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Edição 1 730 - 12 de dezembro de 2001
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"Houve uma época em que a lama que incomodava era a dos gramados sob forte chuva. Hoje a sujeira é outra."
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA

 

Futebol

VEJA está sendo injusta ao comparar os desmandos do futebol oficial com o futebol de várzea. A lama da várzea suja apenas a bola e a camisa dos jogadores ("Lama no futebol", 5 de dezembro).
Joanilson Silva
Campina Grande, PB

De que adianta ter um grupo fácil na Copa, de que adianta ser o tetracampeão do mundo, se o comando do futebol brasileiro é uma palhaçada?
Davi Domiciano
Palmas, TO

Que o Ministério Público e a Justiça tenham mais juízo que as CPIs, porque políticos da bancada da bola e dirigentes de futebol são farinha do mesmo saco.
Danilo Sérgio Salvadeo
Aracruz, ES

A credibilidade do futebol brasileiro já era. Até nosso rei afundou na lama.
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO

 

Michael Porter

Embora a entrevista de Michael Porter (Amarelas, 5 de dezembro) tenha inúmeros pontos interessantes, ele demonstra desconhecer a realidade brasileira. O Brasil não reclama demais. Os Estados Unidos são protecionistas, extremamente protecionistas, exatamente nos setores em que o Brasil é competitivo, coincidência ou não. O discurso de livre comércio americano não se confirma na prática de uma agricultura cada dia mais subsidiada. "O Brasil vai continuar exportando recursos naturais." A balança comercial brasileira demonstra a pujança das exportações agropecuárias, que de maneira nenhuma podem ser consideradas recursos naturais e requerem, sim, inovação e esforço de produtividade.
Pedro de Camargo Neto
Secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Brasília, DF

Nossa agricultura competente e competitiva é barrada por americanos, europeus e japoneses. A desculpa quem dá são eles por sua hipocrisia.
Luiz Marcos Suplicy Hafers
Presidente da Sociedade Rural Brasileira
srb@amcham.com.br

 

VEJA Especial Mulher

Quero cumprimentar a revista pelo excelente suplemento (dezembro de 2001). Somente as mulheres são capazes de conciliar a vida pessoal com a profissional sem perder a sensibilidade. São fortes o bastante para trabalhar, estudar e cuidar da família, sem abandonar seu estilo de sexo frágil, quando na verdade frágeis são as pessoas que não conseguem acompanhá-las.
Adriana B. Figueiredo
Vila Velha, ES

Que maravilha! Se VEJA para mim era a número 1, agora então sem comentários. O Especial Mulher está fantástico. Nós, mulheres, estávamos precisando mesmo dessa injeção de ânimo.
Joelma Rodrigues
São Luís, MA

O Especial Mulher está incrível. Daqueles de não deixar de ler uma matéria sequer. Adorei.
Silvia Helena R. Gomes
São Paulo, SP

Muito interessante e realista o artigo de dona Ruth. Mais extraordinário ainda foi o modo com que VEJA a tratou. Mencionar Ruth Cardoso como presidente do conselho do Comunidade Solidária é um avanço. Muito melhor que lembrar das mulheres por seus respectivos maridos. Elas estão provando que não dependem deles para se tornar notórias.
Fábio Galdino Silva
Araçoiaba da Serra, SP

 

Stephen Kanitz

No meio da escuridão ou cegueira tributária em que teimosamente nos permitem sobreviver, uma luz (podia ser a estrela de Belém) surge nas páginas de VEJA, com sua inteligente lição de bom senso e advertência. Para satisfazer metas de arrecadação de hoje, estamos condenando à inanição o amanhã das empresas brasileiras ("A morte da galinha de ouro", 5 de dezembro).
Alfredo N. Rizkallah
São Paulo, SP

A Associação Nacional de Investidores do Mercado de Capitais (Animec) endossa as idéias expostas, principalmente quanto ao aumento do imposto de renda e à tímida Lei das S.A., e está engajada na luta para a valorização do ativo ação e/ou dos acionistas não controladores. Minoritários que são mais ou menos 18 milhões de investidores/acionistas.
Waldir Luiz Corrêa
Presidente da Animec
São Paulo, SP

Mais uma vez Stephen Kanitz expõe de maneira clara a falta de senso na política tributária nacional. Estamos órfãos. De um lado, um governo imediatista, que só pensa em cobrir rombos em seu caixa causados por incompetência e corrupção endêmicas. De outro, uma oposição "analfabeta", que ao melhor estilo do PT de Paulo Paim tem como modelo para o país algo parecido com a antiga Albânia. Até quando, Senhor?
Joel Santos Neves Filho
Vila Velha, ES

 

Roberto Pompeu de Toledo

Casos como os de Milu Villela e Luís Norberto Paschoal contradizem o errôneo pensamento da maioria dos brasileiros: "Se ninguém se importa com ninguém, por que vou me importar?". Não basta cruzar os braços e ficar esperando as atitudes do governo; é preciso agir (Ensaio, 5 de dezembro).
Silfarnei S. Melo Júnior
Morrinhos, GO

Mais que relatar uma história de sucesso, Roberto Pompeu de Toledo reacendeu a esperança de que o ser humano ainda tem futuro. Aproveito para sugerir a VEJA que crie uma seção que mostre semanalmente o trabalho de alguma ONG dedicada a recuperar para uma vida produtiva pelo menos parte dos 50 milhões de excluídos que o Brasil abandonou. É possível que com um tipo de divulgação inteligente se consiga atrair mais cidadãos para essa causa tão nobre.
Gilberto Souza Gomes Job
Rio de Janeiro, RJ

 

Roseana Sarney

A reportagem "A dama da sucessão" (14 de novembro) afirma que, na minha administração do Banco do Estado do Maranhão (BEM), se teria produzido, até 1999, um "rombo" de 211 milhões de reais. Gostaria de esclarecer que, na realidade, o valor de 211 milhões de reais era o montante do patrimônio líquido negativo, um efeito da antecipação de todas as providências de saneamento e preparação do banco para a privatização. Entre os ajustes, incluíram-se gastos com incentivo ao desligamento de funcionários, cobertura do déficit da caixa de previdência patrocinada pelo BEM, provisão para contingências trabalhistas, tributárias e cíveis, baixa da carteira de crédito imobiliário, provisionamento de créditos da carteira de desenvolvimento, além de despesas levadas a efeito para a modernização tecnológica da instituição. A União financiou os ajustes, e, em janeiro de 1999, completou-se o processo de saneamento, passando o BEM a operar em condições de absoluto equilíbrio operacional e financeiro.
Afonso Celso Santos Pantoja
São Luís, MA

 

Poder Judiciário

O ministro Marco Aurélio Mello, como chefe do Poder Judiciário do Brasil, ocupa um cargo político, que lhe permite abordar, livremente, qualquer assunto de interesse público. Isso não desequilibra a harmonia entre os poderes, porque cada um deles tem o dever de decidir com independência, conforme o modelo constitucional. Se o Congresso Nacional editar alguma lei contrária à opinião pessoal do ministro, ainda assim ele a cumprirá, como sempre fizeram e fazem, diariamente, os juízes, em todo o mundo. O fato de encontrar-se um juiz incumbido de aplicar a Constituição e as leis não significa que ele não as possa comentar. Parece-me cavilosa a referência à nomeação do ministro Marco Aurélio para o STF. Ela não foi ato unilateral do então presidente da República, mas também do Senado, que aprovou o nome dele com o assentimento da comunidade jurídica do país, que já aplaudia sua brilhante atuação no TRT do Rio e no TST. A revista erra quando diz que o presidente Marco Aurélio "foi obrigado (por seus colegas) a voltar atrás no seu voto". Sabe-se que os juízes do STF nunca pressionam uns aos outros. A reconsideração de um voto é fenômeno freqüente, admitido pelas leis processuais, que abrem para os julgadores oportunidades de rever suas deliberações, reconhecendo que, humanos, os magistrados não são infalíveis (Carta ao leitor, 28 de novembro).
Sergio Bermudes
Rio de Janeiro, RJ

 

CLT

Não é verdadeira a informação de que a CLT proíbe a diminuição de salários em tempo de crise ("Chegou a hora de enfrentar a lei do trabalho", 28 de novembro), porquanto o artigo 503 da CLT estabelece o contrário: "É lícita, em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, a redução geral dos salários dos empregados da empresa, proporcionalmente aos salários de cada um".
Márcio Luiz Zucco
Juiz do trabalho
drzucco@terra.com.br

 

Turismo

Sobre a reportagem "Trilhas de luxo" (24 de outubro), o Delta do Parnaíba é o único das Américas em mar aberto, na divisa entre Maranhão e Piauí. Cerca de 70% da extensão do Delta do Parnaíba fica localizada em território maranhense.
Leônidas Santos Fontenelle
Araioses, MA

 

Santos Dumont

A reportagem "Santos Dumont: o gênio além do avião" (5 de dezembro) omite o nome de Ricardo Tilkian, responsável pelo design do livro, pela digitalização e pelo restauro das imagens fotográficas, e não cita a Editora Nova Fronteira.
João Luiz Musa
São Paulo, SP

A reportagem "Santos Dumont: o gênio além do avião" (5 de dezembro) omite o nome de Ricardo Tilkian, responsável pelo design do livro, pela digitalização e pelo restauro das imagens fotográficas, e não cita a Editora Nova Fronteira.
João Luiz Musa
São Paulo, SP

 

VEJA Especial Mulher (II)

Na reportagem "O que elas andam lendo" (VEJA Especial Mulher, dezembro de 2001), ao falar da escritora Augusta Faro Fleury de Melo, VEJA afirma que ela nunca havia saído de Goiás. A escritora já esteve em inúmeros países e continentes: Egito, Paris, Japão, Estados Unidos e Argentina, possuindo inclusive dois passaportes porque um está lotado.
Frederico de Sá
freddesa@ig.com.br

 

CORREÇÕES: O teste "Você está presa numa armadilha?", da edição Especial Mulher, contém uma incorreção. O enunciado diz que não se deve passar um traço sobre outro. Na verdade eles podem se cruzar, mas não se sobrepor. Veja a resposta do teste. Ao contrário do que foi publicado na reportagem "Uma usina de armações" (5 de dezembro), o empresário José Fornos Rodrigues, "Pepito", não foi o responsável por um prejuízo de 6 milhões de dólares nas empresas do ex-jogador Pelé, na década de 70. O nome do filósofo político da UFRGS é Denis Rosenfield, e não Decio, como foi publicado em "Os óculos ideológicos do PT" (5 de dezembro). Uma frase da reportagem "O mundo em duas rodas" (28 de novembro) dava a entender que a moto italiana MVAgusta teria o preço mínimo de 450.000 reais. Apenas alguns modelos de tiragem limitada da marca atingem preço semelhante. Joanne Kathleen Rowling, a autora da série de livros Harry Potter, não é escocesa. Ela nasceu na Inglaterra ("Feitiço pela metade", 21 de novembro).

 
A CENSURA SUAZI AO SEXO

A reportagem "A greve de sexo" (21 de novembro) mostrou que o governo da Suazilândia, país localizado no sul da África, impôs às mulheres um período de castidade previsto para acabar em 2006. Tal medida, adotada para reduzir a disseminação da Aids na nação africana, provocou revolta na população suazi – e nos leitores de VEJA. De Natal, Luciano Fabricio perguntou: "Alguém já ouviu algo assim? Eu nunca, nem em minhas aulas de colégio". Para Mayra Rachel Bezerra, de João Pessoa, a determinação é absurda: "Parece que o Talibã foi transferido para lá". Ronan Almeida Diógenes Pinheiro, de Goiânia, acredita que "o rei da Suazilândia terá de providenciar microcâmaras para essa utópica lei funcionar". O assunto rendeu também uma sadia dissertação no Instituto Toledo de Ensino de Vilhena, Rondônia. As alunas Kamilla Bagattoli e Tanaina de Andrade Lopes escreveram: "Não será dessa maneira que acabarão com a doença. O rei Mswati – com a medida – provocará outros problemas, como o aumento do aborto, a violência, a prostituição e o homossexualismo". Os alunos Carlos Eduardo Mendes Gonçalves e José Antonio Canizares Barnabé Junior alertaram para o óbvio: "A Aids exige atitudes preventivas e informativas, além de investimentos diretos na produção de medicamentos".

 

A CARTA DE POUND

Na reportagem "Com a palavra os leitores" (5 de dezembro), a foto de Ezra Pound (poeta americano, 1885-1972) aparece na página 102, mas ficou faltando o trecho de sua carta à revista Time: "Meu livro Como Ler foi projetado como um livro escolar e assim deveria estar sendo usado. Ele derrubaria 80% da estupidez do ensino de literatura nos colégios e universidades e 81 e 1/4 por cento dos jornalistas literários". A frase de Mark Twain, que foi publicada, saiu sem sua fotografia.

 

ENTRE TAPAS E BEIJOS

"No artigo 'Não vale um safári' (5 de dezembro), Diogo Mainardi, num faro antropológico, a partir do atual caos urbano em que se transformaram as cidades brasileiras, define Copacabana e Ipanema como Rocinhas mais endinheiradas. Perfeito", escreveu o carioca Wagner S. Bahia. Mainardi é um campeão de audiência e de polêmica. Rara é a semana em que os leitores não o contemplam com grande volume de críticas. Oitenta leitores comentaram seu artigo "O Afeganistão é aqui" (31 de outubro). A publicação do artigo "Melhor mandar chumbo" (3 de outubro) fez chegar à redação outra enxurrada de cartas: cinqüenta. Em xeque, o patriotismo do colunista. Quando ele escreveu o artigo "O nosso fracasso" (25 de julho), em que questionava as decantadas belezas do litoral brasileiro, Rafael Blecher escreveu dizendo que "a única praia que ele conhece é o Boqueirão", em Santos. A coluna da semana passada, no entanto, só mereceu elogios. Entre tapas e beijos, é bom ouvir o que tem a dizer o leitor Tiago Guilherme Pinheiro, que escreveu dando a razão de ler o articulista: "Não concordo com meia palavra do que ele diz, mas é inegável que Mainardi defende bem suas idéias, o que é afinal o trabalho de um colunista".



 
 
   
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