BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2025

12 de setembro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Lya Luft
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Memória
O tenor das multidões

Com sua voz possante e seu jeito bonachão,
Luciano Pavarotti foi um popstar da ópera

 
The New York Times
Pavarotti em ação nos anos 90: derrota para o câncer aos 71 anos

O tenor italiano Luciano Pavarotti, morto na sexta passada de câncer no pâncreas, foi a personificação da ópera no fim do século XX. Ele não tinha a extensão vocal de um Enrico Caruso (1873-1921), primeira estrela do ramo, nem a erudição do espanhol Plácido Domingo, seu maior rival. Ainda assim, Pavarotti deu à ópera uma visibilidade sem precedentes. Para além de seu timbre possante, isso se deveu a uma estratégia comercial bem-sucedida. Pavarotti gravou versões celebradas de óperas famosas. Mas fez sucesso sobretudo com discos em que investia somente em árias conhecidas. Com esse enfoque pop, atingiu ouvintes numa escala nunca vista. Os Três Tenores, projeto que dividiu com Domingo e Jose Carreras em 1990, resultou num dos álbuns mais vendidos da música clássica. Pavarotti esteve ainda à frente de concertos filantrópicos ao lado de roqueiros como Elton John, Sting e Bono Vox– todos também transformados em CDs de sucesso. Entre seus projetos-solo e tais parcerias, vendeu 70 milhões de discos. Com seu corpanzil e seu estilo bon vivant, Pavarotti foi uma figura exuberante. Era especialista em cancelar récitas em cima da hora e certa vez foi vaiado impiedosamente pelos italianos por desafinar no palco. Noutra ocasião, fez uso de playback num recital em Nova York. Filho de um padeiro que foi tenor diletante e da funcionária de uma fábrica de cigarros, atingiu o estrelato em 1963, ao interpretar Rodolfo numa montagem de La Bohème no Covent Garden londrino. Nos últimos anos, os problemas de saúde forçaram-no a deixar os palcos. Ao adoecer de câncer, no ano passado, passou por uma operação e várias internações. Morreu em sua casa, na cidade italiana de Modena, aos 71 anos.

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |