"O Supremo
Tribunal Federal mostrou que é o guardião
implacável dos princípios constitucionais." Augusto Galvão
Maceió, AL
Ministro Joaquim Barbosa
Com a reportagem
especial "A Justiça suprema" (5 de setembro), VEJA
nos mostra, por um lado, que jamais tivemos um escândalo
tão deplorável e, por outro, um ministro sério
e competente. Vai além: prova que o Brasil raramente
contou com um veículo de comunicação
de fato à altura do povo brasileiro. Parabéns
a VEJA e à Editora Abril, que sempre respondem com
inteligência, elegância (e fatos!). Yuri Monteiro Brandão Maceió, AL
Gostaria de agradecer
a VEJA pela oportunidade de conhecer mais sobre o discreto
e competente ministro Joaquim Barbosa, cuja conduta deveria
ressuscitar nossa esperança cívica, sentimento
tão enxovalhado pelos escândalos e pelas imposturas
do atual governo. Para os cidadãos que teimam em acreditar
neste país, é reconfortante saber que nas altas
instituições republicanas se encontram alguns
raros indivíduos honrados. O ministro Barbosa não
se rendeu ao que se dava como esperado, salvando não
só o Poder Judiciário como o próprio
direito de um letal aviltamento. Ligia Fonseca Ferreira São Paulo, SP
Vou guardar a edição
de VEJA por ser histórica. Ninguém garante que
os quarenta indiciados serão realmente encarcerados.
Ninguém garante que não haja no futuro próximo
outros assaltos ao dinheiro que nós, pagadores de impostos,
colocamos à disposição dessas harpias
planaltinas. O que importa é que o STF lavou a alma
dessa grande maioria, silenciosa, sim, não ignara.
Marco Cesare Perrotti Santos, SP
O ministro Joaquim
Barbosa personifica realmente o herói na defesa da
democracia brasileira, somando sua atuação na
acusação aos mensaleiros que assaltaram o estado
à heróica resistência de VEJA contra os
que tentam estabelecer no Brasil uma nova ditadura, tentativa
que tem na imprensa livre do Brasil sua última e quase
que única resistência. Muito obrigado pela vossa
luta e pela vossa coragem. Sergio Storti São Paulo, SP
Perfeita! É
o menor adjetivo que posso dizer da capa de VEJA! Para um
operador do direito, é uma verdadeira dádiva,
trazendo alento e esperança para o país inteiro.
O ministro Joaquim "Ruy" Barbosa ouso compará-lo
ao maior dentre os brasileiros , não numa foto,
mas num retrato algo antigo, parece nos ensinar com seus profundos
olhos. Joaquim "Ruy" Barbosa, vou emoldurar a capa da revista,
pois pensei que não existissem mais heróis.
Tenho orgulho de ser brasileiro e de vossa justiça
suprema. Parabéns.
André Studart Gurgel Fortaleza, CE
Glória a
Joaquim Barbosa, exemplo raro de brasilidade e justiça.
Até que enfim uma vitória sobre a treva da corrupção
que assola as instituições político-partidárias
brasileiras. Entretanto, a guerra é longa, difícil.
A imprensa e o Judiciário precisam continuar sempre
vigilantes em sua longa e nobre cruzada.
Esmaelino Neves de Farias Belém, PA
Fantásticas
a capa e a reportagem especial de VEJA. Você, ministro,
é a esperança de que um dia o Brasil dará
certo. Virene Roxo Matesco Rio de Janeiro, RJ
Maravilhosa a reportagem
sobre o ministro Joaquim Barbosa, um homem de origem simples
que se agigantou por meio da educação, da disciplina,
da honestidade e do respeito às instituições.
Rodrigo Otávio
Alves da Silveira Brasília, DF
Não menosprezando
o papel exercido pelo ministro Joaquim Barbosa, que cumpriu
de forma exemplar seu ofício como relator do processo
do mensalão petista, existe na minha opinião
um herói ainda maior na condução do referido
processo, que é o procurador-geral da República
Antônio Fernando de Souza. Mesmo sendo seu cargo de
livre nomeação e exoneração por
parte do presidente da República, e não gozando
do princípio da vitaliciedade, como gozam os ministros
do STF, ele teve a coragem de oferecer a denúncia contra
toda a cúpula palaciana e congressista envolvida no
famigerado mensalão. A sociedade clama por justiça
e se sente com a alma lavada por poder contar com homens como
ele. Leonardo Bayma Fortaleza, CE
Poder das instituições
A justa euforia
despertada pelo indiciamento unânime dos mensaleiros
pelo STF, mediante a denúncia certeira do procurador
Antonio Fernando Souza, secundado pelo sólido e irretocável
discurso do competente ministro Joaquim Barbosa, deve ser
reduzida a limites reais e racionais mantendo em estado de
alerta a consciência nacional. Entre o indiciamento
e a condenação justa dos culpados há
um longo caminho a percorrer ("Instituição é
riqueza", 5 de setembro). Elizio Nilo Caliman Brasília, DF
José
Dirceu
As opiniões
sobre as pessoas são prioritariamente formadas pelo
ponto de vista do observador. Só assim se pode explicar
a divergência de conceitos emitidos pelo procurador-geral
da República e pelo presidente Lula a respeito do ex-ministro
José Dirceu ("A nebulosa de José Dirceu", 5
de setembro). Júlio Ferreira Recife, PE
Em relação
à reportagem, em que sou citado (edição
2004), venho esclarecer o seguinte: 1) Prestei serviços
advocatícios para o senhor Daniel Dantas em dois inquéritos
criminais; no primeiro, por indicação de um
diretor da Brasil Telecom (empresa que já era cliente
antiga de meu escritório) e, no segundo, o chamado
Caso Kroll, por indicação do grande criminalista
Nélio Machado. Nenhum desses casos versou sobre o BNDES,
assunto sobre o qual, repito, não tenho nenhum conhecimento,
pois nunca dele tratei. 2) Embora seja amigo do ex-ministro
José Dirceu, friso que ele nunca me indicou clientes.
Logo, não é verdadeira a afirmação
de que tenha me indicado o senhor Daniel Dantas. 3) Advogo
junto ao Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça
e demais tribunais há 26 anos e tenho a absoluta certeza
de que nenhum de seus membros poderia citar qualquer hipótese
da prática de lobby por parte de meu escritório.
Por ser um advogado do contencioso, tampouco outras autoridades
federais, fora da esfera do Judiciário, poderiam testemunhar
que pratiquei qualquer gestão ou ato caracterizável
como lobby. Considero minha qualificação como
"lobista" injuriosa, difamatória e injusta, com graves
prejuízos profissionais e pessoais. Portanto, um aviso
para os milhares de leitores da revista: não sou lobista.
Por favor, não procurem o escritório para esse
fim. Antônio Carlos
de Almeida Castro Advogado Almeida Castro Advogados Associados
Brasília, DF
O bando dos
40
A tabela, o infográfico,
o texto e, enfim, a montagem cronológica do esquema
do mensalão foram informativos, claros e objetivos
o bastante para concorrer a prêmios editoriais até
com revistas de outros segmentos. Mário Gonçalves
Dias Junior Londrina, PR
A edição
de VEJA deixou seus leitores muito mais do que bem informados.
Com todos os infográficos e tabelas publicados, impossível
o leitor não entender a situação atual
do "julgamento da história" dos acusados de participação
no mensalão. Tudo muito explícito, detalhado
e de fácil compreensão. Everton Delazeri Goiânia, GO
Renan Calheiros
A cada semana,
quando abro VEJA e a leio, amo mais e mais o longo inverno
suíço. Dá-me nojo ler sobre o senhor
Renan Calheiros e cia. Como podem existir pessoas tão
sem decoro e que ainda assim continuam no poder ("O velho
Renan de sempre", 5 de setembro)? Martha Bernhard Glarus, Suíça
Tiragem semanal
de VEJA: mais de 1 200 000 exemplares, informação
para mais de 7 milhões de pessoas. Outras dezenas de
revistas circulando semanalmente, e mais de uma centena de
jornais diários impressos no país. Rádios
e redes de TV transmitindo e informando em diversos horários.
Cientistas políticos, juristas, advogados, repórteres,
filósofos, entre outros, colocam a verdade na nossa
cara através de debates e reportagens. Somos milhões
bem informados e com senso crítico. Ainda assim querem
nos tratar como imbecis. Não dá! Daltro J. Rosa Passo Fundo, RS
A cada novo dia,
novas falcatruas, como essa denunciada pelo advogado Bruno
de Miranda Lins, virão a público, e Renan, além
de ser cassado, acabará em cana e ainda levará
consigo comparsas. Heloiza Carneiro da
Cunha Petrópolis, RJ
Renan Calheiros
é um perigo para a sociedade. Deveria ser julgado e
condenado à prisão de segurança máxima.
O homem é de uma desfaçatez inacreditável.
Helaine Póvoa Brasília, DF
Renan contra o Grupo
Abril
A tentativa de
instalar essa CPI me parece mais uma manobra para impedir
que VEJA noticie os escândalos do senador Renan Calheiros.
O posicionamento dos deputados Fernando Gabeira, Marcelo Itagiba
e Ratinho Júnior deixa claro que todos os fatos devem
ser mostrados à opinião pública de forma
lúcida, sem nenhuma interferência ("Reação
à farsa", 5 de setembro). Samuel do Valle Divinópolis, MG
Foi com muita indignação
que vi que o velhaco do Renan Calheiros (nome sugestivo esse
calheiros) queria abrir uma CPI para investigar negócios
da Abril. Que absurdo, um sujo como o senhor Renan deveria
é ter vergonha na cara, passar no departamento de imigração
da Polícia Federal e se mandar deste país, pois,
para mim, o senhor Renan é persona non grata. Se for
embora do país não vai fazer nenhuma falta.
E, quanto à CPI, quero cumprimentar VEJA pela coragem
com que tem tratado essa bandalheira toda do Congresso. VEJA
é nosso olho. Por favor, continue assim.
Antonio Manoel Cuiabá, MT
Sucessão
presidencial
Não podemos
nos iludir com a imagem de nosso presidente, de pijama, assando
coelhinhos em 2011 ("'Vou fazer meu coelhinho assado'", 5
de setembro). Aliás, a menção a coelhinhos
sendo assados não deixa de ser curiosa. Cercado de
hienas estreladas e abutres sindicalistas, Lula é um
lobo em pele de cordeiro que, quando sentir calor, pulará
com garras e dentes no pescoço de tucanos, avestruzes,
carneirinhos e outros representantes da fauna da classe média
brasileira. E, se nós, esses bichinhos fofinhos e cansadinhos,
não sairmos de nossa pasmaceira, teremos um terceiro
mandato dessa versão tupiniquim de reino animal, com
uma espécie de sapo-imperador, adorado pelos bichos-preguiça
que habitam a floresta chamada Brasil, que somente com uma
boa dose de sorte não se transformará em um
zoológico sombrio e anacrônico, com jeito de
Venezuela.
Edson Pinto da Silva Filho Vinhedo, SP
Eu só espero
que até 2010 o presidente Lula consiga arear as fôrmas
de pizza do seu governo antes de untá-las para assar
seus coelhos em paz. Mário Gonçalves
Dias Junior Londrina, PR
Desde o primeiro
momento em que foi ventilada a idéia tresloucada da
re-reeleição infinita eu rechacei de imediato
sua concretização, porque sabia que o presidente
Lula jamais daria as costas aos princípios democráticos
que sempre defendeu (foi até para a cadeia por eles).
Cássio Filipe
Albuquerque Silva Santa Maria, RS
Queira Deus que
o presidente Lula tenha mesmo respeito pela Constituição
Federal, não aceitando nem mesmo pedidos do povo para
um terceiro mandato, ao contrário do que quer seu partido.
Contudo, é bom ficar alerta, pois o projeto que ambos
desenvolvem sinaliza no sentido de que querem o poder por
mais tempo. Basta ver a reportagem "Funcionário número
1 milhão", na mesma edição de VEJA. Principalmente
quando se refere a temas como "conversas aventureiras" e "avanço
do capitalismo de estado". Edélcio Rodrigues
Pereira Monte Carmelo, MG
Capitalismo
de estado
Muito oportuna
a reportagem sobre o funcionário número 1 milhão.
Essa corrida na "contramão da história" não
vai acabar tão cedo, pelo menos enquanto houver "companheiros"
ainda sem um lugar para mamar nas tetas do estado. Um país
que tem um presidente que se orienta com pessoas como os senhores
Hugo Chávez, Fidel Castro e Evo Morales só pode
ter essas idéias jurássicas, com nossas estatais
inchando, inchando, inchando, até sair pelo ladrão
(desculpem o trocadilho) ("Funcionário número
1 milhão", 5 de setembro). Marco Antônio
Fernandes Morales Mirandópolis, SP
Governo militar
No lançamento
do livro Direito à Memória e à Verdade,
o ministro Nelson Jobim disse esperar "que as Forças
Armadas Brasileiras recebam este ato como absolutamente natural.
Não haverá indivíduo que possa a isso
reagir e, se houver, terá resposta". No meu entendimento,
no Brasil de nossos dias, só existem duas instituições
com credibilidade: as Forças Armadas e a Polícia
Federal. O ministro da Defesa perdeu uma boa oportunidade
de ficar calado ("Passado é história", 5 de
setembro). Genaide Bezerra de Araújo
João Pessoa, PB
Como militar reformado
das Forças Armadas, gostaria de registrar que na época
do movimento revolucionário, ainda na ativa, fui testemunha
de excessos de ambos os lados. Lembro-me das inúmeras
vezes em que ficamos de prontidão, nos quartéis,
longe de nossa família e, quando tínhamos de
andar pelas ruas (no caso, do Rio de Janeiro), éramos
aconselhados a não usar farda, pois seríamos
vítimas dos terroristas. Não houve apenas vítimas
dos militares, mas também foram vítimas muitos
militares, civis ligados às Forças Armadas,
policiais civis e militares (incluindo bombeiros). Joracyario Silveira
Rodrigues Brasília, DF
Clifford Sobel
A notícia
dada pelo embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel (Amarelas,
5 de setembro), de que fará gestões para que
mais americanos visitem o Nordeste brasileiro seria muito
bem-vinda, não fossem os entraves burocráticos
e o custo de 120 dólares per capita (100 do visto e
20 do despachante) para concessão de vistos brasileiros
a cidadãos americanos que pretendam visitar o Brasil.
Americano dá valor a cada centavo, e com uma família
de quatro pessoas são mais 480 dólares, o suficiente
para escolher outro destino mais competitivo. Companhia aérea
não escolhe destino por motivação política,
e sim por fluxo provável de passageiros. Se as americanas
ainda não o fizeram, certamente é porque esperam
que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que propõe
a flexibilização de vistos para grandes países
emissores. Eraldo Alves da Cruz Presidente da ABIH
Nacional 2007 Brasília, DF
Numa
democracia, nada mais natural que conviver com critérios
de entrada ou permanência de imigrantes determinados
por países amigos. Contudo, não se pode em nome
de uma pretensa forma de segurança desfilar arrogância
e prepotência nesse exercício. Pleitear a concessão
do visto americano tem sido, já há vários
anos, e muito antes do 11 de Setembro, um suplício,
um ultraje e uma humilhação. Alexandre
A. Ragonha Limeira,
SP
O
embaixador americano no Brasil, em sua excelente entrevista
ao jornalista Okky de Souza, diz, entre outras verdades: "Veja
que coisa incrível: não há turistas americanos
no Nordeste, que é o pedaço do Brasil mais próximo
dos Estados Unidos e abriga alguns dos locais mais bonitos
do país". E conclui: "Vamos convencer as companhias
aéreas americanas a voar para o Nordeste". Suas considerações
atestam nossa incompetência como vendedores da indústria
sem chaminé. Paulo
Gilberto Morais dos Santos João
Pessoa, PB
Reciclagem de lixo
VEJA surpreende a cada semana. Magnífica, informativa
e principalmente educativa a reportagem "Comece a reciclar"
(Guia, 5 de setembro). Reportagens assim reciclam também
a mentalidade dos cidadãos brasileiros. Infelizmente,
a maioria desconhece o compromisso que cada um de nós
tem de zelar pelo nosso planeta. Anaíde
Lemes de Carvalho Uberlândia,
MG
A
Abril é uma lovemark minha. Sempre foi. Em 2003, numa
de suas publicações, li sobre cestos de lixo
para recicláveis. Aquilo foi a espoleta. Adquiri os
cestos coloridos. Comecei a reciclar. Muita coisa aconteceu
a partir daí. Implantei a coleta seletiva em casa;
no meu trabalho fui convidado a colaborar em oficinas de capacitação
para coletores, proprietários de depósito e
selecionadores de materiais recicláveis com a parceria
de instituições como o Senac, o Sebrae, a prefeitura,
entre outras. Você sabe o que a Abril faz? Transforma
a vida das pessoas. Uma das delícias de uma boa leitura
é justamente essa: trazê-la para dentro da gente
de modo que ela passe a ser parte integrante de nossa vida.
Parabéns pela reportagem "Comece a reciclar". Não
é preciso dizer mais nada. Marcelo
de Oliveira Barretos,
SP
Gostaríamos
de informar que a Klabin é a segunda maior recicladora
mundial de embalagens cartonadas, conhecidas como longa-vida.
Nossa capacidade instalada de reciclagem desse tipo de embalagem
é de 75 toneladas por dia ou 27.000 toneladas por ano.
Desde 2005, está em funcionamento em Piracicaba (SP)
a empresa EET, fruto de parceria entre Klabin, Tetra Pak,
Alcoa e TSL Ambiental para o desenvolvimento da Tecnologia
Plasma, que permite a reciclagem de 100% das embalagens longa-vida
com a separação total do alumínio, do
filme de polietileno e da fibra celulósica. A Klabin
também é a maior recicladora de papéis
da América do Sul e produz 17% do papel reciclado do
mercado brasileiro para sua indústria de papelão
ondulado. Os efeitos da reciclagem são claros: redução
do volume de lixo urbano e dos custos de produção.
Finalmente, o processo de reciclagem traz importante benefício
social, contribuindo para a geração de renda
de milhares de catadores em todo o país. Wilberto
Luiz Lima Junior Diretor
de comunicação e responsabilidade social da
Klabin S/A São
Paulo, SP
Cumprimentos
a VEJA e à jornalista Monica Weinberg pela oportuna
e didática reportagem. Concordamos com todos os temas
da reportagem e gostaríamos de observar dois pontos,
no que tange ao mencionado manual da reciclagem. Quanto à
lavagem de embalagens, no item "Vale a pena fazer", é
preciso lembrar que as pesquisas concluíram que, na
maioria dos casos, o consumo de água é importante
no balanço da sustentabilidade. Os exemplos indicam
que o consumo de água é grande, além
de algumas pessoas usarem até detergentes biodegradáveis
para isso. O balanço de sustentabilidade aponta que
não se deve incentivar esse particular. Com relação
ao item "Não vale a pena fazer" (amassar latas e garrafas
PET), os custos de transporte e, em conseqüência,
a emissão de CO2 pela queima de combustíveis
devem ser levados em conta. Latas de alumínio podem
ser amassadas até com os pés. Idem para as embalagens
PET. Célia
Wada Presidente
do Comitê do Meio Ambiente da Câmara Ítalo
Brasileira de Comércio e Indústria de São
Paulo São
Paulo, SP
Americana
cidade com 200.000 habitantes é pioneira
na região metropolitana de Campinas nesse serviço:
a coleta seletiva cobre 100% do município. O material
reciclável é encaminhado a uma cooperativa de
reciclagem. Desenvolvemos, ainda, um projeto de transformação
do óleo de cozinha em biodiesel utilizado pela frota
de coleta de lixo. O óleo é recolhido de restaurantes,
bares e residências, e temos 21 locais fixos de entrega
a rede de Postos Médicos Municipais. Uma lei
municipal também criou um programa de coleta e reciclagem
de lâmpadas fluorescentes. Há, ainda, legislação
municipal recente que proíbe a queima de cana-de-açúcar
no município. Sérgio
Franco Diretor
de comunicação social da prefeitura Americana,
SP
No
Rio de Janeiro temos condição de comercializar
as caixas tetrapak através de seu representante no
estado, Recicoleta, que absorve a preço interessante
todo o material em nossa usina, no município de São
José do Vale do Rio Preto. É importante frisar
que a Tetra Pak participou desde o início de nossa
coleta seletiva. O projeto é desenvolvido pela prefeitura,
por meio da Secretaria de Meio Ambiente, em convênio
com uma associação de catadores. A entrada da
Tetra Pak no projeto nos ajudou a introduzir a coleta seletiva.
Marco
Aurélio Padilha Fróes Secretário
de Meio Ambiente São
José do Vale do Rio Preto, RJ
Com
respeito à reportagem "Comece a reciclar", gostaríamos
de salientar que em São José dos Campos, cidade
que possui um Programa de Coleta Seletiva de lixo desde 1990,
administrada pelo município através da Urbanizadora
Municipal S/A, não encontramos nenhuma dificuldade
na comercialização dos resíduos tetrapak.
Priscila
Vinhas Urbanizadora
Municipal S/A São
José dos Campos, SP
Renan Calheiros 2
Deplorável a encenação da qual
também fui vítima para obter assinaturas
visando à abertura de uma falsa CPI que investigasse
a concessão de rádios e TVs pela Anatel. É
óbvio que estou retirando meu nome desse teatro, não
sem antes ressaltar que ações desonestas desse
naipe fomentam a crise de confiança vivida pelo Parlamento
e constrangem a atuação de seus integrantes
mais sérios. Barbosa
Neto Deputado
federal, vice-líder do PDT Brasília,
DF
É
com muito entusiasmo que estamos acompanhando os fatos políticos
dos últimos dias. Primeiro foi a aceitação
da denúncia contra os mensaleiros, agora a aprovação
do relatório que pede a cassação do senador
Renan Calheiros, acusado de quebra de decoro. Ao mesmo tempo
em que nós lamentamos o surgimento de tantos escândalos,
é com satisfação que vemos as instituições
democráticas reagir aos últimos episódios
que têm chocado a nação. Para a juventude
brasileira, isso demonstra que os governos e o estado não
podem estar a serviço de interesses menores. Kamyla
Castro Presidente
nacional da Juventude do PSDB Por
e-mail
Essa teimosia de Renan Calheiros está passando dos
limites. Ele insiste em provar que dispõe de muitos
recursos, como se o recebimento de propina fosse coisa de
pobre. Não é a falta de dinheiro que faz um
servidor público receber benefício privado,
mas a falta de caráter. E falta de caráter ele
já mostrou que tem de sobra. O que querem mais, então,
os membros do Conselho de Ética ("A farsa na reta final",
29 de agosto)? Adalberto
Alves de Matos Barra
do Garças, MT
Em
todas as reportagens que li, desde que o senador Renan Calheiros
foi pego com a boca na botija, uma coisa tem chamado muito
minha atenção: amigos. O senador não
tem amigos. Ele tem esposa, filhos, irmãos, cúmplices,
comparsas, pares, aliados, camaradas, partidários,
cupinchas, apaniguados, agregados, sequazes, capangas etc.
Mas amigos? Será que não lhe sobrou nenhum do
tempo em que era pessoa humilde lá das Alagoas? Sandra
Lícia Wood Itajubá,
MG
Informamos
que o prefeito da Barra de São Miguel (AL), senhor
Reginaldo Andrade, jamais foi filiado ao PMDB nem contratou
nenhum serviço da Empresa Costa Dourada Locações
na sua gestão, que se iniciou em 1º de janeiro
de 2005. O prefeito anterior, senhor José Robson Vieira
dos Santos, este, sim, filiado ao PMDB, firmou vários
contratos de locação de veículos com
a empresa mencionada. Sormâni
Sérgio Secretário
de Administração da Barra
de São Miguel, AL
André Petry
O artigo "A lógica do deboche" (5 de setembro), do
sempre excelente André Petry, traduz nossa frustração
com o Ministério Público paulista. Ouso, porém,
como calejado advogado (há quase quarenta anos na profissão),
discordar da resignação do autor com o ato administrativo
do Colégio de Procuradores, que confirmou no cargo
o substituto Thales Ferri Schoedl. Nada houve de legal e lógico
na decisão. Ele estava em período de prova (para
isso servem os dois anos que precedem o vitaliciamento). Ora,
se no período de prova a prática do homicídio
qualificado não é motivo suficiente para impedir
a confirmação no cargo, o que o promotor substitutivo
precisa praticar de grave para impedir que continue na carreira?
Dirceu
Francisco Gonzalez Santa
Cruz das Palmeiras, SP
Tenho
apenas 17 anos e já sei o que é certo e o que
é errado. A palavra justiça já "existe"
há séculos no Brasil e as autoridades ainda
nem sabem qual o seu significado prático. Parabéns
por mais uma coluna brilhante, André Petry. Faz um
ano que a leio toda semana. Hugo
Carregosa Matos Simão
Dias, SE
Diogo Mainardi
Querido Diogo, você não é um eremita,
não. Eu compartilho desse sentimento de aversão
que nutrimos por esse molusco, de que não gosto nem
de citar o nome. Faço minhas as suas palavras ("O fim
da assombração", 5 de setembro), assino embaixo
todas as críticas a esse incompetente, ignorante, retrógrado,
hipócrita, corrupto, corrompido, aspirante a ditador.
Margarete
Reis São
Paulo, SP
Acho muito precipitada a profecia (mais uma) do Diogo Mainardi
sobre o "desaparecimento do espectro lulista", como afirma
o colunista. Já que Flaubert foi tão citado,
é prudente o senhor Diogo ler também Shakespeare
em Hamlet e não descer tão afoitamente
do seu rochedo. Nelson
Nobre Mosquera Junior São
Paulo, SP
Caro
Diogo, sua antipatia pelo Lula e pelo PT se justifica pela
corrupção desenfreada que tomou conta do seu
primeiro mandato e do segundo também. Mas não
se iluda. Não é só no Planalto Central
que a bandalheira se instalou, e não foi só
a partir de 2003. As nossas casas legislativas estão
inundadas de pessoas de caráter questionável.
Marcial
Gomes de Melo Belo
Horizonte, MG
Cartas
A citação do meu nome ("Os arapongas e o STF",
Cartas, 5 de setembro), de forma crítica, apontada
por VEJA para a matéria de capa "A Justiça suprema",
foi inapropriada. A minha opinião poderia ter sido
incluída na edição 2.023, já que
me referia à reportagem "Medo no Supremo" (edição
2.022). VEJA perdeu uma excelente oportunidade, naquela ocasião,
para fazer um debate amplo e profundo junto ao STF, no envolvimento
com questões do interesse nacional, como o combate
à corrupção, em vez de se ater aos grampos
telefônicos, razão do meu comentário.
Agora, com a decisão do STF para os mensaleiros, podemos
ter esperanças de um Brasil mais justo. Mauro
Asperti São
Paulo, SP
Madre
Teresa
A missionária Madre Teresa foi, sem dúvida,
um grande exemplo de que a fé precisa vir acompanhada
de obras, pois, caso contrário, seria uma fé
morta. Acho perfeitamente normal que ela, como ser humano,
fosse questionada em sua fé. Isso não significa
que fosse uma mulher descrente, ao contrário. Acredito
que o frio e o vazio que tocavam sua alma eram perfeitamente
justificáveis na vida de uma pessoa que deparava todos
os dias com a realidade mais crua e dura que se apresentava
a ela: fome, miséria, doença, abandono. Fica
para nós o exemplo de que as "noites escuras" existem,
mas é preciso partir da escuridão rumo à
claridade, encontrada apenas por aqueles que dedicam sua vida
em favor dos outros ("A dúvida que corrói",
5 de setembro). Hellen
Vivian Moreira dos Anjos Janaúba,
MG
A
"noite escura" de Teresa é a mesma de São João
da Cruz e certamente a mesma de muitos católicos como
eu, que têm descoberto, justamente nessas "noites",
um sentido mais profundo para a vida. Cristina
Paiva Ferraz Belém,
PA
Todos
os que são verdadeiramente chamados para o serviço
do Senhor passam por momentos de extrema dúvida. Muitas
vezes nosso Deus faz com que sintamos as dores do mundo, e
nessas dores vem a solidão pastoral, acompanhada da
dúvida. Será que realmente fui chamado? Quando
isso ocorre, é o trabalhar do Altíssimo na vida
daqueles a quem escolheu, nessas dores o servo afina o seu
espírito com o de Cristo, que veio ao mundo unicamente
para servir, veio sem vontade própria. Teresa de Calcutá,
serva do Altíssimo, teve apenas momentos de solidão
pastoral. Quintino
Orengo Padre
da Igreja Anglicana do Cone Sul da América Recife,
PE
Gabriel Padilla
O Auto-retrato com Gabriel Padilla (5 de setembro) realmente
diz muito a todos os pais que, como eu e o autor, perderam
filhos jovens em acidentes. No dia 5 deste mês, completam-se
dez anos desde que sofri a mesma dor. Realmente, não
pode haver dor pior do que a de ver um filho morto. É
um pedaço nosso que se vai para nunca mais voltar.
Marcos
Paiva da Rocha Natal,
RN
Fiquei
muito emocionado ao ler o relato da perda da sua filha ocorrida
há um ano, aos 17 anos de idade. A frase "não
pode haver dor pior do que a de ver um filho morto" me reconduziu
a esse triste momento que vivenciei em 28 de março
de 2007, quando perdi minha filha de 6 anos de idade. A dor
é inexplicável, não consigo encontrar
palavras que retratem com clareza esse sentimento. Desejo
que Gabriel Padilla encontre forças para continuar
a sua jornada, certamente serei um leitor do seu livro. Eugênio
Mendes dos Santos São
Paulo, SP
Adultescentes
Amei a reportagem "Adolescência espichada" (5 de setembro).
Não sabia como me definir, já que, entrando
nos 40, não faço parte da terceira idade nem
do mundo dos jovens. Agora tenho um rótulo, ganhei
uma posição, posso fazer parte de uma tribo.
Comigo aconteceu exatamente dessa maneira. Casei jovem, tive
filhos, sempre trabalhei muito. Completei 40 anos e resolvi
que não havia mais nada de que eu pudesse me arrepender,
nada que eu fizesse e que precisasse da aprovação
da família, da sociedade nem de nenhuma instituição.
Tatuei o corpo uma, duas, três vezes. Vou colocar piercing,
voltei a malhar e vou competir no supino, ouço musica
eletrônica e rock o dia todo e confesso que nos ombros
o peso é bem menor. Continuo trabalhando muito, cuido
dos filhos e sou uma referência entre meus alunos de
artes. Conheci gente, vou a baladas. Dizem que a vida começa
aos 40. Acredito que ela recomeça, muito melhor, muito
mais resolvida. Parabéns pela excelente matéria.
Adriana
Wanderley Por
e-mail
Pacote anticrime
Vejo que o Pronasci será um programa "engana bobo",
pois sabemos que a maioria dos programas já criados
pelo governo traz medidas paliativas que nunca dão
certo. Precisamos de soluções urgentes e eficazes.
Chega de ilusões ("Só fazendo figa", 29 de agosto)!
André
Corrêa Pereira Contagem,
MG
Denise Abreu
A "enrolada" Denise Abreu, indicada por Dirceu, parecia entender
de tudo, pois passou por vários órgãos
de governo, pulando de galho em galho, de partido em partido.
Até que chegou à Anac, onde erros costumam custar
muitas vidas. O que os parentes das vítimas do acidente
da TAM gostariam de saber é por que José Dirceu
indicou e o governo nomeou uma "enrolada" para um cargo tão
importante. A resposta mais lógica parece ser que tanto
Dirceu quanto quem assinou a nomeação são
tão ou mais "enrolados" que Denise Abreu ("O pouso
forçado da charuteira", 29 de agosto). Josué
Luiz Hentz São
João da Boa Vista, SP
VEJA.com
Gostaria de cumprimentá-los pela abertura dos arquivos
de VEJA (em www.veja.com.br) para o público em geral.
É com muita satisfação que recebo mais
essa importante fonte de conhecimento. VEJA faz parte da minha
vida desde a adolescência e tê-la à disposição
para consultas é muito gratificante. Atualmente não
sou assinante da revista, mas compro-a todas as semanas em
banca. Parabéns! Murilo
Moraes Por
e-mail
VEJA
É
com muito prazer e satisfação que escrevo estas
linhas para expressar quanto aprecio o trabalho de toda equipe
da VEJA. Moro nos Estados Unidos desde o ano 2000. Estabeleci-me
no estado da Pensilvânia, na cidade de Filadélfia,
onde administro minha butique especializada em moda feminina
da América do Sul. Quando li VEJA pela primeira vez,
fiquei fascinada com a quantidade de informações
sobre política, economia e assuntos sociais. Às
vezes eu lia a mesma página várias vezes e quando
terminava de ler a revista toda não podia me conter
esperando a chegada da nova edição. Hoje tenho
acesso às notícias on-line. Fico muito feliz
em saber que posso acessar informações e atualidades
on-line com a mesma eficiência usada em todas as edições
da VEJA. Parabenizo a equipe da revista pelo trabalho, dedicação
e sucesso. Jucelia
Oliveira Filadélfia,
Pensilvânia, EUA
CORREÇÕES:Na nota "Esquizofrenia,
depressão, fobias: a doença mental no Brasil",
publicada na seção Contexto (29 de agosto),
o nome de alguns medicamentos foi grafado de forma errada.
O correto é: haloperidol, clorpromazina e imipramina.
A formação de quadrilha se caracteriza
quando quatro ou mais pessoas se reúnem para cometer
crimes de maneira sistemática, e não um crime,
como informou o quadro "Corrida contra o tempo", da reportagem
"Ninguém escapou" (5 de setembro). O
embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, tem três
filhos, e não cinco (Amarelas, 5 de setembro).
QUE SUBMARINO
É ESSE?
O Riachuelo já
incorporado à Marinha do Brasil e a foto
publicada no livro, sem a identificação
S15
A foto do submarino
que ilustrou a reportagem "Massacre no Atlântico"
(VEJA, 22 de agosto) sobre o livro O Brasil
na Mira de Hitler, de Roberto Sander, foi erroneamente
identificada como sendo de uma embarcação
alemã. Os leitores escreveram para advertir que
se tratava de um equívoco. "É um submarino
americano da classe Gato. Os submarinos utilizados pelos
alemães na investida contra a costa das Américas
eram dos tipos VII, IX e XXI", escreveu Ramon Gomez,
de São Paulo. Hélio Higuchi, também
de São Paulo, concorda com Gomez. "É um
submarino americano da classe Gato". Consultado por
VEJA, o capitão-de-fragata e especialista em
submarinos Flávio Rocha se encarregou de identificar
a embarcação e para isso contou com a
ajuda de colegas veteranos. Sua conclusão foi
que se tratava mesmo de um submarino americano Fleet
Type, da classe Gato, como indicaram os missivistas.
Durante a checagem da informação dos leitores,
a equipe de VEJA descobriu mais sobre o submarino que
havia sido identificado erroneamente na obra de Roberto
Sander. A foto publicada foi feita nos anos 50, quando
o submarino já pertencia à Armada brasileira,
onde foi rebatizado de Riachuelo e recebeu a
identificação S15, apagada no livro. Ele
foi comprado em meados daquela década juntamente
com o Humaitá (S14).
TERCEIRO MANDATO?
A campanha do BB e o logotipo
do 3º Congresso do PT: re-reeleição?
O leitor Ricardo
Freitas, do Rio de Janeiro, pergunta: "Qual será
o real significado do número 3 na estrela que
estava impressa no púlpito de onde Lula fez seu
discurso no congresso do PT, no sábado passado?
Será terceiro mandato para ele, o Lula, ou para
o PT?". Ajax Porto Pinheiro, de Brasília, escreve
à redação com preocupação
idêntica: "Recentemente minha filha me perguntou
qual o significado de uma campanha publicitária
do Banco do Brasil que nos induzia ao número
3 ('Tome 3 atitudes'). Respondi que achava a campanha
um pouco sem nexo. Comecei a desconfiar de seu significado
quando vi na televisão o número 3 dentro
da estrela do PT. Já começou a campanha
pelo terceiro mandato?". Arthur Mottus, outro brasiliense,
pergunta: "Se a propaganda institucional do Banco do
Brasil com o número 3 em evidência convocando
a todos para uma atitude correta tem a ver com algum
tipo de propaganda subliminar para o terceiro mandato
do Lula, como ficamos?". "Até onde é do
meu conhecimento, o número do PT é o 13,
ou será que mudou?", observa Frederico Couto
Gondim, de Salvador. Em seu ex-Blog, o prefeito do Rio,
Cesar Maia, bota lenha na fogueira da re-reeleição
de Lula: "Primeiro foi a campanha do Banco do Brasil
que induziu a pensar que era o Lula querendo o terceiro
mandato. Agora é o terceiro congresso do PT que
lança o número 3 em cima da estrela. PT
+ BB = 3!". Paranóia dos leitores e do prefeito
ou propaganda subliminar? Só o tempo dirá.
"Como eles vivem na terra do 'nunca', tudo é
possível na cabeça delirante da militância
do PT. Vergonha na cara, nem pensar", diz Ricardo Freitas.