|
Guia Com o dólar
em alta, 30% dos brasileiros que planejavam
O que pouca gente sabe é que, na crise, alguns destinos estrangeiros ficaram mais baratos para os brasileiros. Parece contraditório, mas o fato se explica justamente porque há hoje menos pessoas com a intenção de viajar. Para fazê-las mudar de idéia (e evitar ficar às moscas), alguns hotéis, restaurantes, lojas e companhias aéreas estão baixando significativamente os preços. A lógica vale, por exemplo, para Nova York, onde o número de turistas minguou 10% mas não para Londres ou Paris, cidades que encareceram algo como 20%. Com base em levantamentos recentes e na própria observação, um grupo de especialistas consultado por VEJA avaliou os efeitos da crise para os turistas brasileiros em cinco das cidades mais visitadas por eles no exterior. Eis as conclusões.
BUENOS AIRES Comentário:
como a procura dos brasileiros por pacotes para a Argentina
caiu à metade, operadoras de turismo, companhias aéreas
e hotéis se viram forçados a reduzir suas margens
de lucro e diminuíram os preços. Os pacotes
estão, em média, 20% mais baratos (em reais).
O que subiu foi o gasto com compras e refeições,
algo como 25%, uma vez que, com a crise, o real se desvalorizou
em relação ao peso argentino. Mas comer em Buenos
Aires ainda custa pouco para os brasileiros
ORLANDO Comentário:
a crise não espantou o turismo, cujos números
são semelhantes aos do ano passado. Daí a ausência
de promoções nos pacotes para a Disney ou para
a cidade de Orlando
NOVA YORK Comentário:
com uma queda de 10% no número de turistas,
os hotéis em Nova York estão oferecendo descontos
de até 30% o que neutraliza o efeito do câmbio
alto e, muitas vezes, chega a tornar o preço mais baixo
do que antes. Um levantamento entre os restaurantes mostra
que o valor da conta também caiu: em média,
10%. As companhias aéreas congelaram, por hora, os
preços em reais. E as lojas, por sua vez, anteciparam
as liquidações para atrair clientes
LONDRES Comentário:
a libra, que já custava caro para os brasileiros (algo
como 3 reais), nesta semana estava a 3,39 reais, 13% mais
alta. Os preços dos hotéis e dos restaurantes
subiram nessa medida.
PARIS Comentário:
os preços de hospedagem e comida permaneceram os mesmos
em euros o que significa um aumento de 15% para os
brasileiros. Como a oferta de vôos para Paris é
grande, as companhias decidiram manter os valores de antes
da crise. As melhores ofertas estão naqueles vôos
que fazem escala em outro país europeu
Fotos Richard Klune/Corbis/Latinstock, Gabriel Bouys/AFP, Jon Hicks/Corbis/Latinstock, Kathy Willens/AP, Pedro Rubens e Lailson Santos
|
|
VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter | ![]() |
|