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VEJA está sendo injusta ao comparar os desmandos do futebol oficial
com o futebol de várzea. A lama da várzea suja apenas
a bola e a camisa dos jogadores ("Lama no futebol", 5 de dezembro). De
que adianta ter um grupo fácil na Copa, de que adianta ser o
tetracampeão do mundo, se o comando do futebol brasileiro é
uma palhaçada? Que
o Ministério Público e a Justiça tenham mais juízo
que as CPIs, porque políticos da bancada da bola e dirigentes
de futebol são farinha do mesmo saco. A
credibilidade do futebol brasileiro já era. Até nosso
rei afundou na lama.
Embora a entrevista de Michael Porter (Amarelas, 5 de dezembro) tenha
inúmeros pontos interessantes, ele demonstra desconhecer a realidade
brasileira. O Brasil não reclama demais. Os Estados Unidos são
protecionistas, extremamente protecionistas, exatamente nos setores
em que o Brasil é competitivo, coincidência ou não.
O discurso de livre comércio americano não se confirma
na prática de uma agricultura cada dia mais subsidiada. "O Brasil
vai continuar exportando recursos naturais." A balança comercial
brasileira demonstra a pujança das exportações
agropecuárias, que de maneira nenhuma podem ser consideradas
recursos naturais e requerem, sim, inovação e esforço
de produtividade. Nossa
agricultura competente e competitiva é barrada por americanos,
europeus e japoneses. A desculpa quem dá são eles por
sua hipocrisia.
Quero cumprimentar a revista pelo excelente suplemento (dezembro de
2001). Somente as mulheres são capazes de conciliar a vida pessoal
com a profissional sem perder a sensibilidade. São fortes o bastante
para trabalhar, estudar e cuidar da família, sem abandonar seu
estilo de sexo frágil, quando na verdade frágeis são
as pessoas que não conseguem acompanhá-las. Que
maravilha! Se VEJA para mim era a número 1, agora então
sem comentários. O Especial Mulher está fantástico.
Nós, mulheres, estávamos precisando mesmo dessa injeção
de ânimo. O
Especial Mulher está incrível. Daqueles de não
deixar de ler uma matéria sequer. Adorei. Muito
interessante e realista o artigo de dona Ruth. Mais extraordinário
ainda foi o modo com que VEJA a tratou. Mencionar Ruth Cardoso como
presidente do conselho do Comunidade Solidária é um avanço.
Muito melhor que lembrar das mulheres por seus respectivos maridos.
Elas estão provando que não dependem deles para se tornar
notórias.
No meio da escuridão ou cegueira tributária em que teimosamente
nos permitem sobreviver, uma luz (podia ser a estrela de Belém)
surge nas páginas de VEJA, com sua inteligente lição
de bom senso e advertência. Para satisfazer metas de arrecadação
de hoje, estamos condenando à inanição o amanhã
das empresas brasileiras ("A morte da galinha de ouro", 5 de dezembro).
A Associação Nacional de Investidores do Mercado de Capitais
(Animec) endossa as idéias expostas, principalmente quanto ao
aumento do imposto de renda e à tímida Lei das S.A., e
está engajada na luta para a valorização do ativo
ação e/ou dos acionistas não controladores. Minoritários
que são mais ou menos 18 milhões de investidores/acionistas. Mais
uma vez Stephen Kanitz expõe de maneira clara a falta de senso
na política tributária nacional. Estamos órfãos.
De um lado, um governo imediatista, que só pensa em cobrir rombos
em seu caixa causados por incompetência e corrupção
endêmicas. De outro, uma oposição "analfabeta",
que ao melhor estilo do PT de Paulo Paim tem como modelo para o país
algo parecido com a antiga Albânia. Até quando, Senhor?
Casos como os de Milu Villela e Luís Norberto Paschoal contradizem
o errôneo pensamento da maioria dos brasileiros: "Se ninguém
se importa com ninguém, por que vou me importar?". Não
basta cruzar os braços e ficar esperando as atitudes do governo;
é preciso agir (Ensaio, 5 de dezembro). Mais
que relatar uma história de sucesso, Roberto Pompeu de Toledo
reacendeu a esperança de que o ser humano ainda tem futuro. Aproveito
para sugerir a VEJA que crie uma seção que mostre semanalmente
o trabalho de alguma ONG dedicada a recuperar para uma vida produtiva
pelo menos parte dos 50 milhões de excluídos que o Brasil
abandonou. É possível que com um tipo de divulgação
inteligente se consiga atrair mais cidadãos para essa causa tão
nobre.
A reportagem "A dama da sucessão" (14 de novembro) afirma que,
na minha administração do Banco do Estado do Maranhão
(BEM), se teria produzido, até 1999, um "rombo" de 211 milhões
de reais. Gostaria de esclarecer que, na realidade, o valor de 211 milhões
de reais era o montante do patrimônio líquido negativo,
um efeito da antecipação de todas as providências
de saneamento e preparação do banco para a privatização.
Entre os ajustes, incluíram-se gastos com incentivo ao desligamento
de funcionários, cobertura do déficit da caixa de previdência
patrocinada pelo BEM, provisão para contingências trabalhistas,
tributárias e cíveis, baixa da carteira de crédito
imobiliário, provisionamento de créditos da carteira de
desenvolvimento, além de despesas levadas a efeito para a modernização
tecnológica da instituição. A União financiou
os ajustes, e, em janeiro de 1999, completou-se o processo de saneamento,
passando o BEM a operar em condições de absoluto equilíbrio
operacional e financeiro.
O ministro Marco Aurélio Mello, como chefe do Poder Judiciário
do Brasil, ocupa um cargo político, que lhe permite abordar,
livremente, qualquer assunto de interesse público. Isso não
desequilibra a harmonia entre os poderes, porque cada um deles tem o
dever de decidir com independência, conforme o modelo constitucional.
Se o Congresso Nacional editar alguma lei contrária à
opinião pessoal do ministro, ainda assim ele a cumprirá,
como sempre fizeram e fazem, diariamente, os juízes, em todo
o mundo. O fato de encontrar-se um juiz incumbido de aplicar a Constituição
e as leis não significa que ele não as possa comentar.
Parece-me cavilosa a referência à nomeação
do ministro Marco Aurélio para o STF. Ela não foi ato
unilateral do então presidente da República, mas também
do Senado, que aprovou o nome dele com o assentimento da comunidade
jurídica do país, que já aplaudia sua brilhante
atuação no TRT do Rio e no TST. A revista erra quando
diz que o presidente Marco Aurélio "foi obrigado (por seus
colegas) a voltar atrás no seu voto". Sabe-se que os juízes
do STF nunca pressionam uns aos outros. A reconsideração
de um voto é fenômeno freqüente, admitido pelas leis
processuais, que abrem para os julgadores oportunidades de rever suas
deliberações, reconhecendo que, humanos, os magistrados
não são infalíveis (Carta ao leitor, 28 de novembro).
Não é verdadeira a informação de que a CLT
proíbe a diminuição de salários em tempo
de crise ("Chegou a hora de enfrentar a lei do trabalho", 28 de novembro),
porquanto o artigo 503 da CLT estabelece o contrário: "É
lícita, em caso de força maior ou prejuízos devidamente
comprovados, a redução geral dos salários dos empregados
da empresa, proporcionalmente aos salários de cada um".
Sobre a reportagem "Trilhas de luxo" (24 de outubro), o Delta do Parnaíba
é o único das Américas em mar aberto, na divisa
entre Maranhão e Piauí. Cerca de 70% da extensão
do Delta do Parnaíba fica localizada em território maranhense.
A reportagem "Santos Dumont: o gênio além do avião"
(5 de dezembro) omite o nome de Ricardo Tilkian, responsável
pelo design do livro, pela digitalização e pelo restauro
das imagens fotográficas, e não cita a Editora Nova Fronteira.
A reportagem "Santos Dumont: o gênio além do avião"
(5 de dezembro) omite o nome de Ricardo Tilkian, responsável
pelo design do livro, pela digitalização e pelo restauro
das imagens fotográficas, e não cita a Editora Nova Fronteira.
Na reportagem "O que elas andam lendo" (VEJA Especial Mulher,
dezembro de 2001), ao falar da escritora Augusta Faro Fleury de Melo,
VEJA afirma que ela nunca havia saído de Goiás. A escritora
já esteve em inúmeros países e continentes: Egito,
Paris, Japão, Estados Unidos e Argentina, possuindo inclusive
dois passaportes porque um está lotado.
CORREÇÕES:
O teste "Você
está presa numa armadilha?", da edição
Especial Mulher, contém uma incorreção.
O enunciado diz que não se deve passar um traço sobre
outro. Na verdade eles podem se cruzar, mas não se sobrepor.
Veja
a resposta do teste.
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