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Home  »  Revistas  »  Edição 2125 / 12 de agosto de 2009


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Consumo

Dedos no comando

O que as telas touch screen trouxeram de melhor
a smartphones, câmeras e PCs


Camilla Costa

Barbara Sax/AFP


A tecnologia touch screen era apenas um recurso para facilitar a vida de usuários de caixas eletrônicos e terminais de check-in nos aeroportos. Mas, com o lançamento do iPhone, dois anos atrás, a tela sensível disseminou-se nos eletrônicos portáteis. Virou item desejado em smartphones, games, câmeras de foto e vídeo e até computadores pessoais. Segundo a consultoria de marketing americana iSuppli, o mercado mundial de aparelhos com touch screen deve dobrar em cinco anos – passará de 3 bilhões para 6 bilhões de dólares em 2013. Nem sempre, contudo, a tecnologia representa um verdadeiro ganho no manuseio dos aparelhos. As próximas páginas mostram quais produtos atualmente no mercado tiram melhor proveito das telas de toque.

Especialistas consultados: Luli Radfahrer, professor e Ph.D. em comunicação digital da USP, e João Zuffo, professor de microeletrônica da USP

 

A era multi touch

O touch screen começou a ser desenvolvido no fim dos anos 60. Desde então, já foram criados nove tipos de tecnologia para as telas sensíveis ao toque. São três as mais utilizadas. A resistiva e a capacitiva, presentes no GPS e em alguns modelos de celular, como o iPhone, usam a pressão do dedo para criar ou alterar uma corrente elétrica. Na de reconhecimento de imagem, a posição do dedo na tela é identificada por meio de câmeras. Há dois anos, a Microsoft anunciou uma evolução nessa tecnologia: a Microsoft Surface, uma mesa capaz de interpretar não apenas um, mas múltiplos toques simultâneos. Usando câmeras infravermelhas, ela também reconhece a presença de objetos sobre sua superfície. Um computador embutido na peça pode editar e arquivar fotos, ler e-mails, montar apresentações profissionais e rodar jogos. Hoje adotadas apenas por algumas empresas americanas, as mesas são grandes, pesadas e custam 10 000 dólares. Mas a Microsoft pretende lançar, ainda neste ano, o Touch Pack para Windows 7, que transporta aplicativos criados para a Surface para qualquer PC com touch screen. Os programas – que incluem jogos e protetores de tela interativos – são divertidos, mas pouco úteis. Pelo menos por enquanto.

 

Celulares

O que ganharam com o touch screen: muito. O acesso a quase todas as funções requer apenas um toque. Também houve um salto na leitura de páginas da internet e no uso de aplicativos que contêm muitas imagens –, caso do GPS e seus mapas –, uma vez que estas podem ser deslocadas em todas as direções e ampliadas ou reduzidas com um simples mover de dedos

A REFERÊNCIA: no conjunto, o iPhone continua sendo o mais eficiente dos smartphones. VEJA testou os quinze aparelhos mais novos do mercado – alguns ainda não vendidos no Brasil – e escolheu os cinco que mais se aproximaram do celular da Apple

Pedro Rubens

Palm Pre

A versão 3G – atualmente só vendida nos Estados Unidos – ainda não tem data para chegar ao Brasil
Como usa o touch screen: o sistema operacional, criado especialmente para o novo telefone, permite abrir mais de um aplicativo ao mesmo tempo na tela inicial e realizar múltiplas tarefas com facilidade, algo quase impossível no iPhone. Fechar os programas também é simples: basta movê-los rapidamente com os dedos para o alto da tela. O aparelho é menor que o da Apple, mesmo tendo um teclado físico, e não virtual.
Preço: 199 dólares

 

Pedro Rubens

LG Arena
Como usa o touch screen: no menu, cada linha de ícones se mexe de maneira independente para a esquerda ou para a direita. Quem passa o dedo sobre elas na horizontal acessa outros aplicativos. E o aparelho é o que tem o maior número de programas pré-instalados, como editores de vídeo, organizadores e softwares de reconhecimento de voz. O teclado virtual tem a mesma configuração de um teclado de telefone convencional, com três letras por tecla, o que torna
a digitação ruim.
Preço: 1 800 reais

 

Samsung Omnia
Como usa o touch screen: a tela inicial tem uma barra lateral de atalhos para aplicativos como relógio e calendário. Para abrir um deles, deve-se arrastá-lo com o dedo para o centro do visor. A tela nem sempre interpreta corretamente o toque dos dedos. Por isso não dispensa o uso da caneta, especialmente para digitar mensagens e endereços no navegador de internet. Mas ela é eficiente na hora de utilizar programas como o Google Maps e o editor de fotografias e vídeos.
Preço: 1 800 reais

 

Scarlet Phone, da LG
Como usa o touch screen: o aparelho não apresenta nenhuma grande inovação, mas é dos que melhor e mais rapidamente respondem ao toque dos dedos. Ele surpreende pelo bom uso da tela. É possível assistir a canais de TV digital e fazer videochamadas com boa qualidade de imagem.
Preço: 1 200 reais

 

HTC Magic
É o primeiro telefone com o Android – sistema operacional criado pelo Google – a chegar ao Brasil. Começa a ser vendido em outubro
Como usa o touch screen: a tela inicial se desdobra em três – em uma delas está a barra de busca instantânea do Google. O dono do celular pode agrupar facilmente os seus programas mais utilizados, arrastando os ícones com os dedos para uma das divisões. A grande diferença do aparelho está nos aplicativos do Google, completamente integrados ao sistema operacional. O Google Maps, por exemplo, tem um GPS veloz e permite salvar endereços automaticamente na lista de contatos.
Preço: 199 dólares

 

 

Computadores

O que ganharam com o touch screen: arrastar ícones e imagens numa tela grande é divertido. Mas isso é tudo. Mouse e teclado não serão substituídos pela tecnologia. Digitar um texto longo num teclado vertical, por exemplo, é impraticável

HP Touchsmart tx2
Como usa o touch screen: além do acesso ao media center, sua tela sensível ao toque vira um tablet – uma espécie de prancheta. É possível escrever e desenhar sobre ele, com os dedos ou a caneta stylus. É útil para artistas gráficos. A função, no entanto, diminui a autonomia da bateria em cerca de 20%.
Preço: 4 000 reais

 

HP Touchsmart IQ520BR
Como usa o touch screen: o monitor de 22 polegadas permite trabalhar ao mesmo tempo com álbum de fotografias, discoteca e coleção de vídeos. A tela se transforma num media center, espécie de painel de controle das funções de entretenimento do computador.
Preço: 6 000 reais

 

 

Câmeras

O que ganharam com o touch screen: visores maiores, uma vez que botões de controle podem ser dispensados, e novas opções de edição de imagens

Sony T900
Como usa o touch screen: o visor com 3,5 polegadas ocupa toda a parte traseira da câmera. Cinco ícones discretos, agrupados numa barra lateral, permitem controlar as funções essenciais do equipamento. À medida que o acesso a funções avançadas se torna necessário, o tamanho ocupado pela imagem a ser fotografada diminui. A tela responde de maneira rápida e eficiente ao toque dos dedos. Apesar da quantidade de opções – só de programações automáticas são catorze –,
o menu é fácil de acessar e é autoexplicativo.
Preço: 2 300 reais

 

Kodak EasyShare V1073
Como usa o touch screen: a câmera conserva cinco botões "físicos" – contra três dos outros modelos. Em compensação, tem um grande espaço para visualização das fotos e um menu enxuto, que ocupa pouquíssimo espaço na tela sensível.
Preço: 1 200 reais

 

 

 

Samsung NV100HD
Como usa o touch screen: logo que a câmera é ligada, uma grande quantidade de controles aparece sobre a tela. Isso pode confundir quem a utiliza. A tela sensível, no entanto, tornou as tarefas de girar fotos, deletá-las e passar de uma imagem a outra bastante ágeis.
Preço: 2 000 reais

 

 

Filmadoras

O que ganharam com o touch screen: mais opções de edição instantânea, como ajuste de luminosidade e corte de cenas. Também ficou mais fácil utilizar os menus da câmera e lidar com os arquivos de vídeo. Aqui, duas filmadoras da mesma marca – uma delas valeu-se do touch screen para reduzir o seu tamanho

Handycam DCR-SX60, da Sony

 

Fotos Pedro Rubens

Como usa o touch screen: de todas, é, até agora, a que realmente conseguiu o pacote completo de benefícios – menos peso, menos botões e recursos de edição inovadores, acionados a partir da tela. Pode-se, por exemplo, dividir o vídeo em cenas para cortar algumas delas. O modo "fácil", que pode ser acionado por um botão, diminui o número de ícones na tela e os torna maiores, para facilitar a visualização. Por seu tamanho reduzido, pouco maior que o de uma mão fechada, usa só uma memória flash de 16 gigabytes, que garante onze horas de gravação.
Preço: 2 400 reais

HDR - XR500, da Sony

 

Como usa o touch screen: tem as mesmas funções da Handycam, mas não é tão compacta. A maior parte dos recursos ainda requer o uso de botão. O touch screen, nesse caso, apenas encurta o caminho de acesso a opções como filmagem no escuro e em velocidade mais lenta.
Preço: 6 000 reais

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