chegar, temos de preveni-la. Faço tratamento preventivo com remédios (citados na reportagem) para diminuir as crises e espero ter de conviver com ela o mínimo possível, pois acho que minha cota de dor nesta vida já expirou.
Maria Izabel Ugalde
Santa Maria, RS

Existe um aspecto nas dores de cabeça que estigmatiza enormemente seus portadores: trata-se da falta de fatores externos que comprovem o estado doloroso. Muitas vezes usada como desculpa para ausências em eventos sociais, a dor de cabeça não tem gesso, bandagens nem anti-sépticos coloridos para provar sua existência, e passamos da dor ao constrangimento. Para comprovar o estigma citado, tem aquela piadinha da mulher que caiu na jaula do gorila. Todo mundo sabe a resposta do maridão: "Diz para ele que você está com dor de cabeça".
Luiz Humberto Guiotti
Pires do Rio, GO

O medicamento Celebra é fabricado pela Pharmacia. A Pfizer atua apenas na promoção do produto, através de um acordo de co-marketing. A Pharmacia é uma empresa criada em 2000, da fusão da companhia farmacêutica Pharmacia & Upjohn com a Searle, divisão farmacêutica da Monsanto.
Odete Duarte
Gerente de relações públicas
São Paulo, SP

 

Comércio exterior

Para o sucesso de vendas é realmente vital estimular a demanda antes de poder contar com o apoio do consumidor. Isso vale tanto no mercado doméstico quanto no externo. É uma das teses que vamos explorar em novo livro, inteiramente dedicado ao marketing brasileiro. Seria ótimo se mais empresas nacionais, sobretudo as menores, adotassem esse pensamento como diretriz ("Lições do Crocodilo Dundee", 6 de fevereiro).
Raimar Richers
Professor-fundador da FGV/SP
São Paulo, SP

 

Veja essa

Na seção Veja essa de 6 de fevereiro, Ivete Sangalo diz que se considera um Fusquinha perto da Ferrari Scheila Carvalho. Ledo engano. Ivete é daquelas Mercedes último tipo, de faróis lindos e redondos, com um maravilhoso porta-malas. O modelo com que todo homem sonha dar uma voltinha.
Paulo Roberto Sacagni
São Paulo, SP

 

Diógenes Viegas Dalle Lucca

Com certeza, o capitão Dalle Lucca, pela aparência tranqüila e com toda a sabedoria, é um homem de bem, pois é isso que nos passa pela brilhante entrevista (Amarelas, 6 de fevereiro). São Paulo precisa de policiais bem preparados, como o capitão. Que Deus o proteja de todo o mal.
José Rodrigues da Silva
São Paulo, SP

Ao ler a entrevista com o policial Diógenes, tive por um instante a gostosa sensação de morar em um país sério, onde a segurança dos cidadãos de bem está nas mãos de pessoas bem treinadas e competentes. Qual não foi minha decepção ao me lembrar de que não moro na área de atuação do policial, moro no Rio, onde reinam o despreparo, a corrupção e o corporativismo. Vivo em um lugar onde o secretário de Segurança acredita que não há violência, mas "sensação de insegurança". Grande consolo!
Carla M. Bentes
Rio de Janeiro, RJ

 

Arc

Que navezinha, hein! Leio algumas reportagens que me interessam, depois da minha mãe, é claro, pois não se pode pegar a revista antes de ela ler. Ele viajou? Será que em sua nave superevoluída não tem um computador para mandar seu comentário? Espero que na próxima viagem ele leve um.
Gúbio A. Henrique
gubio@matrix.com.br

 

Câncer de mama

Em meio a altos e baixos que a vida nos proporciona, é bom ver pessoas como Patrícia Pillar, que está driblando a doença com coragem e determinação. Ela é sem dúvida um exemplo a ser seguido por todas nós. Força sempre, Patrícia ("Nesta etapa, a vitória é quase certa", 6 de fevereiro)!
Jussara de Souza Almeida
Itabira, MG

 

Sucata

Considero pejorativa a comparação do porta-aviões Minas Gerais (equivocadamente chamado de "encouraçado") com a Nau Capitânia ("Que fim levou?", 6 de fevereiro). O porta-aviões Minas Gerais formou gerações de marinheiros na árdua, perigosa, necessária e louvável tarefa de operar a aviação embarcada, culminando com o adestramento e a prontificação de pilotos brasileiros na operação de jatos de combate AF-1 Skyhawk e diversos tipos de helicóptero de tecnologia de ponta. Quanto à Nau Capitânia, esta sim é um vexame, e o povo brasileiro carece de explicações sobre o destino desastroso que foi dado à verba para sua construção.
Marco Nogara
Curitiba, PR

 

Sucessão

Roseana Sarney é o Collor de saias, mas acho que numa futura campanha política o discurso dela será o mesmo de todos os demais candidatos. Todos pregarão a continuidade da política econômica – com um pequeno diferencial referente à renegociação da dívida externa e ao comércio exterior, em especial ao tratamento dado à Alca e ao FMI –, mas ressaltarão as dívidas sociais do governo atual, prometendo saná-las. Com um discurso parecido, os candidatos se verão em iguais condições e caberá aos magos do marketing dar as cartas.
Alex Pires de Camargo
alex.49@uol.com.br

 

Gustavo Franco

Gustavo Franco conseguiu resumir tudo aquilo que eu gostaria de dizer aos meus amigos mais à "esquerda", que só sabem falar e discursar com velhos chavões ("A revolta dos perdedores", Em foco, 30 de janeiro). Dentre essas pessoas, até professores universitários, que rebatem de forma virulenta meus argumentos a respeito de tudo que foi feito no Brasil nos últimos anos, em termos de reformas estruturais.
David Volyk
São Paulo, SP

 

Nigéria

Gostaria de cumprimentar o jornalista José Eduardo Barella pela reportagem "A tragédia de um continente" (6 de fevereiro), que relata a explosão de um depósito de armas em uma cidade nigeriana. Foi muito perspicaz em todos os aspectos. Desde uma perfeita abordagem histórica sobre a condição africana até uma impecável análise sociológica dos outros continentes em relação ao "continente esquecido". Matérias como essa são a esperança de plantar nos corações de fora um pouco de compaixão e solidariedade.
Juliana P.S.
Uberaba, MG

 

Luiz Felipe de Alencastro

Muito bom o artigo "Uma tragédia sul-americana" (Ponto de vista, 6 de fevereiro), em que sentimos o drama vivido por nossos vizinhos argentinos. Situação que chegou a tal ponto por erros causados pela relação entre governadores, pelo Congresso, pelos superpoderes do ex-ministro Cavallo e pela política de câmbio fixo. Enfim, erros que nem o articulista nem nós queremos que ocorram no Brasil. Parabéns pelo artigo.
Cláudio Rótolo de Moraes
Florianópolis, SC

 

Diogo Mainardi

Sua coluna é sempre especial. Boa ou ruim (na minha humilde e leiga opinião), é sempre direta, crua e dura. Levamos um "soco na cara" por semana. E talvez a da semana passada ("Um país de diletantes", 6 de fevereiro) seja superior a todas as outras (e o soco também). Somos "espertos" por natureza, queremos sair na frente e ter privilégios nas mínimas coisas. E o efeito disso é em cascata, chegando aos que nos dirigem. Somente admitindo tal situação e mudando nosso comportamento é que conseguiremos uma mudança de pensamento, que nos levará a um país mais sério. Nossos grandes desastres nascem de nossas pequenas (e evitáveis, diga-se) falhas.
Paulo Gomes Duarte
Franca, SP

 

Televisão

O Big Brother não é tão bom quanto a Casa dos Artistas. Pelo que pude ver, não foi o SBT que plagiou a Globo, e sim o contrário. Infelizmente, a receita do Big Brother não deu certo por causa da pitadinha de No Limite que foi colocada no programa e, acidentalmente, outra pitadinha de Sai de Baixo ("A Globo dá o troco", 6 de fevereiro)
Ricardo Gomes de Souza
Rondonópolis, MT

 

Claudio de Moura Castro

Brilhante o artigo "A faculdade do interior" (Ponto de vista, 23 de janeiro). Fala verdadeira e corajosa que expressa o sentimento de todos nós. Acreditamos em mudanças que advenham dessa coragem de anunciar e denunciar.
Joana D'Arc Mariano Taveira
joanadarc@catedralnet.com.br

 

 

A FRUTA E O PÁSSARO

Fotos Mauro Holanda e divulgação

Kiwi, o pássaro, e a fruta que recebeu seu nome: símbolos neozelandeses


Na reportagem "Lições do Crocodilo Dundee" (6 de fevereiro), VEJA afirmou que a Nova Zelândia é conhecida como o "país kiwi" por causa da fama de sua fruta mais exportada. Onze leitores lembraram que a denominação da fruta foi tirada de um símbolo ainda mais antigo do país – um pássaro comum na região cujo nome foi dado pelos índios maoris, seus habitantes originais. A ave tornou-se símbolo nacional muito antes da fruta e está estampada nas moedas locais. Em meados dos anos 60, os exportadores precisavam de uma marca forte para vender a fruta, originária da China, e associá-la à Nova Zelândia. Foi quando decidiram chamá-la de "fruta kiwi". Com seu sucesso comercial no mundo, ela passou a ser uma referência ainda mais forte da Nova Zelândia que o pássaro.

 

ERÊ É O PRIMEIRO

Fernando Rosas

Vera Silva com Erê: reprodução em cativeiro


A seção Datas (30 de janeiro) noticiou a primeira gravidez de um peixe-boi da Amazônia em cativeiro, no aquário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. Ana Paula Freire, chefe da Divisão de Difusão Científica do Inpa, corrigiu a informação. Segundo ela, o primeiro peixe-boi nasceu em cativeiro em 8 de abril de 1998, no tanque do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa. O filhote, batizado de "Erê", já desmamou e hoje pesa mais de 100 quilos (na foto com a coordenadora do projeto de preservação do peixe-boi, Vera Silva). "O exame de ultra-sonografia, este sim, foi inédito com a espécie", diz Ana Paula.

 

 
 
   
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