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Edição 1 755 - 12 de junho de 2002
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Trabalho de risco

Jornalista da TV Globo some durante
reportagem sobre drogas em baile
funk de favela carioca

Silvia Rogar


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No domingo 2, o jornalista da TV Globo Tim Lopes subiu pela quarta vez o morro da Favela Vila Cruzeiro, na Penha, um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Com uma microcâmara escondida na pochete, o repórter tentava colher informações e imagens para uma matéria sobre o baile funk local. Segundo denúncias de moradores, a festa, patrocinada por traficantes da facção Comando Vermelho, seria cenário para a exploração sexual de menores e consumo descarado de drogas. Tim Lopes ficou de encontrar o motorista às 8 da noite nas redondezas. Ele apareceu para dizer que precisava de mais tempo e voltaria duas horas depois. Desde então, Lopes está desaparecido.

Durante toda a semana, policiais procuraram por Lopes na Vila Cruzeiro e em favelas próximas. Sem sucesso. Em telefonemas feitos ao disque-denúncia, testemunhas contaram que um homem havia sido torturado e queimado na favela no domingo, provavelmente o jornalista. "Temos certeza de que ele sofreu e está morto", disse a VEJA, na tarde de sexta-feira, o inspetor Daniel Gomes, responsável pelas investigações. Restos de um corpo foram encontrados na entrada de uma pequena gruta na favela, conhecida como "microondas", por ser local de desova de corpos. No chão havia fragmentos de fitas de vídeo, que, a princípio, eram incompatíveis com microcâmaras. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está realizando testes de DNA.

Confirmada a morte de Tim Lopes, o crime terá sido o primeiro assassinato no Brasil realizado por traficantes de drogas em represália ao trabalho de um jornalista. Tim Lopes, 51 anos, teve sua carreira marcada por reportagens de denúncias sobre a vida precária dos brasileiros pobres. Sua matéria de maior repercussão recente, "Feira de drogas", mostrou o comércio de entorpecentes à luz do dia em três grandes favelas cariocas. No mundo, a morte de profissionais de imprensa costuma ser associada a guerras ou a regimes ditatoriais. Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, 31 morreram no ano passado. Na Colômbia, dominada pelo tráfico de drogas, quarenta jornalistas foram assassinados entre 1991 e 2001. Se Tim Lopes foi assassinado, como suspeita a polícia, a sombra da Colômbia apareceu nesse campo.

 
 
   
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