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Toda
a sorte do mundo
É disso que
precisa o mano Goodluck Jonathan;
confira os relevantes motivos a seguir

Vilma Gryzinki
AP
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Será que o sujeito de chapéu vai cantar
hip-hop depois de assinar um contrato milionário, ao lado de dois
colegas a caráter? Ah, como se engana quem se deixa levar por este-reótipos.
O do chapéu é Goodluck Jonathan, investido por juízes da
Suprema Corte, de peruca e tudo, na Presidência da Nigéria, que já
exercia como interino, depois da morte do titular afastado por doença,
Umaru YarAdua. Contrariando, mais uma vez, os estereótipos, Jonathan
é um biólogo com doutorado em zoologia que trabalhou em preservação
ambiental. Entrou de viés na política e por uma série de
coincidências acabou presidente. A túnica com botões de ouro
e o chapéu são trajes típicos de sua tribo. O novo presidente
vai precisar de toda a sorte que seu nome prenuncia. Ele chegou ao poder sem aliados
políticos, sem galões e sem sistema de clientelismo, os pilares
habituais dos chefões do incrivelmente complicado e mais populoso país
da África, de 150 milhões de habitantes. É protestante pentecostal
num país onde a elite dirigente é muçulmana e vem de uma
tribo que periodicamente pega em armas e taca fogo em oleodutos para reclamar
sua parte nas riquezas petrolíferas que são a bênção
e a maldição da Nigéria. Não está imune à
mais infernal praga nigeriana, a corrupção galopante. Ao concorrer
a vice-presidente, declarou bens no total de 2,4 milhões de dólares
sem explicar como um professor universitário, filho de pescador, alcançou
tanta substância. Sua mulher, Patience (sim, o Boa Sorte é casado
com a Paciência), já foi processada por lavagem de dinheiro. Se superar
esses problemazinhos e aproveitar o momento de crescimento econômico, talvez
entreabra a miraculosa porta para uma Nigéria melhor. Sorte aí,
mano.
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