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Bonito

Araquém Alcântara

UM AQUÁRIO

É possível tirar fotos ao lado dos peixes: estas são as águas mais cristalinas do país



Julio Bernardes


De repente, todo mundo quer conhecer a cidade sul-mato-grossense de Bonito, já chamada de Caribe fluvial brasileiro. Quer saber? Todo mundo tem razão. Situado sobre um terreno predominantemente calcário, a 300 quilômetros de Campo Grande, o município tem algumas das nascentes de águas mais cristalinas do país, nas quais se vêem dourados, piraputangas, pintados e lambaris. As rochas funcionam como filtro natural, que mantém a limpidez da água. Para entrar no aquário natural e flutuar no meio dos peixes, o turista paga 54 reais. Também se pode descer corredeiras em botes de borracha, voar sobre o rio preso a um cabo e excursionar pelas trilhas próximas à cidade. Há muitas grutas. A melhor é a Lago Azul, com 100 metros de profundidade, até alcançar o lago subterrâneo. Rappel e mergulho estão disponíveis para os mais radicais. A pequena Bonito recebeu dez turistas para cada um de seus 16 000 habitantes no ano passado e já possui cinqüenta hotéis. Com a grande procura, os preços andam salgados, porque se pagam transporte e visitas às atrações separadamente dos hotéis.

 

HOTÉIS

Divulgação

Afastado do centro, o Hotel Zagaia (foto), 188 reais a diária, oferece a melhor infra-estrutura, incluindo salão de cabeleireiro, e várias atrações, mas a mais ecológica delas é um passeio a cavalo. Entre as alternativas, a Pousada Olho d'Agua (105 reais), localizada num bosque com nascentes e animais silvestres, tem uma agência própria para cuidar dos passeios, pagos à parte. O Águas de Bonito Hotel Pousada (60 reais) é novinho e está próximo da cidade e do ponto de partida da maioria das excursões.

 

   
 
   
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