Panorama
Holofote

Felipe Patury
Menos álcool na gasolina
Fabio R. Pozzebon/ABR
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O
governo baixará de 25% para 20% a proporção de etanol adicionado
à gasolina. A decisão foi tomada na semana passada em uma reunião
dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, de Minas e Energia, Edison Lobão,
e da Agricultura, Reinhold Stephanes. Os três sabem que a medida enfurecerá
os ambientalistas, mas não veem outra opção para combater
a escalada de preços do álcool. Mais: acreditam que a mudança
é vital para afastar o risco de desabastecimento de etanol, detectado pelos
técnicos da área de energia há um mês. A redução
da mistura liberará 100 milhões de litros para consumo dos
carros a álcool. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi
informado da gravidade da situação na véspera do Natal e
receberá a minuta de decreto que altera a proporção no início
desta semana.
O bispo e sua "paróquia"
Laílson Santos
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O
PDT depende das bênçãos do bispo evangélico Honorilton
Gonçalves para montar uma chapa ao governo do Rio de Janeiro.
Vice-presidente da Rede Record, Gonçalves é um operador do chefe
da Igreja Universal, Edir Macedo. Nessa condição, decidirá
se libera ou não o apresentador Wagner Montes para se candidatar ao cargo
de governador. Por esse motivo, o bispo passou a ser assediado pelo ministro do
Trabalho, Carlos Lupi, caudilho pedetista. Gonçalves, no entanto, tem dado
especial atenção a assuntos mais terrenos. Ele encomendou a imobiliárias
paulistas uma área de 20 000 metros quadrados nas imediações
da sede da emissora, em São Paulo. Nela, planeja construir um teatro para
3 000 pessoas. Se sair do papel, será o mais amplo da capital paulista.
Gonçalves não confirma as negociações.
Brecou o negócio
Germano Luders
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A
Odebrecht deveria ter anunciado ainda em 2009 a fusão de sua ETH com a
Brenco, a empresa concebida pelo financista Henri Philippe Reichstul para liderar
o mercado de álcool. Conduzido pelo presidente da ETH, José Carlos
Grubisich, o negócio, que pode criar o futuro líder mundial em produção
de etanol e de energia a partir de biomassa, encrencou. Motivo: a Brenco vem perdendo
valor. Tanto que a Odebrecht reviu sua oferta. Antes, aceitava ceder 40% das ações
da empresa resultante da consolidação. Agora, restringiu a oferta
a 30%. O negócio tem poucas chances de ser fechado neste mês.
Empadão goiano
Cristina
Gallo/
Bg Press
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O prefeito
de Goiânia, Iris Rezende, do PMDB, desistiu de concorrer ao governo de Goiás.
A decisão, comunicada a seus amigos mais próximos, confundiu o panorama
local. O prefeito deveria montar no estado o palanque da petista Dilma Rousseff,
que disputará a Presidência da República. Agora, Iris quer
que um de seus liderados o substitua. A direção nacional do PMDB
prefere, porém, que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
assuma a candidatura, e pretende pressioná-lo a fazer isso. A decisão
de Iris deu esperanças ao empresário José Batista Júnior,
dono do frigorífico JBS-Friboi. Petebista, ele sonha em montar uma chapa
com o PT e o PMDB.
A rebelião em favor de Muricy
Cesar Greco/AE
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Três
diretores do Palmeiras ameaçaram entregar o cargo no fim de 2009. Foi um
dos piores lances da conturbada administração de Luiz Gonzaga Belluzzo,
que preside o clube. Motivo da rebelião: o cartola queria demitir o técnico
Muricy Ramalho por causa da perda da vaga na Libertadores. Ele presumia que
a cabeça do treinador aplacaria a fúria de uma parte da diretoria
do clube que não se conformou com o fato de Muricy ter substituído
Vanderlei Luxemburgo. Belluzzo voltou atrás. Agora, quer reconquistar o
apoio da torcida contratando o atacante Kleber, do Cruzeiro. Já se dispôs
a pagar 4 milhões de reais por ele. Os empresários do atleta exigem
o triplo.
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Com reportagem de Leonardo Coutinho
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