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Home  »  Revistas  »  Edição 2164 / 12 de maio de 2010


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É uma pena, mas...


Com reportagem de Gabriella Sandoval

Aurelie and Morgan David de Lossy/Getty Images

Para não perder de vista o rostinho maravilhoso, fofo e único dos seus filhotes, a maioria dos pais brasileiros continua a usar o bebê-conforto na posição contrária à recomendada pelos especialistas em segurança. Ele deve ser instalado no meio do banco de trás, com o apoio para a cabeça da criança virado para o vidro traseiro do carro.

O motivo: como o bebê ainda não tem firmeza no pescoço para aguentar o tranco de uma freada súbita, essa posição ajuda a amortecer o baque. "Os riscos de lesões decorrentes de movimentos de impacto são menores quando a criança já tem músculos, tendões e ligamentos fortalecidos. E isso só ocorre depois que ela atinge 1 ano", diz a pediatra Renata Waksman

O que pode acontecer, caso o equipamento seja instalado de forma errada: quando a criança fica de frente para o painel, a desaceleração repentina pode provocar o "efeito chicote" – ou seja, cabeça e tórax são jogados para a frente e para trás bruscamente. Com isso, a criança corre o perigo de sofrer graves lesões cranianas, intracranianas e fraturas na coluna cervical

 

Sim, cabe mais um

Steve Hix/Somos Images/Getty Images/RF


O que fazer quando o número de crianças com menos de 10 anos excede a capacidade de lotação do banco traseiro

• Em tal caso, o Conselho Nacional de Trânsito abre uma exceção: os pais devem escolher a criança de maior estatura para sentar-se no banco da frente

• Essa criança deve estar com cinto de segurança ou assento de elevação adequado ao seu peso e altura, como explica Marcus Romaro, especialista em segurança veicular. Nada de colocá-la no colo de um adulto carona, portanto

• Se houver airbag frontal, o banco deverá ser ajustado na última posição de recuo.
"Como a maior parte dos airbags é projetada para proteger adultos, eles podem ferir uma criança, causando, entre outras lesões, o deslocamento de pescoço", diz Alessandra Françóia, coordenadora da ONG Criança Segura



Bateu, aposentou

A informação está no manual das cadeirinhas e afins, mas poucos pais sabem disso: em caso de acidente, o equipamento deve ser substituído. E isso vale não só para batidas grandes, como para as pequenas, em que, aparentemente, não houve dano algum à cadeirinha. A força da batida pode enfraquecer ou danificar os cintos de segurança e outros dispositivos de proteção, tornando-os menos eficientes. "Os danos estruturais às vezes são imperceptíveis, mas potencialmente perigosos", diz Luciana Berlanga, gerente de marketing da Chicco. Eis por que não é recomendável comprar uma cadeirinha usada.

 
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