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VEJA Recomenda
LIVROS
 | Seth
Weing/Reuters
 | | Lá
no Alto das Nuvens: McCartney (à dir.) para crianças
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Lá
no Alto das Nuvens, de Paul McCartney, Geoff Dunbar e Philip Ardagh (tradução
de Ruth Rocha; Planeta; 96 páginas; 35 reais) Depois da cantora
Madonna, o ex-beatle Paul McCartney é a mais nova celebridade da música
a lançar-se como autor infantil. E com ótimo resultado: Lá
no Alto das Nuvens, sua estréia no gênero, é uma bela
fábula sobre ecologia e companheirismo. Sob inspiração das
histórias de Walt Disney, McCartney narra as aventuras do esquilo Serelepe.
Depois de perder sua mãe por causa da devastação da floresta,
ele parte em busca de uma ilha em que todos os bichos vivem em paz. McCartney
escreveu o livro em parceria com Philip Ardagh, veterano autor do ramo. As ilustrações
de Geoff Dunbar são um atrativo à parte. Leia
trecho. Tudo
Se Ilumina, de Jonathan Safran Foer (tradução de Paulo Reis
e Sergio Moraes Rego; Rocco; 365 páginas; 48 reais) Em 1997, o americano
Jonathan Safran Foer viajou para a Ucrânia com uma idéia fixa: achar
a mulher que salvou seu avô da perseguição nazista aos judeus.
Não obteve sucesso, mas tirou daí o mote de seu original romance
de estréia que o transformou, aos 24 anos, em revelação
da literatura americana. Tudo Se Ilumina tem o próprio escritor
como protagonista. Ele busca suas raízes em companhia do ucraniano
Alex, filho de um agente de viagens, de seu avô e do cão deste. A
história é contada de vários pontos de vista e a narração
do guia Alex, com seu sotaque carregado, rende boas piadas. Foer aborda, com humor,
questões como história, família e a fragilidade da memória.
Leia
trecho.
 |  | | Olga
Tchekova: a serviço de Hitler ou espiã soviética? |
O
Mistério de Olga Tchekova, de Antony Beevor (tradução
de Clóvis Marques; Record; 336 páginas; 45,90 reais) A trajetória
da russa Olga Tchecova (1897-1980) é digna de um filme. Sobrinha do escritor
Anton Tchecov, ela deixou a União Soviética para se tornar uma estrela
de cinema na Alemanha nazista. Bela e ambiciosa, Olga freqüentava o círculo
do ditador Adolf Hitler e de seus auxiliares. Mas há indícios de
que colaborou com a espionagem soviética o que ela sempre negou.
Especialista em II Guerra Mundial e autor de relatos históricos como Stalingrado,
o britânico Beevor esmiúça essa biografia cheia de sombras
e lacunas de maneira fascinante. Leia
trecho. DISCOS Now,
Astrud Gilberto (MNF) Com sua interpretação suave de Garota
de Ipanema, Astrud Gilberto ajudou a consagrar a bossa nova, nos anos 60.
Mas o currículo da ex-mulher de João Gilberto vai muito além:
inclui parcerias com ícones do jazz e incursões por outros gêneros.
É o caso desse CD de 1972 (que estava fora de catálogo no Brasil
havia anos). Cercada de músicos como o pianista Eumir Deodato e o baixista
Ron Carter, Astrud passa longe do banquinho e violão. Ela canta de Luiz
Gonzaga (Baião) a Milton Nascimento (Bridges, versão
em inglês para Travessia). Só há deslize no crédito
de Take It Easy My Brother Charlie: Astrud aparece como autora da canção,
que é de Jorge Ben Jor.  |  | | Arcade
Fire: quinze almas melancólicas |
Funeral,
Arcade Fire (Slag Records) Liderado pelos cantores Win Butler e
Régine Chassagne, o Arcade Fire é uma espécie de conglomerado:
tem cinco músicos fixos e mais uma dezena de colaboradores. O grupo canadense
(que será atração de um festival em várias capitais
brasileiras no fim do mês) bebe do pop "chique" do Roxy Music e das melodias
tristes do rock inglês dos anos 80. Mas não é vítima
de angústia da influência: Funeral, seu disco de estréia,
mostra que é possível cultuar o passado sem abrir mão de
uma marca autoral. Faixas como Crown of Love traduzem a melancolia da banda
nas gravações, quando alguns integrantes perderam familiares e outros
passaram por separações. Outro destaque é Rebellion,
que poderia constar em qualquer disco do Roxy Music. DVDs
O Fantasma Apaixonado (The Ghost and Mrs. Muir,
Estados Unidos, 1947. Fox) Uma jovem viúva cansa-se de morar com
a sogra e, num impulso, compra uma velha casa que se diz ser assombrada no litoral
inglês. Surpresa: o fantasma do capitão Gregg, o proprietário
anterior, é real. E é também incrivelmente ranzinza
ou pelo menos até se deixar vencer pelos encantos da senhora Muir, que,
impressionada com o espírito (sem trocadilho) independente do finado marujo,
retribui a afeição. Protagonizado por Rex Harrison e Gene Tierney
e dirigido por Joseph L. Mankiewicz com as doses certas de humor e sentimentalismo,
esse é um dos melhores romances da era de ouro do gênero. O filme
inspirou a série Nós e o Fantasma, produzida entre 1968 e
1970. Redescobrindo Dave Brubeck (Indie
Records) Em 1959, com o disco Time Out, o pianista americano Dave
Brubeck tornou-se o primeiro artista de jazz a vender mais de 1 milhão
de cópias. Autor de Take Five, um dos temas mais revisitados do
gênero (e ao qual o cineasta Woody Allen prestou reverência em vários
filmes), ele também se dedica à música erudita. A vida e
a carreira do músico de 84 anos são esquadrinhadas nesse documentário
produzido em 2003 pela rede americana PBS. O forte do programa é, claro,
a boa música: ele resgata apresentações raras, extraídas
do arquivo pessoal de Brubeck. Há ainda cenas de sua intimidade: o pianista
é entrevistado ao lado da mulher e colaboradora, Iola, e também
flagrado num ensaio junto com os filhos. |