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1 755 - 12 de junho de 2002 |

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Passou
da hora
Aos 40, Meg Ryan teima
em fazer a mocinha sonhadora
Isabela
Boscov
Divulgação
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| Meg
e Jackman: choque temporal |

Veja também |
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É
certo que Meg Ryan não mostra os seus 40 anos e é
certo também que, apesar da ótima aparência, ela já
passou do ponto para papéis como o que faz em Kate &
Leopold (Estados Unidos, 2001). No filme que estréia nesta
sexta-feira, Meg é uma nova-iorquina que trabalha com pesquisas
de consumo. Ou seja, ela encarna pela enésima vez a urbanóide
neurótica, engraçadinha e azarada no amor que, lá
pelo oitavo rolo de filme, vai perceber que o príncipe com o qual
não se entendeu nos sete rolos anteriores é, na verdade,
encantado. Aqui, essa proposição é levada ainda mais
adiante. Leopold (Hugh Jackman) é um duque inglês que viaja
de 1876 para 2001. Alto, bonito e um perfeito cavalheiro, ele está
na iminência de se casar por dinheiro. Sua jornada vai alterar essa
perspectiva em favor de Kate, claro. Embora explore de maneira
preguiçosa os adoráveis probleminhas que esse choque cultural
e temporal vai causar, o filme é meigo e razoavelmente divertido.
Mas exige um bocado da crença do espectador. Este tem de acreditar
que Meg está na idade de fazer beicinho e sonhar com príncipes
encantados (e que eles existem), que, pulando de uma ponte, se pode chegar
a outro século, que alguém que nunca trabalhou um dia na
vida acha que ser nobre é uma droga e que chefes capazes de assédio
sexual não hesitam em reconhecer o devido valor da funcionária
que os rejeitou. Daria para engolir uma ou outra dessas coisas. Todas
elas, não.
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