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Cartas  | "A
reportagem auxilia no cuidado contra males que podem atingir a todos os que estão
expostos aosraios de sol. Parabéns a VEJA!" Valdirene
Bonatto Mendonça Coelho Santo André, SP |
Pele
VEJA acertou com mais uma rica matéria
de utilidade pública, pois com a pele, que é a nossa principal roupa,
não se brinca ("Questões de pele", 5 de julho). Sendo leitora dessa
revista desde a adolescência, gostaria de dar também a minha contribuição
como esteticista e instrutora de curso na área de cosmetologia. Só
faltou lembrar que tanto as peles melanodérmicas (morenas e negras) quanto
as mais claras encontram no mercado produtos específicos e aclimatados.
Parabéns a VEJA por me auxiliar também em meu trabalho. Rosimere
Valduga Cascavel, PR
Quero cumprimentá-los pelas excelentes reportagens que vêm sendo
publicadas na área de saúde e bem-estar. A matéria de capa
desta semana, sobre os dezesseis tipos de pele, merece elogios. Só tenho
uma ressalva a fazer sobre o tom da chamada da capa, que pode dar a entender que
tudo o que foi feito até agora em relação aos cuidados com
a pele estava errado. A própria reportagem em seu escopo desmente isso,
ao enfatizar o tom de evolução da pesquisa, muito mais do que revolução,
uma vez que as análises conjunturais múltiplas já vêm
sendo feitas há muito tempo pelos dermatologistas, levando em consideração
os fatores ambientais e hereditários dos pacientes. Fernando Bezerra
Dermatologista Por e-mail
Lentes de contato A reportagem "Vermelhos,
ardentes e lacrimejantes" (5 de julho), sobre o uso inadequado das lentes de contato,
foi bastante esclarecedora para que os usuários saibam como manter a vida
útil da lentes e a saúde dos olhos. Maria Dilma Ponte de
Brito Parnaíba, PI É
importante dizer que a cegueira provocada pela catarata é de caráter
reversível, enquanto doenças como glaucoma e retinopatia diabética
podem causar lesões, com perda irreversível, total ou parcial da
visão. Eduardo Ribeiro Médico oftalmologista
Petrolina, PE Justiça
A portaria do Ibama para operar fiscalização
é legal. A tentativa de anular multas faz parte da campanha da Associação
de Fiscais do Meio Ambiente (Anfema) pela criação do cargo de fiscal.
A reivindicação pode até ser legítima, mas inexeqüível
pelas implicações orçamentárias. A Procuradoria Federal
Especializada junto ao Ibama tem conhecimento de uma única decisão
liminar favorável ao infrator que questionou a legalidade do auto lavrado
por um servidor designado pela portaria. A procuradoria recorre da decisão.
Os servidores designados para a atividade de fiscalização são
treinados previamente ("Devastação financeira", 5 de julho). Marcus
Barros Presidente do Ibama Brasília, DF
Excelente a reportagem na qual o jornalista Leonardo Coutinho, de forma clara
e imparcial, aborda a situação esdrúxula com que o órgão
responsável pela "fiscalização" da mais importante fonte
de sobrevivência do planeta, o meio ambiente, trata a questão em
nosso país. Na condição de advogado que ajuizou e patrocina
a ação judicial objeto da matéria, em tramitação
na 13ª Vara Federal do Distrito Federal, sentimos que essa reportagem muito
contribuirá para sensibilizar os responsáveis pelo aperfeiçoamento
da legislação ambiental. As condutas humanas permissivas decorrem
da falta de seriedade na elaboração das normas jurídicas,
da inexistência de vontade para aperfeiçoá-las e da ausência
de meios para atuar e capacitar os servidores públicos, o que conduz, muitas
vezes, à impunidade ou à arbitrariedade. Mário André
Carvalho Machado Brasília, DF
Bioterrorismo Como representante da região
cacaueira na Câmara Federal no período da introdução
criminosa do fungo nas lavouras baianas, nunca tive dúvidas de que a ação
partiu de funcionários da Ceplac. Até porque à época
foi aberto processo interno no órgão para esclarecer quem foi o
portador de uma quantidade de material infectado encontrada na sua sede localizada
na estrada IlhéusItabuna. Hoje, com a citação pelo
réu confesso de cúmplices funcionários da instituição,
reforço minha certeza de que foi uma ação política
dos envolvidos. Transcrevo parte de meu discurso em plenário do Congresso
Nacional, em 29 de junho de 1990: "Diante dessas novas ocorrências já
se levantam, na região cacaueira da Bahia, suspeitas de que por trás
desses focos há ação criminosa, objetivando a introdução
da enfermidade no principal pólo produtor de cacau do país, responsável
por 95% da produção nacional. Mais recentemente, foram encontrados
galhos secos da vassoura-de-bruxa amarrados em cacaueiros sadios em propriedades
rurais localizadas no sul da Bahia, o que leva a concluir que há prática
de disseminação induzida da referida enfermidade, ação
assim que se reputa criminosa". Jorge Vianna Médico e ex-deputado
federal Ilhéus, BA
Carta ao leitor Muito oportuno o conteúdo
da Carta ao leitor "Não é falta de coração, mas de
cérebro" (5 de julho). Todos os admiradores da ideologia de esquerda deveriam
ler essa mensagem. Eu gostaria de acrescentar o seguinte: se os bilionários,
americanos ou não, distribuíssem uma cartilha em defesa de atitudes
de auto-estima a todas as crianças e adolescentes carentes, naturalmente
o mundo seria muito melhor. Algumas delas: gostar de estudar; gostar de trabalhar;
gostar de ser honesto, responsável e pontual; gostar de respeitar as regras
e os direitos dos outros. Lincoln Scorsoni São Paulo, SP
Agricultura
Magnífica a reportagem "Supersafra de derrotas" (5 de julho), sobre a saída
do ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Mais uma vez o governo de Lula perde
a oportunidade de acertar, quando dispensa Roberto Rodrigues, o único ministro
verdadeiramente comprometido com a função. Maria Angela Esteves
Três Lagoas, MS
Maria Sylvia de Carvalho Franco A entrevista
da professora Maria Sylvia de Carvalho Franco (Amarelas, 5 de julho) me levou
às lágrimas. Agradeço a VEJA por ter trazido ao meu conhecimento
a existência de uma mente tão lúcida. Suas colocações
sintetizaram, de maneira brilhante, a realidade de nosso momento político.
Minha emoção foi em razão de ver que não estou só!
Maria Eunice Fernandes São Paulo, SP
Claríssima, excepcional, corajosa a reflexão da senhora Maria Sylvia
de Carvalho Franco. Bom seria que a entrevista chegasse a todos os eleitores do
país, especialmente aos mais jovens. Simão Pedro da Silva
Mogi Mirim, SP A entrevista mostra
o que é esperado para os brasileiros num futuro próximo, caso o
presidente Lula seja reeleito. É surpreendente e inacreditável que
nas pesquisas de opinião efetuadas pelos órgãos credenciados
nas diversas regiões do país Lula lidere com elevado índice
de apoio. Pobre povo brasileiro, sofrido, espoliado, maltratado e enganado por
políticos oportunistas. Isaias Lopes da Silva Porto Alegre,
RS Concordo com a professora
Maria Sylvia: quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela. Não precisa
ser muito poder, basta o cargo de síndico de prédio. Vera
Silvia Gulin Curitiba, PR
A entrevista de Maria Sylvia de Carvalho Franco é como um farol no nevoeiro
político-partidário brasileiro. Parabéns a VEJA por publicar
entrevista tão transparente. Antonio Rolim Por e-mail
Somente pessoas especiais que cultivam
sabedoria, grandeza de caráter e principalmente credibilidade, isenção
e imparcialidade ideológica, como é o caso da professora Maria Sylvia,
seriam capazes de traçar um perfil cirurgicamente preciso do estilo de
liderança do presidente Lula e do triste e vergonhoso comportamento ético
de nossos políticos. De tudo já manifestado e publicado sobre o
perfil, o comportamento e a personalidade política do presidente Lula,
nenhuma outra avaliação supera essa brilhante entrevista. José
Luiz Saraiva Santos, SP
Ambiente Fiquei muito triste ao ler a reportagem
"Mataram Bruno" (5 de julho), sobre a tragédia da morte do urso-pardo que
estava em busca do seu verdadeiro habitat. Luciane Escobar Canoas,
RS Filantropia
Bill Gates, Warren Buffet, George Soros e tantos outros investem bilhões
de dólares em filantropia ("Os santos do capitalismo", 5 de julho). Aí
está o segredo da prosperidade dos Estados Unidos. Não é
a guerra, mas o bem, os atos de bondade que constroem um país de verdade.
Abraham Shapiro Londrina, PR
Um dos motivos do subdesenvolvimento da sociedade brasileira é nossa aversão
ao capitalismo: os empresários que conseguem prosperar, mesmo diante de
todas as adversidades impostas pelo Estado, são malvistos pela maioria.
Pois bem, enquanto nossos "socialistas revolucionários de esquerda" assaltam
os cofres públicos, formam quadrilhas e distribuem mensalões, os
dois capitalistas mais bem-sucedidos do mundo devolvem grande parte de sua fortuna
à sociedade por meio de filantropia, demonstrando que caráter e
consciência social transcendem qualquer tipo de ideologia. Eduardo
Ledoux Gava Joinville, SC
Dia virá em que o vocábulo comunismo será sinônimo
de estultice e será enterrado na cloaca da história. Obviamente
para a tristeza de parvos de ofício, como Zé Dirceu, Marilena Chaui
e esse inacreditável "ideólogo" do Itamaraty, Samuel Pinheiro. Eles
têm um traço comum na fascinação pelo autoritarismo
e pelo poder, seja ele político, intelectual ou burocrático. O comunismo
foi uma alegria efêmera para os arautos do atraso, inabilitados para conviver
com a eficiência e com essa evidenciada solidariedade do capitalismo, tão
bem expressa na reportagem de VEJA. Jorge Augusto dos Santos Belo
Horizonte, MG Café
Parabéns pela matéria "A prova
dos cafés" (Guia, 5 de julho). Como participante ativo desse mercado, considero
que todas as ações para divulgar o consumo de cafés de qualidade
são bem-vindas e trazem mais informação sobre essa bebida
tão brasileira. Marco Suplicy São Paulo, SP
O Astro Mescla é a combinação
de grãos da variedade Acaiá, produzidos na Fazenda Lambari (município
de Poços de Caldas, no sul de Minas), com grãos da variedade Mundo
Novo colhidos na Fazenda Rancho Grande (município de Espírito Santo
do Pinhal, Mogiana Paulista). Cleide Mello Por e-mail
Copa 2006
Agora o Parreira vai ter bastante tempo para dormir, alimentar-se bem e ler seus
livros. Mas de dar autógrafos com a mão esquerda acho que ele vai
acabar se esquecendo... ("Vencer não é uma obrigação",
5 de julho). Ana Paula Araujo São Paulo, SP
Milhões de brasileiros, trabalhadores, pobres e simples, fizeram sua vaquinha
e enfeitaram sua casa e rua na certeza de que seriam representados com dignidade
lá fora. E foram desonrados por meia dúzia de outros brasileiros
que, com sua gorda conta bancária, não fizeram questão sequer
de correr durante noventa minutos, duas vezes por semana. Marcos R. Azevedo
Conselheiro Lafaiete, MG Sem rodeios
nem hipocrisia, agradeço minha inclusão na matéria sobre
a cobertura da Copa. Sempre séria, VEJA acerta quando publica minha brincadeira
sobre o jogo Portugal e Holanda. Brinco e falo sério nas horas certas,
assim não me tem faltado espaço como jornalista. Só peço
que nunca mais publiquem minha foto perto da do arquivista e sociólogo
Juca Kfouri, a única pessoa que já recebeu dinheiro da empresa de
um entrevistado, documentou e ainda acha normal sua explícita picaretagem
ética. Achando ruim, que me processe, que eu provo. Só não
jogo meu diploma de jornalista com o dele porque isso ele simplesmente não
tem ("Futebol com bobagem", 5 de julho). Milton Neves Jornalista
e publicitário São Paulo, SP
Gostaria de acentuar que os brasileiros não foram os únicos que
tiveram seu hino tocado e cantado em parte ("...E os maiores vexames", 5 de julho).
Do hino argentino foi tocada somente a introdução (por isso não
se viram os jogadores cantando). Também o hino britânico tem três
versos. Só foi tocado o primeiro. Maureen Richards Pelotas,
RS Stephen Kanitz
Nosso país está à beira da falência moral e econômica.
Entendemos que os altos cargos administrativos devem ser ocupados por profissionais
políticos, e não por políticos profissionais, e é
nesse contexto que se insere o administrador. A administração do
Brasil está doente, inerte e apagada, e quem sofre o prejuízo dessa
doença é o povo brasileiro. É impossível não
desejar um administrador no lugar de quem não sabe administrar. José
Ataide Miranda Barretto Presidente do Conselho Regional de Administração
do Distrito Federal Brasília, DF
Radar A seção Radar de VEJA
afirma que a ministra Ellen Gracie está sendo desafiada pela Justiça
estadual, o que não é real, e que há desembargadores com
salário superior ao teto ("Desembargadores confrontam Ellen", 5 de julho).
É preciso deixar claro que ainda vivemos em uma federação,
onde os estados são vassalos da Constituição e da lei. Em
nenhum momento foi revelado ter sido produzida norma, no seio daquele ente federal,
abolindo cláusulas pétreas da Carta Magna que asseguram a irredutibilidade
de vencimentos, bem ainda a figura do direito adquirido. Há cargos que
inspiram respeito e veneração e há pessoas que conferem a
esses cargos uma aura democrática e republicana que suscita em todos os
cantos reconhecimento e admiração. Nessa situação
se encontra a presidente do Conselho Nacional de Justiça. A implantação
de reformas constitucionais reclama, antes de mais nada, a acomodação
da transição para o futuro, cabendo ao conselho colocar a salvo
conquistas centenárias, que não se traduzem apenas na retribuição
pecuniária dos juízes, mas em predicados de qualquer país
civilizado, que guardam como tesouros a proibição da destruição
de garantias da magistratura, as quais tutelam na realidade, muito mais que prerrogativas
de juízes, o direito de cada um dos brasileiros. Henrique Nelson
Calandra Desembargador Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo São Paulo, SP Sanguessugas
Que vergonha! Esses são os governantes
que escolhemos! O esquema dos vampiros existe desde o governo de Fernando Collor
de Mello (1990-1992) até hoje. De quem é a culpa? Dos assaltantes
de colarinho branco ou da sociedade que se cala ("O vampiroduto do PT", 5 de julho)?
Margareth Taques Siqueira Cuiabá, MT
Luiz Gushiken É
no mínimo estranho o senhor Luiz Gushiken afirmar na seção
Cartas (5 de julho) que não tem poder algum sobre os fundos de pensão
e em seguida os senhores Guilherme Lacerda, Sérgio Rosa e Wagner Oliveira,
presidentes de três fundos distintos, em princípio administrados
independentemente uns dos outros, encaminharem uma carta escrita a "seis" mãos
justificando o injustificável. A pergunta é: eles se reuniram para
escrever aquela carta ou o patrão passou pelo escritório de cada
um para simplesmente recolher suas assinaturas num documento já redigido?
Adriano Diniz Goiânia, GO
Pão e circo Em época de eleição,
já imaginaram o Brasil hexacampeão? Todos os jogadores com o presidente
Lula, em todos os canais de TV? A parte do pão já está feita
com todos esses programas sociais que não levam a nenhum lugar, apenas
remedeiam uma situação. A parte da diversão quase se realiza.
E a política aos moldes romanos estaria vigente por mais um mandato. Tetsuo
Fucatu São Paulo, SP
Tudo igual por aqui. Na Copa, como na política, a esperança brasileira
segue sendo vilipendiada pelos que jogam visando, exclusivamente, a interesses
pessoais ao arrepio da confiança neles depositada. Otávio
Alves Ribeiro Maracaju, MS
André Petry Oportuno o artigo "A estupidez
racial" (5 de julho). É esdrúxula e beira a insensatez a proposta
do senador petista Paulo Paim de instituir o racismo no Brasil. Acredito que o
nobre senador nunca tenha lido Gilberto Freyre ou Darcy Ribeiro. Não precisamos
de um conflito desse tipo. Uma nação é o resultado da miscigenação
das raças que lhe deram origem. O negro não tem de ter privilégio
por ser negro. O negro é capaz, se lhe forem dadas, como a qualquer brasileiro,
as devidas condições para estudo, moradia e oportunidade de emprego.
Leonardo Gadelha de Oliveira João Pessoa, PB
A Universidade de Brasília foi pioneira em algumas inovações,
como o ingresso sem vestibular, através do PAS e do seu programa de cotas
para negros. O primeiro foi realmente uma inovação feliz, mas o
segundo, uma potencial tragédia. Quando esse processo estava em debate
dentro dos muros da UnB, nós, docentes, fomos consultados. O departamento
de genética e morfologia teve uma posição unânime:
"Se tiver de estabelecer um sistema de cotas, que seja para pobres, e não
para negros". Fomos voto vencido e, aliás, como geneticistas, muito pouco
consultados, uma vez que a questão racial envolve conhecimentos da evolução
do homem, sob aspectos antropológicos e genéticos. Para os geneticistas
não existe raça, mas sim grupos populacionais com alguns genes em
freqüência diferenciada. A genética genômica pode demonstrar
isso. Cesar Koppe Grisolia Departamento de genética
e morfologia Instituto de Ciências Biológicas Universidade
de Brasília (DF) Excelente
o artigo de André Petry sobre o que ele denominou corretamente de "estupidez
racial". Diferentemente da sociedade americana, nunca tivemos racismo sancionado
em lei. Os filmes americanos sobre o racismo das décadas de 50 mais parecem
filmes de ficção científica. Muitas cenas são incompreensíveis.
Nem mesmo podemos traduzir para o português a linguagem grosseira com que
os americanos se referem aos negros. É inegável que há racismo
no Brasil, mas isso não quer dizer que as soluções para o
nosso problema sejam as mesmas que as adotadas para o racismo americano. Eu sou
a favor da igualdade social. Como não poderia deixar de ser. Tenho a pele
escura, por ter descendência árabe. Se não fosse pelos movimentos
negros das décadas de 60 e 70, eu estaria bebendo em um bebedouro no fundo
e usando um banheiro separado do de americanos. Não somente não
estaria ensinando numa faculdade de direito americana como nem mesmo poderia estudar
nela. Mas o Brasil tem peculiaridades e diferenças em relação
à realidade americana. Mais uma vez copiamos, e copiamos mal. Com as ações
afirmativas, estamos usando um bisturi para aplicar uma injeção.
Obrigado, Petry. Antonio Gidi Houston, Texas, EUA
Construir uma identidade negra positiva no Brasil é importante, em uma
sociedade que historicamente ensina ao negro, desde muito cedo, que para ser aceito
é preciso negar-se a si mesmo. Na realidade ele é silenciado sobre
a questão que mais reforça a existência do racismo, da desigualdade
racial. Apesar de os negros formarem a maioria da população brasileira,
ainda estão à margem da sociedade. Marta Almeida Recife,
PE Felipão,
o gauchão Comprei minha primeira VEJA
em 1968, quando tinha 10 anos de idade, para ganhar um mapa do Brasil. E acho
que é a melhor revista do país desde então. Por isso a revista
deve ser brasileira, e não paulista ou carioca. Adoro São Paulo.
Mas a revista cita os títulos de Felipão e esquece, infelizmente,
os grandes títulos que ele obteve com o Grêmio de Porto Alegre: campeão
da Libertadores, campeão da Copa do Brasil e campeão brasileiro
(sem falar no campeonato gaúcho, que deve ser algo exótico para
a redação de VEJA). Continuem sendo a melhor revista do Brasil,
mas, por favor, não esqueçam que o Brasil não é só
Sampa ("Os melhores momentos...", 5 de julho). Roberto de Oliveira Flores
Caxias do Sul, RS
Roberto Pompeu de Toledo Muito oportuno o
Ensaio "Três nações e a Copa" (5 de julho), de Roberto Pompeu
de Toledo, a respeito do "corte" na apresentação do nosso Hino
Nacional na Copa do Mundo. Deixando a falta de respeito de lado, o cidadão
brasileiro não sabe cantar o hino de seu país, e, mesmo que soubesse,
não entenderia metade dele. Mas, em contrapartida, o mesmo torcedor sabe
perfeitamente cantarolar o hino do clube do seu coração. Tem memória
suficiente para escalar o seu time campeão de dez anos atrás, mas
não consegue dizer a tabuada do 8. O torcedor brasileiro acompanha e opina
sobre toda contratação de reforços para o seu time, mas não
se recorda em quem votou para deputado estadual na última eleição.
Ironicamente, Thierry Henry, o Homem-Gol da França, comentou um dia antes
do jogo contra o Brasil: "Os brasileiros são bons de bola porque não
estudam". Será que Henry sabe quanto ganham nossos professores? Passará
pela sua cabeça quanto custa deixar um aluno com três refeições
na escola? Será que também não sabemos escolher nossos governantes?
Teus risonhos lindos campos têm mais flores? Rodolfo Jesus Fuciji
São Paulo, SP Não
foi só nessa Copa que isso aconteceu, foi decidido assim. De todos os outros
hinos também só se cantou a primeira estrofe. Fiz uma pesquisa entre
dez brasileiras que moram aqui. Nenhuma sabia o hino brasileiro decorado, menos
ainda o que é lábaro. Deta Engel Hannover, Alemanha
Auto-retrato
Na seção Auto-retrato da edição de 1º de setembro
de 2004 (http://veja.abril.com.br/
010904/auto_retrato.html), o lateral-esquerdo da seleção brasileira,
Roberto Carlos, quando questionado por VEJA se pretenderia jogar a Copa de 2006,
respondeu o seguinte: "Em 2006 ainda vou estar novinho. Não só jogarei
como seremos campeões de novo. O torcedor brasileiro pode ficar tranqüilo,
o título é nosso. Podem me cobrar mais tarde". Pois então,
eu, como torcedor brasileiro, estou cobrando. Cadê o título? Onde
está a sexta estrela? Cadê o Roberto Carlos que se dizia "novinho"
em 2006? Tão novo que até já se aposentou da seleção.
Também, pudera, depois de um vexame como esse. É isso que dá
acreditar em jogador que vai para a balada durante a Copa, um dia antes da apresentação,
e depois, na maior cara-de-pau, afirma aos jornalistas que ficou no hotel concentrado.
Alexandre de Mello Rogge Curitiba, PR
Carro
O quadro "O manobrista eletrônico" (5 de julho) foi extremamente machista.
Esse não é o pensamento das seguradoras, que costumam dar descontos
às mulheres, pela forma como dirigem. Claudia Cristina Santos
da Rocha Passo Fundo, RS
Causou-me espanto ler "O manobrista eletrônico" na última edição.
Por qual motivo a pessoa que escreveu se refere às "madames" ao testar
o manobrista eletrônico? Por que não se refere aos cavalheiros, que
são piores motoristas que as madames? Será porque nós somos
mais bonitinhas? Eu nem lembro qual foi a minha última escorregada nesse
tema, ao passo que o meu marido tem o carro todo riscado de tanto manobrar. Maria
do Rocio Tarlé Pissarra Andirá, PR
Millôr
Diogo Mainardi vai embora. Ele sabe viver lá fora. Já o Millôr
jamais partirá. Em nenhum país há tanta matéria-prima
para ele trabalhar como aqui. Se um dia chegássemos ao Primeiro Mundo,
o humorista Millôr não ia ter o que fazer. Tudo na vida tem um lado
bom, até a estupidez humana. Hermínio Silva Júnior
São Paulo, SP
CORREÇÃO: Ao contrário
do que informou o artigo "A estupidez racial" (5 de julho), Paulo Paim não
é deputado, mas senador da República (PT-RS).
O DIA D DE ROBINHO
 | | Jornais
pernambucanos: dia D |
A Copa
do Mundo acabou antes para o Brasil. Mas, enquanto durou, os brasileiros mantiveram
a esperança de que Parreira colocasse Robinho para agitar o ataque do time.
Já classificada, a seleção finalmente viu o craque santista
do Real Madrid iniciar apenas a partida contra o Japão. No dia do jogo,
o leitor Mycon Werico Freitas Macedo, de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco,
botou a cabeça para fora do carro, "como sempre faço", com a intenção
de ver as manchetes dos jornais locais. "É muita coincidência ou
falta de criatividade?", pergunta Mycon, intrigado com a manchete de três
diários pernambucanos: "Dia D para Robinho". | |
CARA PINTADA
John
Macdougall/AFP
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Na
reportagem "Os melhores momentos" (5 de julho) foi publicado que Villafuerte,
o goleiro do Equador, jogou a Copa com o rosto pintado. O leitor Vitor Lanzieri
Oliveira, de São Caetano do Sul, São Paulo, corrige. "Villafuerte
era o goleiro reserva. Quem jogou com o rosto pintado foi o titular, Cristian
Mora (foto)."
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FICA, MAINARDI!
Cento
e quarenta e três leitores escreveram para a redação de VEJA
comentando o artigo "Vou embora" (5 de julho), do colunista Diogo Mainardi. Esse
volume de cartas, fax e e-mails fez dele o texto mais comentado da semana. Desses
missivistas, 73% pediram ao colunista que fique no Brasil. Guilherme M. Figueiredo,
de São Paulo, escreveu: "Não, não vá, Diogo! Que ao
fim deste ano os verdadeiros inimigos do país, entrincheirados em tantas
partes do governo, façam as malas e se mandem daqui". Jean Pierre Gamet,
também morador da capital paulista, faz coro: "Toda e qualquer evolução
é fruto da crítica. O jornal francês Le Figaro estampa
a cada dia: 'Sem o poder da crítica, nenhum elogio é válido'.
A frase é do escritor francês Beaumarchais, e penso que devemos adotá-la,
se é que queremos realmente viver em liberdade e praticar a democracia.
Portanto, fique em seu país!". | | |