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VEJA
Edição 2025

12 de setembro de 2007
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NESTA EDIÇÃO
Índice
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Millôr
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Diogo Mainardi
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Cartas

 

"O Supremo Tribunal Federal mostrou que é o guardião implacável dos princípios constitucionais."
Augusto Galvão
Maceió, AL

Ministro Joaquim Barbosa

Com a reportagem especial "A Justiça suprema" (5 de setembro), VEJA nos mostra, por um lado, que jamais tivemos um escândalo tão deplorável e, por outro, um ministro sério e competente. Vai além: prova que o Brasil raramente contou com um veículo de comunicação de fato à altura do povo brasileiro. Parabéns a VEJA e à Editora Abril, que sempre respondem com inteligência, elegância (e fatos!).
Yuri Monteiro Brandão
Maceió, AL

Gostaria de agradecer a VEJA pela oportunidade de conhecer mais sobre o discreto e competente ministro Joaquim Barbosa, cuja conduta deveria ressuscitar nossa esperança cívica, sentimento tão enxovalhado pelos escândalos e pelas imposturas do atual governo. Para os cidadãos que teimam em acreditar neste país, é reconfortante saber que nas altas instituições republicanas se encontram alguns raros indivíduos honrados. O ministro Barbosa não se rendeu ao que se dava como esperado, salvando não só o Poder Judiciário como o próprio direito de um letal aviltamento.
Ligia Fonseca Ferreira
São Paulo, SP

Vou guardar a edição de VEJA por ser histórica. Ninguém garante que os quarenta indiciados serão realmente encarcerados. Ninguém garante que não haja no futuro próximo outros assaltos ao dinheiro que nós, pagadores de impostos, colocamos à disposição dessas harpias planaltinas. O que importa é que o STF lavou a alma dessa grande maioria, silenciosa, sim, não ignara.
Marco Cesare Perrotti
Santos, SP

O ministro Joaquim Barbosa personifica realmente o herói na defesa da democracia brasileira, somando sua atuação na acusação aos mensaleiros que assaltaram o estado à heróica resistência de VEJA contra os que tentam estabelecer no Brasil uma nova ditadura, tentativa que tem na imprensa livre do Brasil sua última e quase que única resistência. Muito obrigado pela vossa luta e pela vossa coragem.
Sergio Storti
São Paulo, SP

Perfeita! É o menor adjetivo que posso dizer da capa de VEJA! Para um operador do direito, é uma verdadeira dádiva, trazendo alento e esperança para o país inteiro. O ministro Joaquim "Ruy" Barbosa – ouso compará-lo ao maior dentre os brasileiros –, não numa foto, mas num retrato algo antigo, parece nos ensinar com seus profundos olhos. Joaquim "Ruy" Barbosa, vou emoldurar a capa da revista, pois pensei que não existissem mais heróis. Tenho orgulho de ser brasileiro e de vossa justiça suprema. Parabéns.
André Studart Gurgel

Fortaleza, CE

Glória a Joaquim Barbosa, exemplo raro de brasilidade e justiça. Até que enfim uma vitória sobre a treva da corrupção que assola as instituições político-partidárias brasileiras. Entretanto, a guerra é longa, difícil. A imprensa e o Judiciário precisam continuar sempre vigilantes em sua longa e nobre cruzada.
Esmaelino Neves de Farias

Belém, PA

Fantásticas a capa e a reportagem especial de VEJA. Você, ministro, é a esperança de que um dia o Brasil dará certo.
Virene Roxo Matesco
Rio de Janeiro, RJ

Maravilhosa a reportagem sobre o ministro Joaquim Barbosa, um homem de origem simples que se agigantou por meio da educação, da disciplina, da honestidade e do respeito às instituições.
Rodrigo Otávio Alves da Silveira
Brasília, DF

Não menosprezando o papel exercido pelo ministro Joaquim Barbosa, que cumpriu de forma exemplar seu ofício como relator do processo do mensalão petista, existe na minha opinião um herói ainda maior na condução do referido processo, que é o procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza. Mesmo sendo seu cargo de livre nomeação e exoneração por parte do presidente da República, e não gozando do princípio da vitaliciedade, como gozam os ministros do STF, ele teve a coragem de oferecer a denúncia contra toda a cúpula palaciana e congressista envolvida no famigerado mensalão. A sociedade clama por justiça e se sente com a alma lavada por poder contar com homens como ele.
Leonardo Bayma
Fortaleza, CE

 

Poder das instituições

A justa euforia despertada pelo indiciamento unânime dos mensaleiros pelo STF, mediante a denúncia certeira do procurador Antonio Fernando Souza, secundado pelo sólido e irretocável discurso do competente ministro Joaquim Barbosa, deve ser reduzida a limites reais e racionais mantendo em estado de alerta a consciência nacional. Entre o indiciamento e a condenação justa dos culpados há um longo caminho a percorrer ("Instituição é riqueza", 5 de setembro).
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

 

José Dirceu

As opiniões sobre as pessoas são prioritariamente formadas pelo ponto de vista do observador. Só assim se pode explicar a divergência de conceitos emitidos pelo procurador-geral da República e pelo presidente Lula a respeito do ex-ministro José Dirceu ("A nebulosa de José Dirceu", 5 de setembro).
Júlio Ferreira
Recife, PE

Em relação à reportagem, em que sou citado (edição 2004), venho esclarecer o seguinte: 1) Prestei serviços advocatícios para o senhor Daniel Dantas em dois inquéritos criminais; no primeiro, por indicação de um diretor da Brasil Telecom (empresa que já era cliente antiga de meu escritório) e, no segundo, o chamado Caso Kroll, por indicação do grande criminalista Nélio Machado. Nenhum desses casos versou sobre o BNDES, assunto sobre o qual, repito, não tenho nenhum conhecimento, pois nunca dele tratei. 2) Embora seja amigo do ex-ministro José Dirceu, friso que ele nunca me indicou clientes. Logo, não é verdadeira a afirmação de que tenha me indicado o senhor Daniel Dantas. 3) Advogo junto ao Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e demais tribunais há 26 anos e tenho a absoluta certeza de que nenhum de seus membros poderia citar qualquer hipótese da prática de lobby por parte de meu escritório. Por ser um advogado do contencioso, tampouco outras autoridades federais, fora da esfera do Judiciário, poderiam testemunhar que pratiquei qualquer gestão ou ato caracterizável como lobby. Considero minha qualificação como "lobista" injuriosa, difamatória e injusta, com graves prejuízos profissionais e pessoais. Portanto, um aviso para os milhares de leitores da revista: não sou lobista. Por favor, não procurem o escritório para esse fim.
Antônio Carlos de Almeida Castro
Advogado

Almeida Castro Advogados Associados
Brasília, DF

 

O bando dos 40

A tabela, o infográfico, o texto e, enfim, a montagem cronológica do esquema do mensalão foram informativos, claros e objetivos o bastante para concorrer a prêmios editoriais até com revistas de outros segmentos.
Mário Gonçalves Dias Junior
Londrina, PR

A edição de VEJA deixou seus leitores muito mais do que bem informados. Com todos os infográficos e tabelas publicados, impossível o leitor não entender a situação atual do "julgamento da história" dos acusados de participação no mensalão. Tudo muito explícito, detalhado e de fácil compreensão.
Everton Delazeri
Goiânia, GO

 

Renan Calheiros

A cada semana, quando abro VEJA e a leio, amo mais e mais o longo inverno suíço. Dá-me nojo ler sobre o senhor Renan Calheiros e cia. Como podem existir pessoas tão sem decoro e que ainda assim continuam no poder ("O velho Renan de sempre", 5 de setembro)?
Martha Bernhard
Glarus, Suíça

Tiragem semanal de VEJA: mais de 1 200 000 exemplares, informação para mais de 7 milhões de pessoas. Outras dezenas de revistas circulando semanalmente, e mais de uma centena de jornais diários impressos no país. Rádios e redes de TV transmitindo e informando em diversos horários. Cientistas políticos, juristas, advogados, repórteres, filósofos, entre outros, colocam a verdade na nossa cara através de debates e reportagens. Somos milhões bem informados e com senso crítico. Ainda assim querem nos tratar como imbecis. Não dá!
Daltro J. Rosa
Passo Fundo, RS

A cada novo dia, novas falcatruas, como essa denunciada pelo advogado Bruno de Miranda Lins, virão a público, e Renan, além de ser cassado, acabará em cana – e ainda levará consigo comparsas.
Heloiza Carneiro da Cunha
Petrópolis, RJ

Renan Calheiros é um perigo para a sociedade. Deveria ser julgado e condenado à prisão de segurança máxima. O homem é de uma desfaçatez inacreditável.
Helaine Póvoa
Brasília, DF

 

Renan contra o Grupo Abril

A tentativa de instalar essa CPI me parece mais uma manobra para impedir que VEJA noticie os escândalos do senador Renan Calheiros. O posicionamento dos deputados Fernando Gabeira, Marcelo Itagiba e Ratinho Júnior deixa claro que todos os fatos devem ser mostrados à opinião pública de forma lúcida, sem nenhuma interferência ("Reação à farsa", 5 de setembro).
Samuel do Valle
Divinópolis, MG

Foi com muita indignação que vi que o velhaco do Renan Calheiros (nome sugestivo esse calheiros) queria abrir uma CPI para investigar negócios da Abril. Que absurdo, um sujo como o senhor Renan deveria é ter vergonha na cara, passar no departamento de imigração da Polícia Federal e se mandar deste país, pois, para mim, o senhor Renan é persona non grata. Se for embora do país não vai fazer nenhuma falta. E, quanto à CPI, quero cumprimentar VEJA pela coragem com que tem tratado essa bandalheira toda do Congresso. VEJA é nosso olho. Por favor, continue assim.
Antonio Manoel

Cuiabá, MT

 

Sucessão presidencial

Não podemos nos iludir com a imagem de nosso presidente, de pijama, assando coelhinhos em 2011 ("'Vou fazer meu coelhinho assado'", 5 de setembro). Aliás, a menção a coelhinhos sendo assados não deixa de ser curiosa. Cercado de hienas estreladas e abutres sindicalistas, Lula é um lobo em pele de cordeiro que, quando sentir calor, pulará com garras e dentes no pescoço de tucanos, avestruzes, carneirinhos e outros representantes da fauna da classe média brasileira. E, se nós, esses bichinhos fofinhos e cansadinhos, não sairmos de nossa pasmaceira, teremos um terceiro mandato dessa versão tupiniquim de reino animal, com uma espécie de sapo-imperador, adorado pelos bichos-preguiça que habitam a floresta chamada Brasil, que somente com uma boa dose de sorte não se transformará em um zoológico sombrio e anacrônico, com jeito de Venezuela.
Edson Pinto da Silva Filho

Vinhedo, SP

Eu só espero que até 2010 o presidente Lula consiga arear as fôrmas de pizza do seu governo antes de untá-las para assar seus coelhos em paz.
Mário Gonçalves Dias Junior
Londrina, PR

Desde o primeiro momento em que foi ventilada a idéia tresloucada da re-reeleição infinita eu rechacei de imediato sua concretização, porque sabia que o presidente Lula jamais daria as costas aos princípios democráticos que sempre defendeu (foi até para a cadeia por eles).
Cássio Filipe Albuquerque Silva
Santa Maria, RS

Queira Deus que o presidente Lula tenha mesmo respeito pela Constituição Federal, não aceitando nem mesmo pedidos do povo para um terceiro mandato, ao contrário do que quer seu partido. Contudo, é bom ficar alerta, pois o projeto que ambos desenvolvem sinaliza no sentido de que querem o poder por mais tempo. Basta ver a reportagem "Funcionário número 1 milhão", na mesma edição de VEJA. Principalmente quando se refere a temas como "conversas aventureiras" e "avanço do capitalismo de estado".
Edélcio Rodrigues Pereira
Monte Carmelo, MG

 

Capitalismo de estado

Muito oportuna a reportagem sobre o funcionário número 1 milhão. Essa corrida na "contramão da história" não vai acabar tão cedo, pelo menos enquanto houver "companheiros" ainda sem um lugar para mamar nas tetas do estado. Um país que tem um presidente que se orienta com pessoas como os senhores Hugo Chávez, Fidel Castro e Evo Morales só pode ter essas idéias jurássicas, com nossas estatais inchando, inchando, inchando, até sair pelo ladrão (desculpem o trocadilho) ("Funcionário número 1 milhão", 5 de setembro).
Marco Antônio Fernandes Morales
Mirandópolis, SP

 

Governo militar

No lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade, o ministro Nelson Jobim disse esperar "que as Forças Armadas Brasileiras recebam este ato como absolutamente natural. Não haverá indivíduo que possa a isso reagir e, se houver, terá resposta". No meu entendimento, no Brasil de nossos dias, só existem duas instituições com credibilidade: as Forças Armadas e a Polícia Federal. O ministro da Defesa perdeu uma boa oportunidade de ficar calado ("Passado é história", 5 de setembro).
Genaide Bezerra de Araújo
João Pessoa, PB

Como militar reformado das Forças Armadas, gostaria de registrar que na época do movimento revolucionário, ainda na ativa, fui testemunha de excessos de ambos os lados. Lembro-me das inúmeras vezes em que ficamos de prontidão, nos quartéis, longe de nossa família e, quando tínhamos de andar pelas ruas (no caso, do Rio de Janeiro), éramos aconselhados a não usar farda, pois seríamos vítimas dos terroristas. Não houve apenas vítimas dos militares, mas também foram vítimas muitos militares, civis ligados às Forças Armadas, policiais civis e militares (incluindo bombeiros).
Joracyario Silveira Rodrigues
Brasília, DF

 

Clifford Sobel

A notícia dada pelo embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel (Amarelas, 5 de setembro), de que fará gestões para que mais americanos visitem o Nordeste brasileiro seria muito bem-vinda, não fossem os entraves burocráticos e o custo de 120 dólares per capita (100 do visto e 20 do despachante) para concessão de vistos brasileiros a cidadãos americanos que pretendam visitar o Brasil. Americano dá valor a cada centavo, e com uma família de quatro pessoas são mais 480 dólares, o suficiente para escolher outro destino mais competitivo. Companhia aérea não escolhe destino por motivação política, e sim por fluxo provável de passageiros. Se as americanas ainda não o fizeram, certamente é porque esperam que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que propõe a flexibilização de vistos para grandes países emissores.
Eraldo Alves da Cruz
Presidente da ABIH Nacional 2007
Brasília, DF

Numa democracia, nada mais natural que conviver com critérios de entrada ou permanência de imigrantes determinados por países amigos. Contudo, não se pode em nome de uma pretensa forma de segurança desfilar arrogância e prepotência nesse exercício. Pleitear a concessão do visto americano tem sido, já há vários anos, e muito antes do 11 de Setembro, um suplício, um ultraje e uma humilhação.
Alexandre A. Ragonha
Limeira, SP

O embaixador americano no Brasil, em sua excelente entrevista ao jornalista Okky de Souza, diz, entre outras verdades: "Veja que coisa incrível: não há turistas americanos no Nordeste, que é o pedaço do Brasil mais próximo dos Estados Unidos e abriga alguns dos locais mais bonitos do país". E conclui: "Vamos convencer as companhias aéreas americanas a voar para o Nordeste". Suas considerações atestam nossa incompetência como vendedores da indústria sem chaminé.
Paulo Gilberto Morais dos Santos
João Pessoa, PB

 

Reciclagem de lixo

VEJA surpreende a cada semana. Magnífica, informativa e principalmente educativa a reportagem "Comece a reciclar" (Guia, 5 de setembro). Reportagens assim reciclam também a mentalidade dos cidadãos brasileiros. Infelizmente, a maioria desconhece o compromisso que cada um de nós tem de zelar pelo nosso planeta.
Anaíde Lemes de Carvalho
Uberlândia, MG

A Abril é uma lovemark minha. Sempre foi. Em 2003, numa de suas publicações, li sobre cestos de lixo para recicláveis. Aquilo foi a espoleta. Adquiri os cestos coloridos. Comecei a reciclar. Muita coisa aconteceu a partir daí. Implantei a coleta seletiva em casa; no meu trabalho fui convidado a colaborar em oficinas de capacitação para coletores, proprietários de depósito e selecionadores de materiais recicláveis com a parceria de instituições como o Senac, o Sebrae, a prefeitura, entre outras. Você sabe o que a Abril faz? Transforma a vida das pessoas. Uma das delícias de uma boa leitura é justamente essa: trazê-la para dentro da gente de modo que ela passe a ser parte integrante de nossa vida. Parabéns pela reportagem "Comece a reciclar". Não é preciso dizer mais nada.
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP

Gostaríamos de informar que a Klabin é a segunda maior recicladora mundial de embalagens cartonadas, conhecidas como longa-vida. Nossa capacidade instalada de reciclagem desse tipo de embalagem é de 75 toneladas por dia ou 27.000 toneladas por ano. Desde 2005, está em funcionamento em Piracicaba (SP) a empresa EET, fruto de parceria entre Klabin, Tetra Pak, Alcoa e TSL Ambiental para o desenvolvimento da Tecnologia Plasma, que permite a reciclagem de 100% das embalagens longa-vida com a separação total do alumínio, do filme de polietileno e da fibra celulósica. A Klabin também é a maior recicladora de papéis da América do Sul e produz 17% do papel reciclado do mercado brasileiro para sua indústria de papelão ondulado. Os efeitos da reciclagem são claros: redução do volume de lixo urbano e dos custos de produção. Finalmente, o processo de reciclagem traz importante benefício social, contribuindo para a geração de renda de milhares de catadores em todo o país.
Wilberto Luiz Lima Junior
Diretor de comunicação e responsabilidade social da Klabin S/A
São Paulo, SP

Cumprimentos a VEJA e à jornalista Monica Weinberg pela oportuna e didática reportagem. Concordamos com todos os temas da reportagem e gostaríamos de observar dois pontos, no que tange ao mencionado manual da reciclagem. Quanto à lavagem de embalagens, no item "Vale a pena fazer", é preciso lembrar que as pesquisas concluíram que, na maioria dos casos, o consumo de água é importante no balanço da sustentabilidade. Os exemplos indicam que o consumo de água é grande, além de algumas pessoas usarem até detergentes biodegradáveis para isso. O balanço de sustentabilidade aponta que não se deve incentivar esse particular. Com relação ao item "Não vale a pena fazer" (amassar latas e garrafas PET), os custos de transporte e, em conseqüência, a emissão de CO2 pela queima de combustíveis devem ser levados em conta. Latas de alumínio podem ser amassadas até com os pés. Idem para as embalagens PET.
Célia Wada
Presidente do Comitê do Meio Ambiente da Câmara Ítalo Brasileira de Comércio e Indústria de São Paulo
São Paulo, SP

Americana – cidade com 200.000 habitantes – é pioneira na região metropolitana de Campinas nesse serviço: a coleta seletiva cobre 100% do município. O material reciclável é encaminhado a uma cooperativa de reciclagem. Desenvolvemos, ainda, um projeto de transformação do óleo de cozinha em biodiesel utilizado pela frota de coleta de lixo. O óleo é recolhido de restaurantes, bares e residências, e temos 21 locais fixos de entrega – a rede de Postos Médicos Municipais. Uma lei municipal também criou um programa de coleta e reciclagem de lâmpadas fluorescentes. Há, ainda, legislação municipal recente que proíbe a queima de cana-de-açúcar no município.
Sérgio Franco
Diretor de comunicação social da prefeitura
Americana, SP

No Rio de Janeiro temos condição de comercializar as caixas tetrapak através de seu representante no estado, Recicoleta, que absorve a preço interessante todo o material em nossa usina, no município de São José do Vale do Rio Preto. É importante frisar que a Tetra Pak participou desde o início de nossa coleta seletiva. O projeto é desenvolvido pela prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, em convênio com uma associação de catadores. A entrada da Tetra Pak no projeto nos ajudou a introduzir a coleta seletiva.
Marco Aurélio Padilha Fróes
Secretário de Meio Ambiente
São José do Vale do Rio Preto, RJ

Com respeito à reportagem "Comece a reciclar", gostaríamos de salientar que em São José dos Campos, cidade que possui um Programa de Coleta Seletiva de lixo desde 1990, administrada pelo município através da Urbanizadora Municipal S/A, não encontramos nenhuma dificuldade na comercialização dos resíduos tetrapak.
Priscila Vinhas
Urbanizadora Municipal S/A
São José dos Campos, SP

 

Renan Calheiros 2

Deplorável a encenação – da qual também fui vítima – para obter assinaturas visando à abertura de uma falsa CPI que investigasse a concessão de rádios e TVs pela Anatel. É óbvio que estou retirando meu nome desse teatro, não sem antes ressaltar que ações desonestas desse naipe fomentam a crise de confiança vivida pelo Parlamento e constrangem a atuação de seus integrantes mais sérios.
Barbosa Neto
Deputado federal, vice-líder do PDT
Brasília, DF

É com muito entusiasmo que estamos acompanhando os fatos políticos dos últimos dias. Primeiro foi a aceitação da denúncia contra os mensaleiros, agora a aprovação do relatório que pede a cassação do senador Renan Calheiros, acusado de quebra de decoro. Ao mesmo tempo em que nós lamentamos o surgimento de tantos escândalos, é com satisfação que vemos as instituições democráticas reagir aos últimos episódios que têm chocado a nação. Para a juventude brasileira, isso demonstra que os governos e o estado não podem estar a serviço de interesses menores.
Kamyla Castro
Presidente nacional da Juventude do PSDB
Por e-mail

Essa teimosia de Renan Calheiros está passando dos limites. Ele insiste em provar que dispõe de muitos recursos, como se o recebimento de propina fosse coisa de pobre. Não é a falta de dinheiro que faz um servidor público receber benefício privado, mas a falta de caráter. E falta de caráter ele já mostrou que tem de sobra. O que querem mais, então, os membros do Conselho de Ética ("A farsa na reta final", 29 de agosto)?
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

Em todas as reportagens que li, desde que o senador Renan Calheiros foi pego com a boca na botija, uma coisa tem chamado muito minha atenção: amigos. O senador não tem amigos. Ele tem esposa, filhos, irmãos, cúmplices, comparsas, pares, aliados, camaradas, partidários, cupinchas, apaniguados, agregados, sequazes, capangas etc. Mas amigos? Será que não lhe sobrou nenhum do tempo em que era pessoa humilde lá das Alagoas?
Sandra Lícia Wood
Itajubá, MG

Informamos que o prefeito da Barra de São Miguel (AL), senhor Reginaldo Andrade, jamais foi filiado ao PMDB nem contratou nenhum serviço da Empresa Costa Dourada Locações na sua gestão, que se iniciou em 1º de janeiro de 2005. O prefeito anterior, senhor José Robson Vieira dos Santos, este, sim, filiado ao PMDB, firmou vários contratos de locação de veículos com a empresa mencionada.
Sormâni Sérgio
Secretário de Administração da Barra de São Miguel, AL

 

André Petry

O artigo "A lógica do deboche" (5 de setembro), do sempre excelente André Petry, traduz nossa frustração com o Ministério Público paulista. Ouso, porém, como calejado advogado (há quase quarenta anos na profissão), discordar da resignação do autor com o ato administrativo do Colégio de Procuradores, que confirmou no cargo o substituto Thales Ferri Schoedl. Nada houve de legal e lógico na decisão. Ele estava em período de prova (para isso servem os dois anos que precedem o vitaliciamento). Ora, se no período de prova a prática do homicídio qualificado não é motivo suficiente para impedir a confirmação no cargo, o que o promotor substitutivo precisa praticar de grave para impedir que continue na carreira?
Dirceu Francisco Gonzalez
Santa Cruz das Palmeiras, SP

Tenho apenas 17 anos e já sei o que é certo e o que é errado. A palavra justiça já "existe" há séculos no Brasil e as autoridades ainda nem sabem qual o seu significado prático. Parabéns por mais uma coluna brilhante, André Petry. Faz um ano que a leio toda semana.
Hugo Carregosa Matos
Simão Dias, SE

 

Diogo Mainardi

Querido Diogo, você não é um eremita, não. Eu compartilho desse sentimento de aversão que nutrimos por esse molusco, de que não gosto nem de citar o nome. Faço minhas as suas palavras ("O fim da assombração", 5 de setembro), assino embaixo todas as críticas a esse incompetente, ignorante, retrógrado, hipócrita, corrupto, corrompido, aspirante a ditador.
Margarete Reis
São Paulo, SP

Acho muito precipitada a profecia (mais uma) do Diogo Mainardi sobre o "desaparecimento do espectro lulista", como afirma o colunista. Já que Flaubert foi tão citado, é prudente o senhor Diogo ler também Shakespeare em Hamlet e não descer tão afoitamente do seu rochedo.
Nelson Nobre Mosquera Junior
São Paulo, SP

Caro Diogo, sua antipatia pelo Lula e pelo PT se justifica pela corrupção desenfreada que tomou conta do seu primeiro mandato e do segundo também. Mas não se iluda. Não é só no Planalto Central que a bandalheira se instalou, e não foi só a partir de 2003. As nossas casas legislativas estão inundadas de pessoas de caráter questionável.
Marcial Gomes de Melo
Belo Horizonte, MG

 

Cartas

A citação do meu nome ("Os arapongas e o STF", Cartas, 5 de setembro), de forma crítica, apontada por VEJA para a matéria de capa "A Justiça suprema", foi inapropriada. A minha opinião poderia ter sido incluída na edição 2.023, já que me referia à reportagem "Medo no Supremo" (edição 2.022). VEJA perdeu uma excelente oportunidade, naquela ocasião, para fazer um debate amplo e profundo junto ao STF, no envolvimento com questões do interesse nacional, como o combate à corrupção, em vez de se ater aos grampos telefônicos, razão do meu comentário. Agora, com a decisão do STF para os mensaleiros, podemos ter esperanças de um Brasil mais justo.
Mauro Asperti
São Paulo, SP

 

Madre Teresa

A missionária Madre Teresa foi, sem dúvida, um grande exemplo de que a fé precisa vir acompanhada de obras, pois, caso contrário, seria uma fé morta. Acho perfeitamente normal que ela, como ser humano, fosse questionada em sua fé. Isso não significa que fosse uma mulher descrente, ao contrário. Acredito que o frio e o vazio que tocavam sua alma eram perfeitamente justificáveis na vida de uma pessoa que deparava todos os dias com a realidade mais crua e dura que se apresentava a ela: fome, miséria, doença, abandono. Fica para nós o exemplo de que as "noites escuras" existem, mas é preciso partir da escuridão rumo à claridade, encontrada apenas por aqueles que dedicam sua vida em favor dos outros ("A dúvida que corrói", 5 de setembro).
Hellen Vivian Moreira dos Anjos
Janaúba, MG

A "noite escura" de Teresa é a mesma de São João da Cruz e certamente a mesma de muitos católicos como eu, que têm descoberto, justamente nessas "noites", um sentido mais profundo para a vida.
Cristina Paiva Ferraz
Belém, PA

Todos os que são verdadeiramente chamados para o serviço do Senhor passam por momentos de extrema dúvida. Muitas vezes nosso Deus faz com que sintamos as dores do mundo, e nessas dores vem a solidão pastoral, acompanhada da dúvida. Será que realmente fui chamado? Quando isso ocorre, é o trabalhar do Altíssimo na vida daqueles a quem escolheu, nessas dores o servo afina o seu espírito com o de Cristo, que veio ao mundo unicamente para servir, veio sem vontade própria. Teresa de Calcutá, serva do Altíssimo, teve apenas momentos de solidão pastoral.
Quintino Orengo
Padre da Igreja Anglicana do Cone Sul da América
Recife, PE

 

Gabriel Padilla

O Auto-retrato com Gabriel Padilla (5 de setembro) realmente diz muito a todos os pais que, como eu e o autor, perderam filhos jovens em acidentes. No dia 5 deste mês, completam-se dez anos desde que sofri a mesma dor. Realmente, não pode haver dor pior do que a de ver um filho morto. É um pedaço nosso que se vai para nunca mais voltar.
Marcos Paiva da Rocha
Natal, RN

Fiquei muito emocionado ao ler o relato da perda da sua filha ocorrida há um ano, aos 17 anos de idade. A frase "não pode haver dor pior do que a de ver um filho morto" me reconduziu a esse triste momento que vivenciei em 28 de março de 2007, quando perdi minha filha de 6 anos de idade. A dor é inexplicável, não consigo encontrar palavras que retratem com clareza esse sentimento. Desejo que Gabriel Padilla encontre forças para continuar a sua jornada, certamente serei um leitor do seu livro.
Eugênio Mendes dos Santos
São Paulo, SP

 

Adultescentes

Amei a reportagem "Adolescência espichada" (5 de setembro). Não sabia como me definir, já que, entrando nos 40, não faço parte da terceira idade nem do mundo dos jovens. Agora tenho um rótulo, ganhei uma posição, posso fazer parte de uma tribo. Comigo aconteceu exatamente dessa maneira. Casei jovem, tive filhos, sempre trabalhei muito. Completei 40 anos e resolvi que não havia mais nada de que eu pudesse me arrepender, nada que eu fizesse e que precisasse da aprovação da família, da sociedade nem de nenhuma instituição. Tatuei o corpo uma, duas, três vezes. Vou colocar piercing, voltei a malhar e vou competir no supino, ouço musica eletrônica e rock o dia todo e confesso que nos ombros o peso é bem menor. Continuo trabalhando muito, cuido dos filhos e sou uma referência entre meus alunos de artes. Conheci gente, vou a baladas. Dizem que a vida começa aos 40. Acredito que ela recomeça, muito melhor, muito mais resolvida. Parabéns pela excelente matéria.
Adriana Wanderley
Por e-mail

 

Pacote anticrime

Vejo que o Pronasci será um programa "engana bobo", pois sabemos que a maioria dos programas já criados pelo governo traz medidas paliativas que nunca dão certo. Precisamos de soluções urgentes e eficazes. Chega de ilusões ("Só fazendo figa", 29 de agosto)!
André Corrêa Pereira
Contagem, MG

 

Denise Abreu

A "enrolada" Denise Abreu, indicada por Dirceu, parecia entender de tudo, pois passou por vários órgãos de governo, pulando de galho em galho, de partido em partido. Até que chegou à Anac, onde erros costumam custar muitas vidas. O que os parentes das vítimas do acidente da TAM gostariam de saber é por que José Dirceu indicou e o governo nomeou uma "enrolada" para um cargo tão importante. A resposta mais lógica parece ser que tanto Dirceu quanto quem assinou a nomeação são tão ou mais "enrolados" que Denise Abreu ("O pouso forçado da charuteira", 29 de agosto).
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

 

VEJA.com

Gostaria de cumprimentá-los pela abertura dos arquivos de VEJA (em www.veja.com.br) para o público em geral. É com muita satisfação que recebo mais essa importante fonte de conhecimento. VEJA faz parte da minha vida desde a adolescência e tê-la à disposição para consultas é muito gratificante. Atualmente não sou assinante da revista, mas compro-a todas as semanas em banca. Parabéns!
Murilo Moraes
Por e-mail

 

VEJA

É com muito prazer e satisfação que escrevo estas linhas para expressar quanto aprecio o trabalho de toda equipe da VEJA. Moro nos Estados Unidos desde o ano 2000. Estabeleci-me no estado da Pensilvânia, na cidade de Filadélfia, onde administro minha butique especializada em moda feminina da América do Sul. Quando li VEJA pela primeira vez, fiquei fascinada com a quantidade de informações sobre política, economia e assuntos sociais. Às vezes eu lia a mesma página várias vezes e quando terminava de ler a revista toda não podia me conter esperando a chegada da nova edição. Hoje tenho acesso às notícias on-line. Fico muito feliz em saber que posso acessar informações e atualidades on-line com a mesma eficiência usada em todas as edições da VEJA. Parabenizo a equipe da revista pelo trabalho, dedicação e sucesso.
Jucelia Oliveira
Filadélfia, Pensilvânia, EUA

 

CORREÇÕES: Na nota "Esquizofrenia, depressão, fobias: a doença mental no Brasil", publicada na seção Contexto (29 de agosto), o nome de alguns medicamentos foi grafado de forma errada. O correto é: haloperidol, clorpromazina e imipramina. A formação de quadrilha se caracteriza quando quatro ou mais pessoas se reúnem para cometer crimes de maneira sistemática, e não um crime, como informou o quadro "Corrida contra o tempo", da reportagem "Ninguém escapou" (5 de setembro). O embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, tem três filhos, e não cinco (Amarelas, 5 de setembro).

 

 

QUE SUBMARINO É ESSE?

 
O Riachuelo já incorporado à Marinha do Brasil e a foto publicada no livro, sem a identificação S15

A foto do submarino que ilustrou a reportagem "Massacre no Atlântico" (VEJA, 22 de agosto) – sobre o livro O Brasil na Mira de Hitler, de Roberto Sander, foi erroneamente identificada como sendo de uma embarcação alemã. Os leitores escreveram para advertir que se tratava de um equívoco. "É um submarino americano da classe Gato. Os submarinos utilizados pelos alemães na investida contra a costa das Américas eram dos tipos VII, IX e XXI", escreveu Ramon Gomez, de São Paulo. Hélio Higuchi, também de São Paulo, concorda com Gomez. "É um submarino americano da classe Gato". Consultado por VEJA, o capitão-de-fragata e especialista em submarinos Flávio Rocha se encarregou de identificar a embarcação e para isso contou com a ajuda de colegas veteranos. Sua conclusão foi que se tratava mesmo de um submarino americano Fleet Type, da classe Gato, como indicaram os missivistas. Durante a checagem da informação dos leitores, a equipe de VEJA descobriu mais sobre o submarino que havia sido identificado erroneamente na obra de Roberto Sander. A foto publicada foi feita nos anos 50, quando o submarino já pertencia à Armada brasileira, onde foi rebatizado de Riachuelo e recebeu a identificação S15, apagada no livro. Ele foi comprado em meados daquela década juntamente com o Humaitá (S14).



TERCEIRO MANDATO?

 
A campanha do BB e o logotipo do 3º Congresso do PT: re-reeleição?

O leitor Ricardo Freitas, do Rio de Janeiro, pergunta: "Qual será o real significado do número 3 na estrela que estava impressa no púlpito de onde Lula fez seu discurso no congresso do PT, no sábado passado? Será terceiro mandato para ele, o Lula, ou para o PT?". Ajax Porto Pinheiro, de Brasília, escreve à redação com preocupação idêntica: "Recentemente minha filha me perguntou qual o significado de uma campanha publicitária do Banco do Brasil que nos induzia ao número 3 ('Tome 3 atitudes'). Respondi que achava a campanha um pouco sem nexo. Comecei a desconfiar de seu significado quando vi na televisão o número 3 dentro da estrela do PT. Já começou a campanha pelo terceiro mandato?". Arthur Mottus, outro brasiliense, pergunta: "Se a propaganda institucional do Banco do Brasil com o número 3 em evidência convocando a todos para uma atitude correta tem a ver com algum tipo de propaganda subliminar para o terceiro mandato do Lula, como ficamos?". "Até onde é do meu conhecimento, o número do PT é o 13, ou será que mudou?", observa Frederico Couto Gondim, de Salvador. Em seu ex-Blog, o prefeito do Rio, Cesar Maia, bota lenha na fogueira da re-reeleição de Lula: "Primeiro foi a campanha do Banco do Brasil que induziu a pensar que era o Lula querendo o terceiro mandato. Agora é o terceiro congresso do PT que lança o número 3 em cima da estrela. PT + BB = 3!". Paranóia dos leitores e do prefeito ou propaganda subliminar? Só o tempo dirá. "Como eles vivem na terra do 'nunca', tudo é possível na cabeça delirante da militância do PT. Vergonha na cara, nem pensar", diz Ricardo Freitas.

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