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Certo,
mano?
Raps ajudam a contar a
história
de As Filhas da Mãe
Silvia
Rogar
Nando Chiappetta
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Eugenia Eudread
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Rap
da Alessandra
(A atriz Beth Coelho)
Alessandra
é a mais nova
Filha
das filhas da mãe
Ela
quer ser escritora
E
não é só isso... Ela
quer mais
Escrever
um best-seller
Em
níveis internacionais
Foi
pra Roma procurar
Fontes
de inspiração
Mas
talento que é bom
Essa
moça não tem não |
Rap
da Tatiana
(A atriz Andréa Beltrão)
Tatiana
é a mais velha
Filha
das filhas da mãe
Foi
pra Europa pra tentar
Ser
diretora de cinema
França,
Espanha e Holanda
Ela
era o seu problema
Acabou
indo pra Londres
Pra
abafar sua ambição
Porque
até agora ela
Só
arrumou foi confusão |
Desde
1983, com a estréia de Guerra dos Sexos, o horário
das 7 firmou-se na Rede Globo como palco de experiências. "Esse
horário é fantástico como laboratório, porque
atinge diversos tipos de público", diz Silvio de Abreu, um veterano
das 7 que volta à cena com A Incrível Batalha das Filhas
da Mãe no Jardim do Éden, nome oficial de As Filhas
da Mãe. A sua nova novela pega emprestada a linguagem dos videoclipes,
tais como rapidíssimas sobreposições de imagens e
recursos gráficos que parecem transformar a tela da TV num monitor
de computador. Mas o truque mais original é o uso de raps para
marcar passagens de cena ou chamar a atenção para um personagem.
As letras são bobinhas, as rimas ridículas, mas a coisa
funciona. "Tudo serve para manter ágil o andamento da trama", explica
Silvio de Abreu. Primeiramente, o autor pensou em usar o cordel. Mas,
como a novela se passa em São Paulo, convenceu-se de que um ritmo
urbano, como o rap, seria mais apropriado e atrairia a audiência
dos espectadores mais jovens.
A equipe encarregada de criar as musiquinhas é encabeçada
pelo produtor Mu Carvalho. Para a cantoria, escalaram Paulinho Soledade
filho de Paulo Soledade, compositor de Estão Voltando
as Flores. Os manos da periferia os rappers de verdade, enfim
ficaram enfezados com essa escolha. "Seguinte: deveriam chamar
quem entende do assunto. Certo?", diz Rhossi, vocalista do grupo Pavilhão
9. Há, em média, cinco raps por capítulo. Isso significa
que, até o final da novela, cerca de 1.000 vinhetas musicais desse
tipo serão usadas. As composições ajudam também
na atmosfera cômica de As Filhas da Mãe, que vem agradando
ao público. Desde a estréia, há duas semanas, a novela
mantém audiência de 34 pontos, com picos de 42 pontos. É
um ótimo começo.
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