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VEJA
Edição 2038

12 de dezembro de 2007
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NESTA EDIÇÃO
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Claudio de Moura Castro
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Diogo Mainardi
Gustavo Ioschpe
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Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas

"A medicina precisa tratar do doente, e não da doença, e ensinar ao paciente como se conhecer melhor."
Rosangela Barollo Sforcin
São Paulo, SP

Medicina psicossomática

Finalmente estamos sendo ouvidos. O movimento psicossomático surgiu há mais de um século com o objetivo de resgatar o olhar integral sobre o paciente em seu contexto biopsicossocial. A Associação Brasileira de Medicina Psicossomática, criada em 1965, tem procurado agregar profissionais de diversas áreas da saúde que comungam com nossa causa e luta. Parabéns pela reportagem "As doenças da emoção" (5 de dezembro).
Wilson de Oliveira Jr.
Médico cardiologista
Presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática
Recife, PE

Como presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática – Regional São Paulo, gostaria de dizer quanto foi gratificante ver que nossa luta pode, enfim, ter um espaço na mídia com muito compromisso científico. Devo dizer, porém, que a psicossomática não cuida apenas de psicogênese ou somatogênese. Cuida também da causa da doença como multifatores, além de estudar preventivamente a qualidade de vida. Nossas pesquisas são todas de abordagem integrativa e multiprofissional. Acredito que a psicossomática será a ciência do futuro.
Maria Rosa Spinelli
Presidente da ABMP-SP
São Paulo, SP

A reportagem de capa de 5 de dezembro pode ser considerada um verdadeiro presente de Natal de VEJA. A maioria dos brasileiros desconhece as origens psicossomáticas de grande parte de suas doenças. Lendo a matéria, os leitores poderão economizar uma boa grana com fármacos, que na maioria das vezes só amenizam a patologia, não tendo poder de cura.
José Ribamar Muniz Feitoza
Tianguá, CE

Cumprimento VEJA pela abordagem das doenças reumáticas auto-imunes como sendo uma disfunção somática e psíquica, provavelmente desencadeada por distúrbios bioquímicos do sistema nervoso central, tema palpitante na reumatologia mundial.
Caio Moreira
Reumatologista
Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia
Belo Horizonte, MG

Li com grande satisfação a reportagem, pois, como médico, vejo que cada vez mais a ciência, aliada à tecnologia diagnóstica, vem conseguindo mostrar quanto os pensamentos e as emoções são capazes de alterar nosso organismo, tanto para o bem quanto para o mal. Somos aquilo que pensamos, e o problema não está nos problemas, mas, sim, no modo como reagimos a eles.
Filippo Pedrinola
Médico
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
São Paulo, SP

Essa matéria aparece no momento em que os meus alunos da pós-graduação lato sensu (USP/Unifesp) estudam e tratam pacientes portadores das denominadas "somatizações/doenças psicossomáticas". É importante salientar que, além da medicina psicossomática, existem outras abordagens atuais, como a medicina comportamental e a medicina integrativa, que apregoam uma visão mais ampla do processo saúde-doença, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como modelo biopsicossocial, e também são amparadas por extensa literatura científica, que corrobora sua eficácia e segurança. É fundamental esclarecer que a terapia cognitivo-comportamental vem sendo aplicada na unidade de medicina comportamental da Unifesp e no ambulatório de ansiedade do Hospital das Clínicas da USP como recurso psicoterapêutico eficaz para as condições de somatização/doenças psicossomáticas, entre outros problemas de saúde mental. Além de terem aplacados os sintomas psíquicos e físicos, os pacientes aprendem a identificar a origem dos pensamentos "causadores" de emoções e reações fisiológicas desequilibradas. Obrigado por esclarecerem a população sobre a inexorável relação mente-corpo.
Armando Ribeiro das Neves Neto
Supervisor clínico de terapia cognitivo-comportamental da USP/Unifesp
São Paulo, SP

Em um mundo como o de hoje, onde o stress faz parte do dia-a-dia, é mais do que oportuna a reportagem sobre stress e saúde. É sabido que grandes emoções, como enfrentar um terremoto, perder uma decisão de campeonato por pênaltis ou mesmo acreditar em um determinado dia de azar, podem aumentar a morte súbita. O que deve ser ressaltado, no entanto, é que há trabalho mostrando que o chamado "stress bom" pode ser protetor. Por exemplo, no dia da final da Copa do Mundo na França, em que a França derrotou o Brasil, houve redução da mortalidade súbita entre os franceses. Por ser esse assunto de suma importância, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas organizou uma campanha nacional no dia 12 de novembro passado, em mais de sessenta centros, para a prevenção de arritmias cardíacas e morte súbita. Estimulou-se a difusão de desfibriladores automáticos e, entre outras coisas, a alteração de hábitos de vida, com dieta alimentar saudável, realização de atividade física regular e redução do stress, como forma de diminuir o risco de eventos cardíacos graves.
Leandro Ioschpe Zimerman
Diretor científico da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas
Porto Alegre, RS

A reportagem de capa "Emoções e saúde" me deixou imensamente gratificado. Como ginecologista, trabalhando há 33 anos na área de prevenção do câncer cérvico-uterino, quero afirmar que o transparente e lúcido trabalho a cargo de Anna Paula Buchalla prestou uma das maiores e inestimáveis contribuições à saúde pública do país. Em preciosas oito páginas, VEJA confirmou o que venho observando em minha prática diária de consultório: as mulheres portadoras do HPV, possuidoras de um efetivo equilíbrio emocional, têm seu sistema imunológico reforçado. Como conseqüência, em pouco tempo, elas se vêem livres das lesões provocadas pelos diversos tipos de vírus sem necessidade de recorrer a medicamentos ou procedimentos cirúrgicos.
Levi Bronzeado dos Santos
Ginecologista
Guarabira, PB

 

Mehmet Oz

Prazerosa, inteligente e reconfortante, além de muito informativa, a entrevista das páginas amarelas com Mehmet Oz (5 de dezembro). O médico deixa claro que os excessos são prejudiciais e lança dúvidas sobre dietas milagrosas que todos os dias estampam revistas especializadas. Também lembra que o lado espiritual e de bem-estar da pessoa consigo mesma é fundamental. Logo, está em nossas mãos chegar mais próximo da felicidade.
Osny Martins
Joinville, SC

Fantástica a entrevista com o doutor Oz. De forma simples e descomplicada, ele expõe pontos de vista práticos e objetivos que visam à saúde e ao bem-estar. O doutor Oz faz questão de ressaltar que não há fórmula mágica para nenhuma pessoa se manter saudável.
Izabel Monteiro
São Paulo, SP

Parabéns, doutor Mehmet Oz, pela sua simplista mas extremamente inteligente prescrição da fórmula da longevidade com qualidade de vida. As mensagens do corpo, chamadas de doenças, nada mais são que desequilíbrios da harmonia preconizados pelo nosso grande mestre Hipócrates, e tão bem relembradas pelo doutor Mehmet Oz.
Edson Maffezzolli
Nutrólogo
Por e-mail

 

Carta ao leitor

VEJA está apenas colhendo os louros do respeito e da consideração aos seus milhares de leitores e ao Brasil, cuidadosamente mantidos, desde a sua primeira edição. Apesar dos eventuais ataques à revista, todos sabemos que essa publicação sempre esteve e sempre estará ao lado da verdade e de quem acredita que um jornalismo sério e competente pode mudar a vida de um país. Parabéns pelo merecido sucesso ("Credibilidade em números", Carta ao leitor, 5 de dezembro)!
Helaine Povoa
Brasília, DF

 

Renangate

Até quando teremos de patrocinar pensão de ex-mulheres, espionagens indevidas, laranjas e safadezas para enriquecimento ilícito? É lógico que com tudo isso realmente o Brasil precisa do dinheiro da CPMF para sobreviver... ("Espionagem oficial", 5 de dezembro).
Luiz Antonio Iervolino Pacheco e Silva
São Paulo, SP

No mesmo dia em que foi divulgada uma pesquisa mostrando que 45% dos brasileiros não acreditam no Congresso, o Senado, na sessão para votar a cassação do senador Renan Calheiros, indiciado pelo Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar, viveu mais um dia vergonhoso. Transformada em bazar, a Casa foi palco de todos os tipos de armação, entre os quais a vergonhosa barganha feita por Renan Calheiros, que, após ser traído pelos aliados, trocou o cargo de presidente pela preservação do mandato.
Júlio Ferreira
Recife, PE

 

Sindicalismo

É com muita revolta que vejo os senadores aprovarem esse famigerado imposto sindical ("A mamata continua", 5 de dezembro). Infelizmente serei obrigada a pagar o imposto que vai bancar a farra dos sindicalistas esfomeados pelo dinheiro dos trabalhadores. Não sou sindicalizada e pagarei um imposto por imposição dos senhores senadores, que não se lembram de defender os trabalhadores.
Eunice Rodrigues do Rego
Aracaju, SE

Como empresário, fiquei indignado ao ver a foto de sindicalistas comemorando a aprovação da contribuição sindical obrigatória. Minha empresa gera trinta empregos diretos e somos obrigados pela Justiça do Trabalho a nos filiar ao sindicato das academias, mesmo contra a nossa vontade, tendo de pagar anuidades atrasadas desde 2001. Os brasileiros são continuamente roubados dentro da lei por esses vampiros, e não há nada que possamos fazer.
Bruno Mello
Nova Lima, MG

Como pode um presidente de sindicato chegar a ganhar 25 000 reais, tirando do bolso do trabalhador um dia de serviço por ano? É vergonhoso ver Paulinho da Força Sindical rindo dos bobos que bancam sua mordomia. Sindicato só serve para atrapalhar quem produz.
Luiz Buzetti Filho
Paranaíba, MS

 

Conjuntura

Acabo de ler a excelente reportagem sobre o Bric ("A liga da salvação do capitalismo", 5 de dezembro). Acho fundamental que uma revista de grande circulação como VEJA mostre aos brasileiros a força do nosso país. Além disso, a matéria aponta claramente os benefícios das privatizações, que por muito tempo foram encaradas como uma grande ameaça. Chega de "síndrome dos coitados". É tempo de olhar para o mundo, que agora olha atentamente para nós! Parabéns novamente pela reportagem.
Cristiane Camargo
São Paulo, SP

 

Religião

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, entidade que representa a comunidade judaica do estado e congrega 53 organizações e entidades beneficentes, cumprimenta VEJA pela excelente reportagem "O rabino é pop" (28 de novembro). A repórter Adriana Dias Lopes ressaltou com muita sensibilidade o trabalho do jovem rabino Michel Schlesinger à frente da Congregação Israelita Paulista.
Mario Fleck
Vice-presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo
São Paulo, SP

 

Trânsito

Foi com satisfação que li a reportagem "Eles não são piores" (28 de novembro), que trata da punição a motoristas famosos pegos no ato infracional de dirigir sob o efeito de álcool nos Estados Unidos. Infelizmente, a realidade brasileira é outra. Apesar de o Código Nacional de Trânsito apresentar cláusulas bastante restritivas a beber e dirigir, o que se vê no Brasil é a total impunidade. Motoristas que bebem e dirigem sabem que contarão com uma polícia pouco aparelhada e sem bafômetros, com a ausência de delegacias de trânsito em grande parte do país e com uma Justiça lenta associada a advogados hábeis. Além disso, a lei brasileira permite que um indivíduo não forneça provas que poderão incriminar a si próprio, o que faz com que soprar um bafômetro em uma blitz se transforme em uma opção, e não em ato mandatório.
Flavio Pechansky
Médico psiquiatra
Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trânsito e Álcool da UFRGS
Porto Alegre, RS

 

Tabagismo

Nem "light" ou "baixos teores" nem as assustadoras fotografias ajudaram a baixar o consumo de cigarro. O fumante não olha as fotos e menos ainda lê as advertências. São medidas que servem de colírio para a consciência dos governos. O preço alto do cigarro, o sumiço das enganosas propagandas e as proibições de fumar em locais públicos ou fechados, sim, podem resultar na diminuição do consumo. Em contrapartida, a arrecadação de tributos e o contrabando vão frutificar. Enquanto o governo não perceber que os gastos com saúde para cuidar das doenças causadas pelo fumo são maiores do que a arrecadação proveniente da venda de cigarros, ele não vai acabar com a galinha dos ovos de ouro ("Um alerta no ar", 28 de novembro).
Marat Fage
Instituto Marat
São Paulo, SP
www.tabagismo.com.br

 

Livro digital

O livro eletrônico aparece em nova roupagem – o Kindle, da livraria on-line Amazon ("Biblioteca na palma da mão", 28 de novembro). A pergunta que não se cala é se essa nova versão do livro eletrônico, mais compacta, versátil e menos custosa, vai fracassar como as tentativas anteriores, surgidas a partir dos anos 90. A resposta pode ter sido involuntariamente apresentada por Saulo Ramos, em sua excelente entrevista nas páginas amarelas da mesma edição, em raciocínio obviamente usado em outro contexto: nos dias de hoje, são "os intelectualmente fracos" que "ficam brincando com o laptop". Como solidez intelectual e consumo de livros parecem andar de mãos dadas, logo...
Maria Terezinha Santellano
Porto Alegre, RS

 

Polícia

Estou inconformado com o tratamento dado ao presidiário Fernandinho Beira-Mar, permitindo que ele faça negócios e comande esquemas mesmo estando atrás das grades, em prisão de segurança máxima. É esse tipo de impunidade que serve de exemplo para novos bandidos não temerem a Justiça ("Era segurança máxima?", 28 de novembro).
Denis Mello
Santo André, SP

 

Reinaldo Azevedo

O artigo "A crença na ‘cultura da periferia’ é coisa de gente com miolo mole" (5 de dezembro), de Reinado Azevedo, que dá conta de uma certa "Antropologia da Maldade" com força para transformar barbárie em civilização, nos faz lembrar as palavras um tanto sombrias do francês Alain Finkielfraut: "A barbárie acabou por se apossar da cultura". Gostaria ainda de mencionar o pensamento do  professor Bruno Lossato, da Universidade de Wharton, nos Estados Unidos, a propósito dessa inversão de valores – bem exemplificada por Azevedo em seu artigo ao afirmar que os antropólogos da maldade andam por aí priorizando o aprendizado do funk e do rap em detrimento de Camões e Manuel Bandeira. Para Lossato, quanto mais as pessoas são incultas, mais elas obedecem a slogans e melhor se pode manipulá-las e sujeitá-las. Portanto, somente detentores de uma cultura crítica podem separar epifenômenos dos fenômenos culturais essenciais.
Paulo Madeira
Laguna, SC

Brilhante, lúcido e preciso o artigo de Reinaldo Azevedo. O que o autor nos dá é apenas uma amostra das conseqüências daquilo que há muito domina o Brasil: a cultura da mediocridade.
Jacy Paulo Ribeiro
Vitória, ES

Na terra dos bororos, nhambiquaras, caetés e tupiniquins, as periferias não têm acesso à matemática nem às poesias de Camões e Bandeira. Esses grupos sociais têm em comum os braços desproporcionados do estado: curtos para levar a eles educação, cultura, saúde, transporte, segurança e longos para alcançá-los com a insegurança.
Carlos Alberto Ferreira Dias
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Diogo que perdoe meu pessimismo, mas o episódio da vinheta não é nada surpreendente. Não se considerarmos que vivemos num país em que os canais da TV aberta estão à disposição de qualquer político que queira fazer propaganda. Isto é, a televisão é aberta para a propaganda política, mas os aeroportos não estão abertos para uma propaganda meramente comercial de um livro. O Brasil é um país muito imprevisível. Quando menos se espera, as coisas falham, fazem puf ("Quando a liberdade faz puf", 5 de dezembro).
Alice Vieira Barros
Guanambi, BA

 

Roberto Pompeu de Toledo

Há matérias que se lêem e jamais se esquecem. Alguns anos atrás, Roberto Pompeu de Toledo escreveu "O celular e o fuzil", fazendo analogia entre guerrilheiros armados e os agentes da bolsa de valores com seus celulares. Agora ele marcou um gol de placa com seu ensaio "O Brasil no pelotão dos desenvolvidos" (5 de dezembro), sobre nosso IDH, com direito a poeminhas bem-humorados e com uma denúncia muito séria sobre nossa triste realidade. Parabéns, Roberto!
Valdevino L. de Castro
Taubaté, SP

Se o IDH do Brasil melhorou, podem-se tirar duas conclusões: ou caiu a credibilidade do referido índice ou a sigla mudou para "índice de desprezo à humanidade".
Juliana Pisetta de Oliveira
Foz do Iguaçu, PR

 

Holofote

A Malagueta Filmes foi fundada por mim, em 1999, em Salvador. Em 2001, Alexandre Mendonça, filho de Duda Mendonça, comprou uma pequena parte da empresa e se tornou meu sócio. Isso não faz de seu pai proprietário da produtora. Alexandre trabalhou comigo durante muitos anos em São Paulo, é meu amigo pessoal e um profissional extremamente competente e totalmente independente do pai. A terceira sócia e amiga, Márcia Tucunduva, entrou na empresa em 2002 e completou o quadro societário da produtora. A Malagueta é motivo de muito orgulho e um projeto pessoal de cada um de nós. Fruto de muito trabalho e esforço ("Duda fez e volta a fazer", 5 de dezembro).
Giovani Lima
Malagueta Filmes
(www.malagueta.art.br)
Salvador, BA

 

Colégio São Bento

A reportagem "Nem criança escapa" (5 de dezembro) é oportuna e serve de alerta aos pais que se omitem sobre o ensino dos filhos. Ao contrário do que propunha Lênin e preconizam os pedagogos marxistas, a melhor educação para formar cidadãos livres baseia-se, essencialmente, na pluralidade de idéias e na liberdade de reflexão.
José Nelson Dutra Fonseca
Curitiba, PR

Curso o 2º ano do ensino médio e é raro assistir a uma aula de história ou de geografia sem que os professores ataquem o capitalismo. Pior: eles tentam nos convencer a qualquer custo de que o sistema capitalista é injusto, perverso, elitista e que só visa ao lucro. Mas, como sou bem informado e leitor de VEJA, aprendi que o mundo do capitalismo global está mais aberto, flexível, resistente e adaptável do que antes. Aliás, em todos os lugares em que o padrão de vida subiu para a maioria da população, o capitalismo esteve presente. É por isso que necessitamos de menos tutela e mais liberdade, menos gastos e mais investimento, menos estado e mais privatizações, menos burocracia e mais empreendedorismo, menos populismo e mais competitividade.
Murilo Augusto de Medeiros,
16 anos
Guará II, DF

 

Medicina psicossomática 2

Na reportagem "As doenças da emoção" (5 de dezembro), constatei um engano na página 163, segundo parágrafo, linha 5. O texto possui a seguinte redação: "(...) Maimônides, um médico mouro do século XII: (...)". O personagem em questão é Moisés ben Maimônides ou Moisés Maimônides (hebr. Mosheh ben Maimon) (Córdoba, 1138-Cairo, 1204), que era médico, rabino e filósofo de vertente aristotélica. Portanto, Maimônides era judeu, e não mouro.
Edson de Faria Francisco
Doutorando da área de língua hebraica, literatura e cultura judaicas da USP
São Bernardo do Campo, SP

 

Cartas

Com referência à carta do leitor Humberto Viana Guimarães, publicada na página 31 da edição 2.036 (Cartas, 28 de novembro), a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) esclarece que nos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus, administrados pela empresa, a atividade portuária é ininterrupta nos 365 dias do ano.
Marco Antônio Rocha Medeiros
Diretor-presidente
Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba)
Salvador, BA

 

CORREÇÃO: Por equívoco do governo de Minas Gerais, a foto que aparece na reportagem "Bê-á-bá nota 10" (5 de dezembro) é da escola Dom João Antônio Pimenta, e não da escola Francisco Sá.

 

O fim das embalagens PET na Câmara?


O deputado federal Augusto Carvalho, do PPS do Distrito Federal, apresentou ofício à presidência da Câmara dos Deputados solicitando a substituição das garrafas plásticas de água mineral compradas pela casa por filtros. Carvalho cita uma reportagem de VEJA para embasar seu pedido: "A revista VEJA, edição de 28 de novembro de 2007, publicou matéria sob o título ‘A guerra contra a água mineral’, em que relata providências tomadas pelo poder público de cidades nos Estados Unidos, que têm proibido os órgãos públicos de comprar água mineral para seus funcionários". O deputado justifica seu pedido: "Essas garrafas têm custos ambientais elevados. Após serem utilizadas, são descartadas no solo urbano, passando a poluir o meio ambiente por centenas de anos. Quando reutilizadas, por meio do processo de reciclagem, também contribuem para a poluição, pois tanto a matéria-prima quanto a energia utilizada na reciclagem são altamente poluentes". O resumo da ópera é muito desfavorável à embalagem PET: custo ambiental com transporte e entrega das embalagens, gasto de energia elétrica na sua produção, degradação do meio ambiente e poluição visual com o descarte das garrafas, emissão de CO2 com a queima de combustíveis fósseis e custo econômico para a manutenção dos estoques desses recipientes. "A tecnologia atualmente disponível permite a filtragem da água com equipamentos de fácil manutenção e preços competitivos", diz Carvalho.



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