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Tales
Alvarenga O furacão Bush
"É
mais fácil um camelo se esconder dentro da
orelha de Osama bin Laden do que seus seguidores conseguirem impor sua
agenda ao resto do mundo"
Não vou defender George Bush na primeira linha deste artigo. Se fizer isso,
alguns leitores deixarão de ler o resto. Muitos dos que se consideram bem
informados acham que Bush é idiota. Também acham que ele provoca
os islâmicos, que viram terroristas por causa dessa provocação.
Os brasileiros aprendem essas coisas absurdas com os americanos Politicamente
Corretos (a neurastênica esquerda dos EUA). Esses americanos acham moralmente
obrigatório ser contra os presidentes republicanos. Depois dos ataques
terroristas às torres do World Trade Center, Bush invadiu o Afeganistão
e o Iraque, derrubou o regime talibã, pôs Osama bin Laden para correr,
prendeu Saddam Hussein e matou seus dois filhos pervertidos. Desde então,
o esquadrão anti-Bush afirma que os extremistas islâmicos estão
apenas revidando quando cometem atos terroristas. Sentem-se acuados, os pobrezinhos,
pela perseguição implacável do troglodita que vive na Casa
Branca. Essa teoria é falsa.
Os extremistas islâmicos sempre tomam a iniciativa. No Iraque, o que mais
se vê são islâmicos explodindo outros islâmicos, com
a desculpa de que querem atingir o Ocidente. Morrem menos americanos no Iraque
do que pessoas são assassinadas em São Paulo. Na semana passada,
três homens-bomba mataram 22 pessoas em Bali, na Indonésia. Bush
provavelmente nem sabe onde fica Bali. Em 2002, num atentado anterior, também
em Bali, terroristas muçulmanos já haviam carbonizado 202 turistas.
Esses extremistas querem expulsar
para longe de seu mundo tudo aquilo que não é islâmico no
sentido radical. É mais fácil um camelo se esconder dentro da orelha
de Osama bin Laden do que seus seguidores conseguirem impor sua agenda ao resto
do mundo. Os americanos politicamente corretos (e seus seguidores brasileiros)
querem fazer crer que os terroristas islâmicos se transformariam em suaves
hare krishnas se Bush aderisse ao estilo paz e amor. Nem pensar. O terror islâmico
já andava a mil num tempo em que Bush ainda era bom de copo no Texas.
Há dezenas de exemplos para demonstrar isso. Aqui vão quatro. Em
1979, o presidente Jimmy Carter deixou o xá do Irã à própria
sorte. Uma turba de fanáticos muçulmanos assumiu o governo, e as
milícias xiitas tomaram como reféns funcionários e diplomatas
da embaixada americana em Teerã. Em 1988, extremistas islâmicos derrubaram
com um projétil um jato da americana Pan Am, em Lockerbie, na Escócia.
Em 1998, bombardearam as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.
Bush pegou o bonde andando. Só entrou na briga em 2001, quando aqueles
dezenove barbudinhos derrubaram as torres do World Trade Center em Nova York.
E você, se fosse presidente dos EUA, o que teria feito depois que aqueles
dois jatos lotados foram lançados contra os prédios? Teria virado
um hare krishna? E, se tivesse virado um hare krishna, como você reagiria
na semana passada ao saber que os terroristas estavam de novo ameaçando
atacar Nova York, desta vez no metrô?
Se você é um daqueles que detestam Bush, tem todo o direito de achá-lo
muito, muito, muito mau. Não deve, no entanto, simplificar um problema
complexo. É cretino achar que Bush é responsável pelos atos
de terror cometidos por extremistas islâmicos. Por falar em cretinice, também
é ridículo culpá-lo pela ocorrência de furacões.
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