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Edição 1 730 - 12 de dezembro de 2001
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Chapadas

Fotos Araquém Alcântara

DIAMANTINA
No interior da Bahia, um planalto com área maior que a da Holanda, mais de 1 000 metros acima do nível do mar: visitas monitoradas a um poço natural cheio de águas azuis



GUIMARÃES

Esta vista já esteve no fundo do mar e já foi uma geleira: em volta, enormes paredões


Aventura ou repouso. As chapadas conciliam as duas possibilidades, mas desafiam para a primeira hipótese. Uma vantagem do turismo organizado são os guias que avaliam as limitações de cada um e recomendam as aventuras capazes de mexer com a adrenalina sem pôr em risco a integridade física de ninguém. As chapadas são formações geológicas que têm entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos. Sua paisagem vem sendo esculpida diariamente pelo vento e pela chuva. A água dissolve as fatias moles do terreno, a brisa arranca a poeira. Quanto mais os canais afundam, mais violenta é a passagem da água, mais canalizado o vento. As diferenças de nível e de dureza da área ao longo dos rios montam cataratas, cavernas e abismos. A Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, considerada o centro geográfico da América do Sul, apresenta paredões com mais de 500 metros de altura. Acredita-se que já foi uma geleira; depois esteve no fundo do mar. No Vale da Lua, dentro da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, vê-se um enorme conjunto de rochas cinzentas ponteadas de crateras cavadas pelo Rio São Miguel. Com muito quartzo, elas têm um brilho que até satélites registram. No interior da Bahia, a Chapada Diamantina – um planalto de área maior que a da Holanda – é a mais visitada do país e oferece passeios como um mergulho numa gruta de 21 quilômetros de extensão, a subida de um morro mais de 1 000 metros acima do nível do mar e a vista de um poço natural com 61 metros de profundidade, cheio de águas azuis. Todas as atrações uma ao lado da outra. Animais típicos desse cenário, fáceis de ver, são o lobo-guará, o gavião e o tamanduá, entre outros. Há vilas fundadas por bandeirantes em alguns locais e, para quem quer radicalizar de fato, grande fartura de esportes radicais, como escaladas e descida de corredeiras.


Milton Shirata

VEADEIROS
Corredeiras e rochas brilhantes: até satélites registram o cintilar peculiar da região

 

HOTÉIS

Ricardo Rollo

Na Chapada Diamantina, o hotel Portal Lençóis (165 reais a diária) oferece varandas com vista direta para o espetáculo natural das esculturas rochosas. Piscina climatizada, academia de ginástica e toda a parafernália e itens comuns de hotéis urbanos completam o pacote nesse empreendimento. Outras opções, com diária entre 60 e 110 reais para o casal, são o Alpina Resort Mucugê, a 1 200 metros de altitude, com lareira no restaurante do hotel, a Pousada Ecológica, que fica bem próxima aos tobogãs naturais do Rio Paraguaçu, o Canto das Águas (foto), um hotel urbano, é fato, mas com um córrego cujo barulhinho nina os hóspedes, e o Hotel de Lençóis. Na Chapada dos Guimarães, a Pousada Penhasco (com diária de 150 reais para o casal) permite ver o imenso vale lá embaixo, de dia, e até os reflexos das luzes da cidade de Cuiabá, a 65 quilômetros de distância, à noite. Em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros, a Pousada Alfa & Ômega (que cobra 90 reais de diária para o casal) brinda os hóspedes que encararam os passeios, as caminhadas e as escaladas do dia com uma agradável sessão de massagem na volta de cada excursão.

 

 

   
 
   
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