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12 de dezembro de 2007
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Imagens do japão

 
Fotos Paulo Vitale

As garotas de Harajuku
É o verdadeiro paradoxo japonês: da ultranormativa e homogênea sociedade japonesa surgiu Harajuku, um bairro de Tóquio como nenhum outro no planeta. Por lá circulam lolitas modernas, replicantes perversas, adolescentes de pelúcia e outros seres que orbitam entre o mundo dos homens e o dos cartuns. As garotas de Harajuku só existem nos fins de semana. Nos outros dias, elas são cabeleireiras, vendedoras, estudantes e secretárias. Transformam-se aos domingos apenas para desfilar pelas calçadas (flashes são bem-vindos) e reafirmar sua unicidade no mundo. No universo de Harajuku, a moda é mais do que a expressão da individualidade – é sua exacerbação, e fantasia.

 

 

Floresta de neons
Luzes, telões, letreiros – e gente, gente, gente por todos os lados: na capital japonesa, a cidade mais populosa do mundo, é impossível parar para amarrar os sapatos na rua sem ser soterrado pela multidão.
A Grande Tóquio abriga 33 milhões de habitantes e sua população, ao contrário do que ocorre no Japão como um todo, não pára de crescer.

 

Diversões eletrônicas
Junte dois quarteirões em Tóquio e será impossível não encontrar, no meio deles, ao menos uma casa de pachinko, espécie de caça-níqueis eletrônico que os japoneses adoram. Barulhentas e enfumaçadas por dentro, têm fachada prateada e neons faiscantes por fora – e estão sempre, sempre lotadas. Ah, sim: o beisebol continua sendo oficialmente o esporte mais popular do Japão.

 

O passado é aqui
O templo Sensoji, o mais antigo de Tóquio, fica
no bairro mais tradicional da cidade, Asakusa.
Seu interior abriga uma minúscula estátua dourada de Kannon, a deusa budista da misericórdia. A ela, os jovens pedem proteção e os velhos, uma boa morte.

 

Vida apertada
O Japão é um país de espaços mínimos e lotação máxima. Mas escapar dos trens e ônibus sempre cheios (o metrô da capital é recordista em número de passageiros, com 2,8 bilhões de viagens por ano) não é simples. Quem quiser ter carro, ou moto grande, precisa provar na prefeitura que possui garagem para guardá-lo. De tão pequenos, alguns veículos parecem de brinquedo, como o modelo experimental da Nissan, na foto. Por causa da capacidade de girar as quatro rodas de uma vez, ele pode estacionar de lado.

 

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