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Home  »  Revistas  »  Edição 2164 / 12 de maio de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
Indústria da demarcação de reservas indígenas
Tradutor do Google (capa)
Estádios para a Copa de 2014
Maílson da Nóbrega
José Eduardo Dutra (Entrevista)

 

Tradutor do Google

"Viabilizar a comunicação das culturas pela rede mundial de computadores
é viver a globalização. Parabéns pela excelente reportagem."

Rodrigo Sampaio
Recife, PE

Tive uma grata surpresa ao receber VEJA. O assunto da reportagem de capa, "A língua do Google" (5 de maio), é exatamente o que escolhi para trabalhar com meus alunos na feira cultural do Colégio Internacional Anhembi Morumbi. Alunos do 6º ano até o 3º do ensino médio vão apresentar aos visitantes provas de como, através da internet – do tradutor do Google –, o homem poderá superar finalmente as dificuldades de comunicação entre os vários países do mundo. É claro que já incluí a reportagem da edição 2 163 no trabalho!
Clemári Marques Ribeiro
Professora de língua portuguesa
São Paulo, SP

Na minha adolescência, meu maior prazer ao estudar era fazer as traduções dos textos, livros e músicas. Sonhava um dia falar inglês, saber um pouco de tudo, ser culto. Ah, se existisse a internet e o Google naquela época...
Antonio Auggusto João
São Paulo, SP

É inegável a praticidade que os tradutores linguísticos da rede oferecem. Mas é hora de perguntar a nós mesmos se não seria essa mais uma ferramenta para incentivar a preguiça e o desinteresse em aprender de fato. No meu tempo de estudante, realizar uma pesquisa ou uma tradução era tarefa de dias, e o conhecimento do tema ficava na nossa memória. Hoje, dois dias depois de pesquisar, a enorme maioria dos alunos nem se lembra do que viu.
Humberto Beltran
Professor de idiomas
Nova Alvorada do Sul, MS

O uso do Google é importante, mas não substitui a leitura de um bom livro. A quantidade de informações fragmentadas e diluídas que obtemos por meio dessa ferramenta não é páreo para uma edição que pode ser manuseada e saboreada como um bom vinho.
Zaíra Dirani
Professora
Brasília, DF

 

Indústria da demarcação de reservas indígenas

Brilhante a reportagem "A farra da antropologia oportunista" (5 de maio), sobre a "pilantropologia" nacional que pretende transformar nosso país num imenso "Brasilistão" de índios, quilombolas e sem-terra. Além de atentar contra o agronegócio, pedra angular da estabilidade econômica, essa nefasta prática racista vai contra os rumos da história do Brasil, que se tornou, em apenas cinco séculos, um país miscigenado que é exemplo para o mundo.
Félix Maier
Águas Claras, DF

VEJA mais uma vez mostra as barbaridades que sabotam e envenenam silenciosamente o meio rural brasileiro. Na edição 1 935 (14 de dezembro de 2005), a reportagem "Índios por imposição" já mostrava claramente as façanhas da Funai e de ONGs de fabricar índios pelo Brasil afora. Tudo o que índios, negros, brancos, pardos e outros de qualquer cor desejam são o desenvolvimento e sua inclusão no mercado de trabalho para terem uma vida digna para si e suas famílias. Esses malandros que querem saquear o Brasil ficam nus diante de mais uma fantástica reportagem.
Luciano Coelho Barbosa
Campo Grande, MS

VEJA mostrou muito bem como se manipulam as demarcações de terras, seja para índios, seja para quilombolas, assim como os interesses escusos que cercam as ONGs, supostamente encarregadas de atuar na proteção dessas populações. Mas é preciso investigar também os benefícios que auferem membros do Judiciário para dar ganho de causa a ações e interesses tão estranhos, escusos e contrários ao bem do país.
Humberto Milhomem da Mota
Professor
Goiânia, GO

Abrir essa caixa-preta sórdida e ultrajante terá de ser uma das prioridades do futuro presidente. Já nos anos 80 os sem-terra faziam suas incursões atormentando legítimos e produtivos proprietários rurais. Com a frouxidão das leis e das autoridades, surgiram ONGs oportunistas e toda sorte de ladrões. Algo precisa ser feito para colocar esses bandos em seus devidos lugares e dar tranquilidade a quem quer, de fato, produzir.
Procório Elvécio Pereira
Jaraguá do Sul, SC

 

Carta ao Leitor

A Carta ao Leitor "Uma cadeia de fraudes e abusos" (5 de maio) levanta o véu dos abusos, interesses fisiológicos e ideológicos que permeiam a expansão de aldeias em propriedades particulares legítimas e produtivas. O estado brasileiro responsável pela ruína dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul – com as bênçãos de membros do Ministério Público Federal que parecem mais versados em Lênin e Marx do que em Constituição brasileira – quer por aqui expandir áreas de aldeias dando um "chapéu" nos brasileiros que povoaram nossas fronteiras e as tornaram produtivas. Parabéns a VEJA por colocar o dedo em mais uma vergonha com que o estado brasileiro insulta a nação.
Valfrido M. Chaves
Campo Grande, MS

 

José Eduardo Dutra

Ao reduzir o episódio de compra de votos conhecido como "mensalão" a uma "grife", o líder petista José Eduardo Dutra (Entrevista, 5 de maio) deixa claro qual é a estratégia eleitoral orwelliana do governo atual: não se postula apagar tão somente as realizações de governos anteriores, mas também atos criminosos de quadrilha ligada ao Partido dos Trabalhadores.
Gabriel Romero
Brasília, DF

O PT está muito mal assessorado. A começar pelo seu presidente, José Eduardo Dutra. Nas Páginas Amarelas ele afirma que o partido não tem adotado nenhuma postura agressiva em relação ao candidato adversário. Entretanto, durante a mesma entrevista, quase todas as suas respostas foram de agressão aos partidos de oposição e ao adversário do PT na corrida presidencial. "Um conjunto de freiras franciscanas dentro de um bordel", por certo, escandalizaria bem menos que a aliança PT-PMDB, outrora inimaginável.
Mirna Machado
Atibaia, SP

 

Artigo de Maílson da Nóbrega

O economista Maílson da Nóbrega foi muito feliz em seu artigo "Quem descobriu o Brasil? Lula ou Cabral?" (5 de maio). O relato sobre as declarações de Lula – que "redescobriu o Brasil"– é uma crítica muito bem elaborada, com conhecimentos sobre a história de nossa política. Foi um aprendizado valioso.
Diana Maria Marques Pereira
Fortaleza, CE

Serve de forte aviso o artigo de Maílson da Nóbrega sobre o errado endeusamento de Lula, "nosso guia". Meus pais, meu irmão e eu sobrevivemos, ao longo de três anos detidos em campos de concentração, aos desatinos iniciados por "Mein Führer" e "Il Duce". Se Lula ainda não leu livros de história mundial e não sabe o que é postura de chefe de estado, melhor seria observar o silêncio. Como diz o ditado popular, "elogio em boca própria é vitupério".
Geert J. Prange
Paranaguá, PR

A ignorância crassa de uma massa ensurdecida de bajuladores inconsequentes é que faz Lula pensar ser aquilo que não é, nunca foi nem será. O Brasil precisava, neste ano de eleições, ler acuradamente o artigo de Maílson da Nóbrega.
Marcelo Melo
Irati, PR

 

Estádios para a Copa de 2014

Parabéns pela coragem de publicar a reportagem "O plano B da Fifa" (5 de maio), mas é fácil entender os motivos do atraso. Meses antes do evento, o governo liberará a verba de emergência. E nós, passivos, pagaremos de novo a conta.
Mauro Moreira
São Paulo, SP

Como diria o famoso Agente 86 da TV, estamos assistindo ao velho truque de deixar que todos os prazos racionais se explodam para que seja possível contratar as obras em regime de urgência urgentíssima, bem ao gosto dos políticos desonestos e empreiteiros gananciosos. Essa gente faz isso sempre, e a certeza da impunidade é tamanha que eles nem se preocupam em modernizar os truques.
Edilson Luiz Viola
Campinas, SP

A Copa do Mundo seria uma grande oportunidade para o Brasil alavancar o seu turismo marítimo, atividade que cresce no mundo. As empresas marítimas poderiam trazer torcedores estrangeiros para acompanhar suas seleções na Copa, com escalas em diferentes portos nacionais e evidente lucro para as cidades. Esbarram, porém, em entraves como a pouca infraestrutura portuária. Os portos brasileiros não têm instalações apropriadas para receber turistas, e seus custos operacionais são muito altos. O atraso nas obras de infraestrutura pode custar caro ao país e torna incerta a vinda de turistas em navios que serviriam de hospedagem adicional na Copa de 2014, como já ocorreu em eventos na Itália, na Grécia e na Austrália.
Ricardo Amaral
Presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar)
Por e-mail

É uma vergonha para todos os brasileiros! A Copa de 2014 no Brasil foi anunciada há trinta meses e nada foi feito! Eu não acredito que tudo será feito nos próximos cinquenta meses. Lamentavelmente, a Fifa está certa: a Copa de 2014 poderá ser mesmo na Inglaterra.
Luiz Eduardo Magalhães
São Paulo, SP

 

Comunicação universal
Nicholas Ostler, especialista britânico em história das línguas: "O inglês será a última língua franca. As pessoas se darão ao luxo de falar com outras culturas usando o próprio idioma"
Ana Rojas

 

 

Lei de Anistia

Não consigo entender como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de confirmar a validade da Lei de Anistia não foi abordada pela revista, nem como notícia e menos ainda como comentário, uma vez que se trata de questão de interesse e repercussão nacional e internacional. Acho que não haveria como o Supremo decidir de outra forma. Anistia não se faz pela metade. Não há meia anistia, assim como não há meia virgindade. Quem pensa em punir agentes do estado se esquece de que do outro lado há quem tenha praticado crimes graves também. Anistia é para tudo apagar, ou não é anistia. Tem razão o ministro Cezar Peluso quando afirma que a cultura brasileira é de cordialidade. Ressuscitar o tema causaria novas animosidades e atritos indesejáveis.
Silvio Vericundo Fernandes Dias
Por e-mail

 

Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu

Ao comparar a potência das várias modalidades de geração de energia é preciso verificar o fator de disponibilidade, ou seja, o período do ano em que se conta com a totalidade da potência instalada. Nas hidrelétricas, esse fator varia em torno de 50%. Nas eólicas, em torno de 30%. Nas usinas nucleares, o fator de disponibilidade é de 90%. Assim, para atender à potência média de Belo Monte (cerca de 4 500 MW), seriam suficientes quatro usinas nucleares de 1 200 MW. Elas custariam em torno de 30 bilhões de reais e seriam competitivas tanto com as hidrelétricas como com as eólicas. Além do fator de competitividade, as usinas nucleares economizariam o custo alto de transmissão, reduzindo também as perdas, por se localizarem próximas aos centros de carga ("Como fazer... e como não fazer", 28 de abril).
Antonio Muller
Presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares
Rio de Janeiro, RJ

 

Cyberbullying

De extrema importância a reportagem "A tecnologia a serviço dos brutos" (5 de maio). Como médica de crianças e adolescentes, percebo o crescente problema do bullying em tempo real ou virtual. O fato exige conscientização e ações articuladas entre a família e a escola. Muitos educadores ainda minimizam as "brincadeiras da idade".
Doutora Betinha Cordeiro Fernandes
Responsável pelo Ambulatório de Pediatria do Comportamento do Hospital das Clínicas
Recife, PE

Reportagens como essa alertam a sociedade e concorrem para o fortalecimento das políticas públicas que minimizam a violência escolar, além de contribuir para o uso ético e responsável da internet.
Aloma Ribeiro Felizardo
Pedagoga
São Paulo, SP

 

Poder nas favelas

Excelente a tática da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro de "reocupar os morros" (5 de maio). Mas fica a pergunta: os bandidos debandaram para onde?
Cristina D. Silva
Pequim, China

Fico feliz em ver que o Rio começa a enfrentar com competência o poder paralelo exercido pelo tráfico. Pena que a situação esteja desandando em Belo Horizonte e Contagem, onde tivemos três ônibus incendiados em um mês e dois bairros com toque de recolher. O que não falta no país é área para atuação dos narcotraficantes.
Marcus Vinícius Leite
Belo Horizonte, MG

 

Ditadores medrosos

As imagens dos senhores Raúl Castro, Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez apavorados diante de um mouse são espetaculares ("O rato que ruge", 5 de maio). O mesmo pavor eles devem sentir diante de uma urna eleitoral e dos jornais e revistas que circulam livremente nos países democráticos. E pensar que o nosso presidente Lula os afaga e os chama de companheiros.
Walter Francisco Barros
Araçatuba, SP

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