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Home  »  Revistas  »  Edição 2125 / 12 de agosto de 2009


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Panorama

Conversa com Fani Pacheco

"Em princípio é uma obra literária"


Gabriele Jimenez

Faya
Fani: "Estar nua tem uma subjetividade filosófica"


A atriz Fani Pacheco ganha a vida com a fama que conquistou ao participar do Big Brother 7, da Rede Globo, há dois anos. Há dez dias, lançou um livro de memórias: Diário Secreto de uma Ex-BBB

Vinte e sete anos não é cedo demais para uma autobiografia? Mas não tem nada que eu conte melhor do que minhas verdades, meu lado A e meu lado B.

Lado A e lado B? É, o lado A é o da Fani pessoa politicamente correta. O B é proibido para menores. É mais picante, comercial. De sexo as pessoas sempre querem saber, né?

Essa exposição não a incomoda? Não, porque tenho um propósito: vender livros. Além disso, por exemplo, estar nua na capa tem uma subjetividade filosófica. Faz as pessoas pensarem: "Se ela está nua na capa, o que estará falando dentro?".

O que quer dizer com "subjetividade filosófica"? Que estou despida. Tiro todas as máscaras e roupas que passei a usar depois do BBB. A Faninha de Nova Iguaçu teve de criar uma personagem que pensa duas vezes antes de falar nas entrevistas: é a Fani profissional.

Qual das duas lançou o livro? A que não tem filtro. Porque a verdade vende, né?

Aliás, foi você mesma que escreveu o texto? Foi, mas demorei. No começo, achava tudo horrível. Parecia que estava contando história para criança.

Quantos exemplares você pretende vender? No lançamento, foram vendidos 400, como no da minha capa de Playboy. Tudo bem que no livro também estou pelada na capa, mas, em princípio, é uma obra literária, né?

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