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A chapa está quente

Casa dos Artistas continua a
moer o Fantástico. E também
os nervos de seus participantes

Ricardo Valladares

 
Antonio Milena

Avoada de plantão, a cantora Patrícia Coelho acabou irritando Mateus Carrieri, que chegou a jogar uma cadeira no chão. Um dia depois, Supla e Bárbara Paz entraram em crise e precisaram "discutir a relação"


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Para usar as palavras do ator Alexandre Frota, "a chapa está esquentando, bróder". Depois de mais de um mês de convívio, os participantes remanescentes do programa Casa dos Artistas começam a dar sinais de stress acentuado. Desde o começo houve rusgas entre eles, mas nada comparável ao que se viu na semana passada. Primeiro, o ator Mateus Carrieri perdeu a paciência com a cantora Patrícia Coelho. Gritou com ela, xingou-a, mandou-a calar a boca e, para completar, agarrou uma cadeira de sol e atirou-a longe. A mesma Patrícia foi alvo, depois, de um chega-pra-lá de Alexandre Frota. O grandalhão quase a levou às lágrimas ao chamá-la de mimada e fazer uma aguda avaliação psicológica "frotiana": "Você precisa largar da barra da saia da mãe, pô". As cenas entristeceram duas pessoas ligadas a Patrícia. "Esse Mateus me parece meio desequilibrado", disse a mãe dela. Já o ex-namorado da cantora, o apresentador Marcos Mion, comentou: "Chamar a Patrícia de Barrichello até que fazia sentido. Mas agora as coisas estão ficando meio cruéis". Após esses episódios, foi a vez de o casalzinho Supla e Bárbara Paz entrar em crise. Ela, que já havia passado um dia inteiro chorando, chamou o cantor para uma conversa séria. Houve muita gesticulação e palavras exaltadas. No fim, os dois concluíram que ainda não era hora de acabar o namoro e resolveram partir para a reconciliação – embaixo de um edredom, é claro.

Nos bastidores do programa, quem teve trabalho dobrado nos últimos dias foi a psicóloga de plantão. O SBT mantém seu sobrenome em sigilo, mas VEJA apurou que ela é a baiana Débora Tabacof, de 37 anos, cujo consultório fica num bairro de classe média em São Paulo. Segundo um colega de profissão, ela é de "formação múltipla", especializada em terapia corporal. Em Casa dos Artistas, terapia corporal é tão possível quanto Mari Alexandre recitar Dante Alighieri. Os participantes não sabem nem mesmo qual é a cor do cabelo da psicóloga, já que as conversas com ela sempre acontecem através de um vidro espelhado. "Eu simplesmente não consegui me abrir com alguém de quem não via o rosto", conta a sambista Nana Gouvêa, eliminada há quinze dias. E ela dispara uma crítica: "Quando resolvi ficar debaixo das cobertas, chateada porque diziam que eu era exibida, a psicóloga me pediu para que saísse da cama e voltasse a me mostrar". Débora Tabacof diz que não pode fazer comentários sobre o programa. "Só garanto que estou fazendo tudo dentro dos padrões éticos", afirma. Sua experiência deverá ser usada em Casa dos Artistas 2, que o SBT pretende gravar no ano que vem.

A poucos dias de seu encerramento, no dia 16, a primeira edição do programa continua a angariar espectadores. Aos domingos, no horário da atração, a emissora recebe em média 43 milhões de ligações telefônicas. São espectadores que desejam entrar na votação que exclui os participantes. E não é só em São Paulo que os índices de audiência de Casa dos Artistas estão lá em cima. No Rio de Janeiro, reduto da Rede Globo, o programa vem batendo o Fantástico constantemente. O mesmo vale para Porto Alegre e outras capitais brasileiras. Silvio Santos está dando um baile na concorrência como nunca se viu.

   
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