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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Térmicas em perigo O primeiro abacaxi para Francisco Gros descascar quando assumir o leme da Petrobras já está em sua futura mesa de trabalho: é o programa da estatal para a construção de usinas termoelétricas, fundamental para tirar o país do atoleiro do racionamento. A diretoria da Petrobras está inclinada a cancelar parte dele.
Afinidades político-econômicas Eugênio Staub, dono da Gradiente e um nacionalista de quatro costados, tem tido prolongadas conversas com Lula. Maluf na Justiça Paulo Maluf não desiste. Vai questionar no STF a legitimidade da candidatura de Geraldo Alckmin ao governo paulista no ano que vem. Deve dar em nada, mas serve para fazer algum barulho. E para tentar tirar o ex-prefeito da defensiva dos últimos meses. Em família No início desta semana, a oposição maranhense vai pedir a abertura de um processo de impeachment da governadora Roseana. Vai dar muita discussão entre os deputados e zero de conseqüência na prática. Não passa de um lance político normal, em que a oposição faz o papel de oposição. Curioso mesmo é saber que na cabeça do movimento anti-Roseana está a deputada Teresa Murad, concunhada da vice-líder nas pesquisas à sucessão de FHC. A bela e a fera Agora não, que ainda não é hora. Mas, lá na frente, Roseana procurará Itamar Franco.
Coca compra Jesus A Coca-Cola brasileira fechou a compra do guaraná Jesus, um ilustre desconhecido no país inteiro, exceto na terra de Roseana Sarney. No Maranhão, o esquisito refrigerante cor-de-rosa é dono de 23% do mercado. Paqueras telefônicas A Brasil Telecom anda piscando o olho para a Intelig. É provável que o namoro engate ainda no primeiro trimestre de 2002. Imposto recolhido A Drogaria Onofre, a quarta maior rede de farmácias de São Paulo, deve fechar o ano com 100 milhões de reais de faturamento. Vai recolher 7,5 milhões de reais em impostos. Um feito e tanto, num país onde a sonegação é fortíssima. Caminhões no fim do túnel Enfim, uma rara boa notícia no setor automobilístico. A Volkswagen vai aumentar a linha de montagem em sua fábrica de caminhões de Resende, no Rio de Janeiro. Troca de posições O empresário Eike Batista e o Bank of America compraram da quebrada Enron a Azurix, uma empresa de prospecção e tratamento de água. Eike, na verdade, recomprou a companhia, que vendera à Enron há menos de dois anos.
Melhora invisível Da série "mudanças que ninguém nota": um estudo recém-saído do forno, feito pelo BNDES, sobre os municípios brasileiros traz uma revelação surpreendente. Nada menos que 49% do volume total de recursos dos orçamentos municipais vai para saúde e educação. Claro que ainda se desperdiça muito e o excesso de pessoal em áreas administrativas é um exemplo. Mesmo assim, é um feito. Como tudo isso é muito recente, ainda não se tem como avaliar com precisão o óbvio impacto dessa concentração no social.
Socorro! Maior termômetro de insegurança não há. Os coordenadores dos programas de Disque-Denúncia das duas principais cidades do país foram, eles mesmos, vítimas da violência. Na semana passada, Eduardo Capobianco, de São Paulo, foi baleado. No início do ano, seu colega do Rio de Janeiro, Zeca Borges, se mudou para outro Estado, com toda a família. Não suportava mais as ameaças de morte em telefonemas no meio da madrugada.
Espelho partido Mais uma "espelhinho" como são chamadas as telefônicas que atendem a cidades de até 200.000 habitantes morreu de inanição antes de funcionar. A Telemais, que tinha concessão para 93 cidades paulistas e da Região Sul, fechou as portas e demitiu todos os seus funcionários.
O time de Nizan A banqueira carioca Kati de Almeida Braga e o industrial paulista Claudio Bardella são os sócios de Nizan Guanaes na agência de publicidade que ele abre em março.
Quase no fim Após cinco anos, pode estar chegando ao fim o drama de 45 das 99 famílias das vítimas do vôo 402 da TAM, o maior desastre da aviação de São Paulo. Na quarta-feira, advogados dos parentes reúnem-se para uma audiência de conciliação num fórum da capital paulista. Se chegarem a um acordo, estará aberto o caminho para que os herdeiros recebam uma bolada estimada em 40 milhões de dólares.
De megatom a microtom Tom Cavalcante começou a negociar com o SBT e tomou uma ducha de água fria. Queria um programa só dele no horário noturno. Silvio Santos ofereceu-lhe um, mas aos sábados de tarde. Só restou a Tom voltar a negociar com a Globo. Deve renovar com a emissora carioca. E, lá, programa-solo para ele, nem pensar.
Colaboraram
Marcelo Carneiro e Malu Gaspar
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