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Edição 2038

12 de dezembro de 2007
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Carta ao leitor
Parceria de um século

Paulo Vitale
A editora Thaís Oyama, em Tóquio: reportagem no país de seus antepassados

Em 18 de junho do ano que vem, será comemorado o centenário da emigração japonesa para o Brasil. Nesta edição, VEJA antecipa-se à data, com a pu-blicação de uma reportagem de 45 páginas que certamente interessará não apenas às pessoas com raízes no Japão. Os brasileiros com ascendência japonesa formam um exército de 1,2 milhão de pessoas. Em sua maioria esmagadora, eles integram uma classe média laboriosa e bem-educada, que brilha nas áreas de engenharia, arquitetura, medicina e computação, principalmente, para alegria de seus pais e avós, oriundos do trabalho braçal nas lavouras. A reportagem de VEJA mostra como as diversas gerações foram se integrando com sucesso à sociedade brasileira. Também traz um capítulo emocionante sobre vidas paralelas. Uma das histórias é a de duas irmãs separadas pela imigração. Uma veio para o Brasil aos 10 anos, enquanto a outra teve de permanecer do outro lado do mundo. Os relatos sobre o Japão atual, com suas peculiaridades sociais e demográficas, são saborosos e informativos.

Para fazer essa reportagem, VEJA destacou a editora Thaís Oyama. Acompanhada pelo fotógrafo Paulo Vitale, ela permaneceu durante vinte dias no Japão. Thaís entrevistou meia centena de pessoas. De especialistas em demografia e autoridades a cidadãos comuns e dekasseguis – como são chamados os nipo-brasileiros que voltaram ao Japão em busca de emprego, outro fenômeno abordado pela reportagem. Para Thaís, a viagem teve um significado duplamente especial: ela é sansei. Ou seja, neta de imigrantes. Nascido na província de Gifu, seu avô materno, Güichi Maeda, de 95 anos, chegou ao Brasil em 1932. Ele trabalhou durante dois anos numa fazenda de café, no interior de São Paulo, antes de fixar-se na cidade de Marília, onde se tornou confeiteiro e conheceu a sua futura mulher, também japonesa. "Meu avô foi esperto: casou-se com a filha do dono da confeitaria", diverte-se Thaís. O senhor Maeda tem todos os motivos para sentir orgulho de sua neta.




 

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