|
|
Cartas
 |
"Vou emoldurar essa capa, pois representa
o libelo da cidadania contra a máquina opressora do Estado não
democrático."
Marcelo Gonçalves Pereira
Nova Friburgo, RJ |
Referendo das armas
Finalmente alguém contestou
o truque da pergunta sobre o referendo, cuja frase mal formulada
vai induzir milhões de eleitores ao erro. Só poderia
partir de VEJA, que orgulhosamente assino e cumprimento pela seriedade
e transparência com que esclarece seus leitores. Com a reportagem
"Referendo da fumaça" (5 de outubro), VEJA conseguiu elucidar
dúvidas e elencar os motivos pelos quais se deve votar NÃO.
Assim, presta um serviço à população,
que tem o direito de ser orientada por meio da verdade dos fatos,
e não de demagogia.
Izabel Avallone
São Paulo, SP
VEJA, pioneira nos grandes debates
nacionais e corajosa como sempre, marca sua posição
diante da questão do desarmamento. Temos de denunciar mais
esse engodo, mal embrulhado até na formulação
da pergunta para o referendo. Sob a falácia de contribuir
para a redução da criminalidade, fecha-se na verdade
o triângulo do crime: vitorioso o SIM, toda a sociedade civil
estará exposta como vítima em potencial, dadas a falência
do sistema de segurança operado pelo poder público
e a progressiva motivação dos facínoras.
Paulo Morais
Recife, PE
É lamentável que
um dos símbolos da vigilância democrática, guardiã
das instituições e defensora de todas as boas causas
nacionais e internacionais, se posicione tão equivocadamente.
Embora respeitemos a opinião de VEJA, e dentro do princípio
da liberdade de pensamento, acreditamos que de ora em diante refletiremos
sete ou mais vezes antes de usar os subsídios da revista
nas nossas discussões e na formação de opiniões.
Alceu Luiz Pereira
Araçatuba, SP
Foi com imensa satisfação
que li a reportagem de VEJA sobre o referendo que será proximamente
realizado, sobre a proibição do comércio de
armas de fogo e munição. Eu já estava estranhando
a ausência dessa revista em tão importante debate.
Ao ler o texto, acendeu-se em mim a esperança de que, ao
fim de tudo, prevaleça o bom senso.
Mário Ivan
Araújo Bezerra
Militar da reserva
João Pessoa, PB
O autor foi muito feliz, claro
e objetivo nas suas teses. Clareou a mente de muitas pessoas. Eu
sou professora nos dois níveis de ensino (educação
básica fundamental I e II e superior, especialista
em ensino de história) e levei a reportagem como subsídio
para a discussão do assunto em sala de aula. Fiz debate,
enquete em quase todas as salas em que leciono, e o NÃO ganhou
disparado antes da reportagem inclusive alguns alunos usaram
os mesmos argumentos. Depois da reportagem, a temperatura da discussão
elevou-se em 100%.
Maria de Lourdes da Silva
Picos, PI
Leitor assíduo e assinante
de VEJA, nesta semana fiquei estarrecido com a capa da revista.
No decorrer do tempo VEJA sempre procurou ser uma publicação
imparcial em suas matérias e nos temas abordados. Eu esperava
que isso se mantivesse com relação ao referendo das
armas.
Renato César Bezerra Alves
Fátima do Sul, MS
Necessária a reportagem
de VEJA sobre o referendo de 23 de outubro. Estou estudando na Suíça
e todos os dias observo a calma e a paz de um país onde praticamente
todo cidadão do sexo masculino possui o porte legal de uma
arma de fogo. O desarmamento da população brasileira
deixará a sociedade ainda mais fragilizada diante dos ataques
dos bandidos.
Daniela Pompeu
Berna, Suíça
Poucas vezes tive oportunidade
de ler matéria tão lúcida e esclarecedora.
Refiro-me às sete razões para votar NÃO no
dia 23 de outubro próximo. Desde a forma da pergunta tendenciosa
do referendo até as explicações pedagógicas
e os comparativos entre países. A cocaína sempre foi
proibida e sempre foi consumida. VEJA mais uma vez está de
parabéns em tomar um posicionamento responsável e
longe das demagogias globais.
Joselito Tanios Hajjar
Londrina, PR
Na última VEJA, na página
83, onde se fala da proibição da venda de armas na
Inglaterra, há uma incorreção que precisa ser
retificada: "...calibre superior a 22 mm..." O calibre de armas
de fogo nos Estados Unidos é dado em fração
decimal de polegada: o calibre .22 significa 22 centésimos
de polegada, o que, convertido para milímetros, vai dar:
0,22 x 25,4 = 5,59 mm. Quanto à proibição da
venda de armas de fogo, sou a favor, já que civil não
precisa andar armado. Quanto às armas do mercado negro que
caem nas mãos de bandidos, é uma questão policial
e deve ser resolvida nesse âmbito.
Tiago Veloso
São José dos Campos, SP
Felizmente, VEJA esclarece todas
as dúvidas para o cidadão comum. Não se deve
tirar mais um direito do cidadão. O Estado deveria melhorar
a segurança nas cidades para que não seja necessária
a compra de uma arma para uma pessoa se sentir segura em casa. Afinal,
um simples símbolo de paz feito com as mãos não
vai impedir um assaltante de usar uma arma contra o cidadão.
Eder Leite
Boa Vista, RR
A revista VEJA mostra sua coragem,
independência e visão de futuro. O referendo da mentira
vai decidir sobre o comércio legal de armas e munições.
E quem vai decidir e impedir o comércio ilegal, que nos deixará,
a todos, indefesos diante de bandidos cada vez mais ousados e impunes?
Luiz Carlos Nogueira
Coronel da Polícia Militar
www.adepom.com.br
A reportagem de capa sobre o
referendo mostrou falta de compromisso com a sociedade brasileira.
Precisamos é de informação e credibilidade
dos meios de comunicação para podermos refletir e
chegar cada um a sua própria conclusão, e não
de respostas "mastigadas" e manipuladoras. O povo não necessita
de uma elite pensante para decidir nossos votos. Obrigada pela atenção.
Patrícia Benetti Ikeda
Tupi Paulista, SP
Vi com enorme satisfação
a corajosa matéria sobre o absurdo referendo proposto sobre
o comércio de armas e munições. Considero essa
iniciativa nada menos do que um crime contra a cidadania, o sagrado
direito à defesa da vida, uma imposição a súditos,
não a cidadãos.
Embaixador Oscar Soto
Lorenzo Fernandez
Por e-mail
A construção de
um mundo melhor dependerá de nossa capacidade de reavaliar
e mudar atitudes e condutas que vêm sendo ditadas desde que
nos conhecemos por gente. Para isso, precisamos ser livres, e não
prisioneiros das armas que nos prendem. A violência é
fruto da nossa incapacidade de ver pelo menos uma oitava razão
que nos permita resolver e lidar com a nossa própria violência.
Francisco Eduardo Gontijo Guimarães
São Carlos, SP
Não é à
toa que VEJA é considerada uma das maiores e mais credenciadas
revistas do mundo. A coragem, a independência e o compromisso
com a verdade afloram como princípios básicos em suas
reportagens. Essa atitude de VEJA faz com que até mesmo os
leitores mais antigos como eu (sou assinante há mais de quinze
anos) se surpreendam (de forma positiva) com seus posicionamentos.
Daniel Ferreira da Rocha
Jaboatão dos Guararapes, PE
A campanha do SIM conta com a
participação de vários artistas. Alguns deles
têm um verdadeiro exército particular protegendo-os
ou às suas propriedades. Eles estão dispostos a abrir
mão da sua segurança particular? Ou são da
turma do "façam o que eu mando mas não façam
o que eu faço"? Ou seriam ainda cidadãos acima dos
demais?
Hermann Wecke
Darwin, NT, Austrália
Fiquei muito decepcionada com
a matéria sobre o referendo das armas. Sendo um veículo
de imprensa, deveria ter mostrado os dois lados quanto à
votação, por que votar SIM e por que votar NÃO.
Achei a matéria indutiva e desrespeitosa para com as pessoas
que acreditam que devem votar SIM.
Simonne P.X. Provin
Cascavel, PR
Parabéns à revista
VEJA por romper o bloqueio de vários veículos de comunicação
e realizar uma reportagem bastante clara sobre o desarmamento e
o que ele trará de prejuízos ao cidadão. Isso
demonstra a independência e a responsabilidade desta revista,
que muitas vezes já ajudou nosso país a ter as coisas
mais claras. Pena não existirem outros com essa capacidade.
João Hallex Har Rolim
Santana do Livramento, RS
Colin J. Campbell
Excelente a entrevista com Colin
Campbell (Amarelas, 5 de outubro). Já chegou ao fim a era
da abundância do petróleo. Os preços do barril
não mais refletem situações conjunturais, mas
estruturais. Pode-se antever um mundo no qual o escasso recurso
deixe de ser queimado para gerar eletricidade ou movimentar carros.
Nesse quadro de grandes mudanças, a situação
brasileira é de relativo, ou mesmo grande, conforto. Temos
para os carros a opção já testada e aprovada
do álcool. Nossa produção de eletricidade é,
em quase sua totalidade, hidrelétrica. Hidreletricidade é
uma energia limpa, barata e renovável, que pode ser produzida
com mínimo impacto ambiental.
José Ricardo da Silveira
Foz do Iguaçu, PR
Fiquei impressionado com a quantidade
de sandices ditas por Colin J. Campbell. Escudado sob um título
de Ph.D. da Universidade de Oxford, o entrevistado, entre outros
absurdos, afirma que o volume de produção de campos
de petróleo é basicamente controlado pela natureza,
não tendo nada a ver com tecnologia ou com investimentos.
Continuando, o entrevistado diz que a tecnologia, ao permitir o
aumento da produção (incoerente com a afirmação
de que a produção só depende da natureza, da
pressão da jazida), antecipa o fim da era do petróleo
ao esgotar mais rapidamente as jazidas. Ora, qualquer estagiário
de companhias de petróleo sabe que os métodos de manutenção
da pressão das jazidas, as diversas tecnologias que aumentam
o fator de recuperação (enhanced recovery,
diria o gringo) fazem com que as reservas aumentem mesmo sem novas
descobertas. Arrogante, ele não concorda com as reservas
anunciadas pelas companhias de petróleo e cria a sua própria
contabilidade. Ora, todas as grandes companhias seguem regras internacionalmente
aceitas (SPE, por exemplo) e os produtores árabes, acusados
de inflar suas reservas, têm volumes tão extraordinariamente
altos que a lógica nos faz crer que somente poderiam ser
maquiados para menos, até como forma de reduzir a cobiça
de outros países. Enfim, ao anunciar o início do declínio
da produção mundial de petróleo, o entrevistado
apenas se soma a outros pseudo-especialistas que disseram o mesmo
há dez, vinte, trinta ou quarenta anos.
Alfeu Valença
Ex-presidente da Petrobras e presidente da Consultoria e Engenharia
de Petróleo Ltda (Conpet)
Por e-mail
Aldo Rebelo
Ao ler a reportagem "Operação
Saci" (5 de outubro), em que estão objetivamente descritas
as "negociações que beiram a desfaçatez" praticadas
pelo governo por ocasião da eleição de Aldo
Rebelo para a presidência da Câmara dos Deputados, informo
ao presidente da República: como cidadão, mereço
ser respeitado pelos dirigentes do meu país. Não sou
idiota. Espero que a maioria dos eleitores se sinta indignada com
o auge do lamaçal e com a prostituição política
praticados pelo governo.
Delto Baptista de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ
Muito interessante a comparação
dos seres do governo com os personagens da literatura brasileira
em "Operação Saci". O problema é escolher dentre
tantos quem será a Mula-sem-cabeça e o Curupira (que
tem os pés voltados para trás).
José Carlos Cavalcanti
Curitiba, PR
Como biógrafos de Monteiro
Lobato, temos algumas observações sobre a matéria
"Operação Saci", ilustrada com personagens do Sítio
do Picapau Amarelo. Quando a analogia para ironizar o governo
não é gratuita, ela é fora de propósito.
No caso de Tia Nastácia, associada ao presidente Lula, VEJA
incorre em preconceito e desinformação, pois a cozinheira
representa, na sua simplicidade, a sabedoria popular. Emília,
sem dúvida faladeira, raramente diz bobagens. Alter ego do
próprio escritor, é a mais crítica, lúcida
e perspicaz da turma. Já Aldo Rebelo, na figura do Saci-Pererê,
deveria contar com o nosso respeito por suas iniciativas de legislador
em defesa do idioma, dos mitos e dos valores que forjam a identidade
nacional.
Marcia Mascarenhas Camargos e Vladimir Sacchetta
São Paulo, SP
PT
Não deixamos o PT apenas
por razões políticas e por causa de prazos eleitorais.
Para nós, a questão ética também tem
relevância, e negar isso, como o fizeram a matéria
"PT? Que PT?" (5 de outubro) e a coluna de Tales Alvarenga, não
é correto. Afastamo-nos do PT, que ajudamos a construir durante
tantos anos, porque sua cúpula, que continuará majoritária
na direção nacional, cedeu ao pragmatismo eleitoral
segundo o qual os fins justificam os meios. Agora no Partido Socialismo
e Liberdade (PSOL), continuaremos defendendo que os meios já
são os fins, em processo de realização.
Chico Alencar
Deputado federal
Brasília, DF
Maria Rita
Parabéns a VEJA por denunciar
a abominável prática do jabá ("O mensalinho
da filha de Elis", 5 de outubro). Num país onde se compram
desde árbitros de futebol até deputados federais,
a corrupção de jornalistas para falar bem de uma artista
é inadmissível em qualquer época, ainda mais
nos dias de hoje. Se quisermos promover a restauração
da ética no Brasil, não devemos ser condescendentes
com atos como esse. Basta!
André Brandão de Melo
São José dos Campos, SP
Parabéns a VEJA pela coragem
e isenção ao denunciar a prática de jabá
junto a jornalistas por meio da doação de um iPod
no lançamento do novo CD da cantora Maria Rita. Uma vergonha!
Ficamos indignados com o comportamento de nossos congressistas,
mas reproduzimos na divulgação cultural e em outras
situações da vida cotidiana as mesmas práticas
de compra de mentes, e da maneira mais baixa. O CD de Maria Rita
é superinfeliz, mas eu, um leitor desavisado (de críticos
vendidos pelo mensalinho do iPod), acabei comprando-o e pude ouvir
as verdades que VEJA sintetizou tão bem: Maria Rita perdeu
a graça da novidade de se parecer com sua saudosa e competentíssima
mãe.
Vitor Bellis
Curitiba, PR
Foi lamentável o artigo
"O mensalinho da filha de Elis", remetendo-nos à podridão
da política brasileira, que nada tem a ser comparada com
a artista. Se Maria Rita é parecida com a mãe, nada
mais normal. Talentosa e dona de estilo próprio provado pelas
semelhanças entre o primeiro e o segundo disco, vencedora
de três Grammy (o Oscar da música no mundo), é
de esperar que se façam comparações com o furacão
inesquecível Elis Regina.
Leonardo Moreira
Bertioga, SP
Com relação à
reportagem sobre a distribuição de iPods para jornalistas
pela gravadora Warner, a propósito do lançamento do
CD Segundo, da cantora Maria Rita, esclareço que a
revista errou ao me citar na lista dos profissionais que não
devolveram o brinde. A reportagem de VEJA não respeitou um
princípio básico do jornalismo: ouvir o outro lado.
O iPod que recebi foi entregue de volta à assessoria de imprensa
da cantora tão prontamente quanto possível.
Jotabê Medeiros
Repórter de O Estado de S. Paulo
São Paulo, SP
Máfia do apito
Com relação à
"Carta ao leitor" (5 de outubro), esclareço que a CPI do
Futebol no Senado Federal, presidida pelo senador Alvaro Dias, diferentemente
da CPI da Câmara, teve o relatório aprovado por unanimidade,
levando à responsabilização de todos os investigados,
bem como gerando implicações no âmbito judicial.
A CPI foi fundamental na aprovação da legislação
que alterou as normas do futebol brasileiro, como o Estatuto do
Torcedor e a Lei de Responsabilidade no Esporte. Tais normas permitem
que hoje tenhamos um campeonato brasileiro mais organizado e que
consigamos mesmo anular partidas sem desestruturar toda a competição.
André Eduardo Fernandes
Brasília, DF
Nando Reis
Presumindo que a continuação
da frase "Antes só...", título de matéria de
5 de outubro, seja "do que mal acompanhado", considero temerário
sugerir qual das partes (ou se alguma delas) merece tal atributo.
Deve-se lembrar que os Titãs (já em quinteto) lançaram
o CD inédito Como Estão Vocês, aprovado
pela crítica e pelo público, logo após a saída
de Nando Reis, e fazem até hoje por merecer a reputação
de banda ícone do rock no Brasil. O talentoso Nando Reis
merece o reconhecimento que tem recebido, mas não há
como negar a vitalidade constantemente revigorada e o espírito
de grupo sem par presentes no conjunto Titãs.
Flávio Alves Borges
Belo Horizonte, MG
Foi Nando Reis que se livrou
de um péssimo líder, e não os Titãs
que se livraram de um péssimo cantor. Ainda bem para nós,
fãs desse lindo e maravilhoso cisne, que parecia ser um patinho
feio de voz esganiçada, que com suas criações
fala direto ao nosso coração, toca no ponto mais sensível
de nossa alma. Amo muito esse cara.
Sônia Mendes dos Santos
São Paulo, SP
Estava demorando para Nando Reis
ser reconhecido por uma revista conceituada como VEJA. Cantar vai
muito além da afinação. Nando Reis canta com
a alma e com um entusiasmo tão próprio que consegue
passar na letra das suas músicas uma paz de espírito
indescritível. Suas letras são facilmente entendidas
por quem ouve, e é isso que torna sua música bela.
Afinal, música não foi feita para ser cantada por
enigmas. Algumas delas não dizem nada e não têm
sentido algum.
Gyovanna Pinheiro Soares
Salvador, BA
Tubarões
Excelente a reportagem "Risco
nos mares" (5 de outubro), sobre a matança indiscriminada
de tubarões. Será preciso o extermínio de todas
as espécies para o homem reconhecer que não consegue
viver sozinho no planeta? Será que o ser humano é
incapaz de perceber que a degradação do meio ambiente
compromete sua existência na Terra? Até quando teremos
de aturar japoneses exterminando baleias, canadenses dizimando populações
inteiras de golfinhos e focas, chineses assassinando cruelmente
várias espécies de tubarão e brasileiros desmatando
covardemente a maior e mais importante floresta do mundo? São
perguntas que deveriam ser feitas mais vezes.
Márcio Rahal Costa
Campo Grande, MS
Diogo Mainardi
Na semana passada, conversei
com o colunista Diogo Mainardi durante sua visita à Câmara.
Na ocasião, defendi a reforma política como uma medida
indispensável e inadiável para o aprimoramento da
democracia brasileira. Mencionei que no projeto de reforma política
em curso na Câmara foram tocadas apenas questões que
poderiam ser tratadas por meio de alterações na legislação
ordinária, deixando de lado mudanças que precisariam
ser firmadas por emendas constitucionais. Para exemplificar o que
ainda falta ser corrigido, mencionei o problema da grave distorção
que existe na representação dos estados na Câmara
dos Deputados. Observei que por obra do regime militar o sistema
vigente não obedece à proporcionalidade e ao princípio
segundo o qual o voto deve ter igual valor para todos os cidadãos.
Hoje, o voto de um cidadão em certos estados tem um valor
menor do que em outros, causando uma distorção à
democracia do país. Dessa maneira, registro que não
fiz nenhuma referência aos deputados do Nordeste, até
porque não se concentram nessa região do país
as maiores distorções na proporcionalidade.
José Eduardo Cardozo
Deputado federal (PT-SP)
Brasília, DF
Referendo das armas 2
A citação de meu
nome na última edição da revista VEJA (1 925)
sugere que eu seja contra a proibição da venda de
armas. Sou a favor da proibição. A maior parte das
armas que matam mais de 30.000 pessoas por ano no Brasil foi vendida
legalmente e acabou nas mãos de bandidos e de cidadãos
que fizeram mau uso delas. A proibição é um
ingrediente importante no conjunto de medidas para reduzir a violência.
José Vicente da Silva Filho
Coronel da reserva da PM/SP
Ex-secretário nacional de Segurança Pública
São Paulo, SP
Trabalho no Instituto Sou da
Paz, cujo símbolo foi reproduzido na capa da revista. Escrevo
apenas porque imaginei que alguém pudesse esclarecer qual
a necessidade de agredir e desmoralizar uma instituição
para defender uma idéia. Era mesmo necessário atacar
o Instituto Sou da Paz na capa da revista para defender o "não"?
O SDP nasceu em 1997, resultado de uma iniciativa de estudantes
de direito do Largo São Francisco. Desde então vem
desenvolvendo uma série de projetos, prioritariamente nas
regiões mais violentas da cidade. Os projetos hoje envolvem
jovens da periferia, policiais, prefeituras e a comunidade em geral.
O SDP, entre outras coisas, é apontado como um dos responsáveis
pela redução dos índices de violência
no Jardim Ângela. O mais importante, no entanto, é
que o instituto é formado por pessoas. Jovens, comprometidos
com um trabalho desafiador, que acreditam na possibilidade de construir
uma sociedade menos violenta e mais justa. A pluralidade de opiniões
é muito saudável. É excelente que o debate
sobre o desarmamento consiga mobilizar o país dessa maneira.
Tornar o tema da segurança pública assunto obrigatório
é por si só um grande avanço. Contudo, há
muitos modos de fazer isso. Desrespeitar um símbolo e uma
instituição é, na verdade, desrespeitar o trabalho
das pessoas.
Paula Miraglia e mais nove assinaturas
São Paulo, SP
Gilberto Carvalho
VEJA, apoiada no depoimento de
um juiz que cumpre pena por venda ilegal de sentenças judiciais,
sustenta em três páginas acusações falsas
e ilações contra minha pessoa, feitas de forma absolutamente
leviana, confessando não ter nenhuma prova. Para "equilibrar"
a matéria, restaram à minha defesa apenas as quatro
últimas linhas do texto. Gostaria de reafirmar aos leitores
da revista que jamais procurei induzir depoimento de testemunhas
do crime contra o companheiro Celso Daniel. Durante todo aquele
período, minha preocupação era justamente que
as pessoas falassem a verdade, sem nenhuma suposição
fantasiosa. As fitas a que se refere o juiz-presidiário já
foram objeto de reiteradas publicações, sem que nada
pudesse me incriminar. Aproveito para informar que estou tomando
as devidas medidas judiciais para me defender das calúnias
e acusações que pessoas movidas por interesses escusos
tentam me imputar sem prova. Sou o maior interessado em que a verdade
prevaleça, tanto pela memória de meu amigo Celso Daniel
quanto pela minha dignidade, que vem sendo duramente atacada.
Gilberto Carvalho
Brasília, DF
|
Carga pesada
 |
| O protesto do caminhoneiro |
O leitor João José da Silva,
de Itu, em São Paulo, registrou este flagrante
na Rodovia dos Bandeirantes e o enviou para VEJA. O
motorista do caminhão aparentemente não
está feliz com as condições das
estradas federais e arrumou um jeito original de fazer
seu protesto.
|
|
|
Urna errada
Fotos divulgação/TSE
 |
| 1.
A venda de armas deve ser
proibida? |
 |
| 2. Opção
1: não |
 |
| 3. Opção
2: sim |
Com relação ao referendo do desarmamento,
o leitor Fernando Levi Buarque, do Recife, convocado
para trabalhar como mesário, chama atenção
para um problema relevante, que incomodou vários
outros leitores: "No treinamento dado pelo TRE, a urna
eletrônica estava com a tela exatamente igual
à da foto publicada por VEJA, ou seja, a opção
1 para o SIM e a opção 2 para o NÃO.
As opções, na realidade, estão
invertidas". É verdade, na urna divulgada inicialmente
pelo TSE inverteu-se a ordem. O correto é como
aparece na foto ao lado: Opção 1
Não (o eleitor vota contra a proibição
do comércio de armas de fogo). Opção
2 Sim (o eleitor vota a favor da lei que proíbe
a venda de armas).
|
|
|
Instituto Bränemark
A reportagem "O milagreiro
de Bauru" (28 de setembro), sobre o médico sueco
Per-Ingvar Bränemark, que inaugurou recentemente
na cidade de Bauru, no interior paulista, a sede brasileira
do P-I Bränemark Institute (www.branemark.se/),
levou vários leitores a escrever para VEJA, interessados
nos trabalhos de implantes e próteses avançados
por ele desenvolvidos. O instituto começa a atender
plenamente em janeiro, mas as inscrições
já podem ser feitas pelo telefone (14) 2106-0006.
Como há grande procura, a sugestão é
que o paciente entre em contato por carta, informando
o número do telefone e fazendo um breve relato
de seu caso. O endereço do Instituto Bränemark
é Avenida Nações Unidas, 27/28,
Bauru, SP, CEP 17012-202.
|
|
|