Edição 1964 . 12 de julho de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• ELEIÇÕES 2006

Licença para o presidente
Está se fortalecendo na cúpula do PT a idéia de que Lula tire licença da Presidência nos trinta dias que antecedem a eleição de 1° de outubro. O presidente já foi consultado sobre a possibilidade. Ainda não deu resposta.  

Lula e o Nordeste
Está praticamente decidido: o primeiro grande evento público da campanha de Lula será no Nordeste, mais especificamente no Recife, no último fim de semana deste mês. É a região onde o presidente apresenta seu melhor desempenho, segundo as pesquisas de intenção de voto.

Descendo do salto alto
Não se pode dizer que a assessoria direta de Lula tenha gostado da subida de Geraldo Alckmin nas pesquisas. É óbvio que não. Mas tirou-se um ponto positivo desse revés: a dianteira sem concorrência costuma soltar a língua de Lula, fazendo o candidato derrapar nos pronunciamentos constantemente. Com Alckmin subindo em seus calcanhares, Lula tende a ouvir mais seus assessores e a não se achar o Superman.

Jobim novamente
Falou-se muito no ex-deputado e ex-presidente do Supremo Nelson Jobim como o preferido de Lula para compor sua chapa como candidato a vice-presidente. Não deu. Mas já há conversas concretas para que ele venha a ocupar um ministério, caso Lula seja reeleito.

 

• BRASIL

O Banestado não morreu
O depósito de 91.600 dólares em uma conta em nome do empresário Roberto Kurzweil no MTB Hudson Bank, revelado pela CPI dos Bingos, não é o único registro de movimentação financeira da família no exterior. A Receita Federal acaba de identificar operações que totalizam 70.000 dólares em nome de Eric Kurzweil, irmão e sócio de Roberto na LocaBlin, a locadora que alugou o carro usado para transportar os dólares cubanos do PT. As operações descobertas agora ocorreram ao longo de 2001 no MTB e no banco Merchants e constam da base de dados bancários que as autoridades americanas enviaram ao Brasil durante a CPI do Banestado.

Não vingou
O governo e o Banco do Brasil têm dado uma contribuição de peso à agricultura. Peso daqueles de levar para o fundo do poço. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) destinou 3 bilhões de reais para ajudar o setor, que vive uma crise como não se via fazia muito tempo. O problema é que a burocracia para a tomada dos empréstimos é tão enrolada que os agricultores desistem até de pedir. O governo acaba de editar uma portaria (já é a terceira tentativa) para facilitar o acesso. Desta vez, ou vai ou a terra racha de vez.

 

Ele ri pela arrecadação

Lailson Santos
Alckmin: estável até agosto?


As pesquisas mostrando o crescimento da candidatura Alckmin melhoraram, é óbvio, o humor tucano. Mas não só. Facilitaram também a arrecadação de recursos. Os tucanos não têm reclamado – pelo contrário. "É tudo no caixa um", garantem os arrecadadores da campanha tucana. O PT, como todos os partidos, diz o mesmo: "Agora é no caixa um". É ver para crer. A propósito, especialistas em pesquisas apostam que, depois dessa subida, a tendência de Alckmin é estacionar por algumas semanas onde está, ou sofrer ligeira queda. Um próximo salto, só a partir de agosto, com os programas eleitorais na televisão.

 

• ENERGIA

Multa milionária
A Aneel multou a Eletrobrás em 12 milhões de reais. A razão, segundo a agência, é que a estatal tem se mostrado negligente no gerenciamento de um fundo utilizado para subsidiar a geração de energia elétrica na Amazônia.

 

• ECONOMIA

Procura-se
A Goldman Sachs, o mais poderoso banco de investimentos do mundo, continua buscando um presidente para a sua filial no Brasil.

Tempo quente
Têm crescido bastante as cobranças dos acionistas da Vivo sobre o presidente da empresa, Roberto Lima. O motivo são as seguidas perdas de participação de mercado da Vivo, que, ressalte-se, começaram antes de Lima assumir o leme da companhia, no ano passado.

A Votorantim compra
A Votorantim fechou na sexta-feira passada a compra dos ativos florestais da International Paper no Brasil, por cerca de 700 milhões de dólares. Foi uma disputa de gente grande, em que a empresa dos Ermírio de Moraes bateu a Aracruz Celulose, a Suzano, a Klabin e vários gigantes estrangeiros do setor.

 

• JUSTIÇA

Edemar na rouparia
O sem-banco e ex-mecenas Edemar Cid Ferreira voltou ao batente na semana passada. Atualmente hospedado na cela 21 da Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, Edemar está trabalhando na rouparia da cadeia. Juntou-se também a um grupo que faz leituras da Bíblia na prisão. Nas duas atividades está sempre metido num uniforme amarelo.

 

• FUTEBOL

Que seleção?
Nos próximos três meses, com o cadáver da derrota ainda quente, a seleção brasileira volta a jogar – em agosto contra a Noruega e em outubro contra o Kuwait. Pelo contrato, o Brasil deverá atuar com o time principal. O problema é que ninguém mais no mundo sabe qual é o time principal do Brasil...

 

A Record avança pelo país

Divulgação
Cena de Prova de Amor, a novela das 7 da Record: crescimento


Um olhar mais detido nos números de maio do Ibope revela que a queda do SBT e o crescimento da Record são quase inversamente proporcionais. Na audiência nacional do horário nobre (entre 18 horas e meia-noite), a emissora de Silvio Santos perdeu 34% de telespectadores em comparação com o mesmo mês do ano passado. Enquanto isso, a rede do bispo Edir Macedo cresceu 38%. Na prática, isso se traduz na vice-liderança no Brasil nessa faixa de horário. Tem 8,5%, contra 8% do SBT. Em São Paulo, o maior mercado do país, os números são ainda mais favoráveis à Record. A rede acaba de tirar mais duas retransmissoras do SBT – uma em Aracaju e outra em Maceió. São agora 100 emissoras no país. Em Aracaju, aliás, apenas a Globo e a Record estarão presentes entre as redes nacionais.

 

Colaboraram Ronaldo França e Ronaldo Soares

 

 

 

 
 
 
topovoltar