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Chapadas
Fotos Araquém Alcântara

DIAMANTINA
No interior da Bahia, um planalto com área maior que a da Holanda,
mais de 1 000 metros acima do nível do mar: visitas monitoradas a
um poço natural cheio de águas azuis |

GUIMARÃES
Esta vista já esteve no fundo do mar e já foi uma geleira: em volta,
enormes paredões |
Aventura
ou repouso. As chapadas conciliam as duas possibilidades, mas desafiam
para a primeira hipótese. Uma vantagem do turismo organizado são
os guias que avaliam as limitações de cada um e recomendam
as aventuras capazes de mexer com a adrenalina sem pôr em risco
a integridade física de ninguém. As chapadas são
formações geológicas que têm entre 500 milhões
e 1,5 bilhão de anos. Sua paisagem vem sendo esculpida diariamente
pelo vento e pela chuva. A água dissolve as fatias moles do terreno,
a brisa arranca a poeira. Quanto mais os canais afundam, mais violenta
é a passagem da água, mais canalizado o vento. As diferenças
de nível e de dureza da área ao longo dos rios montam cataratas,
cavernas e abismos. A Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, considerada
o centro geográfico da América do Sul, apresenta paredões
com mais de 500 metros de altura. Acredita-se que já foi uma geleira;
depois esteve no fundo do mar. No Vale da Lua, dentro da Chapada dos Veadeiros,
em Goiás, vê-se um enorme conjunto de rochas cinzentas ponteadas
de crateras cavadas pelo Rio São Miguel. Com muito quartzo, elas
têm um brilho que até satélites registram. No interior
da Bahia, a Chapada Diamantina um planalto de área maior
que a da Holanda é a mais visitada do país e oferece
passeios como um mergulho numa gruta de 21 quilômetros de extensão,
a subida de um morro mais de 1 000 metros acima do nível do mar
e a vista de um poço natural com 61 metros de profundidade, cheio
de águas azuis. Todas as atrações uma ao lado da
outra. Animais típicos desse cenário, fáceis de ver,
são o lobo-guará, o gavião e o tamanduá, entre
outros. Há vilas fundadas por bandeirantes em alguns locais e,
para quem quer radicalizar de fato, grande fartura de esportes radicais,
como escaladas e descida de corredeiras.
Milton Shirata

VEADEIROS
Corredeiras e rochas brilhantes: até satélites registram o cintilar
peculiar da região |
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HOTÉIS
Ricardo Rollo
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Na Chapada Diamantina, o hotel Portal Lençóis (165
reais a diária) oferece varandas com vista direta para o
espetáculo natural das esculturas rochosas. Piscina climatizada,
academia de ginástica e toda a
parafernália e itens comuns
de hotéis urbanos completam
o pacote nesse empreendimento. Outras opções, com
diária entre 60 e
110 reais para o casal, são o Alpina Resort Mucugê,
a 1 200 metros de altitude, com lareira no restaurante do hotel,
a Pousada Ecológica, que fica bem próxima aos tobogãs
naturais do Rio Paraguaçu, o Canto das Águas (foto),
um hotel urbano, é fato, mas
com um córrego cujo barulhinho nina os hóspedes,
e
o Hotel de Lençóis. Na
Chapada dos Guimarães, a
Pousada Penhasco (com
diária de 150 reais para o
casal) permite ver o imenso vale lá embaixo, de dia, e até
os reflexos das luzes da cidade de Cuiabá, a 65 quilômetros
de distância, à noite. Em Alto Paraíso de Goiás,
na Chapada dos Veadeiros, a Pousada Alfa & Ômega (que
cobra 90 reais de diária para o casal) brinda os hóspedes
que encararam os passeios, as caminhadas e
as escaladas do dia com uma
agradável sessão de massagem na volta de
cada excursão.
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