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Diogo
Mainardi O lulismo-lelé
"Eu
sempre desconfiei de leituras psicanalíticas,
mas o quadro é bastante claro. Lula tem dificuldade
patológica em compreender o que lhe
pertence e o que pertence aos outros"
O lulismo é uma psicopatia.
Quem deu a dica foi o próprio Lula, duas semanas atrás, no discurso
de abertura de um congresso de economia solidária. Ignoro o que seja economia
solidária. Mas sei reconhecer um psicopata quando vejo um.
Em seu discurso, Lula lembrou como foi escolhido para presidir o sindicato dos
metalúrgicos do ABC, em 1975. É uma passagem inédita de sua
biografia. Procurei-a em Lula O Filho do Brasil, de Denise Paraná.
Procurei-a também em Lula O Início, de Mário
Morel, que acaba de ser republicado pela editora Nova Fronteira. Nenhum dos dois
menciona o episódio. Pelo que Lula contou no congresso de economia solidária,
os metalúrgicos o escolheram por meio de um "curso de psicodrama". Há
casos de líderes sindicais que foram eleitos por meio de pancadaria. Há
casos de líderes sindicais que foram eleitos por meio de assassinatos.
Lula foi o primeiro sindicalista da história a ser eleito por meio de um
curso de psicodrama. O sindicato dos metalúrgicos, na época, estava
cheio de agentes infiltrados do SNI. O curso de psicodrama só pode ter
sido uma idéia da sinistra secretaria psicossocial do general Golbery do
Couto e Silva. De acordo com Lula,
ele tinha um concorrente ao cargo. Os dois foram incitados pelo psicodramista
a representar suas visões do sindicato. O concorrente de Lula montou nas
costas de um companheiro e imitou um avião. Lula, como sempre mais banal,
como sempre mais dissimulado, simplesmente pediu aos metalúrgicos que formassem
uma roda e dessem as mãos. Ganhou. Seria bom conhecer o sindicalista que
montou nas costas do companheiro. Eu teria votado nele. O Brasil certamente estaria
em melhor estado se ele tivesse sido eleito no lugar de Lula.
No mesmo discurso sobre economia solidária, Lula comparou o Brasil a um
aeromodelo desmontado. Cito-o. Cito-o longamente. Eu sei que é aborrecido.
Mas, se há gente disposta a aturá-lo por mais quatro anos, é
porque pode aturá-lo também por um trecho de 478 toques:
"Uma vez eu ganhei um avião de presente para o meu
filho e um avião todo escrito em inglês, aquelas cartilhas para montar.
Eu cheguei em casa, peguei aquele avião e falei: o que diabos eu vou fazer
com isso aqui? Eu não sei ler inglês, eu não conheço
nada de avião, como é que eu vou montar? A primeira impressão
que tive foi de jogar fora, deixar lá. Aí eu lembrei que era possível
procurar alguém que soubesse montar para mim. Arrumei uma pessoa que montou
o avião e ficou bem". Eu
sempre desconfiei de leituras psicanalíticas, mas o quadro é bastante
claro. Lula tem dificuldade patológica em compreender o que lhe pertence
e o que pertence aos outros. O aeromodelo foi presenteado a ele ou ao filho? É
incerto a que filho ele se referia. Se o presente foi dado a Lulinha, quais eram
os termos em inglês? Gamecorp? Game TV? Play TV? Pior: se o Brasil era complicado
como um aeromodelo desmontado, o primeiro impulso de Lula, depois da posse, foi
jogá-lo fora? Se Lula for reeleito,
é sinal de que os brasileiros surtaram. Minha receita é despejar
Risperidon nos reservatórios hídricos. |