Lauro Jardim
Chico Caruso/O Globo
Fantasia
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Gladiador
e Pomba da Paz
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Marinha
Negócio da China
A generosa oferta do governo francês de repassar
para a Marinha brasileira o porta-aviões Foch pelo
precinho camarada de 1 milhão de dólares esconde
sob seus cascos custos altíssimos. Os franceses mandarão
só a carcaça do Foch, que será completamente
reaparelhado por 350 milhões de dólares em
equipamentos adivinhe de onde? da França. Um
porta-aviões estalando de novo custaria pouco mais
do que isso.
Política
e governo
Racha baiano
As relações entre os integrantes da turma
baiana abrigada debaixo do generoso guarda-chuva de ACM
andam de mal a pior. E o velho senador já não
consegue controlar seu grupo como antes.
Feito raro
O axioma funciona há tempos, quase como um relógio
cuco: se a economia vai bem, o governante também
vai. No Brasil de FHC essa máxima foi para o espaço.
Mesmo com a inflação mais baixa desde 1939,
a produção industrial crescendo 6,6% neste
ano e o desemprego caindo há três meses, a
popularidade do governo não pára de cair.
FHC conseguiu um milagre: descolou as boas notícias
da economia de sua própria imagem.
Profissão
O médico é ainda o tal
A informática é a profissão queridinha
do momento, mas não a ponto de derrubar a centenária
preferência dos brasileiros pela carreira de médico.
O Ipespe acaba de fechar uma pesquisa nacional, na qual
perguntou: "Caso tivesse filhos que no momento fossem escolher
uma profissão, qual dessas gostaria que seguissem?".
O profissional de informática (com 28%) perdeu para
o médico (34%). Mas mostrou sua força ao bater
de longe a opção pelo direito (14%) e pela
carreira artística (5%).
Economia
Plano B
O que a Heineken quer mesmo é comprar a Kaiser,
da qual já é dona de uma participação
de 14%. Mas, por via das dúvidas, andou conversando
com a AmBev sobre a Bavaria, marca que está à
venda por determinação do Cade. Ou seja, se
não sair o negócio com a Kaiser, os holandeses
da Heineken podem disputar a Bavaria.
Compasso de espera
O vai-não-vai do leilão do Banespa (por enquanto,
são inacreditáveis 66 adiamentos!) está
fazendo os interessados darem uma meia trava nas equipes que,
em tempo integral, faziam estudos sobre a privatização
do banco. O Citibank deu uma desmobilizada no seu grupo. O
Bradesco, que mantinha uma turma com reuniões semanais,
agora só junta o pessoal de mês em mês.
Os dois gigantes continuam interessadíssimos no Banespa,
mas só voltarão a trabalhar com força
total no assunto quando a privatização desemperrar.
O ex-Midas sai da Vale do Rio Doce
George Soros, ex-Midas do mercado financeiro mundial,
mas que atualmente anda perdendo bilhão em cima de
bilhão, está deixando a Vale do Rio Doce,
onde possui uma pequena participação acionária.
Quem está comprando seu naco é o Nations Bank.
Fim da festa
Na surdina, a Petrobras acaba de promover uma mudança
histórica em seus estatutos: aos novos funcionários
da estatal será oferecido somente um plano de previdência
de contribuição definida como é
o usual em todas as empresas privadas. Acaba o tradicional
plano de benefício definido, aquele em que, independentemente
do desempenho do fundo de pensão, a aposentadoria
está fixada com antecedência. É a primeira
estatal a fazer isso. Até agora, a Petrobras era
obrigada a injetar uma grana violenta nos cofres de seu
fundo de pensão cada vez que não havia caixa
para o pagamento das aposentadorias. No ano passado, por
exemplo, essa brincadeira custou mais 5,5 bilhões
de reais à estatal.
Internet
O bancão na rede
A Bradespar (empresa de participações do
Bradesco) anuncia nesta semana uma bomba na internet. Lançará
dois megaportais de comércio. Um pretende ser o maior
shopping center eletrônico do país. O outro,
com dois sócios de peso, será dedicado ao
chamado business to business.
Televisão
Mais nacional
Até o fim do ano, o Ibope inicia a medição
instantânea nas dez principais capitais brasileiras.
Até que enfim alguma
energia
Claudio Rossi
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| Angra 2: pronta para operar,
depois de mais de duas décadas
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É sempre arriscado anunciar a entrada em operação
da usina nuclear Angra 2. Já foram tantos adiamentos
que parece até leilão de privatização
do Banespa, aquele que nunca sai. Bem, agora, parece
que a coisa vai. Se não houver nenhum contratempo,
deve ser dada nos próximos dias a autorização
da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
para que ela entre em funcionamento ainda neste mês.
Quando começaram as obras de Angra 2 nos anos
70, previa-se que a usina estaria gerando energia
no longínquo ano de 1982. Até hoje o
que ela tem produzido mesmo são despesas: o
custo total foi de 10 bilhões de dólares
cinco vezes mais alto do que constava do orçamento
inicial.
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