À
exceção das guerras, as forças propulsoras dos movimentos
migratórios são quase sempre de ordem econômica. Mas o que
impele os indivíduos a segui-las é de natureza bastante humana:
a busca pela felicidade pessoal. Foi nessa busca que, há 100 anos, um grupo
de homens e mulheres atravessou oceanos para chegar a um país de língua
incompreensível, comida estranha, clima quente e santos desconhecidos.
Lá, trabalhou duro, arou a terra, capinou o mato, produziu riqueza e gerou
descendentes. O Brasil foi o cenário dessa epopéia moderna. Para
reconstituí-la, VEJA fez uma viagem ao passado e visitou o Japão
do presente. Hoje, o que o Brasil comemora não é apenas a chegada
das 165 famílias que, a bordo do Kasato Maru, aqui aportaram em
18 de junho de 1908. É, sobretudo, o que deixaram para os brasileiros e
as cinco gerações de nikkeis (imigrantes e seus descendentes) que
hoje vivem no país: um legado de tenacidade, dedicação ao
trabalho e respeito aos padrões éticos.