Panorama
Radar
Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br
| Projetos demais, orçamento
de menos
Elza Fiúza/ABR  |
Saco sem fundo Pimentel:
alerta ignorado pelos senadores |
Na terça-feira passada, o ministro da Previdência, José Pimentel,
foi ao Senado fazer um alerta: se os 105 projetos de lei sobre aposentadoria que
tramitam no Congresso forem aprovados, 25% do PIB estará sendo comprometido
com benefícios previdenciários. Um risco orçamentário
e financeiro tamanho-família. Beleza. No dia seguinte, a Comissão
de Assuntos Sociais do Senado votou um desses projetos, o de número 58/53,
que recompõe o poder aquisitivo das aposentadorias e das pensões
pagas pela Previdência Social. Votou e aprovou, é claro. Ou seja,
de um lado já é difícil o governo falar em cortar gastos
ou se preocupar com isso. De outro, os parlamentares só pensam em
aumentar os gastos. Parece que a crise financeira mundial é só com
os outros.
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Congresso
Novela política
Lula conversou a sós com José Sarney
na noite de quinta-feira. Queria solucionar o imbróglio da sucessão
à presidência do Senado. Não resolveu nada. Marcou uma nova
conversa para a semana que vem, com a presença da cúpula do PMDB.
Várias outras reuniões virão. A briga pela presidência
do Senado e da Câmara é um daqueles assuntos da política que
se arrastarão como uma novela até o dia 31 de janeiro, data da eleição.
E só quem acompanhará todos os capítulos são os políticos.
Economia
Apertar
os cintos 1
A Votorantim Metais demitiu
300 funcionários na semana passada.
Apertar
os cintos 2
A JHSF, líder
no ramo de construções de alto luxo no Brasil, botou o pé
no freio em seus negócios no setor de baixa renda, no qual entrou seis
meses atrás. Dos 300 milhões de reais em lançamentos
imobiliários previstos para este ano, lançará 100 milhões
de reais. Para 2009, prevê-se um corte de 30%.
Jogo
de profissional
A possibilidade
de fazer dinheiro na bolsa nas últimas semanas tem estado excepcional.
Dúvida? A Bovespa saiu de 29 000 pontos no dia 28 para 40 000 na terça-feira
passada uma alta de 38% em uma semana. Evidentemente, entrar para ganhar
nesse jogo nunca foi tão arriscado. É coisa para um superprofissional
sem problemas cardíacos.
Edu
Garcia/AE  |
Nome de gasolina Senna:
uma marca poderosa catorze anos depois de sua morte |
A gasolina Senna vem aí
Em
sigilo, a Petrobras negocia com a família de Ayrton Senna os direitos para
lançar uma gasolina especial. Vai se chamar Senna. A idéia é
que o novo produto substitua a Supra, hoje posicionada entre a gasolina comum
e a Podium, a mais cara da família de combustíveis da estatal. Num
movimento paralelo, Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, fará um teste no dia
17 para ser o piloto da Honda, que em 2009 passará a ser patrocinada justamente
pela Petrobras.
Nos
ares
A Virgin Airlines está
negociando a compra de um pedaço da minúscula WebJet. Na semana
passada, aconteceram várias reuniões entre os britânicos e
a WebJet, controlada pela CVC e dona de 3% do mercado brasileiro de aviação.
Pela legislação brasileira, o controle de uma empresa aérea
tem de ser nacional. A Virgin topa, claro, mas quer compartilhar a gestão.
A CVC oficialmente nega a transação. Diz que o interesse dos ingleses
é apenas fazer vôos turísticos para o Brasil.
Se
o negócio for fechado, o céu brasileiro será outro em 2009:
na quinta-feira passada, a Azul recebeu a autorização oficial da
Anac para decolar.
Mais
competição
Apesar
do lobby em contrário feito por Sérgio Cabral, a Anac decidiu aumentar
em pelo menos 50% o número de pousos e decolagens diários no Aeroporto
Santos Dumont, que hoje opera vôos apenas para São Paulo. Até
o Carnaval, de lá sairão aviões para várias cidades.
Se a crise econômica não atrapalhar, ótimo: mais empresas,
mais competição e mais vôos.
Divulgação
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Tempo de pé
no chão As filas de espera para comprar os jatinhos executivos
acabaram |
Nuvens
nos céus dos jatinhos
A crise, como
não podia deixar de ser, chegou ao mercado dos jatinhos executivos, um
dos mais reluzentes nos tempos de fartura financeira e veio com força.
Tem gente querendo devolver o jatinho que mal chegou. O Citation XLS recém-comprado
por um dos controladores da Localiza, por exemplo, está à venda depois de apenas
cinqüenta horas de vôo.Vale 12 milhões de dólares. O preço
dos jatinhos já caiu: o ágio, que era de 20%, desapareceu. O financiamento
secou. Lá fora está sobrando avião.
Partidos
Faltará
hotel
O presidente do PMDB, Michel
Temer, está procurando um local em Brasília para reunir em janeiro
os 1 201 prefeitos eleitos pelo partido.
Petróleo
Vai
ter de esperar
De um especialista
do setor, ao saber que o preço do petróleo caiu novamente na semana
passada, batendo 65 dólares: "O pré-sal vai ter de esperar:
ele passou de reserva econômica para reserva estratégica do Brasil".
Livros
Negócio
fechado
O fundo de investimentos
Governança & Gestão, comandado por Antônio Kandir, acaba
de comprar 20% da Ediouro.
Televisão
Capitais
da resistência
A Record identificou
Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba como os seus calcanhares-de-aquiles regionais.
São essas regiões metropolitanas que estariam impedindo a emissora
de vencer a briga de audiência com o SBT (elas estão empatadas) e,
enfim, partir para bater de frente com
a Globo objetivo que ficou
para mais tarde. As três capitais são as únicas em que a Record
perde do SBT no horário nobre, por exemplo. A Record já mudou a
direção da emissora em Porto Alegre. E agora vai tratar de melhorar
o sinal de transmissão nas três regiões, que estaria fraco
e seria uma das causas do ibope magro.
Mario Rodrigues  |
Sonho adiado
Rogério Fasano: o sócio americano
preferiu adiar o início das obras |
Luxo
Agora,
não dá
A crise adiou
por uns tempos o sonho do hotel nova-iorquino de Rogério Fasano. A decisão
foi do sócio americano, o Madison Equities. As obras do Fasano Nova York,
que começariam em janeiro, foram adiadas para o segundo semestre. O sinal
para o terreno do hotel foi pago em agosto. Em setembro, o mundo mudou.
Com
Paulo Celso Pereira