"A medicina precisa tratar do
doente, e não da doença, e ensinar ao paciente como se conhecer melhor." Rosangela Barollo
Sforcin São
Paulo, SP
Medicina
psicossomática
Finalmente
estamos sendo ouvidos. O movimento psicossomático surgiu há mais
de um século com o objetivo de resgatar o olhar integral sobre o paciente
em seu contexto biopsicossocial. A Associação Brasileira de Medicina
Psicossomática, criada em 1965, tem procurado agregar profissionais de
diversas áreas da saúde que comungam com nossa causa e luta. Parabéns
pela reportagem "As doenças da emoção" (5 de dezembro). Wilson de Oliveira Jr. Médico cardiologista Presidente
da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática Recife,
PE
Como
presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática
Regional São Paulo, gostaria de dizer quanto foi gratificante
ver que nossa luta pode, enfim, ter um espaço na mídia com
muito compromisso científico. Devo dizer, porém, que a psicossomática
não cuida apenas de psicogênese ou somatogênese. Cuida também
da causa da doença como multifatores, além de estudar preventivamente
a qualidade de vida. Nossas pesquisas são todas de abordagem
integrativa e multiprofissional. Acredito que a psicossomática será
a ciência do futuro. Maria Rosa Spinelli Presidente da ABMP-SP
São Paulo, SP
A
reportagem de capa de 5 de dezembro pode ser considerada um verdadeiro presente
de Natal de VEJA. A maioria dos brasileiros desconhece as origens psicossomáticas
de grande parte de suas doenças. Lendo a matéria, os leitores poderão
economizar uma boa grana com fármacos, que na maioria das vezes só
amenizam a patologia, não tendo poder de cura. José Ribamar
Muniz Feitoza Tianguá, CE
Cumprimento
VEJA pela abordagem das doenças reumáticas auto-imunes como sendo
uma disfunção somática e psíquica, provavelmente desencadeada
por distúrbios bioquímicos do sistema nervoso central, tema palpitante
na reumatologia mundial. Caio Moreira Reumatologista Ex-presidente
da Sociedade Brasileira de Reumatologia Belo Horizonte, MG
Li
com grande satisfação a reportagem, pois, como médico, vejo
que cada vez mais a ciência, aliada à tecnologia diagnóstica,
vem conseguindo mostrar quanto os pensamentos e as emoções são
capazes de alterar nosso organismo, tanto para o bem quanto para o mal. Somos
aquilo que pensamos, e o problema não está nos problemas, mas, sim,
no modo como reagimos a eles. Filippo Pedrinola Médico
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia São
Paulo, SP
Essa
matéria aparece no momento em que os meus alunos da pós-graduação
lato sensu (USP/Unifesp) estudam e tratam pacientes portadores das denominadas
"somatizações/doenças psicossomáticas".
É importante salientar que, além da medicina psicossomática,
existem outras abordagens atuais, como a medicina comportamental e a medicina
integrativa, que apregoam uma visão mais ampla do processo saúde-doença,
reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como modelo
biopsicossocial, e também são amparadas por extensa literatura científica,
que corrobora sua eficácia e segurança. É fundamental esclarecer
que a terapia cognitivo-comportamental vem sendo aplicada na unidade de medicina
comportamental da Unifesp e no ambulatório de ansiedade do Hospital das
Clínicas da USP como recurso psicoterapêutico eficaz para as condições
de somatização/doenças psicossomáticas, entre outros
problemas de saúde mental. Além de terem aplacados os sintomas psíquicos
e físicos, os pacientes aprendem a identificar a origem dos pensamentos
"causadores" de emoções e reações fisiológicas
desequilibradas. Obrigado por esclarecerem a população sobre a inexorável
relação mente-corpo. Armando Ribeiro das Neves Neto Supervisor
clínico de terapia cognitivo-comportamental da USP/Unifesp São
Paulo, SP
Em
um mundo como o de hoje, onde o stress faz parte do dia-a-dia, é mais do
que oportuna a reportagem sobre stress e saúde. É sabido que grandes
emoções, como enfrentar um terremoto, perder uma decisão
de campeonato por pênaltis ou mesmo acreditar em um determinado dia de azar, podem
aumentar a morte súbita. O que deve ser ressaltado, no entanto, é
que há trabalho mostrando que o chamado "stress bom" pode ser
protetor. Por exemplo, no dia da final da Copa do Mundo na França, em que
a França derrotou o Brasil, houve redução da mortalidade
súbita entre os franceses. Por ser esse assunto de suma importância,
a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas organizou uma campanha nacional
no dia 12 de novembro passado, em mais de sessenta centros, para a prevenção
de arritmias cardíacas e morte súbita. Estimulou-se a difusão
de desfibriladores automáticos e, entre outras coisas, a alteração
de hábitos de vida, com dieta alimentar saudável, realização
de atividade física regular e redução do stress, como
forma de diminuir o risco de eventos cardíacos graves. Leandro Ioschpe
Zimerman Diretor científico da Sociedade Brasileira de Arritmias
Cardíacas Porto Alegre, RS
A
reportagem de capa "Emoções e saúde" me deixou
imensamente gratificado. Como ginecologista, trabalhando há 33 anos na
área de prevenção do câncer cérvico-uterino,
quero afirmar que o transparente e lúcido trabalho a cargo de Anna Paula
Buchalla prestou uma das maiores e inestimáveis contribuições
à saúde pública do país. Em preciosas oito páginas,
VEJA confirmou o que venho observando em minha prática diária de
consultório: as mulheres portadoras do HPV, possuidoras de um efetivo equilíbrio
emocional, têm seu sistema imunológico reforçado. Como conseqüência,
em pouco tempo, elas se vêem livres das lesões provocadas pelos diversos
tipos de vírus sem necessidade de recorrer a medicamentos ou procedimentos
cirúrgicos. Levi Bronzeado dos Santos Ginecologista
Guarabira, PB
Mehmet
Oz
Prazerosa, inteligente
e reconfortante, além de muito informativa, a entrevista das páginas
amarelas com Mehmet Oz (5 de dezembro). O médico deixa claro que os excessos
são prejudiciais e lança dúvidas sobre dietas milagrosas
que todos os dias estampam revistas especializadas. Também lembra que o
lado espiritual e de bem-estar da pessoa consigo mesma é fundamental. Logo,
está em nossas mãos chegar mais próximo da felicidade. Osny Martins Joinville, SC
Fantástica
a entrevista com o doutor Oz. De forma simples e descomplicada, ele expõe
pontos de vista práticos e objetivos que visam à saúde e
ao bem-estar. O doutor Oz faz questão de ressaltar que não há
fórmula mágica para nenhuma pessoa se manter saudável. Izabel Monteiro São Paulo, SP
Parabéns,
doutor Mehmet Oz, pela sua simplista mas extremamente inteligente prescrição
da fórmula da longevidade com qualidade de vida. As mensagens do corpo,
chamadas de doenças, nada mais são que desequilíbrios da
harmonia preconizados pelo nosso grande mestre Hipócrates, e tão
bem relembradas pelo doutor Mehmet Oz. Edson Maffezzolli Nutrólogo
Por e-mail
Carta
ao leitor
VEJA está
apenas colhendo os louros do respeito e da consideração aos seus
milhares de leitores e ao Brasil, cuidadosamente mantidos, desde
a sua primeira edição. Apesar dos eventuais ataques à revista,
todos sabemos que essa publicação sempre esteve e sempre estará
ao lado da verdade e de quem acredita que um jornalismo sério e competente
pode mudar a vida de um país. Parabéns pelo merecido sucesso ("Credibilidade
em números", Carta ao leitor, 5 de dezembro)! Helaine Povoa Brasília, DF
Renangate
Até
quando teremos de patrocinar pensão de ex-mulheres, espionagens indevidas,
laranjas e safadezas para enriquecimento ilícito? É lógico
que com tudo isso realmente o Brasil precisa do dinheiro da CPMF para sobreviver...
("Espionagem oficial", 5 de dezembro). Luiz Antonio Iervolino
Pacheco e Silva São Paulo, SP
No
mesmo dia em que foi divulgada uma pesquisa mostrando que 45% dos brasileiros
não acreditam no Congresso, o Senado, na sessão para votar a cassação
do senador Renan Calheiros, indiciado pelo Conselho de Ética por quebra
de decoro parlamentar, viveu mais um dia vergonhoso. Transformada em bazar, a
Casa foi palco de todos os tipos de armação, entre os quais a vergonhosa
barganha feita por Renan Calheiros, que, após ser traído pelos aliados,
trocou o cargo de presidente pela preservação do mandato. Júlio
Ferreira Recife, PE
Sindicalismo
É
com muita revolta que vejo os senadores aprovarem esse famigerado imposto sindical
("A mamata continua", 5 de dezembro). Infelizmente serei obrigada a
pagar o imposto que vai bancar a farra dos sindicalistas esfomeados pelo
dinheiro dos trabalhadores. Não sou sindicalizada e pagarei um imposto
por imposição dos senhores senadores, que não se lembram
de defender os trabalhadores. Eunice Rodrigues do Rego Aracaju,
SE
Como
empresário, fiquei indignado ao ver a foto de sindicalistas comemorando
a aprovação da contribuição sindical obrigatória.
Minha empresa gera trinta empregos diretos e somos obrigados pela Justiça
do Trabalho a nos filiar ao sindicato das academias, mesmo contra a nossa vontade,
tendo de pagar anuidades atrasadas desde 2001. Os brasileiros são continuamente
roubados dentro da lei por esses vampiros, e não há nada que possamos
fazer. Bruno Mello Nova Lima, MG
Como
pode um presidente de sindicato chegar a ganhar 25 000 reais, tirando do
bolso do trabalhador um dia de serviço por ano? É vergonhoso ver
Paulinho da Força Sindical rindo dos bobos que bancam sua mordomia. Sindicato
só serve para atrapalhar quem produz. Luiz Buzetti Filho Paranaíba,
MS
Conjuntura
Acabo
de ler a excelente reportagem sobre o Bric ("A liga da salvação
do capitalismo", 5 de dezembro). Acho fundamental que uma revista de grande
circulação como VEJA mostre aos brasileiros a força do nosso
país. Além disso, a matéria aponta claramente os benefícios
das privatizações, que por muito tempo foram encaradas como uma
grande ameaça. Chega de "síndrome dos coitados".
É tempo de olhar para o mundo, que agora olha atentamente para nós!
Parabéns novamente pela reportagem. Cristiane Camargo São
Paulo, SP
Religião
A
Federação Israelita do Estado de São Paulo, entidade que
representa a comunidade judaica do estado e congrega 53 organizações
e entidades beneficentes, cumprimenta VEJA pela excelente reportagem "O rabino
é pop" (28 de novembro). A repórter Adriana Dias Lopes ressaltou
com muita sensibilidade o trabalho do jovem rabino Michel Schlesinger à
frente da Congregação Israelita Paulista. Mario Fleck Vice-presidente da Federação Israelita do Estado de São
Paulo São Paulo, SP
Trânsito
Foi
com satisfação que li a reportagem "Eles não são
piores" (28 de novembro), que trata da punição a motoristas
famosos pegos no ato infracional de dirigir sob o efeito de álcool nos
Estados Unidos. Infelizmente, a realidade brasileira é outra. Apesar de
o Código Nacional de Trânsito apresentar cláusulas bastante
restritivas a beber e dirigir, o que se vê no Brasil é a total impunidade.
Motoristas que bebem e dirigem sabem que contarão com uma polícia
pouco aparelhada e sem bafômetros, com a ausência de delegacias de
trânsito em grande parte do país e com uma Justiça lenta associada
a advogados hábeis. Além disso, a lei brasileira permite que um
indivíduo não forneça provas que poderão incriminar
a si próprio, o que faz com que soprar um bafômetro em uma blitz
se transforme em uma opção, e não em ato mandatório.
Flavio Pechansky Médico psiquiatra Coordenador do
Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trânsito e Álcool da UFRGS
Porto Alegre, RS
Tabagismo
Nem
"light" ou "baixos teores" nem as assustadoras fotografias
ajudaram a baixar o consumo de cigarro. O fumante não olha as fotos
e menos ainda lê as advertências. São medidas que
servem de colírio para a consciência dos governos. O preço
alto do cigarro, o sumiço das enganosas propagandas e as proibições
de fumar em locais públicos ou fechados, sim, podem resultar na diminuição
do consumo. Em contrapartida, a arrecadação de tributos e o
contrabando vão frutificar. Enquanto o governo não perceber que
os gastos com saúde para cuidar das doenças causadas pelo fumo são
maiores do que a arrecadação proveniente da venda de cigarros,
ele não vai acabar com a galinha dos ovos de ouro ("Um alerta
no ar", 28 de novembro). Marat Fage Instituto Marat São
Paulo, SP www.tabagismo.com.br
Livro
digital
O livro eletrônico
aparece em nova roupagem o Kindle, da livraria on-line Amazon ("Biblioteca
na palma da mão", 28 de novembro). A pergunta que não se cala
é se essa nova versão do livro eletrônico, mais compacta,
versátil e menos custosa, vai fracassar como as tentativas anteriores,
surgidas a partir dos anos 90. A resposta pode ter sido involuntariamente apresentada
por Saulo Ramos, em sua excelente entrevista nas páginas amarelas da mesma
edição, em raciocínio obviamente usado em outro contexto:
nos dias de hoje, são "os intelectualmente fracos" que "ficam
brincando com o laptop". Como solidez intelectual e consumo de livros parecem
andar de mãos dadas, logo... Maria Terezinha Santellano Porto
Alegre, RS
Polícia
Estou
inconformado com o tratamento dado ao presidiário Fernandinho Beira-Mar,
permitindo que ele faça negócios e comande esquemas mesmo estando
atrás das grades, em prisão de segurança máxima. É
esse tipo de impunidade que serve de exemplo para novos bandidos não temerem
a Justiça ("Era segurança máxima?", 28 de novembro). Denis Mello Santo André, SP
Reinaldo
Azevedo
O artigo "A crença na cultura
da periferia é coisa de gente com miolo mole" (5 de dezembro),
de Reinado Azevedo, que dá conta de uma certa "Antropologia da Maldade"
com força para transformar barbárie em civilização,
nos faz lembrar as palavras um tanto sombrias do francês Alain Finkielfraut:
"A barbárie acabou por se apossar da cultura". Gostaria ainda
de mencionar o pensamento do professor Bruno Lossato, da Universidade de
Wharton, nos Estados Unidos, a propósito dessa inversão de
valores bem exemplificada por Azevedo em seu artigo ao afirmar que
os antropólogos da maldade andam por aí priorizando o
aprendizado do funk e do rap em detrimento de Camões e Manuel Bandeira.
Para Lossato, quanto mais as pessoas são incultas, mais elas obedecem a
slogans e melhor se pode manipulá-las e sujeitá-las. Portanto,
somente detentores de uma cultura crítica podem separar epifenômenos
dos fenômenos culturais essenciais. Paulo Madeira Laguna, SC
Brilhante,
lúcido e preciso o artigo de Reinaldo Azevedo. O que o autor nos dá
é apenas uma amostra das conseqüências daquilo que há
muito domina o Brasil: a cultura da mediocridade. Jacy Paulo Ribeiro Vitória,
ES
Na terra dos bororos, nhambiquaras,
caetés e tupiniquins, as periferias não têm acesso à
matemática nem às poesias de Camões e Bandeira. Esses grupos
sociais têm em comum os braços desproporcionados do estado:
curtos para levar a eles educação, cultura, saúde, transporte,
segurança e longos para alcançá-los com a insegurança.
Carlos Alberto Ferreira Dias Rio de Janeiro, RJ
Diogo
Mainardi
Diogo que perdoe meu pessimismo, mas
o episódio da vinheta não é nada surpreendente. Não
se considerarmos que vivemos num país em que os canais da TV aberta estão
à disposição de qualquer político que queira fazer
propaganda. Isto é, a televisão é aberta para a propaganda
política, mas os aeroportos não estão abertos para uma propaganda
meramente comercial de um livro. O Brasil é um país muito imprevisível.
Quando menos se espera, as coisas falham, fazem puf ("Quando a liberdade
faz puf", 5 de dezembro). Alice Vieira Barros Guanambi, BA
Roberto
Pompeu de Toledo
Há matérias que
se lêem e jamais se esquecem. Alguns anos atrás, Roberto Pompeu de
Toledo escreveu "O celular e o fuzil", fazendo analogia entre guerrilheiros
armados e os agentes da bolsa de valores com seus celulares. Agora ele marcou
um gol de placa com seu ensaio "O Brasil no pelotão dos desenvolvidos"
(5 de dezembro), sobre nosso IDH, com direito a poeminhas bem-humorados e com
uma denúncia muito séria sobre nossa triste realidade. Parabéns,
Roberto! Valdevino L. de Castro Taubaté, SP
Se
o IDH do Brasil melhorou, podem-se tirar duas conclusões: ou caiu
a credibilidade do referido índice ou a sigla mudou para "índice
de desprezo à humanidade". Juliana Pisetta de Oliveira Foz
do Iguaçu, PR
Holofote
A
Malagueta Filmes foi fundada por mim, em 1999, em Salvador. Em 2001, Alexandre
Mendonça, filho de Duda Mendonça, comprou uma pequena parte da empresa
e se tornou meu sócio. Isso não faz de seu pai proprietário
da produtora. Alexandre trabalhou comigo durante muitos anos em São Paulo,
é meu amigo pessoal e um profissional extremamente competente e totalmente
independente do pai. A terceira sócia e amiga, Márcia Tucunduva,
entrou na empresa em 2002 e completou o quadro societário da produtora.
A Malagueta é motivo de muito orgulho e um projeto pessoal de cada um de
nós. Fruto de muito trabalho e esforço ("Duda fez e volta a
fazer", 5 de dezembro). Giovani Lima Malagueta Filmes (www.malagueta.art.br) Salvador,
BA
Colégio São
Bento
A reportagem "Nem criança
escapa" (5 de dezembro) é oportuna e serve de alerta aos pais que
se omitem sobre o ensino dos filhos. Ao contrário do que propunha Lênin
e preconizam os pedagogos marxistas, a melhor educação para formar
cidadãos livres baseia-se, essencialmente, na pluralidade de idéias
e na liberdade de reflexão. José Nelson Dutra Fonseca Curitiba,
PR
Curso o 2º ano do ensino médio
e é raro assistir a uma aula de história ou de geografia sem que
os professores ataquem o capitalismo. Pior: eles tentam nos convencer a qualquer
custo de que o sistema capitalista é injusto, perverso, elitista e que
só visa ao lucro. Mas, como sou bem informado e leitor de VEJA, aprendi
que o mundo do capitalismo global está mais aberto, flexível, resistente
e adaptável do que antes. Aliás, em todos os lugares em que o padrão
de vida subiu para a maioria da população, o capitalismo esteve
presente. É por isso que necessitamos de menos tutela e mais liberdade,
menos gastos e mais investimento, menos estado e mais privatizações,
menos burocracia e mais empreendedorismo, menos populismo e mais competitividade.
Murilo Augusto de Medeiros, 16 anos Guará II, DF
Medicina
psicossomática 2
Na reportagem "As
doenças da emoção" (5 de dezembro), constatei um engano
na página 163, segundo parágrafo, linha 5. O texto possui a seguinte
redação: "(...) Maimônides, um médico mouro do
século XII: (...)". O personagem em questão é Moisés
ben Maimônides ou Moisés Maimônides (hebr. Mosheh ben Maimon)
(Córdoba, 1138-Cairo, 1204), que era médico, rabino e filósofo
de vertente aristotélica. Portanto, Maimônides era judeu, e não
mouro. Edson de Faria Francisco Doutorando da área de
língua hebraica, literatura e cultura judaicas da USP São Bernardo
do Campo, SP
Cartas
Com
referência à carta do leitor Humberto Viana Guimarães, publicada
na página 31 da edição 2.036 (Cartas, 28 de novembro), a
Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) esclarece que nos portos de Salvador,
Aratu e Ilhéus, administrados pela empresa, a atividade portuária
é ininterrupta nos 365 dias do ano. Marco Antônio Rocha Medeiros Diretor-presidente Companhia
das Docas do Estado da Bahia (Codeba) Salvador, BA
CORREÇÃO:
Por equívoco do governo de Minas Gerais, a foto que aparece na reportagem
"Bê-á-bá nota 10" (5 de dezembro) é da escola
Dom João Antônio Pimenta, e não da escola Francisco Sá.
O fim das embalagens PET
na Câmara?
O
deputado federal Augusto Carvalho, do PPS do Distrito Federal, apresentou ofício
à presidência da Câmara dos Deputados solicitando a substituição
das garrafas plásticas de água mineral compradas pela casa por filtros.
Carvalho cita uma reportagem de VEJA para embasar seu pedido: "A revista
VEJA, edição de 28 de novembro de 2007, publicou matéria
sob o título A guerra contra a água mineral, em que
relata providências tomadas pelo poder público de cidades nos Estados
Unidos, que têm proibido os órgãos públicos de comprar
água mineral para seus funcionários". O deputado justifica
seu pedido: "Essas garrafas têm custos ambientais elevados. Após
serem utilizadas, são descartadas no solo urbano, passando a poluir o meio
ambiente por centenas de anos. Quando reutilizadas, por meio do processo de reciclagem,
também contribuem para a poluição, pois tanto a matéria-prima
quanto a energia utilizada na reciclagem são altamente poluentes".
O resumo da ópera é muito desfavorável à embalagem
PET: custo ambiental com transporte e entrega das embalagens, gasto de energia
elétrica na sua produção, degradação do meio
ambiente e poluição visual com o descarte das garrafas, emissão
de CO2 com a queima de combustíveis fósseis
e custo econômico para a manutenção dos estoques desses recipientes.
"A tecnologia atualmente disponível permite a filtragem da água
com equipamentos de fácil manutenção e preços competitivos",
diz Carvalho.