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Home  »  Revistas  »  Edição 2147 / 13 de janeiro de 2010


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Panorama

Holofote


Felipe Patury

Menos álcool na gasolina

Fabio R. Pozzebon/ABR


O governo baixará de 25% para 20% a proporção de etanol adicionado à gasolina. A decisão foi tomada na semana passada em uma reunião dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. Os três sabem que a medida enfurecerá os ambientalistas, mas não veem outra opção para combater a escalada de preços do álcool. Mais: acreditam que a mudança é vital para afastar o risco de desabastecimento de etanol, detectado pelos técnicos da área de energia há um mês. A redução da mistura liberará 100 milhões de litros para consumo dos carros a álcool. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado da gravidade da situação na véspera do Natal e receberá a minuta de decreto que altera a proporção no início desta semana.

 

O bispo e sua "paróquia"

Laílson Santos


O PDT depende das bênçãos do bispo evangélico Honorilton Gonçalves para montar uma chapa ao governo do Rio de Janeiro. Vice-presidente da Rede Record, Gonçalves é um operador do chefe da Igreja Universal, Edir Macedo. Nessa condição, decidirá se libera ou não o apresentador Wagner Montes para se candidatar ao cargo de governador. Por esse motivo, o bispo passou a ser assediado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, caudilho pedetista. Gonçalves, no entanto, tem dado especial atenção a assuntos mais terrenos. Ele encomendou a imobiliárias paulistas uma área de 20 000 metros quadrados nas imediações da sede da emissora, em São Paulo. Nela, planeja construir um teatro para 3 000 pessoas. Se sair do papel, será o mais amplo da capital paulista. Gonçalves não confirma as negociações.

 

Brecou o negócio

Germano Luders


A Odebrecht deveria ter anunciado ainda em 2009 a fusão de sua ETH com a Brenco, a empresa concebida pelo financista Henri Philippe Reichstul para liderar o mercado de álcool. Conduzido pelo presidente da ETH, José Carlos Grubisich, o negócio, que pode criar o futuro líder mundial em produção de etanol e de energia a partir de biomassa, encrencou. Motivo: a Brenco vem perdendo valor. Tanto que a Odebrecht reviu sua oferta. Antes, aceitava ceder 40% das ações da empresa resultante da consolidação. Agora, restringiu a oferta a 30%. O negócio tem poucas chances de ser fechado neste mês.

 

Empadão goiano

Cristina Gallo/
Bg Press


O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, do PMDB, desistiu de concorrer ao governo de Goiás. A decisão, comunicada a seus amigos mais próximos, confundiu o panorama local. O prefeito deveria montar no estado o palanque da petista Dilma Rousseff, que disputará a Presidência da República. Agora, Iris quer que um de seus liderados o substitua. A direção nacional do PMDB prefere, porém, que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, assuma a candidatura, e pretende pressioná-lo a fazer isso. A decisão de Iris deu esperanças ao empresário José Batista Júnior, dono do frigorífico JBS-Friboi. Petebista, ele sonha em montar uma chapa com o PT e o PMDB.

 

A rebelião em favor de Muricy

Cesar Greco/AE


Três diretores do Palmeiras ameaçaram entregar o cargo no fim de 2009. Foi um dos piores lances da conturbada administração de Luiz Gonzaga Belluzzo, que preside o clube. Motivo da rebelião: o cartola queria demitir o técnico Muricy Ramalho por causa da perda da vaga na Libertadores. Ele presumia que a cabeça do treinador aplacaria a fúria de uma parte da diretoria do clube que não se conformou com o fato de Muricy ter substituído Vanderlei Luxemburgo. Belluzzo voltou atrás. Agora, quer reconquistar o apoio da torcida contratando o atacante Kleber, do Cruzeiro. Já se dispôs a pagar 4 milhões de reais por ele. Os empresários do atleta exigem o triplo.

 

Com reportagem de Leonardo Coutinho
 
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