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Edição 1 717 - 12 de setembro de 2001
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Construtor de osso

Um novo remédio promete
diminuir a perda
de massa
óssea causada pela osteoporose

A osteoporose, que causa a perda de massa óssea, é um pesadelo que assombra principalmente as mulheres que já passaram pela menopausa. Há 200 milhões de doentes no mundo, 10 milhões deles só no Brasil. Em geral, a osteoporose só é descoberta depois de uma fratura, quando pode ser tarde demais. Vários centros de pesquisa estão empenhados no desenvolvimento de drogas capazes de deter a degeneração. Os avanços têm sido promissores. Em apenas uma década, surgiram três classes de medicamentos contra o mal. O remédio mais moderno chama-se Fortéo. Ele deve chegar às farmácias americanas até o final deste ano. No Brasil, seu lançamento está previsto para o início de 2002.

O arsenal disponível para o tratamento da osteoporose inibe a perda de massa óssea. O Fortéo vai além: é a primeira droga a estimular a formação de ossos – e o faz numa velocidade superior ao ritmo com que a doença corrói o esqueleto. O grande mérito é de uma versão sintética do hormônio PTH 1-34, principal composto do remédio. A substância aumenta a atividade das células construtoras. "Um dos caminhos mais eficazes para o tratamento da osteoporose pode estar na combinação da nova droga com as antigas", diz o médico Luiz Henrique de Gregório, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicaram em maio passado um artigo na revista The New England Journal of Medicine com os resultados do maior estudo já feito com o Fortéo. Durante 21 meses, eles acompanharam 1.637 mulheres na pós-menopausa, vítimas de pelo menos uma fratura causada pela osteoporose. Ao final dos trabalhos, constataram que o fortalecimento da massa óssea havia sido, na média, de 4%. Os ossos mais beneficiados foram os da coluna e os do quadril – com o remédio, eles se tornaram 13% e 6% mais densos, respectivamente. Parece pouco, mas é suficiente para reverter o processo da doença. O único inconveniente do Fortéo é a sua forma de administração: o paciente precisa tomar uma injeção todos os dias.

   
 
   
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